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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Água: um bem (demasiado) desprezado!

A manhã trouxe uma chuva persistente que caíu com... vontade. Entre as oito e as dez horas choveu, diria, copiosamente.

Entusiasmado liguei para diversas aldeias e a chuva aparecera tão branda que nem sequer molhou o chão ou abafou a poeira que vivia no ar. Todavia mais tarde soube que para os lados de Castelo Branco já chovia bem!

Actualmente as terras estão sedentas. O Verâo foi longo e muito seco o que agravou ainda mais a seca. No início desta semana, na viagem que fiz à Beira Baixa, descobri muitas ribeiras ainda a correr e os poços com água. Até a barragem da Marateca que abastece a capital da Cova da Beira estava, nesta altura do ano, muito mais cheia que no final de  alguns invernos.

A água é, obviamente, um bem essencial e cada vez mais escasso. Mas a forma como lidamos com aquela parece-me demasiado abusiva, já que não cuidamos em poupar a pouca que existe. Vejo assim jardins públicos e privados a serem regados às horas de maior calor, rupturas na rua que demoram uma eternidade a serem concertadas, um permanente desleixo na gestão hídrica nas nossas cidades.

Não fazer lixo, cuidar da floresta para que não arda, ajudar os oceanos é deveras importante, reconheço! Todavia a água potável deveria requerer um cuidado e uma atenção muito especial por parte dos sucessivos governos.

Algo que definitivamente não vejo no actual governo (sinceramente nem noutros!!!) onde a água nem tem sequer direito a uma Secretaria de Estado.

Praia em tempo de pandemia!

Regressei hoje à praia após ontem ter feito uma visita relâmpago apenas para caminhar à beira-mar.

Cheguei relativamente tarde, mas a frescura da manhã não criava qualquer apetite para ir mais cedo. Ainda assim aterrei no areal pouco depois das nove e meia da manhã.

Montei o meu estaminé que corresponde ao chapéu de Sol, ao saco com as toalhas e às sandálias. Por fim eis-me à beira-mar para mais uma belíssima caminhada.

Fui e vim numa hora e um quarto, tendo feito 6 quilómetros e sessenta metros. Indicação dada pelo "gps" do telemóvel.

Saí da praia já passava do meio-dia e neste par de horas que estive a banhos constatei:

- o confinamento... já era! À hora que saí a praia estava cheia!

- a proibição de jogar à bola na praia não está implementada!

- as pessoas continuam a caminhar aos magotes muito juntas umas às outras!

- contei apenas duas pessoas com máscaras (reconheço que eu também não tinha)!

- o areal está a ser literalmente invadido por espreguiçadeiras (bem caras por sinal) não deixando espaço para os restantes veraneantes colocarem as toalhas! Um autêntico abuso!

- o lixo continua a invadir as praias sem que ninguém o apanhe! Da próxima vez lá terei de levar luvas e saco de plástico!

- e por fim e na sucessão da evidência anterior encontrei pelo menos três máscaras no chão.

"Há" dúzia é mais barato!

Hoje segunda-feira voltei à estrada. Ou para ser mais preciso regressei às caminhadas nas ruas da cidade onde moro.

Dia_4.jpg

Comecei relativamente cedo e em uma hora e doze minutos acrescentei às pernas mais de cinco quilómetros e meio, conforme imagem supra.

Bom... mas não é das minhas caminhadas que desejo escrever hoje, nem dos quilómetros percorridos por entre ruas, prédios, cruzamentos e passaddeiras. Regresso então a um tema que já aqui havia abordado: as máscaras largadas no chão.

Nos primeiros dois dias não me preocupei em contabilizar o que fui encontrando. No entanto ao terceiro dia tomei essa iniciativa tendo visualizado somente cinco máscaras cirúrgicas ao abandono.

Mas esta manhã e após um fim de semana quente, de quase total desconfinamento e após uma légua, contabilizei uma dúzia de máscaras espalhadas na calçada.

Não melhor que à dúzia para colocar a saúde pública em risco... Sempre se torna mais económico.

Actualização: hoje dia 26 "só" encontrei 16 máscaras.

Está tudo doido

ou o Natal chegou mais cedo?

Pouco depois das dezanove horas fui a um supermercado comprar uma dúzia de iogurtes pra mim e para a minha mulher, um pão e uma embalagem de flocos.

Em embalagens trouxe 13 coisas... 

O problema é que estive muito tempo numa fila para pagar uma dúzia de produtos. À minha frente e em todas as caixas encontrei um conjunto de pessoas com carros de compras repletas atá acima, mui perto de transbordarem.

Percebi que não era nenhuma coincidência já que antes dera volta ao estabelecimento e dei de caras com muitas prateleiras vazias. O açúcar, pelo que percebi, esgotara, assim como outros produtos.

Parecia que estávamos nas vésperas do Natal. Consegui finalmente pagar e fugi dali.

Já na rua iluminada pelos luze dos candeeiros olhei o mostrador do carro e vi isto

20200311_200038.jpg

Às 8 da noite em pleno Inverno a temperatura da rua era de... 21 graus.

Impensável!

 

Outono na Beira baixa!

Gosto do Outono, especialmente pelas diferentes cores com que a natureza nos brinda.

Este fim de semana fui novamente à Beira Baixa. Andei quilómetros de carro e depois a pé.

Visitei fazendas, constatei charcas vazias e riachos secos. Poços sem água e fontes nos mínimos

Mas encontrei também figueiras, pessegueiros, cerejeiras ou carvalhos a perderem as folhas. Estes últimos ainda reservaram alguma folhagem para esta foto.

20191207_115811.jpg

 

À atenção dos lisboetas

Cheguei há poucas horas de Castelo Branco. Desta vez foi uma visita rápida. Ainda assim trouxe a carrinha repleta.

Mas vamos ao que importa...

Um périplo, em terras Beirãs, pelos diversos locais onde tenho poços veio evidenciar que a chuva de caiu o mês passado foi ínfima. De tal forma que os poços continuam secos e as charcas, que nesta altura já costumam estar cheias e a bordar ainda não subiram dez centímetros.

Portanto há que chover muito mais se se pretender que amanhã haja água para os gestos mais básicos como seja a alimentação e a higiene.

Obviamente que os citadinos não mandam na metereologia. E ainda bem, acrescento. De outra forma seria o caos!

Mas tornar-se-ia fantástico uns meses sempre com a pluviosidade no seu máximo.

Sem cheias, obviamente.

A geração greta!

Desde que me lembro todas as gerações jovens tiveram os seus epítetos. Foi a geração “nuclear” da qual fiz também parte e que lutou pela não implementação de uma Central Nuclear em solo luso, foi a geração “Super Mario” da qual os meus filhos fizeram parte, foi a geração “rasca” dos anos 90, a geração “feicebuque” mais recentemente e temos por fim e agora uma geração de jovens estranhamente ambientalista. Ou talvez não…

Uma geração que vê na antipática menina sueca um verdadeiro ídolo. Tudo em nome de uma luta que até faz sentido, mas que deveria ter outros intervenientes, quiçá mais velhos.

Uma jovem com 16 anos e que anda nesta demanda há tanto tempo, provavelmente não deve estudar. Terá assim a devida autorização governamental e parental para viajar pelo mundo em prol do ambiente? E quem lhe paga, quem a alimenta? Cheira-me a outros interesses escondidos…

Entretanto sei de gente muito mais velha que concorda com a sua atitude e discursos inflamados porque está a “alertar o mundo”, dizem!

Todavia não aprecio as ditas greves estudantis pelo clima. Se os jovens querem mudar o clima, e acho bem que o façam, deixem os telemóveis em casa, larguem os portáteis e outros periféricos e invistam nos estudos para no futuro mais ou menos próximo se dedicarem à investigação e inventarem algo que sem fazer mal ao ambiente nos deixe finalmente trabalhar…

De outra forma serão somente mais um epiteto geracional… desta vez a geração… greta.

A alegria delas!

Tradicionalmente no início do mês de Setembro costumo plantar as costumadas "couves brancas" para serem servidas e saboreadas no próxima consoada (e não só!!!).

Para tal, arrancaram-se os tomateiros, cavou-se fundo a terra rija e seca, ancinhou-se e finalmente estava pronta para receber as abençoadas couves.

A tradição caseira manda plantar diversos tipos de couves. Deste modo plantaram-se: "Pencas de Chaves", "Pão de Açúcar", bróculos, couve flor e couve galega.

 20191011_182007.jpghorta (1).jpg

Todos temos consciência que o mês de Setembro foi muito seco, quase sem água. Talvez por isso arranjou-se uma solução de forma a aproveitar a água da próxima chuva e que cai no telhado de uma pequena casa de arrumos, ao fazê-la correr para um depósito de mil litros.

Portanto se tudo correr a preceito ficaremos com água para as próximas regas... E não será da companhia.

deposito.jpg

Entretanto nem imagino a alegria das minhas couves ao receberem desde ontem à noite a benfaseja água caída do céu.

Saudades!

Ontem por aqui foi um daqueles dias como há muito não via e sentia.

Chuva e vento com fartura. Soube-me tão bem ver as beiras a correr quais bicas das fontes.

E as couves acabadinhas de plantar agradeceram esta água benfazeja.

Agora vou arranjar maneira de aproveitar a água que cai dos telhados para encher um depósito de 1000 litros que comprei para depois poder regar com água da chuva.

A água é decididamente um bem cada vez mais escasso. E aproveitá-la parece-me ser um acto de sensatez.

Viaturas eléctricas: muito ainda por esclarecer

O tema parece querer regressar à ordem do dia. Falo obviamente da opção entre viaturas movidas a combustíveis fósseis e os eléctricos.

No momento actual quem tem carros “a pilhas” deve sentir-se híper feliz pela opção tomada, enquanto os outros (onde eu me incluo) andam com o coração nas mãos, sempre na expectativa de amanhã abandonar o seu carro numa qualquer beira de estrada por não terem combustível, se a greve persistir para além do razoável.

Não obstante todas estas ameaças continuo a considerar que os carros exclusivamente eléctricos ainda estão longe da total aceitação por parte da maioria dos condutores.

Acima de tudo por duas ordens de razão: a primeira prende-se com a autonomia, a segunda com o preço de aquisição.

Se com a primeira situação a coisa pode ser mais ou menos gerida pois é certo que quanto depressa se andar com os carros mais bateriam gastam diminuindo consideravelmente a autonomia, a segunda parece-me mais complicada pois o preço dos carros somente eléctricos são na sua maioria muito mais caros que os outros da mesma categoria e que trabalham a combustível. Já para não falar do valor ao fim de um par de anos que neste tipo de veículos desce exponencialmente.

Todavia em termos ambientais os “pilhinhas” serão, aparentemente, no dia a dia menos agressivos. Mas escrevo aparentemente porque adoraria saber que impacto terá no ambiente construir um carro deste tipo e, pior que tudo, que impacto terá no fim da sua vida.

Portanto e até ver continuarei a optar por ir para uma fila para receber somente 15 litros de combustível.

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