Passado que é já o Natal e até o Ano Novo é tempo de fechar este capítulo da recolha dos Contos de Natal de 2025.
Fecho este pedaço de escrita convicto que fiz o melhor que sabia e podia. No entanto nada fica totalmente encerrado pois dando seguimento ao que escreveu o poeta José Carlos Ary dos Santos "o Natal é quando um homem quiser", deixo uma nesga entreaberta para que mesmo tardiamente ainda inclua neste derradeiro postal mais alguns textos.
Posto isto não posso deixar de agradecer:
- à minha amiga Isabel ao ter-me deixado pegar no seu testemunho criado em 2019 e continuá-lo:
- a todos os escribas;
- a todos os fiéis leitores;
- a todos os comentadores:
- a toda a gente anónima que por aqui passou e sorriu para este desafio.
Ficam infra os textos com uma novidade em relação ao postal anterior.
No final deste ano espero e desejo que estes ou mais escritores polvilhem a blogosfera com óptimas histórias para alguém depois as recolher.
Em 2019 a nossa amiga Isabel teve a brilhante ideia de lançar este desafio. Se a autora julgou que a coisa não correria bem, cedo percebeu que estava enganada e assim todos os anos a rede natalícia é lançada a toda a blogosfera e quer se queira quer não, a verdade é que na recolha da dita surgem sempre novas estórias de Natal escritas por quem sente que este dia tão especial também é isto.
Coube-me este ano arregimentar os novos escritos. Se de inicio as palavras não apreciam, nos últimos dias as ideias parecem ter evoluído no sentido de termos mais e boas estórias para este Natal. Assim sendo eis a minha recolha feita até hoje.
Desde já o meu sincero agradecimento a quem já escreveu as suas estórias e lanço outrossim um aviso. Se virem por aí uma estória de Natal que não esteja aqui recolhida façam o favor de colocarem a ligação como comentário a este postal.
O que vou brevemente relatar foi apenas uma brincadeira, mas que deu muuuuuuuuuuuito prazer.
Desde há uns anos criei no uotessape um grupo de autores blogosféricos. E todos os dias há inumeras mensagens entre nós.
A ideia que tive nasceu o ano passado, mas não houve oportunidade de o fazer por motivos logísticos. Todavia este ano assumi que teria de dar seguimento à minha ideia, de tal forma que antecipadamente fui preparando as coisas e tentando perceber as diferentes opções.
Tudo teve a ver com o meu azeite. Faço tanta publicidade a ele a estes meus amigos sem que alguma vez os tivesse brindado com uma amostra.
O resultado resumiu-se num conjunto de pequenas garrafas que enchi com azeite novo, vedei-o bem vedado, pedi umas caixas de sapatos numa loja de uma amiga e enchi aquelas com a embalagem de azeite devidamente escudada entre muitos papéis.
Depois entreguei-as a uma empresa de distribuição e lá foram as caixas vedadas e bem embrulhadas, para todo o país, ilhas incluídas. Pelo que fui constatando todas chegaram aos destinos sem qualquer mácula.
Apenas uma ficou retida em minha casa porque ficou combinado entre nós que seria entregue pessoalmente.
Ora como o Natal está aí mesmo à porta, consegui hoje entregar a amostra que faltava a uma das minhas boas e queridas amigas. Como se costuma dizer que os últimos são os primeiros paguei com juros o atraso, levando-lhe uma couvita.
Esta manhã andava às compras numa "grande superfície" quando encontrei um colega e amigo. Cumprimento para cá cumprimento para lá, perguntei-lhe:
- Como andas J.?
Ele respondeu-me:
- Mal! Tenho andado com uma depressão. Mas já estou a ser medicado!
Outro, pensei eu! No entanto tentei incutir-lhe coragem e ousei brindá-lo com alguns conselhos que sei de antemão jamais irá seguir.
Um pouco mais velho que eu, conhecemo-nos no contexto de trabalho, mas após a reforma de ambos acabámos por nos aproximar e tornámo-nos mais amigos que apenas ex-colegas.
Dito isto tenho de reconhecer que esta doença a que chamam depressão toca a todos ou quase. O J. teve um tumor, teve problemas de coração, mas em nenhuma das vezes o vi derrotado, bem pelo contrário. Por isso fico a pensar o que terá levado a chegar a este fundo de um poço do qual há cada vez mais dificuldade em sair.
Digo mais... quem for acometido desta doença jamais se curará, já que terá sempre uma parte de si mesmo mais fragilizada.
Agora vou ter mais uma causa que será de ir ajudando o J. a fazer esta curta ou longa travessia.
Ele necessita obviamente de ajuda!
E porque a mulher também precisa dele, tal como os seus filhos e netos.
Força J.
Nota final:
A depressão não é a doença deste Novo Mundo, mas uma doença de sempre que agora está mais perto de nós!
De tal forma que se compilaram alguns dos textos publicados na blogosfera resultando num belíssimo livro mais tarde editado. A brincadeira teve direito a repetição, mas só depois de muitos escreveram contos de Natal. Estávamos em 2021.
Mas a Isabel não parou de nos incentivar e em 2022, 2023 e 2024 foram escritos e publicados muitos e bons textos tendo como mote o Natal. Mas (ainda) sem direito a livro (a coisa necessita de outras meandos).
Ainda estamos na primeira semana de Dezembro e a nossa querida amiga Isabel anda muito fugidia à escrita. Todos sofremos mais ou menos do mesmo.
Posto isto e porque gosto destes desafios e essencialmente porque a Isabel merece que olhemos por ela, vá lá, puxem das vossas ideias e escrevam um conto de Natal para este ano.
Eu virei aqui fazer um actualização dos escritos publicados na blogosfera. Mas para tal seria simpático colocarem uma ligação a este postal para que eu possa recolhê-lo e apresentar aqui.
Quando no mês passado andava por cima das pedras a escolher o melhor local para colher a minha azeitona sem trambolhar, pensei que se tivesse muito azeite brindaria uns amigos com uma garrafita dele.
Não que o meu seja melhor que o de outros apanhadores/olivicultures, mas é certamente muuuuuuuuuuuuito melhor que os das garrafas que se vendem nos supermercados.
Bom a coisa correu bem melhor que aquilo que esperava e como não gosto de faltar às promessas que a mim mesmo faço, eis-me em busca de garrafas para o transporte. Não encontrei o que pretendia e assim vali-me de uma reserva que tenho em casa para estas ou outras situações semelhantes.
Num bocadinho de manhã enchi onze garrafas, arrolhei-as, vedei-as e coloquei identificação. Faltava agora, não o pior, mas uma solução que passava por invólucros onde colocar as garrafas em segurança. Procurei em diversas lojas caixas pequenas, todavia não encontrei nada. Em conversa com uma amiga que tem uma loja de roupa e calçado perguntei-lhe se saberia onde encontrar o que procurava. Respondeu-me dando a ideia de caixas de sapatos. Não achei nada desinteressante a sugestão e lá fui eu carrregado de caixas de sapatos para casa.
Noutro dia dediquei-me a enfiar as garrafas dentro de cada uma das caixas, enchendo o vazio com o que tinha à mão.
E agora sim faltava o pior: transporte. Ora ambos os meus filhos trabalham na área de informática de uma empresa de entregas multinacional e vai daí perguntei se era possível enviar. A resposta foi que sim, que era fácil e rápido. Mas não me asseguraram em que condições chegaria.
Temi o pior... Mas arrisquei. E das onze garrafas que arranjei seguiram nove. E pelo que seu apenas uma ainda não chegou ao destino. Mas bolas a Madeira não é ali a seguir à curva!
Até para a Ilha Terceira, nos Açores, seguiu uma botelha tendo já chegado e em óptimas condições.
Resumindo foi uma aposta ganha que não me custou dinheiro (obrigado M.!), foi rápida e chegou como deveria ser.
Agora faltam apenas dois envios... Mas estes em breve seguirão também o seu caminho.
Ter um blogue foi para muita gente uma maneira de se tornar mais ou menos conhecido. Mas foi também um mundo que rodou muito para além dos umbigos de cada um dos autores.
Com o tempo a passar em velocidade excessiva e os interesses a dispersarem por outras ideias, a blogosfera definhou.
Muitos dos que escreviam fecharam os seus espaços apenas porque “não dava pica”. Havia o feicebuque, o tiquetoque, o iutube ou o instagrame. Tudo aplicações onde a imagem importava. O resto surgia como supérfluo.
Todos sabemos que nestes modernos dias em que muitos querem viver a vida antes de tempo, escasseia este para olharem o Mundo que os rodeia. Um Mundo ora feito de plástico, de pessoas rapidamente descartáveis e de sentimentos tão frios quão uma pedra de gelo.
Os blogues perderam assim pujança e passaram a ser… dispensáveis.
Só que o lema dos blogues da plataforma SAPO diz “blogs com gente dentro”! Touché!
Mas é essa gente que do dia para a noite deixou de ser visada, especialmente na Página Principal da SAPO. Já faz algum tempo que se percebeu que a blogosfera deste Sapal estaria mais ou menos condenada ao abandono.
As razões para tal nunca foram devidamente explicadas e poderão ter diversas visões estratégicas: custos no alojamento do espaço ocupado, ausência de publicidade e o mais provável as reduzidas visitas. E o resultado das opções editoriais da SAPO foi deixar cair os blogues.
Decisões que levarão ainda muita mais gente a desistir de escrever, o que parece ser algo dramático.
Não vou requerer com esta missiva um lugar ao Sol dentro da SAPO, longe disso. Todavia atirar para o anonimato tantos e tão bons espaços que por aqui poderíamos encontrar, arrisco a dizer que é dar um tiro no próprio pé. É que há ainda muita gente, muita gente mesmo a sentir este universo blogosférico como parte integrante da sua vida.
Imagino que seja difícil reformular a nova página para alojar uma singela ligação a alguns blogues, mas convém jamais olvidar que durante algum tempo a blogosfera foi usada, também, como contrapoder.
Obrigado a todos quantos cuidaram dos meus espaços e muitas vezes os destacaram. Tem sido um privilégio aqui residir. Espero sinceramente continuar por cá!
E vocês, também quererão?
José
PS - As amizades que à sombra desta plataforma se foram cimentando jamais desaparecerão. Esta é uma certeza!
Desta vez trago para esta rubrica apenas duas referências em blogues e mais duas que me foram enviadas uma por carta e a outra por sms.
Vamos entáo ao que importa.
No passado dia 20 de Junho alguém ousou encher-me de orgulho por este meu livro. Um texto fantástico que, repito, encheu-me de imodesta vaidade. Passem por aqui e perceberão o porquê.
Entretanto há perto de um mês também um "cliente" dos meus livros referiu a minha última publicaçãao no seu espaço. Obrigado amigo Francisco.
Passo para as duas referências bem elogiosas e que me chegaram por vias diferentes.
A primeira chegou de França, por carta (imagine-se) onde reside habitualmente a minha madrinha. Uma jovem de 91 anos, tem ainda a força das antigas apanhadeiras de peras rocha da zona Oeste, onde tem a sua casa. Na altura em que escreveu cuidava com carinho, ternura e certamente com muito sofrimento de um marido muito doente e demente, entretanto já falecido. Não perorou sobre todos os contos, porém redigiu isto:
Gostei do teu livro.
E para quando um romance?
- Ana Descalça (pág. 23) – Lembrei-me da tua avó Pureza. Ela contava o mesmo com uma minderica;
- O nome Pedro (pág. 39) – Gostei muito. Engenhosa a maneira como o Pedro actuou;
- Rua das Viúvas (pág. 53) – Interessante e cativante;
- O Cara-Velha (pág. 59) – Frases muito bonitas como por exemplo: “na única oliveira do cercado, algumas lágrimas escorriam ainda…”;
- Vou ao pão (pág. 65) – Gostei e um “bom fim”:
- O João Grande (pág. 79) – Mais frases bonitas: “Os anos foram correndo céleres para is mais velhos… (linha31)”;
- O pai (pág. 85) – Gostei e o fim imprevisto;
- A noiva (pág. 95) – Fez-me sorrir;
- O amigo Rafa (pág. 105) – Muito, muito bom;
- Uma longa noite (pág. 125) – Muito interessante;
Guardei para o fim o meu preferido! “Os Felícios”. Formidável!! Satírico. Verdadeiro. E o final é uma apoteose!!!
Finalmente o meu amigo da aldeia Mi Tó. Um ex-apicultor e só por isso merece aqui especial referência. Um homem sábio, sereno no diálogo e amigo do seu amigo. Numa breve mensagem, via sms, deixou-me simplesmente sem palavras. Ora vejam lá se não tenho razão:
Acabei de ler o teu "Pela Noite Dentro", contudo, "repleto de luz"; irónico, mordaz, imaginativo, magnético, revelador do domínio do conhecimento da vida bucólica e, terminando com um ensaio a pisar o "contemporâneo vazio", bem engendrado e bem sucedido. Tudo em crescendo! Parabéns.
Principiar um blogue novo faz-me recordar aqueles tempo em que abria um caderno novo para escrever o primeiro sumário na escola. Só que há entre ambos duas enormíssimas diferenças. A primeira é que já decorreu mais de meio século e a segunda é que cada postal que escrevo é uma folha sempre limpa. Já o caderno...
Isto tudo para comunicar que ontem, dia de Santiago e de um Troféu leonino, acordou para o Mundo um novo blogue. Criado por dois amigos sportinguistas o novel pedaço de vida blogosférica chama-se "É Dia De Jogo".
A razão do nome está explicada no primeiro postal, assinado pelos dois autores de origem.
Ali falaremos (leiam escreveremos, faxavor!) sobre o Sporting sem censura, tabús e demais proibições. Desde, obviamente, que a educação se mantenha ao nível da urbanidade. pois tudo o que ultrapasse esse linha não será aceitável.
Portanto se é adepto do Sporting ou mesmo não sendo, passe por lá, sente-se, leia as novidades e opiniões, beba um copo e comente se achar que somos merecedores disso.