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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Azeitona - campanha de 2019 #9

O dia iniciou-se muito chuvoso. De tal forma que pensou-se nem ir até ao olival. 

Mass perto das oito da manhá as nuvens dissioaram.se e deixaram que trabalhássemos durante todo o dia.

Desta vez as oliveiras tinham muito menos azeitona, de tal forma que apanhámos metade do que se colheu ontem.

Mas a vida na agricultura é quase sempre assim... nada é certo e permanente.

apanha.jpg

Se aos invés de ontem se apanhou pouca azeitona, tivemos a hipótese de podar as oliveiras e queimar a rama.

Porque apanhar a azeitona não corresponde somente a colher os bagos negros... Há muitos outros trabalhos paralelos e que ficam já feitos.

Mas aproxima-se o fim...

Azeitona - campanha de 2019 #8

"No sétimo dia, Deus descansou de toda a obra que realizara

Isso não aconteceu comigo, pois ao sétimo dia de azeitona colheram-se a módica quantia de 21 sacos de azeitona.

20191101_131849[1] (1).jpg

De uma delas saíu esta mantada que "só" acrescentou quatro sacos!

A manhã devido ao dia Santo teve alguns interregnos. De tarde algumas bátegas obrigou-nos a recolher para dentro de casa sem todavia se parar de escolhar a azeitona já colhida.

Gosto deste tempo de azeitona, todavia prefiro-o sem chuva.

Certamente que amanhã mudaremos de fazenda, mas o espírito de luta e combate será o mesmo.

As mãos estão uma lástima, assim como o corpo... Mas há que aguentar!

São dez da noite, mas a minha cabeça já só reclama por Morfeu!

Vida dura esta!                                                                                                                                      

Azeitona - campanha de 2019 #2

Hoje foi o primeiro dia. É sempre duro este início já que o corpo não está, de todo, habituado.
O dia esteve brando a maioria do tempo, mas houve alturas que esteve muito quente.

Devido à limitação da Internet as fotografias não podem ser ora publicadas.

Todavia assim que puder...

O dia rendeu pouca azeitona. Somente nove sacos, Só para dar uma ideia comparativa as mesmas oliveiras o ano passado deram mais de 20 sacos.

20191026_181740.jpg

O problema deste ano prendeu-se com o calor, a seca e depois o vento em demasia que fez cair mais de 90 por cento da azeitona. Poder-se-ia varrer do chão.

Entretanto amanhã será novo dia. Já ouvi dizer que se aproxima chuva...

 

 

Azeitona - campanha de 2019

Inicia-se amanhã, para mim e para os meus, a nova campanha de apanha da azeitona. Um ritual que todos os anos se repete e que este ano começou mais cedo já que o meu pai no cimo dos seus 87 anos já apanhou alguns quilos.

Começarei como sempre pelo Ribatejo alto, de terrenos ásperos e de muita pedra, mas de oliveiras sãs e amigas.

20191026_124528.jpg

Pelo menos até dia 10 de Novembro provavelmente pouco escreverei para além destes postais temáticos.

Para quem por aí fica desejo-vos uns óptimos dias.

Fiquem bem!

Utopia ou realidade?

Como se percebe pelas recentes notícias a política de limpeza das matas continua um horror. Tirando um caso aqui e ali, maioritariamente a floresta continua repleta de mato e inertes. E é neste último ponto que me vou focar hoje.

Desde o início de 2015 que iniciei uma espécie de demanda contra o mau estado dos terrenos agrícolas pertencentes ao meu pai. Uma luta dura que me tem gasto tempo e muuuuuuuuito dinheiro. Todas as semanas lá vai mais uma transferência para pagar mais uns dias de trabalho de um ou mais homens.

No entanto ainda fica muito por fazer. Especialmente a queima dos inertes ou sobrantes. O que equivali«e dizer que não obstante o desbaste e corte de mato grosso e robusto, mais não posso fazer senão deixá-lo no chão a aguardar que chova para que possa ser queimado.
Mas fica a pergunta: e se não chover?

Pois... é aqui que "a porca torce o rabo" e em vez de termos mato verde e espalhado, temos o mesmo cortado e a secar, transformando-se em pequenos barris de pólvora, sempre prontos a arder.

Na verdade quem se senta por detrás de uma secretária a proferir legislação e a dar entrevistas não tem conhecimento da realidade do terreno. E nem aponto isso como desinteresse, apenas desconhecimento.

Sugiro por isso que em cada freguesia haja alguém a fazer o apanhado dos terrenos que estão a ser limpos, mas sem possibilidade de queima, de forma a fazerem a respectiva recolha por empresas que criam energia com estes sobrantes.

Resolviam-se assim dois problemas: o mato era cortado e não haveria necessidade de queimar, colocando em perigo matas e povoações.

Tenho consciência que tudo o que escrevi acima não passará de pura utopia. Mas pelo menos fica a ideia!

Domingo gordo!

Há uns tempos comprei um prédio rústico na aldeia da minha mulher na Beira Baixa. O meu interesse na compra não era assim evidente mas após breves negociações lá adquiri o naco de terra pelo preço que me patreceu justo.

Como disse uma vez Mark Twain: terra é algo que já não se fabrica.

Portanto este fim de semana gordo foi o momento propício para uma intervenção mais profunda no terreno já que este encontrava-se abandonado pelos donos havia muitos anos.

Estão a imaginar, não estão? Um Domingo duro, muito duro. 

De tal forma que a esta hora quase nem sinto as mãos.

Ah, só mais uma coisa... Os Sapadores Florestais já lá tinham andado a cortar o mato. Agora foram os detalhes: oliveiras, figueiras, ameixeiras, nespereiras, videiras tudo podado e colocada a rama toda em monte para queimar quando chover.

Se gostasse do Carnaval diria que me mascarei de agricultor...

(Más) contas agrícolas

Estamos em pleno inverno e a chuva só a espaços tem surgido e com pouca intensidade. Também é certo que o ano passado estávamos numa situação semelhante por esta altura e depois Março e Abril foi o que se sabe com muita chuva em pouco tempo.

Pelas aldeias as pessoas vão, sempre que podem, queimando os inertes que o Verão e Outono deixaram. Ou são as vides ou a ramagem das oliveiras após a apanha da azeitona. A isto posso acrescentar o mato que durante anos cresceu ao Deus dará e que ultimamente tenho mandado cortar e queimar.

Uma dessas fazendas chama-se Chão da Alagada e terá uns 3 mil metros quadrados, quiçá menos. Esteve muitos anos quase abandonada até que um dia achei que a terra merecia outro cuidado.

Meti mãos à obra, requeri gente, gastei dinheiro, passei lá muito tempo. Finalmente no início deste ano mandei lavrar o tal chão e atiraram-se para lá algumas sementes.

Quase mês e meio depois é esta a imagem do terreno.

Agora uma pergunta: calculem os leitores quanto terei gasto para que a terra chegasse a este ponto?

chao_alagada_2.jpg

 

 

Quase prontas para o Natal!

No início de Setembro mais propriamente no dia 7 dediquei-me a plantar umas couvitas no meu quintal. Conforme podem testemunhar aqui.

Parece uma brincadeira mas daqui a pouco mais de um mês será mais um Natal. Tempo de família, alegria e muita (demasiada) comida.

Onde obviamente não podem faltar as couves... Por isso após passarem o resto do Veráo e pirncípio de Outono a serem regadas, de durante últimas três semanas não terem sido objecto de intervenção humana, estas...

quintal_2018.jpg

estão quase prontas para o Natal. Faltar-lhes-á um pouco de frio e geada para ganharem mais gosto e se cozerem mais depressa.

 

 

Onde está o Verão...?

... De São Martinho!

É uso por esta altura o Astro-Rei brilhar num momento muito especial a que o povo chamou de Verão de S. Martinho.

Mas a intempérie veio e alagou tudo ao redor da cidade de Lisboa. No entanto cá em casa cumpriu-se mais uma tradição: comeram-se as castanhas e bebeu-se jeropiga. Mesmo sem sol!

O ano agrícola anda estranho, muito estranho. De tal maneira que durante o passado recente encontrei figueiras com muitos figos por amadurecer. Já para não falar dos dióspiros que tardam em ficarem cosmestíveis.

Já não há tradições como antigamente?

 

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