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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Para memória futura!

A modernidade dá-nos rapidez nas nossas actividade básicas, despacho no acesso a toda a informação, mas retira-nos... memórias. Passo a explicar.

Há muito que deixei de manuescrever os meus textos. Agora basta simplesmente ter um editor de texto à mão e está metade do trabalho feito. Desaparecem os erros, as gralhas e até as palavras (digo eu!). Tem sido assim com os postais que vou regularmente publicando neste e noutros espaços!
Todavia ultimamente ando empenhado em compilar uma séria de textos para cosntituir um novo livros. Feita a escolha juntei-os e decidi revê-los. No entanto ao invés do que faria supor aos leitores eu imprimi todos os textos em papel. Depois passei cada linha pelo meu crivio e fiz as alterações devidas, já alteradas no próprio editor.

Portanto tenho um ficheiro actualizado, mas onde não se percebe onde foram as alterações. Só que, desta vez, eu guardei a primeira versão em papel onde fiz as minhas anotações a vermelho.

Esta será assim a minha memória escrita que ficará do meu segundo livro. Pode hoje não ser importante. Pode mesmo nunca ser relevante, mas a verdade é que através da perservação deste património consegue perceber-se da evolução que um autor deu ao seu texto, neste caso... eu!

Agora irei imprimir a versão 2. E revê-la. E se ainda assim tiver muitas alterações irei guardar a segunda versão em papel. Até à versão final em livro.

Sei que são mais umas folhas de papel que se gastam, mas eu já faço muito para melhorar o ambiente!

A gente lê-se por aí!

A aterrar...

... é que não nos entendemos!

Quem reside em Lisboa, principalmente nas rotas dos aviões que chegam e partem da capital deve viver sempre em sobressalto, já que um dia pode ter uma visita inesperada e mais que tudo indesejada.

Depois o som monstruoso dos motores que abafam qualquer conversa. Se adicionarmos a esta equação o movimento de veículos na zona do aeroporto de Lisboa temos a certeza de que a capital necessita de um espaço alternativo.

Este é um assunto recorrente na nossa sociedade. Uns dizem que deve ser Montijo, outros Alcochete e já foi Ota e até Montes Claros como eventuais candidatos a receberem um novo aeroporto.

Sei que para se construir um completamente de raiz serão necessários muuuuuuuuuuuuuuuuuitos milhões. Daí procurarem-se locais alternativos ao redor da cidade, minimizando despesas.

Como tudo o que o Estado faz em Portugal a nível de obras públicas há demasiados interesses instalados e se houver uma boa aportunidade de abichar mais algum... tanto melhor!

Nada me move contra ou a favor dos locais, mas percebo que tenha de haver um estudo profundo sobre os impactos ambientais e económicos de um novo aeroporto, seja ele onde for!

No entanto há uma hipótese que deveria ser considerada mesmo que seja a uma distância em linha recta de 130 quilómetros e que se chama Beja.

Faltará a este terminal os melhores acessos rodoviários e ferroviários, mas feitas bem as contas o que ficará mais barato para o país: um aeroporto feito de raiz ou aproveitar uma estrutura que já existe, bastando acrescentar meios terrestres de chegada e partida?

Gostaria então que me provassem por A+B porque é que Beja não serve para aeroporto alternativo! Mas com valores que é para eu perceber melhor!

Os meus amigos caçadores!

Entre os meus bons amigos e familiares há muitos caçadores. Algo que nunca fui!

Sei também que esta malta da caça tem perante o seu gosto, vício, desporto ou o que lhe quiserem chamar, uma postura muito própria... Arrisco mesmo a dizer cooperativista.

E nem conta saber se são de esquerda ou de direita, católicos ou ateus, doutores ou simples pedreiros. O único intuito é caçarem e, quiçá, comerem e beberem juntos contando cada um a sua mentira mais afoita no que à arte venatória diz respeito.

Nada disto me aborrece nem me preocupa. Sei que a caça é um desporto caro, a que só alguns conseguem chegar.

Lembrei-me de escrever este postal hoje porque, como sabem, tenho andado à azeitona aqui nestes terrenos inóspitos onde somente os judeus conseguiram que as pedras aceitassem as oliveiras como companhia. Nestas fazendas de alguma (pouca!) terra vermelha e barrenta e muitas pedras de todos os tamanhos e feitios, nasce algum mato que eu tenho tentado controlar com intervenções constantes (e caras!)!

Nestes últimos cinco dias deparei com algo que me entristeceu e cujos autores serão certamente associados de alguma colectividade com interesses na caça.

Aborreceu-me olimpicamente que o chão seja o destino final dos cartuchos que os caçadores disparam, sujando uma propriedade que não é deles. Pior... sei que por lei são obrigados a recolher os invólucros. Todavia não o fazem, ousando alguns em esconder nos buracos das pedras o seu rasto venatório.

cartucho.jpg cartucho1.jpgcartucho_2.jpg 

Estas fotos são um pequeníssimo exemplo do que escrevi supra. Como já disse não me importo que cacem naquilo que é meu, mas na mínimo o que posso exigir é que deixem o terreno como o encontraram.

Entretando espalhei umas garrafas vazias de 1,5 litros pelo terreno com alguns cartuchos dentro para que percebam o que não deveriam fazer... que é simplesmente abandonar tais invólucros.

Por fim espero que nenhum dos meus amigos caçadores tenha a coragem de deixar o seu cartucho para trás. Se o fizerem, acreditem, ficaria bem desiludido!

A campanha deste ano

Estou prestes a dar início à campanha de azeitona que como em anos anteriores se compõe de duas fases.

A primeira principiará no próximo sábado por terras ribatejanas onde o meu pai já apanhou 484 quilos tenho a safra resultado em 69 litros de azeite. O que perfaz a boa média de sete quilos de azeitona para dar um litro de azeite. A segunda só para o fim do mêse será já na Beira Baixa.

Só que as minhas campanhas de azeitona têm uma característica comum todos os anos: chove sempre! SEMPRE!

Pelos diversos sítios no mundo da internet e que devolvem informação metereológica todos confirmam que no próximo fim-de-semana as temperaturas irão cair e a chuva reaparecerá com força.

Quase sou forçado a dizer: querem chuva? Entáo enviem-me para a azeitona e verão como ela cairá! Tanto faz que esteja no Ribatejo ou na Beira Baixa...

No entanto o que conta mesmo é que eu vá à azeitona! Gosto de comer bom azeite!

A gente lè-se por aí!

Este calor que nos assola!

Talvez já não se recorde mas em 2017 maia propriamente a 15 de Outubro desse malfadado ano deflagraram uma série de incêndios que causaram 50 vítimas mortais e mais um número elevado de feridos.

Quatro meses antes na zona de Pedrogão um incêncio de enorm~issimas proporções originou a destruição de centenas de casas, a morte a 66 pessoas e muitos feridos.

Portanto no mesmo ano dois eventos horrorosos e que jamais deveriam ser esquecidos! As razõees para estes casos foram apontadas a trovoadas secas, às altas temperaturas e ao desmando florestal.

Vivemos hoje, mais uma vez, temperaturas demasiado altas para a época! O Sol às três da tarde parecia lume. O vento nem se sente. Quem paga é a horta já que as couves sofrem a bom sofrer com este inusitado calor.

Nem imagino como será na minha aldeia com alguma malta já à azeitona! Há uns anos também foi assim... demasido calor que quase causava desfalecimento.

O clima está mudado. Tão mudado, que de clima temperado em Portugal estamos já na fase pré-tropical! É certo que a chuva não fica lá em cima, mas provavelmente cairá onde fará menos falta e em quantidades quase diluvianas.

Portanto cabe-nos tentar cuidar da nossa floresta, do nooso ambiente para que os incêndios não deflagrem!

É já ali!

Ontem escutei no rádio do carro que uns quaisquer investigadores ingleses divulgaram um estudo que conclui que daqui a 250 milhões de anos a Terra desaparecerá!

Eh pá fiquei deveras preocupado até porque tenho já alguns compromissos para depois dessa data e aos quais não gostaria de faltar.

Mais a sério pergunto-me qual o interesse desta notícia? Nem imagino quanto se terá gasto para ter esta informação que não interessa a ninguém!

Portanto os cientistas não conseguem sequer prever quando e onde acontecerá um abalo sísmico de grande amplitude dentro dos próximos dias, mas conseguem dizer que daqui a 250 milhões de anos não haverá nada na Terra.

Mas eu que sou burro quem nem uma porta, que nunca entrei numa sala de aula na Universidade não necessito de ter estudado para saber que daqui a umas dezemas de anos este Mundo, pela forma como caminha, desaparecerá com toda a certeza.

Eu cá não estrago pinturas nem atiro tinta a ministros para ter consciência deste Mundo idiota e pouco preocupado com o caminho que está a tomar!

Eu faço a minha parte! Os outros que façam a deles!

Noites tropicais!

Os últimos dias têm sido de autêntico calor tropical (digo isto sem saber o que são os trópicos já que nunca saí do Continente Europeu). As manhãs crescem em calor, para as tardes se tornarem em autênticos fornos crematórios. Estou a escrever isto e a pensar que na Beira Baixa, na aldeia, as temperaturas rondam os 42 graus. Nem imagino como estará em Alcoutim ou Mértola.

Entretanto aAs noites poderiam então ser mais frescas e mais convidativas. Nem pensar! Parece que o calor se quer alastrar do dia para a noite. Tivesse eu outras condições de saúde e provavelmente andaria por aí a despejar imperiais. É só o que apetece.

Quando a noite profunda me invade tenho sempre pouca vontade de ir deitar. Primeiro porque nem gosto de dormir, mas isso já muita gente por aqui sabe disso. Depois estas noites verdadeiramente tropicais não se adaptam a este corpito (ou será o inverso?) que prefere muito mais o frio que o calor. Se bem que férias sem um calorzito também não teria piada nenhuma.

Enfim é o que temos, mas sinceramente já sinto aquela saudade… da chuva!

Arrefecimento global!

Pois é... enquanto vamos lendo que o planeta tem sido sujeito a um aquecimento global, essencialmente devido à libertação de gazes poluidores, por aqui vou assumindo que esse aquecimento ainda não terá chegado.

Especialmente na água do mar!

Estou mais ou menos de férias e tenho ido todos os dias à praia. A verdade é que a água do mar continua límpida, quase cristalina, mas estupidamente gelada. Tão fria que nem consigo tomar um banho a sério na água do mar.

É que o choque de temperatura é tão grande que tenho algum e fundado receio que o meu coração entre em parafuso e se desligue. Se para muitos seria uma alegria, ainda não estou nesse patamar e tendo em conta o que ainda tenho em conta fazer... não me apetece ir embora já!

Depois de ter conhecido diversas praias portuguesas continuo a preferir esta da Costa, que se inicia na Trafaria e termina bem perto do Cabo Espichel.

Obviamente que esta preferência não será pelo seu arrefecimento global!

O nosso Verão é muito certinho!

Parece que vamos ter um fim de semana assim pro quente! Já hoje se começou a sentir o aumento da temperatura.

Imagino que as praias estejam repletas de banhistas e as filas para aquelas, extensas. Mas a malta não se importa das viagens quase nipónicas para chegar à beira mar! E claro está também não se preocupa com o regresso.

Pela minha parte detesto estes calores assim repentinos. Daqui a horas ou dias os telejornais e os próprios jornais vão encher-se do tema habitual do Verão: fogos! Até parece que esfregam as mãos...

Ao invés das nossas vidas que nunca sabemos como vai ser o nosso futuro, em Portugal sabe-se sempre o que irá acontecer por esta altura. Uma teima que se mantém há tantos anos e para a qual nunca se vê um fim à vista!

O governo vende a ideia de que tudo está preparado, mas quando as coisas iniciarem haveremos de perceber em que nível de preparação estávamos.

A gente lê-se por aí!

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