Já passam das oito e meia da noite e desde as sete da manhã que não páro. Consegui agora fugir um pouco às azáfamas domésticas para vir aqui escrever este postal.
Diria que foi peciso chegar a esta idade para perceber o meu próprio e real valor. Receio, como já referi anteriormente, que um dia possa defraudar todos os meus amigos com alguma atitude menos feliz. Entretanto até lá... confiemos! Certo?
Hoje faço 61 anos e durante todo o dia o meu correio electrónico, o feicebuque, os sms, o telemóvel e essencialmente os meus blogues e afins não pararam de me bombardear (no melhor sentido da palavra!!!) com felicitações de aniversário.
Não tive prendas físicas. Mas recebi tanto carinho, tanta amizade, tanta ternura, tantas palavras bonitas que acabo o dia de coração repleto de uma alegria imensa. Só sentido... vocês nem imaginam!
Vejam lá que até a minha novel neta me brindou com uma chamada em directo via telemóvel onde a vi a mamar no seu biberon... Uma doçura.
Quero então, de uma forma sincera e frontal, como só assim sei viver, agradecer a todos, sem qualquer excepção, a forma tão carinhosa como me trataram neste meu dia.
Este foi uma jornada que, certamente, jamais esquecerei.
Quando era jovem (foi há tanto tempo que quase me esqueci!!!) havia uma frase que dizia o seguinte: viver não custa, o que custa é saber viver!
Não sei se actualmente esta frase fará sentido até porque as pessoas tentam viver tão depressa e estão tão ávidas de eventos que quase nem têm tempo para meditarem naquilo que realmente interessa. Felizmente nem toda a gente vive assim!
A semana que passou trouxe-me dúvidas, medos, tristezas, revoltas e até injustiças. Mas tudo faz parte da vida. Não tendo charneca para gritar aos quatro ventos a minha revolta, acabei por utilizar este blogue para desabafar, totalmente consciente das consequências das palavras que escrevi.
Em boa hora o fiz!
Primeiro porque as circunstâncias alteraram-se de tal forma porque o que deu origem à minha insatisfação acabou por se reverter e neste momento tudo parece encaminhar-se para um caminho mais sereno.
Segundo porque a amizade, carinho, esperança e solidariedade que aqui recebi através dos diversos comentários mostrou que a blogosfera é um campo extremamente fértil para se constituírem grandes e duradouras amizades.
Curioso, curioso é que não conheço pessoalmente nenhum dos comentadores que por aqui foram dando uma mão, uma força.
Iniciei-me em 2008 nestas andanças da blogosfera. Desde logo criei uma pequena base de dados com as respectivas ligações aos textos e ao mesmo tempo outras referências que considerei importantes como o número de comentários, favoritos, gostos e até indicações dos destaques.
Mas nada me preparou para estes números redondos e que hoje dei conta.
Dez mil comentários (é verdade que muuuuuuuuuuuuuuuuuuuitos serão meus, mas sempre como respostas) e mil e quinhentas reacções, pode parecer pouco neste universo imenso em que se tornou a blogosfera.
No entanto é curioso que estes números apareçam ao mesmo tempo, sem que eu tenha feito por isso. É daquelas coincidências… felizes. Diria eu!
Porém nenhum destes valores teria sido possível sem os leitores. São estes que comentam, que concordam e discordam, que simpaticamente adicionam como favorito um texto meu sempre pobre ou adicionam um gosto “feicebuquiano”.
Portanto é tempo de, mais uma vez, agradecer a todos quantos por aqui passam pela paciência que têm comigo, pela simpatia demonstrada e acima de tudo pela amizade que vão espalhando neste espaço e que diariamente aquece o meu espirito.
O filme infra foi reproduzido pela primeira vez neste postal em 2016. A sua concepção, realização e montagem foi da responsabilidade do meu filho mais novo.
O mesmo que ontem a encontrou já sem vida. O mesmo que hoje a entregou numa clínica para ser cremada.
Mas estes breves 4 minutos serão para sempre uma gratíssima recordação.
Deliciem-se porque vale a pena!
Obrigado Lupi pela companhia, amizade, alegria e fidelidade.
A gente não se verá por aí. Mas morarás para sempre no meu coração!
Hoje um colega comunicou que vai partir para uma nova aventura.
Com mais benefícios envolvidos, a verdade que o amor à camisola tem sempre um preço. E faz todo o sentido que assim seja. Todos os dias temos que lutar pelos interesses dos nossos...
Conheci o P. em 2015 quando entrou para a empresa. Muito mais novo do que eu desde logo houve entre nós uma empatia fraterna. Mesmo que tenhamos gostos diferentes... clubisticamente falando.
Sabíamos encontrar nas nossas diferenças muitos pontos em comum. E falávamos muito.
Vai sair da empresa já em Setembro próximo e tenho muita pena que o faça.
Mas ficará entre nós, certamente, uma profunda e sincera amizade. Que não iremos esquecer com toda a certeza.
Desejo a ele, à sua esposa e aos três filhos as maiores felicidades. Que a vida lhes sorria sempre.
Hoje ao fim da tarde, estive no lançamento deste livro do meu amigo de longa data, Pedro Correia.
Apresentado por Helena Matos esta obra vai deixar muitos políticos (e não só!) em maus lençóis já que este longuíssimo apanhado abrange muitas frases e obviamente muitas contradições proferidas por aqueles.
Na celebérrima livraria Bertrand, no não menos célebre Chiado, apareceram, entre outros, diversos amigos especialmente do blogue Sporting - És a nossa fé.
Grandes sucessos é o que mais desejo neste novo desafio.
O périplo que iniciei na passada quarta-feira pelos diversos departamentos, como elemento de uma lista candidata à Comissão de Trabalhadores, levou-me a diversos locais onde encontrei muita gente conhecida, como já havia referido aqui.
Mas hoje foi ainda mais especial tendo em conta que visitei o meu anterior local de trabalho e donde saí faz uns breves meses.
Conforme fui entrando nas diversas salas, um coro de cumprimentos e sorrisos surgiram ao reverem-me. E sinceramente foi óptimo encontrar gente boa. Malta a quem ajudei tanta e tanta vez. Que se mostraram hoje gratos...
Uns jovens, outros menos, uns valorosos técnicos, outros responsáveis líderes de equipas... Todos me receberam com imensa simpatia e carinho.
Mas houve uma delas que foi realmente especial... muito especial. Tem idade para ser minha filha, mas talvez por isso admirei ainda mais a sua postura. Levantou-se do seu lugar e com dois beijos e um profundo abraço deu asas à sua alegria ao ver-me. Um momento muito terno pela espotaneidade e acima de tudo pela sinceridade.
De que até hoje vivi, este foi sido o instante que irei recordar e guardar no meu coração como um momento sublime. Há pessoas que não enganam. Esta é uma delas... e aquele abraço traduziu tudo.