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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Desculpa à blogosfera...

Cabe-me vir aqui de forma humilde pedir desculpa a todos os bloguers que aqui me visitam pela minha ausência dos seus espaços.

Faço-o com a consciência de que nem tudo corre como gostaríamos e este meu lamento é fruto de uma série de acontecimentos que me obrigam a estar mais disponível noutras áreas. 

Fico apenas com tempo para escrever neste espaço e faço-o quase sempre a correr.

Renovo o meu pedido de desculpas e espero em breve recuperar algum do tempo perdido.

Bem hajam pela paciência!

A gente lê-se por aí!

A validade da amizade!

Sempre fui uma pessoa de amizades fáceis. Fosse pela minha maneira de ser ou pela forma como via o mundo, fosse quiçá por interesse (aqui julgo que menos já que nunca fui ninguém influente!), certo é que encontrei quase sempre gente espetacular.

A blogosfera não fugiu a este desiderato, já que encontrei nela muita gente fantástica, de quem fiquei amigo.

Ora bem... é deste tema que venho aqui falar hoje: a amizade ou o tempo dela!

Tenho consciência que os meus amigos de há 40 anos ainda serão meus amigos. Todavia cada um seguiu a sua vida em sentidos diferentes e talvez por isso hoje os nossos contactos sejam poucos ou quase nenhuns.

Entretanto encontrei nos caminhos que a vida me apresentou novas e diferentes pessoas, mas que de uma forma ou de outra mostraram apreço por este "pobre de Cristo".

Gente boa, disponível, simpática, fiel e sincera. E nem vale a pena referir quem são porque se aqui vieram ler este pedaço de má escrita sabem que estou a falar delas ou deles.

Na realidade sinto que a amizade  verdadeira não tem validade nem prazo, mas tão somente exemplo. Mas ainda assim fico quase sem palavras quando alguém alguém se refere a mim como um bom amigo, mesmo que nos tenhamos conhecido há semanas!

No trabalho ficaram muitos colegas, mas poucos amigos. Mas entendo porquê... No fundo, no fundo andamos todos a concorrer para o mesmo concurso ou prémio e assim sendo não pode nem deve haver amigos sob o risco de não conseguirmos chegar mais além.

Repito que tenho feito através deste espaço muitas e boas amizades. Daquelas que gostamos de manter porque temos a certeza que jamais nos magoarão.

Por isso a amizade é definitivamente um sentimento que não tem prazo, patine da antiguidade nem lustro de juventude!

E é tão boooooooom!

Partiu e nem me despedi...

Há dezanove dias escrevi este postal.

Hoje pela manhã recebi a triste notícia que o Zé havia partido para sempre.

Sinceramente não sei o que escrever quando o meu melhor amigo se foi embora. Faltam-me as palavras, sobram as emoções e as recordações. 

Quase 40 anos de amizade que se foi cimentando com o passar do tempo.

Deveria ser este o momento crucial para escrever aquele texto, juntar todas as palavras que aprendi e dedicá-las numa prosa inesquecível. Todavia falta-me a necessária competência.

Ficam estas... simples porém profundamente sentidas.

Ainda por cima nem pude despedir-me dele.

Que descanse em Paz!

Aquela doença!

Há infelizmente neste Mundo diversas doenças que não sendo graves no sentido de colocar a vida em perigo, podem ainda assim ser limitadoras.

Por exemplo hoje comemora-se o Dia Mundial do Vitiligo. Uma doença que se esconde por detrás de muita roupa e perante a qual muitos doentes se sentem inferiorizados.

Tenho um amigo, peregrino de Fátima e na vida como eu, que sofre desse síndrome. Mas que numa rede social escreveu simplesmente este texto:

Tenho Vitiligo identificado há 20 anos. No início foi uma caminhada dura no esconder, no preocupar-me com a reação que poderia criar nos outros, na aceitação. Com 30 anos nessa altura, confesso que não foi fácil. Procurei vários tratamentos, numa ânsia infundada que tudo voltaria ao "normal". Até que ao 3°dermatologista que visitei ouvi o melhor conselho possivel: "E que tal VIVER?". Senti uma estalada na cara e pensei:"Se calhar esta médica tem razão."
Hoje não falo por mim.
Hoje falo pelas pessoas que ainda não conseguiram resolver a situação.
Falo pelas crianças que são discriminadas pelos pais de outras crianças, que não querem que os seus filhos brinquem em conjunto, que por ignorância têm medo que se pegue essa maldita maleita.
Ou então falo pel@ adolescente, que @s seus amig@s mandam a piadinha sobre os defeitos da sua pele, que não está nos standards tradicionais de beleza instituídos.
Ou então pelo adulto no autocarro, que as pessoas se afastam como se tivesse lepra, com asco.
Ou pelo idoso, que nem lhe tocam num simples momento de afeto, não vá alguém ficar contagiado.
Todas estas situações têm um elo em comum: Derrubam a autoestima.
E usar a empatia?
Fala-se tanto em "Não Discriminação“ ... Deixem as palavras e simplesmente passem aos actos.
Hoje saúdo quem é como eu.
 
Muitos parabéns P. grande texto onde a coragem e o alerta para uma realidade tantas vezes escondida se juntam para um bem maior.
Bem-hajas pelo teu exemplo.

Há livros eternos!

Há muuuuuuuuitos anos dois amigos jornalistas oferecerem-me, pelos meus 25 anos, uma colectânea de um dos meus poetas preferidos.

JLBorges.jpg

Um gesto normal entre amigos!

Só que a partir de ontem passei-o a incluir naquelas obras inesquecíveis e eternas. E tudo porque na sua primeira página há duas dedicatórias escritas por esses meus amigos.

Soube apenas ontem que um deles partiu definitivamente já no passado mês de Maio. Dele guardo então a tal dedicatória que ora reproduzo,

CSP_ded.jpg

para além de muitos almoços, jantares e jogos de futebol. Para além de diversas tertúlias...

O Carlos Santos Pereira passou pela vida num ápice. Pela minha e certamente pela vida de todos com quem ele lidou.

Obrigado por tudo o que ensinaste, companheiro!

Descansa em paz, seja lá onde estiveres.

Detesto ter razão!

Inicio este postal com um exemplo na minha vida.

Durante alguns anos fui fumador. Se no dealbar fumava daquilo que cravava porque não tinha dinheiro para mais e portanto consumia pouco, anos mais tarde, e a partir do momento que comecei a ganhar dinheiro, passei a fumar muito mais. Natural...

Cheguei a consumir diariamente três maços de cigarros. Mais o tabaco de cachimbo que também marchava...

Entretanto em 1984, estava eu numa esplanada na Costa de Caparica com um (agora) velho amigo, quando peguei num cigarro e aquele me pergunta:

- Quando é que deixas de fumar?

Coincidentemente aquela era o último cigarro do pacote. Fumei-o normalmente, mas quando o acabei devolvi ao meu amigo:

- Não volto a fumar!

Nem ele nem eu próprio acreditámos piamente na minha promessa, mas... 

A verdade é que deixei mesmo! Nunca mais peguei num cigarro nem no cachimbo (que ainda guardo). Todavia para que o tabaco passasse a fazer parte do meu passado tive de perceber que teria de deixar de beber café e de beber álcool às refeições e fora delas.

Hoje recordo aqueles tempos não com saudade, porém como prova provada de que se quisermos, repito se quisermos mesmo, tudo conseguimos. Até deixar de fumar. A partir desse tempo passei a alinhar numa luta para tentar que os meus mais próximos deixem de fumar. Há quem me chame fundamentalista anti-tabagista, mas eu apenas quero o bem das pessoas.

Trago este meu exemplo porque ontem recebi a notícia que um ex-colega e muito meu amigo, fumador inveterado, foi internado com um grave problema pulmonar que logo se descobriu ser um cancro.

Ele é muito mais velho que eu, mas a amizade que nos liga foi sempre enorme, cimentada com o andar dos anos. Muitas vezes tentei convencê-lo a deixar de fumar. Nunca aceitou a minha ideia convicto de que tudo não passava de um mito urbano.

Infelizmente não foi nem é. O tempo de vida que lhe restará será claramente pouco. Quando poderia ter sido tanto...

Bastava que ele tivesse querido!

Um pedido de desculpas!

Muita gente que me visita admirar-se-á com a minha ausência dos seus blogues.

E têm toda a razão.

Não querendo arranjar desculpas reconheço, todavia, que tenho andado muito afastado dos meus amigos escritore(a)s.

Por diversas razões: obras e mais obras em casa com a correspondente tarefa de tirar as coisas do sítio e depois voltar a colocá-las, uma neta que cada vez requer mais atenção porque já anda e não pára, uma idosa que insiste em ser ainda mais criança que a bisneta e por fim novos desafios de escrita a começar pelo dos pássaros, depois um concurso literário onde quero participar e cereja no cimo do bolo, um projecto de um livro de contos... Já para não falar da horta.

Tudo junto dá dias e dias preenchidos, sem tempo para visitar todos.

Assim, este humílimo relatador de ideias vem publicamente pedir-vos desculpa pela minha ausência.

Tentarei acertar o passo o mais breve possível!

Até lá a gente lê-se por aí! Sempre que eu puder!

Estatisticamente...

Nunca tendo eu estudado economia, finanças ou algo do género, tenho um gosto especial por estatísticas. Falta-me depois o conhecimento técnico para olhar para os dados e interpretá-los.

Desde que iniciei a escrever na blogosfera e essencialmente a partir do momento que os comentários começaram a cair na minha caixa de correio, que optei por criar um ficheiro em Excel onde plasmasse os dados que ia obtendo, separado por ano.

Ao fim de decorridos os 365 dias tenho um pequeno gráfico que demonstra o meu trabalho durante o último ano.

Pelo gráfico infra, que refere somente os últimos cinco anos, posso assumir que entre 2020 e o dia de ontem, o LadosAB foi inundado de comentários. Quase o dobro do ano anterior. Daqui retiro a conclusão simples de que a interactividade foi muito maior entre mim e os restantes comentadores, do que em anos anteriores. Mais... este número tem vindo a subir de forma quase exponencial. Note-se que em 2016/2017 não cheguei a receber 1500 comentários em oposição aos 4253  recentes.

Perante estes números venho mais uma vez agradecer a quem aqui vem botar opinião, ideia ou tão-somente colocar um sorriso. A blogosgfera também é isto: amizade!

A todos um enormíssimo bem-hajam!

A gente lê-se por aí!

 

Grafico_2020_21.jpg

 

Há vida para lá dos sessenta... e um!

Quando há um ano escrevi este texto jamais calculei que 366 dias depois (o ano passado foi bissexto) estaria em prisão domiciliária.

Que eu saiba não cometi qualquer crime, mas ainda assim sinto-me preso.

Tivesse eu (e todos nós) liberdade e estaria hoje em viagem a uma qualquer aldeia para ir almoçar (o mais provável seria ir à aldeia dos meus pais comer com eles a um restaurante). Assim reservo-me a ficar por casa. Até porque tenho cá uma “pingente encardida” (uma expressão da minha querida avó quando se referia carinhosamente aos netos pequeninos, e que eu agora aqui recupero) requer muita atenção, carinho e todos aqueles sentimentos bons que gostamos de oferecer, especialmente às crianças.

Hoje conto mais um ano de vida. Os números sobem e eu começo a assustar-me com a idade que vou somando. Isto um dia fica fora da validade… digo eu!

Estes últimos doze meses foram bizarros, atípicos, impensáveis. Fui infectado pelo bicharoco, doi qual escapei sem consequências (aparentemente!!!), reformei-me, tornei-me avô a tempo inteiro, viajei. Enfim… fui feliz.

Hoje é por assim dizer o meu dia… Aquele dia especial em que gosto de fazer balanços sobre o caminho que trilhei, já que o futuro… bom esse… estará muito pouco nas minhas mãos. Ou estará quanto baste!

É bom chegar aqui… muito bom mesmo. Quantos nunca o conseguiram!

Portanto caríssimo leitor, chegue-se aqui à minha beira e prove deste néctar que aqui tento diariamente transmitir: serenidade, paz de espírito e felicidade. Tudo polvilhado com uma pitada de boa disposição.

Só assim sei ser eu!

A gente lê-se por aí!

Adenda às 20 e 23

E depois há isto! Que dizer? Obrigado será muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito pouco.

 

Agradecimentos devidos!

Não é por andar por aqui há quase 13 anos a esgalhar umas imbecilidades que me dá direito a sentir que sou mais que outros que também por aqui andam. Diria mesmo que é o inverso. Se não existissem tão diferentes blogues provavelmente não me sentira tão feliz por aqui caminhar.

Com o aparecimento da blogosfera, aquela ideia de que escrever era um acto de profunda solidão, deixou de ter cabimento. Escrever é nesta altura da minha vida um gesto de partilha. Comigo e com os outros. Mas esta partilha seria decerto impossível se não fosse devidamente estimulado. Nomeadamente através dos muitos desafios de escrita para os quais fui/sou desafiado. Recordo aqui a Revista Inominável e mais tarde o Desafio dos Pássaros. Destes dois desafios adveio o contacto com outros blogueiros (esta última palavra não me “sabe” bem) que por sua vez criaram outros exercícios de escrita e nos quais tenho vindo a participar. Com muita alegria e sentindo-me um enormíssimo privilegiado.

Já nem falo nos diferentes convites que tenho recebido, e naturalmente aceite, para colaborar com um texto.

Posto isto, quero mui encarecidamente agradecer, a quem teve/tem a gentileza de me convidar a participar nos diversos desafios de escrita assim como nos seus próprios espaços.

Este agradecimento é-vos devido.

Obrigado por me obrigarem a escrever e essencialmente a puxar pelas ideias.

A gente lê-se por aí!

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