Fico "piurso" quando leio algures por aí que nos próximos dias vamos ter um tempo seco e muito agradável.
O problema não serão as previsões atmosféricas, mas a maneira como se comunica esta informação de tempo quente tendo em conta que estamos em Outubro e em pleno Outono. A julgar pelo que escrevem parece que voltámos ao início do Verão.
Entendo que as pessoas em geral prefiram o tempo quente, sem chuva, mais apetecível à rua, à chuva ou o frio. Mas olvidam aquelas, certamente, que a chuva é assaz necessária e que jamais ficará lá em cima nos céus anilados. Quando menos se esperar a pluviosidade virá de repente com demasiada força e a fazer muitos mais estragos se viesse de mansinho e espaçada no tempo.
Recordo que no ano da (des)graça de 2017, precisamente no dia 15 de Outubro, morreram cerca de meia centena de pessoas devido a incêndios devastadores.
O ambiente está muuuuuuuuuuuuuuito diferente. E cada ano noto, com alguma tristeza, que está pior, muito pior. Mas claro... o que convém mesmo são pés na água salgada e fundilhos na esplanada.
Há 38 anos estava eu, ao fim da tarde, à porta do velho hospital de Torres Novas depois de ter ido ver a minha avó assaz doente. Tão doente que acabaria por falecer nessa mesma noite.
Trago este episódio menos simpático da minha vida porque recordo que nesse dia fazia um calor tórrido, tão forte como o dos últimos dias.
Estas canículas sempre fizeram parte do nosso clima, assim reza a memória dos mais velhos. O meu idoso pai ainda relembra que no seu tempo principiava a chover em Outubro e só parava em Abril, assim como o calor que atingia temperaturas quase infernais.
Agora quase todos os dias vimos um destaque noticioso sobre este calor estival, como se tal jamais tivesse acontecido. Mas seria bom que antes de botarem a notícia cá fora fizessem um pouco de investigação... tentando com isso perceber quão diferente está o nosso Verão de 2025 e por exemplo o de 1985 ou antes mesmo.
A chuva das últimas semanas trouxe uma melhoria significativa às barragens e consequentemente às diversas bacias hidrográficas de Portugal.
Visitei um sítio na intyernet onde se pode dar conta do que acabei de escrever. O h-ttps://barragens.pt/!
Entre algumas dados interessantes sobre o nível das barragens fiquei com a ideia de que no Minho a preocupação com o enchimento das barragens parece ser menor, já que muitas delas encontram-se abaixo dos 80% da sua capacidade. Não sei tecnicamente qual a razão ou razões para esta situação, mas creio que terá a ver com a situação de que naquela região não há seca mesmo em pleno Verão.
A água é assumidamente um bem escasso. Por isso deve ser não só cuidada, mas outrossim armazenada de forma a ser usada em tempo de escassez.
Quantos milhões de hectolitros de água potável entrarão diariamente no mar? E quanto deste precioso líquido poderia ser colocado em pequenas barragens ou charcas? Mais que não fosse para ajudar a combater os incêncios estivais.
Tenho poucas ou nenhumas qualificações técnicas para opinar sobre a melhor forma de desenvolver esta ideia, mas certamente noutros países já terão encontrado uma solução.
Poder-se-ia adaptar às características físicas do nosso país. Mas a nossa classe política tem mais interesse em coisas sem interesse que minimizar um problema que é permanente.
São diversas as razões para a minha recusa em adquirir uma viatura a... pilhas. São grandes, mas são pilhas.
A primeira é que não estou convencido da teoria de que um veículo electrico será menos poluente que um a gasóleo ou gasolina. Em teoria a poluição de um veículo não se deve medir somente por o que polui diariamente, mas por todo o seu estado de vida, isto é, desde que começa a ser construído até que deixa de ser útil e vai para um ferro-velho. Ora ao que se sabe as enormes baterias são actualmente um gravíssimo problema para o ambiente aquando do seu fim de vida.
A segunda razão prende-se com a autonomia. O meu carro actual é a gasóleo (nem híbrido é) e se encher o depósito de combustível e quiser fazer uma viagem a uma velocidade média e razoável de 100 quilómetros hora, eu consigo, partindo de Lisboa, chegar à fronteira francesa sem necessitar de reabastecer. Já se sabe que com os eléctricos a coisa fia muito mais fino. O mais provável é nem... piarem.
A terceira razão está no preço. Os veículos eléctricos são muito mais caros que os demais e é necessário montar tomadas especiais em casa para carregar. E aqui nem falo dos problemas de autocombustão de alguns deles.
Mas a verdadeira razão para eu não comprar um veículo electrico é que estes são tããããããããão feiinhos que até dói.
Calculo que seja por causa da menor resistência ao ar, mas sinceramente a maioria são absolutamente intragáveis.
Este será um tema do agrado do meu bom amigo João-Afonso Machado já que é assumidamente monárquico. Por este lado, sinceramente, nem sei o que sou porque nunca vivi noutro tempo que não fosse república.
Politicamente falando, as monarquias europeias surgem bem à frente das repúblicas. Suécia, Nouega, Dinamarca ou Países-Baixos são alguns exemplos de países desenvolvidos e com uma mentalidade bem mais esclarecida que os países republicanos. Seja na área económica, seja nas questões sociais e muito mais ainda na vertente ambiental. Recordo que o primeiro político a falar dos cuidados que deveríamos ter com o ambiente foi o Engenheiro Gonçalo Ribeiro Teles, também ele defensor da Monarquia.
Talvez por isso aquando da recente visita da Princesa Leonor de Bourbon como representante da Coroa Espanhola a Portugal, a herdeira da Coroa do nosso país vizinho tenha estado no Oceanário de Lisboa onde falou aos jovens presentes sobre a necessidade de proteção do ambiente e conservação dos oceanos.
Uma vez mais alguém de uma Casa Real europeia a dar a cara por aquilo que deveria ser uma procupação constante de todas as repúblicas.
Daqui segue o meu veemente aplauso para esta Monarquia Ambiental!
Ano após ano tenho vindo a perceber que a Mãe Natureza tem muitas formas de se pagar pelo mal que, constantemente, estamos a aprontar.
E por muito que tentemos dar a volta à coisa a verdade é que a Natureza leva sempre a sua avante. Ora seja através do "El nino" ou demais tempestades e catástrofes naturais.
Também a agricultura sofre, e de que maneira, com as constantes alterações do clima, seja através de secas prolongadas ou com chuvas abundantes fora de tempo.
Mas deixem-me exemplificar: tenho no meu quintal diversas árvores de fruto. Uma delas, a ameixeira costuma todos os anos carregar de tal forma que muita vezes tenho dificuldade em fazer desaparecer tanto futo. Todavia este ano deu seis ameixas que eu deixei na árvore para os pássaros comerem.
A 120 quilómetros de onde moro há uma pequena aldeia onde fui criado e onde ainda vive muita família. Povoado rodeado de olivais, em tempos teve dois lagares a trabalhar permanenetemente. è nestas terras castanhas e barrentas que normalmente semeamos as nossas batatas.
Cuido-se da terra atempadamente, mondou-se amíude da erva daninha, mas mesmo assim a terra que deu mais do que isto
Se juntarmos a este pequeno monte mais oito sacos ainda assim a apanha deste ano foi fraca. Choveu muito e em momentos inapropriados. Depois veio um sol forte que ajudou a erva a crescer.
Há dois anos o mesmo peso de batatas para semente deu entre três a quatro vezes mais que este ano. O ano passado a fartura já não foi muita e este ano ficámos assim!
De uma vez por todas façamos pelo ambiente o melhor que pudermos. Não tarda nada nem batatas saem da terra porque esta ficou... estéril.
Esta noite entre as 20 e 30 e as 21 e 30 apaguei todas as luzes cá de casa, numa tentativa de ajudar o ambiente e consequentemente o planeta.
O Homem é um ser pouco poupado. Enquanto tem... 'bora lá gastar! Depois quando não tem tenta correr atrás do prejuízo, por vezes com resultados pouco animadores. Enfim... (debitei um suspiro!)
O ambiente é o problema do século XXI e seguintes (se alguém de hoje lá chegar!). Algumas iniciativas são de louvar, mas são uma gota no oceano.
Se olharmos para a situação de uma maneira realista percebemos que poupamos num lado, mas gastamos no outro. O exemplo primeiro do que acabei de escrever são os carros eléctricos. É verdade que não gastam combustível fóssil, mas quanto se gastará para que um veículo destes seja montado? Falo obviamente desde a sua génese e de todos os seus componentes e respectiva fabricação até à saída da fábrica para ir para um qualquer consumidor.
Os ambientalistas lutam arduamente por um planeta melhor, mas gostaria de saber como contribuem e se já fizerem as contas para perceber esse melhoramento.
Mal comparado, esta gente faz-me lembrar os médicos de cigarro na boca a dizerem aos doentes que não devem fumar, porque faz mal!
Enfim (novo suspiro!)...
Apaguei as luzes durante uma hora! E tu também apagaste?
Estava eu preparado para escrever aqui mais uma parvoíce quando dei conta que activistas climáticos atacaram hoje o líder da AD, Luís Montenegro com tinta verde.
Provavelmente todos estes activistas ainda não eram nascidos quando um político, entretanto falecido, recebeu uns tabefes e uma paulada na Marinha Grande. Estávamos em plena campanha eleitoral para a presidência da República e a vítima do ataque foi Mário Soares, que nas sondagens da altura tinha apenas 6 por cento dos intenções de voto. Decorria o ano de 1986.
Na altura o empolamento ao ataque foi tão grande que Mário Soares acabou por ficar em segundo lugar obrigando a uma segunda volta e nesta levar o PCP de Álvaro Cunhal a aconselhar o voto em Soares, não obstante o ódio, quase visceral, do PCP pelo antigo fundador do PS.
Recordei-me deste bizarro episódio ocorrido há perto de 40 anos quando percebi estes ataques. Se a história se repetir o actual líder do PSD/AD tem a vitória, no próximo dia 10 de Março, garantida.
Porque sinceramente não estou a ver o Luís Montenegro com uma obra de arte!
A modernidade dá-nos rapidez nas nossas actividade básicas, despacho no acesso a toda a informação, mas retira-nos... memórias. Passo a explicar.
Há muito que deixei de manuescrever os meus textos. Agora basta simplesmente ter um editor de texto à mão e está metade do trabalho feito. Desaparecem os erros, as gralhas e até as palavras (digo eu!). Tem sido assim com os postais que vou regularmente publicando neste e noutros espaços! Todavia ultimamente ando empenhado em compilar uma séria de textos para cosntituir um novo livros. Feita a escolha juntei-os e decidi revê-los. No entanto ao invés do que faria supor aos leitores eu imprimi todos os textos em papel. Depois passei cada linha pelo meu crivio e fiz as alterações devidas, já alteradas no próprio editor.
Portanto tenho um ficheiro actualizado, mas onde não se percebe onde foram as alterações. Só que, desta vez, eu guardei a primeira versão em papel onde fiz as minhas anotações a vermelho.
Esta será assim a minha memória escrita que ficará do meu segundo livro. Pode hoje não ser importante. Pode mesmo nunca ser relevante, mas a verdade é que através da perservação deste património consegue perceber-se da evolução que um autor deu ao seu texto, neste caso... eu!
Agora irei imprimir a versão 2. E revê-la. E se ainda assim tiver muitas alterações irei guardar a segunda versão em papel. Até à versão final em livro.
Sei que são mais umas folhas de papel que se gastam, mas eu já faço muito para melhorar o ambiente!