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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Resposta nº 41

... a este desafio da Ana

Tema: pensa numa palavra, vai ao google procurar a imagem e escreve sobre

Procurei por... amor e surgiu um coração feito com dedos das mãos.

Ligar amor e coração é que nunca percebi!

O coração é um músculo... O amor é um sentimento.

O coração é forte... O amor é fraquinho...

O coração bate... O amor desfaz-se.

O coração é valente... O amor é cobarde.

Mas quem sou eu para contrariar alguém!

Sonhos ou banhos de realidade?

O ser humano tem uma enorme dificuldade em lidar com a realidade, seja esta fantástica ou dolorosa.

Desculpamo-nos quase sempre com a ideia de que a cabeça quer uma coisa e o coração manda outra. Curiosamente comentei num blogue de uma amiga a propósito desta dicotomia. Mas não esclarecendo tudo ficou a ideia ficou a moer.

Durante o dia de hoje não tive tempo para pensar, mas chegada a noite é o momento para dissertar sobre a maneira como lidamos com a realidade contra o sonho que um dia idealizámos.

Todavia serei breve!

A realidade pura e dura nunca é simpática nem doce. Mas há que saber aceitar e perceber que sem o banho de realidade, provavelmente viveríamos num Mundo quase abstracto. Os sonhos devem ser sempre sonhados e assumidos, mas mais tarde plasmados na tal realidade com que vivemos todos os dias.

O amor, a paixão são dois dos sentimentos muito comuns nas assumpção das diferenças entre realidade e sonho. Poderemos amar alguém ao mesmo tempo que percebemos que esse amor será destrutivo. Deveremos continuar a amar? Ou acrescentar mais uma desilusão ao coração?

A idade que vamos somando tem uma natural tendência para polir as nossas dúvidas e clarificar o que vamos vendo. O problema é que na maioria das vezes não gostamos nada do que testemunhamos e preferimos continuar a caminhar por um trilho que nos poderá destruir interiormente.

Depois quando tudo acontece não poderemos dizer que "tive azar"...

Resposta nº 17...

... a este desafio da Ana

Tema: escreve sobre o amor

- O amor é assim uma espécie de Covid19 que entra nas nossas vidas sem sabermos muito bem o que é ou como se instalou.

- O amor é uma roseira. Enterra-se na terra e ela pega de estaca para depois apresentar-nos a rosa mais perfumada e bonita do jardim.

- O amor é um rio que nasce de umas gotas de água oriundas do orvalho da manhã. São frias, límpidas e puras, para depois transbordarem as margens.

- O amor é um pêssego doce e saboroso que vamos trincando lentamente até mordermos o caroço e sentirmos dor.

- O amor é louco, parvo, insensato e doentio, mas por tudo isto é profundamente necessário.

Resposta nº 15...

... a este desafio da Ana

Tema: primeiro amor

Diz-se que não há amor como o primeiro.

Eu prefiro dizer que não há amor como o último. Até porque o meu primeiro amor foi uma decepção, um daqueles banhos de realidade em que a juventude é tão fértil.

Não me lembro que idade teria na altura, mas calculo que uns 14 ou 15 anos. Ela era gira (aos meus olhos, obviamente) e eu alimentei estupidamente aquela paixão durante meses até perceber que alguém havia já conquistado o coração dela!

Portanto o primeiro amor foi uma chatice. Tal como outros amores que vieram a seguir. Por isso prefiro o último!

A carta!

Recebi hoje uma carta!

Faz muitos anos que não recebia uma carta destas... Daquelas manuscritas por uma mão firma e decidida, com uma caligrafia muito bonita e perceptível e que nos comove até às entranhas.

Todavia uma missiva simples que percorreu milhares de quilómetros até chegar à minha mão.

Não falava de trivialidades, mas da vida tal como ela é, de bons e menos bons momentos, dos filhos e dos netos, de alegrias e tristezas, de solidão e companhia.

Recebi hoje uma carta!

De alguém que me diz muito, que sempre me apoiou e estendeu a mão. Lembro-me das matinées no cinema Avis e a seguir aquele lanche! Lembro-me dos poucos brinquedos que tive e que ela me ofereceu.

Hoje tem muita idade... mas ainda consegue escrever uma carta! 

Bela... como são todas as cartas escritas com o coração!

A nova mulher da minha vida!

Há aproximadamente um mês que passei a ser avô a (quase) tempo inteiro. Ou dito de outra forma todos os dias úteis, logo pela manhã, recebo nos braços a nova mulher da minha vida.

Após quase nove meses de licenças de maternidade, paternidade e férias foi o momento dos pais regressarem presencialmente ao trabalho. Daí esta minha ajuda...

Os meus dias dividem-se agora entre brincadeiras para bebés, dar de comer, mudar fralda ou simplesmente ajudá-la a adormecer.

Nunca fui pessoa onde o tempo abundasse tal era a quantidade de "burros" que tocava diariamente, como sói dizer-se. Deste modo para chegar a muito lado roubava horas ao sono. Porém agora o tempo parece escassear ainda mais. Sempre me imaginei a escrever serenamente longos textos durante a minha reforma. Mas tal não tem sido possível.

Tudo por uma causa maior que é alguém que entrou na minha vida sem pedir licença e ocupa já todo o espaço que havia livre no meu coração.

Finalmente a minha neta não é só uma linda e simpática criança, como é um anjo que vai iluminando o meu caminho.

Há um mês!

Por amor tudo é válido?

Este texto é, por assim dizer, uma continuação deste meu post, escrito há uns dias. Desta vez abordo não a relação de duas pessoas mas o sentimento que as une ou desune e as respectivas consequências. E este sentimento tem sempre um nome primeiro: amor!

Por amor tudo se suporta, ouvi eu há muitos anos, dito por alguém próximo. Mas será mesmo assim? Será mesmo o amor o único sentimento que mantém a chama de uma relação?

Reconheço e aceito que por amor se fazem muitos (por vezes demasiados) sacríficios. Mas terá obrigatoriamente de ser sempre assim? A resposta é obviamente difícil e depende da capacidade de cada um tem para aguentar, fisica e psicologicamente, o que lhe vai sendo apresentado.

Há quem ao primeiro embate desista de uma relação só porque não está para se sacrificar e há quem nunca desista porque entende que o amor tudo aceita, tudo aplaca mesmo que com isso perca toda a sua identidade. Ora o mais certo seria explicar à outra parte que algo está mal e que está a sujeitar a um sacrifício anormal. Para isso é necessário que o diálogo franco e aberto seja o lastro da relação. Isto é, se alguém pedir sacrifícios ao outro sem disso ter verdadeira consciência, é bom que seja antecipadamente avisado do que está a pedir e que poderá terá custos... Se assim não for alguém deixa de ser quem é, para passar a ser escravo de outrém! E isto não me parece bem. De todo!

O amor deve ser um sentimento mútuo muito à imagem do "eu dou mas também recebo". Mas neste dar e receber não é necessário quantificar nem qualificar. Basta estar permanentemente disponível. E é esta disponibilidade ou não que naturalmente define o amor que se tem pelo outro.

Nos tempos que correm só vive numa relação pouco disponível quem quer!

Porque por amor nem tudo é válido.

Amor de mãe!

A maternidade é, nos nossos dias, um momento muito especial. Para os familiares próximos, para o pai mas sobretudo para a mãe. E então se for a primeira vez... Tudo é novidade, ventura e aventura, desassossego permenente!

Hoje uma recente mãe fez anos! Festa em família, como não podia deixar de ser, o bebé foi sem dúvida alguma o centro das atenções. Até nas prendas...

Um desenho do menino nos braços da jovem mãe, reproduzindo fielmente uma foto tirada havia umas duas semanas, gerou uma torrente de lágrimas por parte da aniversariante. Um gesto que os mais velhos compreenderam e aceitaram. Todavia estas lágrimas são antes de mais o assumir real e genuíno do amor de uma mãe pelo seu rebento.

E quer queiram quer não, jamais haverá amor como este!

Um homem feliz!

Habitualmente fico contente com pouca coisa. Ou melhor. Poucas coisas fizeram a minha felicidade, porque esta é claramente fugaz e passageira.

Os momentos mais fantásticos que guardo, da minha já longa vida, foram os nascimentos dos meus filhos, a publicação do meu primeiro texto num jornal e quiçá o primeiro destaque deste blogue na Sapo.

Tudo o resto foram momentos bons mas... normais. Estudar (pouco???), arranjar um bom trabalho, casar, tudo me aconteceu com alguma... naturalidade

Até hoje.

Tenho dois filhos já homens. O mais velho faz tempo que saiu de casa para ir viver a sua própria vida. O mais novo ainda por aqui vai... resistindo.

É quase "cliché" afirmar que queremos o melhor para os nossos filhos. Mas costumo dizer que eu apenas lavrei a terra... cabendo a eles fazer a sementeira, mondar o terreno das ervas daninhas e colher os frutos...

E hoje alguém colheu. Num gesto extraordinário, o meu infante mais jovem, convidou a família e amigos para assitir à discussão pública da sua tese da Mestrado. E foi obviamente evidenciado pelo Júri a anormal assistência presente (quase duas dezenas de pessoas).

No final da discussão, que demorou tempos infinitos e em que todas as perguntas pareciam ser unicamente para fazer mal ao arguido, lá veio a tão esperada nota: dezoito valores!

Foi a (muito) custo que evitei uma lágrima... É que isto de ser pai não é (nada) fácil.

Neste momento sinto-me um homem imensamente feliz! Por que a felicidade é, como referi acima, efémera, mas o amor de pai jamais!

 

 

A (i)lógica dos sentimentos

 

A questão “para que serve o casamento a não ser para ter filhos?” colocada assim de supetão, sem qualquer contexto associado parece quase uma fórmula matemática de “dois mais dois é igual a quatro”.

 

Na verdade só o ser humano casa. Na natureza pelo contrário tudo se faz pela sua própria lei, sobreviver!

Falta, no entanto, àquela pergunta uma variável e que se chama sentimento. Só o ser humano  sabe dizer o que sente. E é esta variável que faz alguém gostar ou detestar outrem.

 

O que afinal pretendo dizer é que a junção de duas pessoas acarreta consigo obvias sensações, desejos, vontades e alegrias e claramente o inverso. Pode-se gostar ou detestar de uma pessoa só porque sim, sem haver uma razão lógica ou racional para essa atitude.

 

Dentro da panóplia de sentimentos que envergamos para gostarmos ou não de outra pessoa um deles é naturalmente o amor.

 

Amar alguém é algo pouco racional já todos nós sabemos. Mas como podemos explicar aquele suor frio nas mãos quando saímos a primeira vez? Como se explica o pulsar acelerado do coração, as pernas pouco firmes, as ideias toldadas?

 

Pois é, o amor não se explica, apenas se sente… Tal como o ódio ou a raiva.

 

No fim de contas tudo sentimentos que usados como variáveis alteram, e de que maneira, a nossa forma de ver a vida a dois.

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