Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Finalmente chove

Já tinha saudades de ver e sentir a chuva. E sentir o cheiro da terra queimada!

Não foi uma bátega forte, mas ainda assim deu para regar o feijão, cebolo e as curgetes que tenho semeado e plantado no quintal.
Importa lembrar que vale mais um litro de água da chuva que cinco litros de rega forçada.

Bom, bom seria esta chuva manter-se durante muitos dias. As terras estão extremamente sedentas.

 

Água: um bem escasso!

Retorno hoje a um tema ao qual sou muito sensível e que (a)normalmente a população dá pouca atenção: a água potável.

Após um Inverno demasiado seco (só para dar um exemplo a charca que tenho na aldeia este Outono/Inverno não passou de metade da sua capacidade!!!), eis uma Primavera quente com temperaturas estivais e um vento suão que tudo cresta.

Estamos assim perante um próximo problema e que se prende com a falta de água potável nas nossas casas. Os recursos hídricos em Portugal são escassos e para piorar ainda mais a coisa há esta seca quase permanente. Pode até ser bom para o turismo, mas quando este não tiver água nos hotéis, nem para a comida nem para banhos e limpezas talvez acordem para uma realidade mais amarga.

Ora se juntarmos o enormíssimo desperdício nas nossas casas, e não só, temos um verdadeiro problema que urge resolver ou pelo menos minimizar. E tão breve quanto possível!

Com toda a certeza haverá em Portugal técnicos competentes que se debrucem sobre esta problemática e que apresentem ao mesmo tempo algumas soluções.

As campanhas nas televisões, rádios ou imprensa escrita podem ser ilustrativas e ter algum impacto, mas são pouco dissuasivas no sentido de evitar o desperdício. Tal como as campanhas rodoviárias que também não evitam os acidentes.

Todavia há formas de poupar água. A primeira será através do corte forçado de água em determinadas horas, mas isto poderá induzir as pessoas a fazer guarda de água, o que acabaria por resultar em algo, quiçá, pior.

Por isso avanço com uma proposta, obvia e previamente estudada e que levaria a que todos pensássemos como deve ser antes de gastar um litro que fosse. Da mesma forma que o limite de velocidade nas estradas é antecipadamente sinalizado com a indicação de radar, a água poderia ser limitada às famílias conforme o número e tipo do agregado familiar. Exemplifiquemos: um casal com dois filhos pequenos teria direito a gastar por mês um x litros de água. Se no final tivesse gasto mais do que o autorizado pagaria pelo excesso um valor substancialmente mais elevado que o preço normal da água. Se gastasse menos teria um crédito para o mês seguinte. Entretanto os excessos seriam em crescendo podendo mesmo chegar ao dobro do valor.

Infelizmente em Portugal só quando toca ao bolso é que as pessoas acatam as ordens emanadas das autoridades. Mire-se o caso da floresta.

Concluo com o sentimento de que nada do que aqui vou escrevendo é tomado em consideração, mas como cidadão creio ser meu dever moral alertar para um flagelo que um destes dias não sairá pelas nossas torneiras.

Seria importante pensarmos nisto!

O Sol da nossa tristeza

Continua o Sol a brilhar neste rectângulo a beira mar plantado.

Muita gente esfrega as mãos de contente com este brilho, com este astro-rei que tudo seca, esquecendo-se que sem água nada se cria.

Quase que entendo que as pessoas não gostem da chuva, das intempéries, do frio. No entanto será bom não esquecer que a ausência de pluviosidade pode ter, e terá certamente, consequências muito graves, seja na agricultura, seja na prevenção de incêndios ou simplesmente na falta de água para consumo doméstico.

Já por aqui escrevi que a água potável será o petróleo do futuro.

Ainda há quem não acredite nisso, mas o tempo, infelizmente, tem vindo a demonstrar o inverso.

Provavelmente seria bom começarmos a pensar neste problema!

Outono armado em Verão!

Em meados do passado mês de Julho, por causa de um outro assunto, escrevi a seguinte ideia sobre o Verão que iniciara em Junho: "Um Estio estranho, temeroso e pouco apelativo à praia".

Mais de dois meses passados sobre aquele dia e já com o Outono em pleno, eis um Domingo a pedir meças ao próprio Verão. Calor exacerbado, um vento suão e um Outono que começa como o do ano passado.

As estações do ano estão cada vez mais alteradas. Seja por "El NIno", seja por que o clima está mesmo a mudar, certo é que já ninguém está convicto do tempo que irá fazer,

Basta pegar no célebre "Lunário e Prognóstico Perpétuo" de Jerónimo Cortez, procurar o número aúreo para 2018 e percebe-se que a previsão naquela época para estes dias era de tempo "tempo fresco".

Jamais imaginou o valenciano as sucessivas alterações climáticas que o Mundo viria a sofrer desde a altura em que escreveu aquele tratado.

Em prol do ambiente!

Adquiri recentemente um carro novo. O anterior já estava a dar mais despesa que alegrias... e passei-o a pataco.

O actual tem já uma data de modernices e sensores para tudo e mais alguma coisa que muitas vezes, e até me habituar, prejudica mais que facilita.

Mas hoje fiz um teste com uma funcionalidade que é, ao que sei, já obrigatória em todos os carros novos feitos na Europa e que é o sistema "start/stop". Este sistema, para quem não conheçe, desliga o carro quando este pára, por exemplo num sinal vermelho, e liga-se automaticamente assim que se acelera.

Esta manhã tentei perceber quanto tempo o motor pararia enquanto me deslocava entre a minha casa e o parque de estacionamento, perto do meu local de trabalho. Convém acrescentar que a distãncia entre os dois locais é de, mais ou menos, treze quilómetros.

Nesta manhã com o regresso de férias consumado mas ainda em tempo pré-escolar, demorei cerca de meia hora a percorrer o trajecto. Nada por aí além... diria mesmo que foi suficientemente rápido.

Mas voltando ao meu teste consegui perceber que da meia hora passada no trânsito, cerca de dez minutos o motor esteve parado nas diversas imobilizações. O que equivale dizer que um terço do tempo o motor esteve sem trabalhar.

Vendo então as coisas de forma ambiental nem imagino quantas emissões de gazes para a atmosfera se evitaram. Mesmo que a malta mais nova cá de casa não aprecie esta funcionalidade, só por este (bom) exemplo já valeu a pena comprar este carro.

 

Esplanada? Não obrigado!

Aproveitei um velhíssimo slogan muito em voga nos anos 70, em Portugal e não só, para titular este postal.

Desde muito cedo aprendi a respeitar os outros, as suas vontades, desejos e até manias. Tudo balizado pelo respeito que mereço e exigo para mim próprio por parte dos outros.

Ontem e tendo em conta que estou de férias e o tempo da praia mantinha-se brando, decidi petiscar qualquer coisa no bar da praia. Este é largo aprazível, espaçoso (por vezes até demais!!!) e tem um serviço expedito de comida rápida.

Entrei pela esplanada e encontrei uma mesa vaga. Mas logo ali deparei com gente ao redor a fumar. Por isso decidi ficar da parte de dentro do bar onde comi o meu petisco, serenamente.

Esta minha atitude leva-me assim ao título. Como posso gostar de estar numa esplanada se estou logo a levar com fumadores pouco preocupados com o vizinho? Eu sei que é ali que eles podem estar se quiserem fumar. Todavia os que não fumam e se incomodam com o cheiro dos cigarros só têm que ficar dentro de casa pois jamais se pode incomodar um fumador!

Parece-me deveras injusto...

Mas pronto... é assim que a nossa sociedade está estruturada e portanto quando alguém me convida para ir para uma esplanada respondo, invariavelmente:

Esplanada? Não obrigado!

 

 

A praia não é uma lixeira

Tenho perfeita consciência que esta é uma batalha perdida. Mas enquanto puder e tiver dois dedos de testa e achar que faz sentido esta demanda, aqui estarei.

O assunto é neste espaço repetido. Comecei por falar dele em 2012, Depois veio 2013 e 2015. E em ambos voltei a referir o assunto. Em 2016 e 2017 refressei ao tema.

Falo como devem calcular do lixo nas praias. Curiosamente no último ano vi umas iniciativas ali para os lados da linha do Estoril, mas deste lado do Tejo a coisa tende para o esquecimento.

Todavia e como se diz para a minha aldeia "nem sempre o Diabo está atrás da porta" o que equivale dizer que há actos que acabam por ter algum efeito nas pessoas.

Estou há uma semana de férias. Mas só hoje efectivamente conseguimos pegar num saco de plástico e na nossa habitual caminhada carregamo-lo de muito lixo que fomos apanhando à beira mar. Algum dele foi obviamente trazido pelo mar, vindo sabe-se lá de onde. No entanto a maioria era lixo balnear.

Eis então dois veraneantes que em vez de aproveitar o sol e o mar vão calcorreando a areia molhada e seca na busca de todo o tipo de lixo. Os plásticos são a graaaaande maioria. Depois há embalagens de todo o género, garrafas, cordame, palhinhas e os invólucros dos maços de tabaco e das palhinhas dos sumos.

Hoje em hora e meia de caminhada apanhou-se dois sacos dos quais reporto a fotografia de um deles.

20180822_114548.jpg

Mas o melhor estaria ainda para vir. Um pai indicou ao filho pequeno um pedaço de lixo que encontrou à beira-mar e mandou-o depositar no nosso saco.

O primeiro exemplo foi dado. Pode ser que se espalhe...

Finalmente, um cavalheiro abordou-nos e deu-nos efusivamente os parabéns pela nossa iniciativa.
São assim estes pequenas alegrias que fazem com que ainda tenhamos coragem para continuar nesta batalha.

Até que a praia fique limpa, pois esta não é, de todo, uma lixeira!

 

O "eucaliptalismo"

Quem, por exemplo, percorre a A23 desde a A1 até perto de Castelo Branco dá conta do que terá sido o Verão passado especialmente em Junho e Outubro.

São quilómetros seguidos de terra queimada a tentar renascer das cinzas, que o vento e a chuva da primavera já levou grande parte.

Sempre que por ali vou passando constato mais árvores queimadas cortadas. O que faz todo o sentido. Pior que a terra despida, é esta repleta de viúvos paus sem qualquer vida.

Há um ano, mais ou menos, escutei alguns governantes observarem que não seria autorizado a plantação de mais eucaliptos, nos terrenos ardidos, para além dos que já estavam destinados.

Só que na política, tal como no futebol, o que hoje é verdade amanhã é mentira. E não bastam vontades políticas para que algo deixe de acontecer. É necessário vontade própria e acima de tudo não ceder a forças poderosas, que insistem na plantação desta espécie de árvores, que são altamente combustíveis e profundamente prejudiciais aos terrenos, secando tudo em seu redor, mas certamente muito valorizadas para a pasta de papel.

Ao redor da A23 o "eucaliptalismo" é já uma triste realidade. Bem visível!

Nem imagino como será noutros locais mais afastados.

Plantar uma vida!

Na vida já fiz um pouco de tudo. Gerei dois filhos, já escrevi um livro (mesmo que seja uma coletâna de pequenos contos) e finalmente já plantei diversas árvores. Para além de outros trabalhos menores.

Mas este fim de tarde voltei a plantar uma árvore. Desta vez uma laranjeira, já que a anterior que se transpôs ressentiu-se da mudança e acabou por secar.

Gosto deste sentimento de dar vida à vida. E uma árvore, mesmo que um citrino, é um momento fantástico.

Agora é aguardar que o frio nocturno não estrague esta mudança.

Veremos!

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D