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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

À volta de uma porta!

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Resposta a este desafio!

A foto infra foi tirada na aldeia onde vou amiúde e que fica no sopé da serra da Gardunha. Tanta vez que passei neste local e só agora me lembrei de fotografar este espécie de portal... para qualquer lado.

Não imagino se neste sítio houve alguma vez uma casa ao redor desta entrada, mas a verdade é que a estrutura, para quem como eu adora imaginar... coisas, dá para tudo ou quase tudo.

Provavelmente fizeram neste local apenas uma entrada para a propriedade ou para um qualquer barracão... Todavia gostaria de imaginar construir algo a partir deste portal granítico. Da mesma maneira que de um pequeno desejo pode sair algo imenso.

Portanto deixem a vossa imaginação vaguear... 

Porta de pedra.jpg

Olha a bela tangerina!

Resposta a este desafio!

Na última ida à aldeia na Beira Baixa, no início deste mês encontrei num terreno que agora é meu esta minha tangerineira. Na altura creio ter partilhado com alguns amigos daqui...

20231208_123927_resized.jpg 

Pena que os frutos ainda não estivessem maduros, pois de outra forma a carrinha viria ainda mais carregada do que veio.
Decididamente nesta aldeia só morre à fome quem quiser. 

Calma no campo!

Não me lembro de ter uns dias assim na aldeia: calmos, serenos e a fazer aquelas coisas que sempre que aqui estou digo que farei... para a próxima vinda.

Plantei uma nogueira, cerquei-a de aramada,

20231103_112733_resized.jpg

desbravei a erva e o mato por debaixo de uma laranjeira e alarguei a sua cerca,

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cerquei um dióspireiro antes que as ovelhas o descubram

20231103_112803_resized.jpg 

e repeti a acção da laranjeira com uma macieira de Bravo-de-esmolfe!

20231103_112813_resized.jpg 

Finalmente alguns dias menos agitados para alguém já de si bem acelerado.

Amanhã regresso à cidade. Pelo menos matarei saudades das netas!

Selfie impossível

1foto 1 texto

Resposta a este desafio!

Este gato não é meu, mas mostrou-se muito curioso ao ver-me. Não me aproximei porque sei que estes felinos são geralmente esquivos com quem não conhecem, todavia seguiu-me sempre em cima do muro com um olhar atento sobre este intruso.

Quando parei, sentou-se. Aproveitei o momento para o fotografar. Obviamente que uma selfie com ele seria totalmente impossível.

Gostei da sua pose! Um felino será sempre um animal desconfiado e este não fugiu à regra!

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Da Europa para a aldeia!

A azeitona levou-me para lá da cidade de Castelo Branco para a aldeia onde a família tem uns bons pedaços de terra fértil e bem tratada.

Não irei falar da apanha pois dessa já eu falei amiúde em postais anteriores, mas tão-somente da vida que por aqui se vai desenrolando ao som das badaladas do sino da igreja, ao som da chuva a bater no empedrado ou do vento a soprar nas árvores.

Nesta aldeia beirã onde não há restaurantes nem passadiços, mas muitos trilhos o tempo passa lentamente, pois não vale a pena correr.

Entretantpo tenho vindo a notar um acréscimo de população estrangeira por estes sítios e que aqui passou a viver de forma permanente. Segundo a Junta de Freguesia local já se contam 107 famílias o que equivale a quase 300 pessoas.

Vêem todos duma Europa cada vez mais desunida. Alemanha, Holanda, França, Dinamarca, Bélgica são alguns dos paíuses de origem. Procuram paz, serenidade e uma ligação próxima com a verdadeira natureza. Moram em casas que ficaram devolutas, muitas delas (a maioria) longe do centro da aldeia ou em velhos barracões de recuperaram. Trouxeram com eles os pais, filhos, cães, gatos e por aqui estão felizes e contentes.

Alguns dos miúdos já tocam na filarmónica local o que é sempre de louvar. Quando descem à aldeia gostam de passar no café onde beberricam jeropiga e outras bebidas locais (vulgo aguardente!).

Gosto muito de os ver e cruzo-me muitas vezes com alguns nas minhas deambulações entre fazendas. São geralmente muito simpáticos e há já alguns que arranham o português!

Ao invés de muitos que aqui nasceram e já sairam prometendo não regressar, estes estrangeiros conhecem bem o que é bom!

A campanha deste ano - versão beirã #2

Ontem o dia acordou chuvoso colocando-me a questão: teimar ou não teimar!

A equipa concordou... teimar!

E lá fomos nós dar cabo das azeitonas que ainda dormiam nas árvores. Porém a chuva intensificou-se e à hora do almoço pensou-se em não regressar. Só que o tempo abriu e foi uma tarde bem proveitosa.

Hoje logo de manhã lá estávamos... mais uma vez! Um vento frio soprava da serra da Gardunha, mas não nos impediu de trabalhar! As oliveiras sucediam-se e as mantadas de azeitona colhida espalhavam-se pelo terreno.

Sem telemóvel para fotografar a manhã vinguei-me de tarde quando umas nuvens surgiram por detrás da montanha e ainda assustaram devido à... pouca chuva.

Deu para rever o arco-iris com a Gardunha por trás.

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As varejadoras não paravam e eu corria para dar vazão ao trabalho dos apanhadores: mudar panos para novas oliveiras, escolher azeitona e ensacá-la... ufff!

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As mantadas pareciam crescer de cada vez que reunia a azeitona... Sacos e sacos cheios espalahavam-se pelo chão.

20231030_171142_resized.jpg 

Mas as pequenas árvores teimavam em ser competentes... Como esta:

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 O fim do dia aproximava-se. Num relance olhei a fazenda verde e gostei do que vi

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os sacos espalhavam-se... sinal de azeitona colhida e limpa!

O frio regressou e voltámos para casa conscientes que fora um dia bom. Se tudo correr bem amanhã acaba-se e a azeitona irá para o lagar.

Aguardemos!

A campanha deste ano - versão beirã

Iniciei hoje a segunda temporada (a exemplo das séries televisivas!!!) da azeitona, desta vez na Beira Baixa a um quarteirão de quilómetros de Castelo Branco.

O tempo metereológico, visto em diversos sítios da internet, apontava para a previsão de muita chuva para este dia. Às seis da manhã quando saí de casa para ir ao pão ainda não chovia, mas às sete e meia caíu uma borrasca que me atemerizou.

Teimei!

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E foi o melhor que fiz... pois mesmo com a queda de algumas bátegas conseguiu-se um óptimo empenho e à hora do almoço já se decidia qual a fazenda a seguir.

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Todavia calhou-me a fava e durante a tarde fui escolher azeitona. A mantada que faltava era esta

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que "só" deu 13 sacos, uns mais cheios outros menos dependendo do tamanho dos sacos.

Mesmo no final do trabalho desatou a chover e não fosse o oleado que trazia vestido nem imagino como chegaria a casa.

Tudo somado foram colhidas todas as oliveiras deste pedaço de terra fértil somando 26 sacos...

20231028_175950_resized.jpg 

com azeitona escolhida e pronta para ir para o lagar!

Noutro ponto da aldeia a equipa mais nova fazia por deitara abaixo mais azeitona. Escolheram três, mas segundo disseram ainda ficou muito por limpar...

Fica para amanhã!

Os meus amigos caçadores!

Entre os meus bons amigos e familiares há muitos caçadores. Algo que nunca fui!

Sei também que esta malta da caça tem perante o seu gosto, vício, desporto ou o que lhe quiserem chamar, uma postura muito própria... Arrisco mesmo a dizer cooperativista.

E nem conta saber se são de esquerda ou de direita, católicos ou ateus, doutores ou simples pedreiros. O único intuito é caçarem e, quiçá, comerem e beberem juntos contando cada um a sua mentira mais afoita no que à arte venatória diz respeito.

Nada disto me aborrece nem me preocupa. Sei que a caça é um desporto caro, a que só alguns conseguem chegar.

Lembrei-me de escrever este postal hoje porque, como sabem, tenho andado à azeitona aqui nestes terrenos inóspitos onde somente os judeus conseguiram que as pedras aceitassem as oliveiras como companhia. Nestas fazendas de alguma (pouca!) terra vermelha e barrenta e muitas pedras de todos os tamanhos e feitios, nasce algum mato que eu tenho tentado controlar com intervenções constantes (e caras!)!

Nestes últimos cinco dias deparei com algo que me entristeceu e cujos autores serão certamente associados de alguma colectividade com interesses na caça.

Aborreceu-me olimpicamente que o chão seja o destino final dos cartuchos que os caçadores disparam, sujando uma propriedade que não é deles. Pior... sei que por lei são obrigados a recolher os invólucros. Todavia não o fazem, ousando alguns em esconder nos buracos das pedras o seu rasto venatório.

cartucho.jpg cartucho1.jpgcartucho_2.jpg 

Estas fotos são um pequeníssimo exemplo do que escrevi supra. Como já disse não me importo que cacem naquilo que é meu, mas na mínimo o que posso exigir é que deixem o terreno como o encontraram.

Entretando espalhei umas garrafas vazias de 1,5 litros pelo terreno com alguns cartuchos dentro para que percebam o que não deveriam fazer... que é simplesmente abandonar tais invólucros.

Por fim espero que nenhum dos meus amigos caçadores tenha a coragem de deixar o seu cartucho para trás. Se o fizerem, acreditem, ficaria bem desiludido!

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