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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Outono na Beira baixa!

Gosto do Outono, especialmente pelas diferentes cores com que a natureza nos brinda.

Este fim de semana fui novamente à Beira Baixa. Andei quilómetros de carro e depois a pé.

Visitei fazendas, constatei charcas vazias e riachos secos. Poços sem água e fontes nos mínimos

Mas encontrei também figueiras, pessegueiros, cerejeiras ou carvalhos a perderem as folhas. Estes últimos ainda reservaram alguma folhagem para esta foto.

20191207_115811.jpg

 

À atenção dos lisboetas

Cheguei há poucas horas de Castelo Branco. Desta vez foi uma visita rápida. Ainda assim trouxe a carrinha repleta.

Mas vamos ao que importa...

Um périplo, em terras Beirãs, pelos diversos locais onde tenho poços veio evidenciar que a chuva de caiu o mês passado foi ínfima. De tal forma que os poços continuam secos e as charcas, que nesta altura já costumam estar cheias e a bordar ainda não subiram dez centímetros.

Portanto há que chover muito mais se se pretender que amanhã haja água para os gestos mais básicos como seja a alimentação e a higiene.

Obviamente que os citadinos não mandam na metereologia. E ainda bem, acrescento. De outra forma seria o caos!

Mas tornar-se-ia fantástico uns meses sempre com a pluviosidade no seu máximo.

Sem cheias, obviamente.

A geração greta!

Desde que me lembro todas as gerações jovens tiveram os seus epítetos. Foi a geração “nuclear” da qual fiz também parte e que lutou pela não implementação de uma Central Nuclear em solo luso, foi a geração “Super Mario” da qual os meus filhos fizeram parte, foi a geração “rasca” dos anos 90, a geração “feicebuque” mais recentemente e temos por fim e agora uma geração de jovens estranhamente ambientalista. Ou talvez não…

Uma geração que vê na antipática menina sueca um verdadeiro ídolo. Tudo em nome de uma luta que até faz sentido, mas que deveria ter outros intervenientes, quiçá mais velhos.

Uma jovem com 16 anos e que anda nesta demanda há tanto tempo, provavelmente não deve estudar. Terá assim a devida autorização governamental e parental para viajar pelo mundo em prol do ambiente? E quem lhe paga, quem a alimenta? Cheira-me a outros interesses escondidos…

Entretanto sei de gente muito mais velha que concorda com a sua atitude e discursos inflamados porque está a “alertar o mundo”, dizem!

Todavia não aprecio as ditas greves estudantis pelo clima. Se os jovens querem mudar o clima, e acho bem que o façam, deixem os telemóveis em casa, larguem os portáteis e outros periféricos e invistam nos estudos para no futuro mais ou menos próximo se dedicarem à investigação e inventarem algo que sem fazer mal ao ambiente nos deixe finalmente trabalhar…

De outra forma serão somente mais um epiteto geracional… desta vez a geração… greta.

A alegria delas!

Tradicionalmente no início do mês de Setembro costumo plantar as costumadas "couves brancas" para serem servidas e saboreadas no próxima consoada (e não só!!!).

Para tal, arrancaram-se os tomateiros, cavou-se fundo a terra rija e seca, ancinhou-se e finalmente estava pronta para receber as abençoadas couves.

A tradição caseira manda plantar diversos tipos de couves. Deste modo plantaram-se: "Pencas de Chaves", "Pão de Açúcar", bróculos, couve flor e couve galega.

 20191011_182007.jpghorta (1).jpg

Todos temos consciência que o mês de Setembro foi muito seco, quase sem água. Talvez por isso arranjou-se uma solução de forma a aproveitar a água da próxima chuva e que cai no telhado de uma pequena casa de arrumos, ao fazê-la correr para um depósito de mil litros.

Portanto se tudo correr a preceito ficaremos com água para as próximas regas... E não será da companhia.

deposito.jpg

Entretanto nem imagino a alegria das minhas couves ao receberem desde ontem à noite a benfaseja água caída do céu.

Saudades!

Ontem por aqui foi um daqueles dias como há muito não via e sentia.

Chuva e vento com fartura. Soube-me tão bem ver as beiras a correr quais bicas das fontes.

E as couves acabadinhas de plantar agradeceram esta água benfazeja.

Agora vou arranjar maneira de aproveitar a água que cai dos telhados para encher um depósito de 1000 litros que comprei para depois poder regar com água da chuva.

A água é decididamente um bem cada vez mais escasso. E aproveitá-la parece-me ser um acto de sensatez.

Viaturas eléctricas: muito ainda por esclarecer

O tema parece querer regressar à ordem do dia. Falo obviamente da opção entre viaturas movidas a combustíveis fósseis e os eléctricos.

No momento actual quem tem carros “a pilhas” deve sentir-se híper feliz pela opção tomada, enquanto os outros (onde eu me incluo) andam com o coração nas mãos, sempre na expectativa de amanhã abandonar o seu carro numa qualquer beira de estrada por não terem combustível, se a greve persistir para além do razoável.

Não obstante todas estas ameaças continuo a considerar que os carros exclusivamente eléctricos ainda estão longe da total aceitação por parte da maioria dos condutores.

Acima de tudo por duas ordens de razão: a primeira prende-se com a autonomia, a segunda com o preço de aquisição.

Se com a primeira situação a coisa pode ser mais ou menos gerida pois é certo que quanto depressa se andar com os carros mais bateriam gastam diminuindo consideravelmente a autonomia, a segunda parece-me mais complicada pois o preço dos carros somente eléctricos são na sua maioria muito mais caros que os outros da mesma categoria e que trabalham a combustível. Já para não falar do valor ao fim de um par de anos que neste tipo de veículos desce exponencialmente.

Todavia em termos ambientais os “pilhinhas” serão, aparentemente, no dia a dia menos agressivos. Mas escrevo aparentemente porque adoraria saber que impacto terá no ambiente construir um carro deste tipo e, pior que tudo, que impacto terá no fim da sua vida.

Portanto e até ver continuarei a optar por ir para uma fila para receber somente 15 litros de combustível.

Finalmente chove

Já tinha saudades de ver e sentir a chuva. E sentir o cheiro da terra queimada!

Não foi uma bátega forte, mas ainda assim deu para regar o feijão, cebolo e as curgetes que tenho semeado e plantado no quintal.
Importa lembrar que vale mais um litro de água da chuva que cinco litros de rega forçada.

Bom, bom seria esta chuva manter-se durante muitos dias. As terras estão extremamente sedentas.

 

Água: um bem escasso!

Retorno hoje a um tema ao qual sou muito sensível e que (a)normalmente a população dá pouca atenção: a água potável.

Após um Inverno demasiado seco (só para dar um exemplo a charca que tenho na aldeia este Outono/Inverno não passou de metade da sua capacidade!!!), eis uma Primavera quente com temperaturas estivais e um vento suão que tudo cresta.

Estamos assim perante um próximo problema e que se prende com a falta de água potável nas nossas casas. Os recursos hídricos em Portugal são escassos e para piorar ainda mais a coisa há esta seca quase permanente. Pode até ser bom para o turismo, mas quando este não tiver água nos hotéis, nem para a comida nem para banhos e limpezas talvez acordem para uma realidade mais amarga.

Ora se juntarmos o enormíssimo desperdício nas nossas casas, e não só, temos um verdadeiro problema que urge resolver ou pelo menos minimizar. E tão breve quanto possível!

Com toda a certeza haverá em Portugal técnicos competentes que se debrucem sobre esta problemática e que apresentem ao mesmo tempo algumas soluções.

As campanhas nas televisões, rádios ou imprensa escrita podem ser ilustrativas e ter algum impacto, mas são pouco dissuasivas no sentido de evitar o desperdício. Tal como as campanhas rodoviárias que também não evitam os acidentes.

Todavia há formas de poupar água. A primeira será através do corte forçado de água em determinadas horas, mas isto poderá induzir as pessoas a fazer guarda de água, o que acabaria por resultar em algo, quiçá, pior.

Por isso avanço com uma proposta, obvia e previamente estudada e que levaria a que todos pensássemos como deve ser antes de gastar um litro que fosse. Da mesma forma que o limite de velocidade nas estradas é antecipadamente sinalizado com a indicação de radar, a água poderia ser limitada às famílias conforme o número e tipo do agregado familiar. Exemplifiquemos: um casal com dois filhos pequenos teria direito a gastar por mês um x litros de água. Se no final tivesse gasto mais do que o autorizado pagaria pelo excesso um valor substancialmente mais elevado que o preço normal da água. Se gastasse menos teria um crédito para o mês seguinte. Entretanto os excessos seriam em crescendo podendo mesmo chegar ao dobro do valor.

Infelizmente em Portugal só quando toca ao bolso é que as pessoas acatam as ordens emanadas das autoridades. Mire-se o caso da floresta.

Concluo com o sentimento de que nada do que aqui vou escrevendo é tomado em consideração, mas como cidadão creio ser meu dever moral alertar para um flagelo que um destes dias não sairá pelas nossas torneiras.

Seria importante pensarmos nisto!

O Sol da nossa tristeza

Continua o Sol a brilhar neste rectângulo a beira mar plantado.

Muita gente esfrega as mãos de contente com este brilho, com este astro-rei que tudo seca, esquecendo-se que sem água nada se cria.

Quase que entendo que as pessoas não gostem da chuva, das intempéries, do frio. No entanto será bom não esquecer que a ausência de pluviosidade pode ter, e terá certamente, consequências muito graves, seja na agricultura, seja na prevenção de incêndios ou simplesmente na falta de água para consumo doméstico.

Já por aqui escrevi que a água potável será o petróleo do futuro.

Ainda há quem não acredite nisso, mas o tempo, infelizmente, tem vindo a demonstrar o inverso.

Provavelmente seria bom começarmos a pensar neste problema!

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