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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Agricultura... dura!

Falar da minha horta e sobre o trabalho que ela dá parece uma coisa complicada.

Pois... parece! Porque não é nada complicado. Nem duro!

Porque duro, duro foi esta manhã!

Estava programado para hoje a apanha das batatas na aldeia. Por esta razão saí de casa ainda de madrugada para poder chegar a horas.

A meio da manhã o aspeto de metade do chão de batatas era este,

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A outra metade estava assim.

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Assim ao meio dia tinhamos a faina terminada. Com mais de cem sacos de batatas apanhados.

Regressámos a casa extenuados e sedentos. Assim que cheguei sentei-me no varadim da casa dos meus pais e tirei os sapatos velhos. Este foi o estado em que encontrei as minhas pernas e os meus pés,

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Colheita de hoje

Hoje foi dia de colheita após ontem não ter estado em casa durante todo o santo dia. Mas não fui passear.

Portanto hoje foi mais um dia de colheita.

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O feijão verde cresce com vontade. Os feijoeiros parecem aqueles mágicos que se contam nas escolas, tal é a altura que estão a alcançar.

Eu que nem sou enorme apreciador de feijão verde reconheço que este aqui produzido tem outro sabor.

Os tomateiros entretanto começaram timidamente a dar os primeiros frutos, enquanto as curgetes, os pepinos e as acelgas já dão para o trabalho.

Finalmente e dando cumprimento a uma promessa, eis minuto e meio dos meus tomateiros.

A coragem de um agricultor

Hoje li a estória de Luís Dias, o agricultor que esteve em greve da fome durante 28 dias devido a apoios não recebidos por parte do Estado.

Daqui deste espaço envio o meu abraço solidário ao agricultor beirão, porque conheço demasiado bem esse sentimento de impotência perante tanta mesquinhês por parte das entidades agrícolas lusas. Quando para outros as facilidades são tão grandes...

Relembro a este propósito que há uns anos a nossa pobre agricultura poderia não ter dinheiro para distribuir pelos pobres agricultores, mas existiam uma série de Institutos públicos para gerir... ainda estou para perceber o quê!

Chamaram-se: INGA, INA, IFADAP. Com os respectivos presidentes, vice-presidentes, secretárias, motoristas, viaturas e mais não sei quanta gente a ganhar dinheiro à "pala" do Orçamento português.

Um dia alguém do governo (e bem!) decidiu juntar os institutos numa entidade chamada IFAP que no fundo herdou os processos do IFADAP. Mas não só, pois esta entidade recebeu outrossim os processos dos outros Institutos extintos, criando uma normal confusão burocrática. E eu que o diga que estive anos para transferir simplesmente a titularidade dos projectos. De tal forma que acabei por meter também o Provedor de Justiça ao barulho.

Dizem que a agricultura é o parente pobre do nosso país, mas acho curioso o que em tempos escutei: há quem receba subsídios para semear trigo no Alentejo mas nessas terras só nascem "jeeps".

Estive cinco anos para receber 2200 euros de um projecto (uma verdadeira fortuna) quando gastei nas fazendas em todo esse tempo mais de 30 mil euros. Eu sei que aquete naco de terra é pobre, sei que não é produtiva... mas as medidas de apoio que lançaram contemplava esta matriz de fazendas agrícolas.

Ao invés do agricultor beirão, não necessitei do dinheiro que gastei para sobreviver, mas há muito agricultor que precisa.

Finalmente tenho das entidades agrícolas a pior opinião possível. Que começa obviamente na própria Ministra da Agricultura de quem raramente vejo notícias.

Nem sei se é bom ou mau!

Ínfima viagem pelos feijoeiros

Desde que os meus feijoeiros começaram a dar feijão verde nunca mais pararam. Tenho-o assim distribuído pelos filhos, sobrinhos e obviamente comido algum.

Por isso hoje apeteceu-me viajar por entre eles e daí ter feito o filme infra.

O curioso é que este ano fiz duas alterações na plantação. A primeira é que comprei feijoeiros já crescidos (teriam por volta de um palmo de altura) e a segunda foi a construção de uma estrutura à base de canas para que as pontas pudessem subir sem problema e facilitasse a apanha.

Portanto ei-los na sua pujança e carregados de feijão! Verde, claro!

 

Monotonia? Palavra desconhecida!

Desde que me conheço nunca tive uma vida, diga-se assim, monótna. Quando não é a agricultura, são obras. Quando não são obras são outras actividades que me caem nas mãos sem que faça muito por isso. Mas enfim, é a vida.

Bom... ontem fui ajudar a desarrumar mais uma casa para futuras pinturas. Desta vez não foi a minha (essa está quase pronta no que confere a arrumações), mas foi a dos meus cunhados que moram perto de mim e que me pediram ajuda. Daí só chegar a minha casa, estafadinho de todo, já bem perto das dez da noite.

Abri a casa, acendi as luzes exteriores e estava eu muito descansado a preparar-me para jantar quando recebi uma visita. De quem haveria de ser? Da Aparecida.

Como calculei esta visita preparei-me previamente ao comprar umas latas de comida. Que a gata parece ter gostado.

Entretanto ao fim do dia de hoje regressei a casa, mas ainda a tempo de colher o primeiro feijão verde desta temporada.

Quase um quilo.

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Amanhã já sei qual será a sopa para o almoço.

Agora vou finalmente tentar descansar!

A gente lê-se por aí!

Ponto de situação da minha horta!

Em Março passado escrevi isto.  Uma espécie de tradição a que habituei alguns dos meus leitores...

Este fim de semana fiz uma ronda pelas minhas culturas e plantações e fiz as fotos seguintes.

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Feijoeiros vistos do sotão

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Tomateiros e ao fundo curgetes

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Curgetes já com frutos

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Feijoeiros (já com feijão verde)

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Cebolo plantado recente e sementeira de nabiças Tufon

Os tomateiros têm muita flor, os feijoeiros começam agora a dar os seus frutos, assim como as curgetes. Entretanto as beldroegas começam a nascer e a atapetar o quintal. Mas há cá em casa quem faça delas um petisco... Portanto agora é aguardar que cresçam mais um pouco para depois serem arrancadas.

O tempo tem vindo a favor das plantações com alguma chuva e muita humidade. O que é sempre bom!

Sinceramente estou muito curioso com os tomateiros...

Hoje na aldeia!

Por motivos que se prenderam com o falecimento de um tio e o seu funeral fui hoje à aldeia ribatejana onde fui criado. Após as exéquias fui num tiro espreitar o batatl que me foi reservado.

O acordo tinha sido ir semear as batatas, porém o meu pai do alto dos seus 88 anos assumiu fazer o trabalho - com ajuda, claro.

Ao fim de mais de mês e meio a sementeira de batatas apresenta esta configuração.

Bonitas, não estão?

Entretanto e já a caminho de casa para pegar o carro e regressar à cidade constato que as oliveiras este ano estão super carregadas de candeia (há quem chame candeio, chora ou quiçá outros nomes).

Se tudo aquilo se tranformar em azeitona... ui... tenho campanha olícola para mais de um mês!

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Precaver o futuro!

Hoje dediquei-me a preparar o futuro.

Daqui a uns tempos os tomateiros começarão a produzir os seus frutos. Mas antes terão de crescer e subir.

De tal forma que é necessário criar ou neste caso construir uma estrutura que nos dê a possibilidade de apanhar os tomates sem que eles estejam no chão.

Tendo em conta que alguns dos tomateiros são de espécies que não conheço a sua evolução e os outros foram-me oferecidos e nem imagino a sua espécie achei por bem ajudá-los no futuro mais ou menos próximo.

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Mas não foram somente os tomateiros a serem alvo de melhoramentos. Também os feijoeiros receberam a sua estrutura para que possam crescer sem limitações e sejam mais fácil de colher o célebre feijão.verde.

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O antes e o depois!

Na aldeia onde ainda vivem os meus pais já velhotes fui há uns anos descobrir algumas das fazendas da família no estado que a foto abaixo documenta (acresce dizer que esta fotografia foi tirada na fazenda ao lado da do meu pai!!!).

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Mato e mais mato. Aroeiras, carrascos, silvas, alaga-cão, urzes... havia de tudo um pouco.

Com os parcos euros que tinha acabei por contratar gente para me limpar as fazendas. Durante meses os meus fins de semana eram passados a queimar o mato cortado. Depois fiz um pedido de subsídio ao PDR2020. Do valor inicial de investimento orçamentado, que rondou os 15 mil euros, irei talvez, repito talvez, receber... 2500 euros. Mas gastei muuuuuuuuito mais que o orçamentado.

Entretanto a propriedade ficou assim após muuuuuuuuuuuitas horas de trabalho. O chão é pobre pois as pedras quase que crescem em profusão, mas sobram as oliveiras, os medronheiros e alguns sobreiros e azinheiras.

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No sábado passado, dia em que tirei estas fotografias e antes de chegar à fazenda encontrei um primo que costuma pastorear umas ovelhas e perguntei-lhe como estava o chão. Respondeu-me com um sorriso onde denunciava uma boca quase sem dentes:

- Está bom, até já cresce erva!

Constatei que para além da erva também já cresciam umas flores silvestres.

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