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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O antes e o depois!

Na aldeia onde ainda vivem os meus pais já velhotes fui há uns anos descobrir algumas das fazendas da família no estado que a foto abaixo documenta (acresce dizer que esta fotografia foi tirada na fazenda ao lado da do meu pai!!!).

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Mato e mais mato. Aroeiras, carrascos, silvas, alaga-cão, urzes... havia de tudo um pouco.

Com os parcos euros que tinha acabei por contratar gente para me limpar as fazendas. Durante meses os meus fins de semana eram passados a queimar o mato cortado. Depois fiz um pedido de subsídio ao PDR2020. Do valor inicial de investimento orçamentado, que rondou os 15 mil euros, irei talvez, repito talvez, receber... 2500 euros. Mas gastei muuuuuuuuito mais que o orçamentado.

Entretanto a propriedade ficou assim após muuuuuuuuuuuitas horas de trabalho. O chão é pobre pois as pedras quase que crescem em profusão, mas sobram as oliveiras, os medronheiros e alguns sobreiros e azinheiras.

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No sábado passado, dia em que tirei estas fotografias e antes de chegar à fazenda encontrei um primo que costuma pastorear umas ovelhas e perguntei-lhe como estava o chão. Respondeu-me com um sorriso onde denunciava uma boca quase sem dentes:

- Está bom, até já cresce erva!

Constatei que para além da erva também já cresciam umas flores silvestres.

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Apontamentos fotográficos e não só...

... de uma visita rápida à aldeia.

Ando há dias para escrever sobre a minha ida à aldeia beirã. Mas ou falta-me o tempo (outros desafios de "alevantam", eheheheh) ou os afazeres cá de casa com a neta a ser o centro do meu mundo obrigaram-me a adiar etse texto.

A ideia seria escrever as diversas sensações que tive ao percorrer uma série de lugares.  Entretanto desisti da ideia, todavia ficaram os registos fotográficos e em video.

Para mais tarde recordar...

Cheguei ás 10 da manhã e fui descarregar um depósito de 1000 litros vazio para ser cheio com água. A fazenda está quase toda delimitada por este pequeno ribeiro.

Encontrei-me com diversas pessoas com quem tive de ultimar alguns trabalhos. Ainda antes de almoçar fui a outra fazenda perceber como tinham decorridos os trabalhos.

Aqui tive um bonita surpresa porque andava lá a pastar um rebanho de ovelhas, a maioria muito simpática como se pode verificar nas fotos seguintes.

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Porém algumas mais curiosas aproximaram-se sem receio de mim. E eu fiz com que elas ficassem eternas...

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Após o almoço mais contactos e visitas aos terrenos onde captei isto,

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Acabei as visitas numa fazenda que gosto especialmente. Lá obtive estas fotos.

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onde esta charca quase vazia durante os últimos tempos está agora transbordar.

São quase seis da tarde e estou de regresso á capital.

Passo por uma das pontas da Barragem de Santa àgueda e filmei este fim de tarde beirão.

Eis-me chegado!

Saí cedo hoje de casa para viajar até à Beira-Baixa onde se situa a terra natal da minha mulher.

Por lá existem uns pedaços de terra que requerem cuidado e permanente atenção. Deste modo tivemos de ir para pagar a quem foi lá fazendo melhoramentos a nosso pedido.

Cheguei às 10 da manhã para sair às 18 com tudo resolvido e o pessoal pago.

Constatei entretanto que as terras estão inundadas, as charcas cheias,

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os poços a verter, as ribeiras a correr sem descanso

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e a barragem da Marateca ou Santa Águeda, como lhe queiram chamar, quase na cota máxima.

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Definitivamente este é um ano de muita água.

Finalmente em casa!

Parti na quarta-feira para uma viagem relâmpago à aldeia beirã. Havia umas coisas para resolver, mas perante a perspectiva de não poder sair de  casa nos próximos fins-se-semana, aproveitei para fazer 600 quilómetros no sentido de finalizar uns assuntos pendentes que deixara em aberto por altura da azeitona.

Ontem todo santo dia foi de chuva. Mas nada que impedisse de dar a volta às fazendas na perspectiva de encontrar sobreiros para se retirar a cortiça no próximo Verão... Especialmente nas árvores mais jovens.

Ainda assim aproveitei para fotografar esta minha laranjeira.

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Regressei à capital já hoje, para poder passar, finalmente, um fim de semana na minha casa, poder comer umas castanhas assadas e acima de tudo poder ver estas imagens.

Azeitona 2020… sem vírus! #2

(sem virus #1)

II

Hoje sem a necessidade de buscar alfaias cheguei ao olival mais cedo que ontem, ainda não eram sete e meia da manhã.

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Cedo percebi que iria ser um dia quente. O anilado do céu surgia em todo o seu esplendor sem uma única nuvem.

No intuito de fazer um breve esclarecimento comunico que desde há uns anos que adquiri máquinas para varejarar a azeitona. São máquinas eléctricas alimentadas por baterias de carro e que me dão um jeitão... Diria que sem elas demoria mais do dobro do tempo a apanhar a azeitona. Depois a escada por vezes é falsa e são conhecidos os acidentes de quedas das oliveiras... Então estas que são vetustas!

Mas hoje iria ter a colaboração de um jovem habituado a esta vida dura do campo. E sinceramente ele vale o dinheiro que ganha. Ao fim de uma hora as mantadas de azeitona colhida para escolher, começaram a espalhar-se pelo olival.

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Mal se acaba uma oliveira, logo se recolhe o pano e se estende noutra, de forma a que o homem com uma das máquinas não pare.

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As mantadas sucedem-se enquanto só um par de mãos a escolhe para ensacar.

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Entretanto isto, eu sou "pau para toda a obra": colho com uma outra máquina, depois corro a mudar os panos ou vou ajudar a minha mulher a ensacar a azeitona que ela vai escolhendo. Na foto supra já havia três enormes mantas com azeitona.

Depois de escolhida ei-la finalmente em sacos.

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Mas a chuva negra não pára de cair. Ao que parece este ano as oliveiras fizerem fé em dar fruto. Até uma pequena e velha oliveira fez a sua parte,

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já que do seu único ramo saiu pouca azeitona, mas ainda assim tapou o fundo do balde.

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A tarde já cai sobre a aldeia, no entanto há que acabar de escolher. De tal forma que se esgotam os sacos e tenho de levar a azeitona em baldes para o barracão de guarda.

Valeu o dia 27 sacos que a somar aos 11 de ontem dá 38... Portanto contas redondas... 1000 quilos já estão apanhados.

E ainda faltam tantas...

(sem virus #3)

As pedras dos meus dias...

Andei este fim de semana à azeitona, conforme dei aqui sinal.

Dois dias e meio (contando com a manhã de hoje) em que apanhei 660 quilos de azeitona boa e sã. No entanto não é a apanha da azeitona o meu maior problema nestes dias.

A aldeia que me recebe para este evento fica na encosta da serra dos Candeeiros e faz parte de um Parque Natural. É um local pacato, sem casos de virus, com muita gente idosa e alguma mais jovem.

Todavia o desafio mor destes dias não é a apanha, mas somente caminhar sobre um chão atapetado de pedras sem que nos esbardalhemos num colchão demasiado duro para os nossos ossos.

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Este naco de chão, porque nem se pode dizer de terra pois tem pouca, chama-se Pia Nova. Fica na encosta na fronteira do povo e este ano, mesmo assim, esmerou-se em dar boa azeitona. Também é verdade que tenho ali investido demasiado dinheiro, mas o proveito que retiro jamais pagará o que já lá gastei. E nem estou a contar o que lá tenho trabalhado.

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Este pedaço chama-se Penedos Gordos (que não estão na foto) e é bem pior que o chão da foto de cima. Com muito mais pedras e acessos para estender panos muito mais difíceis. Sair dali sem mazelas é uma aventura.

Fica uma questão: sabem que povo plantou estas oliveiras? Calculem lá...

Uma colónia em crescimento!

A primeira ideia que surgiu sobre a origem do Coronavirus é que este virus existia num morcego chinês que foi depois comido por um pagolim e este por sua vez caçado por um humano. O resultado está à vista de todos.

Neste longo fim de semana fui à aldeia onde fui trabalhar e visitar algumas fazendas. Numa delas encontrei esta colónia de pequenos morcegos.

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O lar onde habitam chama-se, curiosamente, Casa das Cobras, mas reconheço que nunca lá vi nenhuma não obstante já ter encontrado algumas peles.

Esta casa que foi o lar de algumas pessoas da aldeia, especialmente famílias de pastores, está inserida numa propriedade da família a três quilómetros do centro da povoação e onde já vi de tudo um pouco para além destes mamíferos: raposas, lebres, lacraus, esquilos e ainda hoje vi uma ave de rapina.

Um local onde a paz da natureza é interrompida pelo balir dos rebanhos ou por um ou outro carro que passe na estrada.

Já li que os morcegos podem estar em extinção. Entretanto por aqui a colónia continua a crescer!

Do pouco se faz muito...

Como já escrevi num postal publicado ontem, trouxe da aldeia beirã um pequeno (terá sido?) carregamento de gamboas!

Este fruto nasce e cresce numa das nossas fazendas. Não recebe qualquer tratamento, a não ser alguma poda.

Ora quando cheguei ao chão encontrei muitos frutos caídos na terra seca. Portanto percebi que seria tempo de apanhar as gamboas. Escada a postos, eis-me a subir par colher os frutos grandes e suculentos.

Deixei lá meia dúzia na árvore já que os pássaros também têm direitos! Carreguei os outros para o carro e ainda ontem à noite após ter chegado retirei-os do porta-bagagens.

Esta manhã levantei-me cedo e fui buscar algumas gamboas para descascar e cozer. Mas curiosamente só hoje é que tomei o verdadeiro peso e tamanho dos frutos amarelos.

Fui escolher os maiores e quis perceber o peso e tamanho.

tres_frutos.jpg

(repare-se na diferença entre figos, abrunhos e gamboas)

Deste modo peguei numa gamboa e coloquei-a numa balança digital

gamboas_2020.jpg

e descobri que esta "só" pesava 824 gramas.

O que equivale dizer que "apenas" 8 frutos semelhantes deram 3 quilos limpos que após bem cozidos com o açúcar devido, deram esta marmelada. Ou será gamboiada?

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Escapadinha ou rapidinha?

Há quem utilize a escapadinha para fugir por uns dias de Lisboa ou dos centros urbanos. Como gosto de ser imitador também parti ontem às 19 e 34 muito perto de Lisboa e cheguei a uma aldeia no sopé da serra da Gardunha eram 22 e 23.

Conforme se pode comprovar com o computador de bordo do carro.

pc_bordo.jpg

Estava um calor daqueles e com a casa fechada há meses era quase insuportável dormir dentro de casa. Todavia após janelas e portas abertas o ar da noite refrescou o suficiente. E lá fui para "vale de lencóis".

Acordei cedo e às oite da manhã já estava a caminho das fazendas. Depois de uma volta regressei para o carro conduzindo uma viatura que trabalha a gamboas, um novo combustível muito doce.

gamboas_.jpg

 

Ainda antes do almoço fui a outro naco de terra constatar as oliveiras e respectiva azeitona. Ao invés do que julgava encontrei algumas oliveiras bem carregadas

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Entretanto a Mãe natureza também nos mostra abguenação à vida... Como esta oliveira que só tem um ramo verde e ainda assim está carregada.

oliveira.jpg

Após o almoço e mais umas voltas necessárias regressei a Lisboa... ou perto, onde às 19 horas e 22 minutos, isto é quase 24 horas depois.

Fica então a questão: terá sido uma escapadinha ou uma rapidinha?

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