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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Um mundo paralelo!

Um amigo faz hoje anos. Não comemora o seu aniversário porque já nem sabe em que dia estamos. De um momento para o outro a demência atacou-o, deixando-o profundamente dependente de outros.

Homem de esquerda, poeta, escritor, músico, jurista de profissão era uma mente brilhante. Como responsável por uma área jurídica, conseguia em três frases simples, concisas e assertivas dar um despacho que ainda hoje, alguns anos volvidos, muitos ainda se recordam e que ficaram célebres!

O ano passado ainda lhe liguei para o telemóvel, mas já náo soube quem eu era. Por isso hoje nem lhe disse nada. Não valeria a pena.

Eu sei que ele já não sabe o valor da amizade. Mas eu sei. Não o esqueci durante todo o dia e daí estar a escrever este postal. Porque ele merece.

Obrigado A. por tudo o que me ensinou e pelo exemplo de discernimento e verticalidade que sempre o caracterizaram.

Eu sei que já me olvidou pois vive nesse seu mundo paralelo à realidade, mas eu jamais o esquecerei.

 

O meu papel neste Mundo!

Hoje encontrei um amigo de muitas caminhadas por esse país. Católico e peregrino como eu, partilhámos muitas alegrias, tristezas e centenas de quilómetros.

Aposentou-se quase quando eu, mas teve a desdita sorte de apanhar covid logo a seguir e ter ficado bastante mal. Ainda por cima meses antes a mãe havia morrido com esta infecção.

Hoje reconhece que está melhor e sente-se quase recuperado.

É também avô de uma menina, razoavelmente mais velha que a minha neta e por isso deu para trocar de ideias, entre outros temas, sobre os infantários e colégios e dos benefícios e malefícios desta escolha.

Ficámos longos minutos à conversa (já alguma vos disse que sou um fala-barato?) para no fim despedirmo-nos e ele acabar por afirmar com um enorme sorriso, que não vi por causa da máscara, mas adivinhei:

- Fica-te bem esse papel de avô!

Um “charco” de amizades!

Quando em 2008 entrei no infindável mundo da blogosfera estava muito longe de saber no que me iria meter.

No início os comentários resumiam-se a zero e achei que seria normal. Todavia certo dia, após vasculhar acabei por encontrar a plataforma Sapo e para esta transferi o meu blogue e respectivos postais escritos até essa altura.

Dando o salto para hoje e retirando muita espuma aos dias passados fica a nata e que se resume a uma só palavra: amizade.

Nem imaginam quantas amizades aqui tenho feito. Daquelas que queremos manter para sempre, mesmo que muitas vezes (a maioria) nem sequer nos tenhamos visto. Por mais incrível que possa parecer esta relação próxima alastrou-se não só a outros escritores de blogues, mas outrossim a comentadores.

Tem sido um intercâmbio enriquecedor que até já resultou num livro, como é todos sabido. E quiçá noutros que possam vir a nascer!

Esta comunidade sediada num “charco” de palavras e ideias é um perfeito exemplo de como a escrita pode ser um polo de convergência entre tanta gente diferente. Diferente a pensar, a ler, a escrever, a ser…

Tem sido um privilégio saltitar nestes nenúfares de boa escrita.

Partilhar alegria!

Disse um escritor que escrever era um acto de profunda solidão. Eu acrescentaria que só o será se jamais sair da gaveta, se nunca for publicamente mostrado.

A aventura dos "Contos de Natal" foi um exercício de escrita, mas acima de tudo de amizade, solidaderiedade, companheirismo e boa vontade.

Costumo dizer que na vida nada acontece por acaso e esta recente colectânea é a prova provada que escrever não é um mero acto de solidão, mas de enorme partilha.

Tal como este belíssimo conto da Cristina!

Quando o pouco... é tanto!

Esta pandemia e de modo muito particular esta variante Omicrón tem vindo a infectar muito mais gente que as versões anteriores. Valeram aos portugueses as vacinas que ao longo de um ano foram administradas. Ainda assim o número de infectados é alto tal como o de mortos por Covid.

Por isso hoje lembrei-me de ir ligando a diversos amigos para saber em que situação se encontravam. Tirando um caso ou outro que já sabia que estavam infectados, mas sem grandes problemas, os restantes responderam negativamente, o que é bom!

Um desses amigos foi um antigo colega de trabalho. Não obstante a separação física ficou entre nós uma boa e cimentada amizade. Liguei-lhe!

Falámos durante alguns minutos, rimos muito e ao fim de uns minutos acabámos por desligar.

Passado um pedaço tinha esta mensagem no whatsapp:

Meu caro e tão estimado amigo. Obrigado por te lembrares de mim. Gostei tanto de te ouvir. E estava mesmo a precisar de ouvir uma voz amiga. Grande abraço!

Uma mensagem pequena. Mas é nestas ocasiões que o pouco se torna tanto!

Ganhar o dia!

Sempre gostei de conhecer pessoas. E conheci tantas, mas tantas na minha vida quer pessoal quer laboral... Se juntarmos ao conhecimento destas pessoas a minha tagarelice temos o cocktail perfeito. 

Mas neste meu caminho feito de auto-estradas, estradas, carreiros e trilhos acabei por encontrar gente que não merecia sequer que lhes olhasse para a cara quanto mais, por vezes, ter que cumprimentá-los. Mas também conheci gente fantástica, anónima para os outros, estrelas para mim.

Porque sempre colocaram os outros à frente das suas próprias vidas e interesses, porque deram e dão muito mais do que recebem! Mas vivem muito bem assim.

Hoje conheci uma pessoa destas. Já ganhei o dia!

Desculpa à blogosfera...

Cabe-me vir aqui de forma humilde pedir desculpa a todos os bloguers que aqui me visitam pela minha ausência dos seus espaços.

Faço-o com a consciência de que nem tudo corre como gostaríamos e este meu lamento é fruto de uma série de acontecimentos que me obrigam a estar mais disponível noutras áreas. 

Fico apenas com tempo para escrever neste espaço e faço-o quase sempre a correr.

Renovo o meu pedido de desculpas e espero em breve recuperar algum do tempo perdido.

Bem hajam pela paciência!

A gente lê-se por aí!

A validade da amizade!

Sempre fui uma pessoa de amizades fáceis. Fosse pela minha maneira de ser ou pela forma como via o mundo, fosse quiçá por interesse (aqui julgo que menos já que nunca fui ninguém influente!), certo é que encontrei quase sempre gente espetacular.

A blogosfera não fugiu a este desiderato, já que encontrei nela muita gente fantástica, de quem fiquei amigo.

Ora bem... é deste tema que venho aqui falar hoje: a amizade ou o tempo dela!

Tenho consciência que os meus amigos de há 40 anos ainda serão meus amigos. Todavia cada um seguiu a sua vida em sentidos diferentes e talvez por isso hoje os nossos contactos sejam poucos ou quase nenhuns.

Entretanto encontrei nos caminhos que a vida me apresentou novas e diferentes pessoas, mas que de uma forma ou de outra mostraram apreço por este "pobre de Cristo".

Gente boa, disponível, simpática, fiel e sincera. E nem vale a pena referir quem são porque se aqui vieram ler este pedaço de má escrita sabem que estou a falar delas ou deles.

Na realidade sinto que a amizade  verdadeira não tem validade nem prazo, mas tão somente exemplo. Mas ainda assim fico quase sem palavras quando alguém alguém se refere a mim como um bom amigo, mesmo que nos tenhamos conhecido há semanas!

No trabalho ficaram muitos colegas, mas poucos amigos. Mas entendo porquê... No fundo, no fundo andamos todos a concorrer para o mesmo concurso ou prémio e assim sendo não pode nem deve haver amigos sob o risco de não conseguirmos chegar mais além.

Repito que tenho feito através deste espaço muitas e boas amizades. Daquelas que gostamos de manter porque temos a certeza que jamais nos magoarão.

Por isso a amizade é definitivamente um sentimento que não tem prazo, patine da antiguidade nem lustro de juventude!

E é tão boooooooom!

Partiu e nem me despedi...

Há dezanove dias escrevi este postal.

Hoje pela manhã recebi a triste notícia que o Zé havia partido para sempre.

Sinceramente não sei o que escrever quando o meu melhor amigo se foi embora. Faltam-me as palavras, sobram as emoções e as recordações. 

Quase 40 anos de amizade que se foi cimentando com o passar do tempo.

Deveria ser este o momento crucial para escrever aquele texto, juntar todas as palavras que aprendi e dedicá-las numa prosa inesquecível. Todavia falta-me a necessária competência.

Ficam estas... simples porém profundamente sentidas.

Ainda por cima nem pude despedir-me dele.

Que descanse em Paz!

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