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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Alimentar os sentimentos!

O nosso corpo físico necessita de ingredientes para poder laborar, para que possamos ter as nossas funções todas activas. De uma forma natural devemos fazê-lo com cuidado, sem exageros que estes sempre trazem estranhas consequências.

Só que todos nós temos outros tipos de alimentação. Por exemplo como se alimenta aquele coração que salta quando vemos alguém de quem gostamos ou de que se alimenta o nosso espirito, quantas vezes rebelde?

A resposta para a questão está muitas vezes, diria que na sua maioria, nas coisas mais simples que nos rodeiam: um sorriso, uma festa, um simples cumprimento.

Hoje empaturrei-me destas coisas boas porque juntei os meus três netos ao almoço. As brincadeiras em que me vi envolvido, as risadas e até as desarrumações fizeram de mim, esta tarde, um avô mais gordo.

Pelo menos em sentimentos!

Foi simplesmente fantástico!

Cuidar da alimentação!

Sou pai de dois filhos, hoje homens e pais. Mas criei quatro crianças já que os meus dois sobrinhos viveram grande parte da sua vida comigo. Fui eu que os levei e fui buscar à escola, à natação, ao inglês. Muito eu corri naquele tempo, especialmente de carro, para que todos chegassem a tempo e a horas.

Da mesma forma também lhes dei muitas vezes de comer, ajudando os avós (os meus sogros!) nesses trabalhos. 

Tudo isto para dizer que sempre tive o cuidado de dar a todos eles uma alimentação cuidada onde nunca faltou aquele peso de carne e peixe, muitos legumes e leguminosas e obviamente a sopa, para além da fruta. Talvez por isso cresceram saudáveis, sem problemas de maior.

Sei que já passou uma geração sobre aquele tempo, que hoje há uma nova filosofia para a dieta alimentícia, tendo muitos pais optado por uma alimentação mais à base de vegetais por troca da carne e do peixe.

Não sendo eu nutricionista, não me cabe dizer bem ou mal das novas experiências alimentares, o que conta mesmo é que as crianças cresçam saudáveis.

Mas se há pais que têm esta opção, também há aqueles quee alimentam os filhos à base de comida de plástico. Querem lá saber do peso da carne, do peixe que os infantes ingerem! Muito menos se bebem com fartura refrigerantes em vez de água. Depois enchem os bolsos dos miúdos de bolos, todos eles de qualidade muuuuuuuuuuito duvidosa.

Há também quem leve os filhos à pastelaria, logo pela manhã, onde bebem aquele sumo de pacote carregadinho de açúcar, mais um bolo envolto em creme e levam mais um ou dois para a merenda!

Eu que cuido de uma criança e quatro anos, longe de mim substituir o seu pequeno alomoço feito com fruta verdadeira e cereais, por produtos, quiçá mais saborosos, mas provavelmente menos saudáveis.

Pois é educar uma criança não é facilitar-nos a vida. Na maioria das vezes é complicá-la.

Mas eu, sinceramente, prefiro assim!

O segredo não está no pão!

Ontem baixei a barreira (mais física do que psicológica!) dos 90 quilos de peso. De forma gradual tenho vindo a perder alguma gordura o que em termos de saúde não é mau.

Mas como o fiz é que pode ser curioso. Sem dietas tontas, nem exercícios físicos exacerbados, certo é que a balança lá vai dando boas notícias.

Há uns anos cheguei aos três dígitos. Olhava-me ao espelho e via… uma bolacha. Literalmente. Percebi que teria de ser mais regrado, mas acima de tudo alterei um pouco os maus hábitos alimentares. Todavia continuei com peso a mais...

Em 2021 com o Covid perdi muito peso, para mais voltar a aumentar.

Entretanto um dos assuntos estrela da internet é sempre o excesso de quilos e as milhentas formas de emagrecer. E como saberão há de tudo um pouco, como também há muitos culpados: o álcool, as gorduras, os doces, o sedentarismo e quase sempre o pão. Este encabeça assim muitas listas.

Durante tempos também acreditei que o pão era o principal culpado do meu peso excessivo. Até que no início deste Verão tive que levar com um implante dentário, para já provisório, e a recomendação da médica dentista é que não poderia comer uma “sandocha” à moda antiga, nem uma torrada bem tostada pois arriscaria a estragar o que havia feito. Obviamente que houve outras, mas não tão relevantes para mim.

Perante esta triste sentença optei por comer à mesma o pão todavia numa tacinha com leite e café. As tão conhecidas e velhas como o Mundo… sopinhas de leite! Que sinceramente nem aprecio mas que são macias e humildes aos dentes!

Não sei se foi disso ou de outra opção alimentar a verdade é que a balança é agora mais sensata.

Percebi por fim que o pão (geralmente água, farinha e fermento) não nos engorda. O que nos transforma em gordos são os acompanhamentos. Ou seja… a manteiga, o queijo, fiambre, um qualquer doce e mais não sei quantas coisas que podemos colocar como recheio. Anormalmente hipercalóricas!

Esta assumpção fez-me até recordar a piada do cientista que foi retirando uma asa a uma mosca e depois dizia-lhe para voar. E ela voava… Até que tirou todas as asas e mandou a mosca voar, Esta não saiu do lugar, obviamente. A conclusão do cientista era que uma mosca sem asas… ficava surda!

A gente lê-se por aí!

Perdoa-se...

... o mal que fará para o bem que sabe!

Esta é uma daquelas frases da cultura popular portuguesa (calculo que as outras culturas tenham frases com sentido semelhante) que é uma verdadeira imbecilidade. Desculpem-me a expressão, mas é o que penso.

Quando somos novos (quase) nada nos afecta! E se nos afecta dependendo da companhia ao nosso lado. damos disso conta... ou não! Na maioria omitimos até porque não queremos ficar envergonhados perante a nossa turba!

Todavia quando crescemos e iniciamos a pensar como gente adulta, é mais ou menos por essa altura que principiamos a ter consciência dos alimentos que afectam o nosso bem estar. E das duas uma: ou evitamos alimentos e/ou bebidas e passamos bem ou vamos em frente comendo e bebendo sem cuidado para dias depois pagarmos bem caro aquilo que não deveríamos ter ingerido.

Reafirmo o que disse no início: talvez esta seja uma das poucas expressões populares que não subscrevo. De todo!

Porque o nosso bem estar físico e mental deve estar acima de algo que dura somente breves segundos!

Aproxima-se o Verão e com ele as férias, as noites quentes e muita festa. Vai daqui fica o aviso sincero de quem já descobriu da pior maneira que não se perdoa o mal de fará para o bem que sabe!

A gente lê-se por aí!

Pela boca... morrerei eu!

Em conversa com uma senhora amiga, acabei por lhe formular uma questão que no fundo estava a fazer a mim mesmo: Porque será que tudo aquilo que gosto me faz mal? E acrescento agora: ou me engorda?

Terei de recuar muitos anos... Dezenas deles para aterrar nos anos 80 onde durante cinco anos nunca me cuidei.

Comia alarvemente e bebia ainda mais. Já para não falar do tabaco que fumava. Dormia pouco e trabalhava sempre sob stress como era um caixa de um banco, ainda por cima aquele em que o volume de dinheiro era sempre muito superior aos dos outros bancos!

Entretanto fui tomando consciência que deveria evitar algumas coisas, começando obviamente pelo tabaco. Mas aqueles pratos fantásticos... não conseguia evitar. E sempre bem acompanhado, não só por pessoas, mas outrossim por umas botelhas vinícolas.

As noites eram sempre carregadas de cerveja... Muita!

Quando decidi casar (diz o povo que quem casa não pensa!!!) já havia deixado de fumar, mas continuei a comer sem cuidado.

Bom era inevitável... e hoje estou a pagar "com língua de palmo" as asneiras feitas naquela remota época.

Isto está de tal forma nos limites que neste fim de semana que passou abri uma garrafa de vinho branco para acompanhar uma galinha à goeza feita por mim, bebi simplesmente um copo pequeno de vinho para desde ontem os meus pés darem sinal de... gota. Tudo por causa da pinga... mesmo que ínfima!

Também não posso comer carnes vermelhas (porco, vaca e enchidos), mas aqui tem a ver com uma coisa chamada ferritina e que eu tenho a mais!

Portanto irá ser pela boca que irei desta para melhor. Se não for com a gota, será de coração por alguma comida com mais colesterol.

Aquela refeição!

Já fui rapaz de muito alimento. Não que fosse alarve, mas quase!

Engordei demasiado e cheguei a ver três números na minha balança. Um horror.

Depois comecei a cortar nas quantidades de comida e no tipo de alimentação. Recomecei a andar e bebi mais água. E perdi alguns quilos...

Com a entrada na reforma calculei que o meu peso voltaria a crescer. Na verdade aquele ainda teve uns lampejos, mas o covid veio alterar a minha estrutura física, já que perdi mais alguns quilos tendo entretanto, encontrado já alguns...

Deixando a brincadeira para trás, continuo a tentar evitar engordar muito, até porque não caminho para novo e os ossos já principiam a ressentir-se de algumas parvoíces da juventude.

Todavia não deixo de comer um bom prato de comida. Talvez coma agora apenas metade e beba um terço de antigamente.

No entanto na minha vida há... aquela refeição! No meu caso não será um prato específico, mas somente... o pequeno almoço!

Adoro uma refeição matinal tomada com calma, iniciada com uma breve oração de agradecimento e finalizada com um expresso saboroso e aromático. Envolve sempre leite, café, pão fresco, manteiga, doce, queijo e um pouco de fiambre. Se houver também um sumo de laranja.

Portanto há momentos do dia que devem ser simplesmente saboreados! O da manhã é um deles, quiçá o melhor!

Quando “os olhos também comem”!

Desconheço se noutras culturas também existirá o dito supra. Quero acreditar que sim, mas em Portugal é normal usar-se, nomeadamente quando nos referimos aos alimentos.

Certo é que a visão agradável de um prato é mais apelativa que o seu inverso. Mas não significa que seja mais saboroso.
Há mais de vinte anos, quando fui a primeira vez a Barcelona (cidade que adoro!!!) entrei no celebérrimo Mercado de São José ou La Boqueria, bem no meio das Ramblas. Neste mercado dei conta da beleza dos expositores de frutas… Algo digno de se ver! Os contrastes das diversas cores e frutos davam ao local uma vida e luz que nunca vira.

Nesse dia comprei meia dúzia de ameixas lindas, maravilhosas, fantásticas… até lhe meter o dente! Pois é… muito bonitas por fora, mas nem gosto tinham!

Bom… hoje fui fazer umas breves compras de fruta e legumes. Haviam-me indicado uma frutaria que não sendo nova tinha fruta boa e a bons preços.

Não interessa agora o que comprei, mas tão somente a ideia de que aquela loja não é nada recomendável. A confusão lá dentro é tamanha com demasiadas pessoas num espaço pequeno. A fruta espalha-se sem critério e sem gosto, o lixo repousa no chão e no final quando pagamos nunca nos é dado um talão com o peso, preço e valor a pagar.

Fui uma vez… não volto a ir!

Por fim a fruta que comprei até era boa… mas é neste caso que se aplica a expressão do título.

Tratamento terminado

Uma das coisas que se descobriu nos meus recentes exames foi uma bactéria denominada Helicobacter pylori e que se aloja geralmente no estômago e segundo a médica de Gastro ataca 80% da população portuguesa.

Daqui originou que durante dez dias tomasse diariamente doze comprimidos que alteraram e de que maneira toda as minhas rotinas alimentares.

Para além dos comprimidos que deveria tomar a cada refeição (até tive que inventar uma - o lanche -para nela encaixar os ditos comprimidos) ainda me foi proibido o álcool (sem problema) e todos os produtos lácteos (leite, queijo, iogurtes - enormíssimo esforço).

Assim, durante a derradeira dezena de dias, entretanto passados, o meu pequeno-almoço resumiu-se a pão simples e seco recheado de doce e chá açoriano mais tarde substituido por chá de fruto.

Com o tratamento terminado amanhã recomeço as minhas refeições normais.

Ufa estava a ver que nunca mais!

Um mês depois...

Há precisamente um mês uma médica aconselhava-me a deixar de comer carnes vermelhas (porco e veca) assim como teria de deixar de beber qualquer pinga de álcool.

Triste e desiludido com a minha nova alimentação desde há um mês, reconheço, no entanto, que nem tudo foi mau já que neste tempo consegui perder algum peso. Cerca de oito quilos.

No dealbar desta opção alimentar senti algum desconforto especialmente em relação àquele copo de Baco à refeição ou então num fim de dia de azeitona faltou-me aquela cerveja. Mas a saúde está sempre primeiro.

Falta agora um mês... Um longuíssimo mês até voltar a fazer novos exames para finalmente perceber onde reside a origem do meu problema que, segundo a médica especialista, terá a ver com o oposto da anemia, isto é, tenho ferro a mais a circular no corpo.

Talvez por isso sempre que passava nos detectores de metais nos aeroportos surgia o sinal vermelho e tinha de repetir a passagem!

Coisas que só a mim acontecem!

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