É com imenso orgulho que escrevo estas linhas finais sobre a belíssima participação de Portugal no Campeonato do Mundo de Andebol que se realizou em Oslo no belo país dos fiordes.
Quem no dealbar do evento ousasse afirmar que Portugal terminaria num fantástico quarto lugar, seria provavelmente apelidado de tonto ou no mínimo de assaz optimista.
Porém a boa selecção portuguesa, desde o início desta fase final, mostrou ser uma equipa acima da média. Pela sua qualidade de jogo, pela forma como os atletas se dedicavam ao jogo, pela união dentro e fora do campo.
Lentamente os comandados de Paulo Jorge Pereira foram crescendo em qualidade de jogo e mais que tudo em coragem. Daí se ter eliminado a Espanha e a Alemanha (duas selecções potentíssimas!!!) e termos saído da nossa “main round” sem qualquer derrota.
Os nossos adversários, provavelmente, começaram a olhar para a nossa selecção de maneira diferente e tiveram de mostrar que tinham mais e melhores argumentos que nós. E fizeram-nos fazendo com isso que tenhamos saído desde campeonato com a moral valorizada e cientes que um dia mais tarde chegaremos lá-
O pior já foi feito… agora é manter!
Finalmente e tendo a real consciência que nenhum dos Heróis-do-Mar lerá o que aqui deixo escrito, ainda assim sinto que como português e amante de desporto, encarecidamente agradecer a todos, todos, todos (como disse um dia Papa Francisco!) as alegrias que me foram brindando (quase) diariamente.
Há quatro dias falei neste postal sobre a brilhante carreira da selecção portuguesa de andebol que se encontra em Oslo a disputar o Mundial da modalidade.
Brilhante? Não. Brilhantíssima.
Esta noite enquanto esperava que o jogo da Liga dos Campeões iniciasse em pleno Estádio de Alvalade, fui vendo a exibição dos "Heróis do Mar" (epíteto com o qual os nossos atletas foram baptizados!!!) que ao fim da primeira parte batiam a poderosíssima Alemanha por um anormal 13 - 9.
Hoje, eu parecia aqueles feirantes antigos que diziam estavam com "um olho no burro e outro no cigano" pois enquanto evoluía um jogo deveras fraco da minha equipa, outros atletas lá na terra dos fiordes lutavam arduamente para chegarem mais longe.
Chegaram com mérito e sacrifício e neste momento Portugal tem já garantido (sem jogar, obviamente!) o quarto lugar neste Mundial. Um marco histórico no andebol luso.
Ora quando cheguei a casa liguei a televisão, fiz uma breve passagem pelos diversos canais de informação e similares e claro... só se falava de futebol. Como quase sempre.
E o andebol, hem?
Para b«nota final: parabéns aos jogadores, à equipa técnica e aos dirigentes desportivos da FPA. A darem o exemplo a outras!
Agora venha de lá a Dinamarca provar do nosso veneno... ups quero dizer vinho!
Por causa de um caso de doping numa conhecida agremiação desportiva portuguesa, um atleta luso que havia sido convocado foi suspenso do Campeonato do Mundo, o que é naturalmente uma tristeza, todavia foi suficiente para eu saber que hoje a selecção portuguesa iniciaria a sua participação no Campeonato do Mundo de andebol, em Oslo.
A partida principiou às cinco da tarde e foi transmitida pelo canal2 da televisão pública, terminando com uma folgada vitória lusa. No entranto o que mais me espantou nesta partida prendeu-se com os árbitros ou neste caso... árbitras. Duas romenas impuseram as suas decisões sem haver qualquer postura anti-desportiva por qualquer dos atletas presentes. Achei piada à forma como ambas trabalhavam em conjunto num campo recheados de homens com quase o dobro do tamanho e do peso. A título de exemplo direi que Salvador Salvador, um dos esteios da Selecção Nacional tem 23 anos e “só” mede 1,97 de altura.
Tendo eu nascido numa época em que as meninas raramente praticavam desporto e nem pensar serem juízas desportivas, noto com elevado orgulho como os nossos atletas se mostraram tão respeitadores das decisões das jovens árbitras romenas. Um exemplo!
Por aquilo que tenho vindo a constatar o desporto tem-se mostrado paulatinamente muito mais aberto, que outras actividades, à presença do eterno feminino.
Infelizmente o futebol continua a ser a ovelha ronhosa deste Mundo já que, não obstante a campanha de algumas organizações, continua a léguas de ser uma actividade desportiva livre de preconceitos e misoginia.
Quem por aqui aparece sabe como sofro pelo Sporting. Não há nada a fazer... é uma doença que adoro ter. Ponto!
Todavia hoje saí de casa para ir ver a Liga dos Campeões em Andebol nosso nosso palhivão. Após duas vitórias seguidas, sendo que a última foi conseguida fora e já com o tempo normal decorrido num remate espectacular de Ruesga, tudo fazia querer que teríamos um jogo difícil mas sempre com a esperança de ganhar.
Não aconteceu e não fosse a equipa adversária reduzir o ritmo e a vitória contrária seria ainda maior. Ainda assim valeu pelo ambiente, pelo jogo e pela boa companhia do meu filho mais velho.
Depois do jogo uma bucha rápida e o Estádio à nossa espera para ver o Marítimo. Antes desta partida temi o resultadio. Mas o Sporting suplantou-se e mostrou que em Alvalade ruge mais alto o leão verde.
E tudo começou neste golo.
Uma jornada bem leonina quem me soube fantasticamente bem!