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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Se a Dona Maria Delfina fosse viva...

... corria a malta toda à reguada.

Especialmente os políticos que aprovaram o actual Acordo Ortográfico.

Quando andava na primária a Dona Maria Delfina levava muita a peito os erros ortográficos. Tão a sério que bastava alguém ter uns erros a mais que ao esperado ou desculpável e era logo corrido a uma série de reguadas, que sempre foi uma atitude muito pedagógica de ensino.

Como sempre gostei de ler, dificilmente dava erros ortográficos, evitando assim muitos castigos.

Portanto nem imagino como seria se a dita minha mestre-escola fosse hoje viva e visse esta nova escrita.

Não podendo claramente usar da sua arma preferida, morreria provavelmente com algum fanico.

 

Fresquinha, fresquinha...

A nova revista para senhoras. Que eu descobri aqui.

Comprei um exemplar para brindar a minha mulher. Vou ficar á espera da opinião.

Percebi que aquilo não é bem a minha praia mas tecnicamente parece-me muito bem feita.

Ainda por cima tem algo que me encantou: Não segue o Novo Acordo Ortográfico.

Já ganhou!

Deste espaço e deste não leitor mas consumidor vai um abraço grande de votos de muitos sucessos. As boas aventuras começam assim! 

 

 

Mau purtuguez

Á dias atrás percebi como se escreve mal na nossa língua. Camões se foce vivo morreria certamente com o que de mal se vai redigindo por aí.

Um dos maiores erros prendesse com a conjugação verbal e a utilização dos pronomes nos verbos. A confusão é tanta que se confunde apresenta-mos com apresentamos. Ambas as duas formas verbais estão certas só por si mas têm sentidos diferentes. E é aqui que as coisas se confundem… Ao invés de ouviste e ouvis-te em que só uma das formas está claramente correcta.

Também já tenho dados os meus erros… Mas tento evitar a todo o custo! De tal forma o fasso, que dou por mim a procurar nos dicionários disponíveis ou no prontuário de Língua portuguesa as respostas às minhas próprias questões.

Não imagino se os erros surgem por culpa do novo acordo ortográfico ou só mente porque as pessoas escrevem como falam. E não me refiro a quaisqueres pessoas analfabetas mas a muitos licenciados. Infelizmente!

A nossa língua corre o risco de se deteriorar. Mas como é normal neste país ninguém se preocupa.

 

Nota:

Os sublinhados correspondem a palavras ou expressões que eu vi escritas, tanto em textos de trabalhos como em comentários em blogues. Uma lástima… 

Á dias atrás – erro muito comum mesmo em televisão e em jornalistas. O verbo haver é aqui obrigatório e não necessita do advérbio. Assim Há dias é suficiente;

Foce – o uso da segunda consoante do alfabeto em vez dos dois “esses” é frequente. Se fosse eu não escreveria assim;

Prendesse – confusão com prende-se;

Apresenta-mos – na mesma linha da forma verbal anterior. A confusão na correcta aplicação destas formas verbais é deveras grande:

Ambas as duas – mais um erro tão normal que quase já nem estranho… Ambas será sempre suficiente;

Ouvis-te – forma verbal que não existe. O hífen está a mais;

Fasso – a contínua e já referida confusão;

Só mente – este suposto advérbio de modo está claramente errado. Somente soa melhor;

Quaisqueres – esta palavra, muito comum na linguagem falada, nunca a vi assim escrita, mas sei de quem já a viu. Ainda por cima numa tese universitária. Quaisquer creio ser a forma certa.

Desacordo acordado!

Está visto que o Acordo ou desacordo Ortográfico voltou à ordem do dia.

O Presidente da República escreve pela nova forma, mas Marcelo Rebelo de Sousa prefere a antiga!

Quase me faz lembrar aquela brilhante rábula da Ivone Silva em que Olívia Patroa e Olívia Criada se confrontavam numa mesma mulher.

Com as recentes declarações o PR terá aberto o caminho para uma discussão mais alargada, que ainda não conseguiu gerar consensos na sociedade portuguesa (será que alguma vez haverá?).

A abertura à sociedade civil da discussão no Acordo (fala-se mesmo de um referendo) pode vir a criar, num futuro próximo, novos problemas, já que a Administração Pública escreve unicamente sob a capa do Novo Acordo ortográfico. E os manuais escolares já foram redigidos seguindo a nova grafia.

Ora reverter tudo seria, como é óbvio, demasiado dispendioso.

Deste modo uma solução futura passaria por se aceitar as duas grafias mesmo que isso possa originar alguma confusão, especialmente nas crianças em idade escolar. Por exemplo um miúdo pode começar a aprender a escrever de determinada maneira e anos mais tarde surge-lhe uma grafia diferente. E qual delas estará certa? E poderá misturar as duas?

Depois há outrossim a ratificação pelos países Lusófonos deste Acordo e que tardam em fazê-lo, à luz da ideia de que a língua mãe é só uma.

Enquanto esta “poeira” não assentar definitivamente, continuarei a escrever como aprendi há meio século.

Ainda o meu Não Acordo!

Ando a ler Aquilino Ribeiro.

Uma edição muito velha em papel tão castanho quanto a patine dos anos que por lá passaram!.

Quem já leu Aquilino conhece-lhe o tipo de escrita e o vocabulário.

Só que esta edição tem algo mais curioso. O português nele impresso é anterior ao acordo de 1945.

Os advérbios de modo são todos acentuados com acentos graves, há palavras com grafias diferentes (p.e. mecher em vez do actual mexer!), e ainda outros exemplos que não merece a pena aqui trazer.

Uma coisa é certa... Custa-me muito menos ler aquele português que o actual, com o N.A.O.

 

A.O. - Jamais!

Eu até concordaria com o AO, se este tivesse sido ratificado por todos os países envolvidos. Mas não foi! Assim sendo, a partir de hoje há palavras que são erro ortográfico em Portugal e estarão correctas em Angola. Um disparate autêntico!

Como de costume neste pobre país, a vontade política de uns supostos iluminados sobrepôs-se à lucidez e bom senso da maioria dos portugueses.

É obvio que daqui a vinte anos já ninguém se vai lembrar desta contenda. Mas eu enquanto puder, escreverei como sempre aprendi.

Com erros? Que seja! Nada tenho a perder...

A língua é o melhor (provavelmente o único) elo que une um povo. Elo que um estúpido acordo eventualmente poderá destruir.

Contra o AO... sempre!

Têm vindo a crescer diversas iniciativas contra o AO (Acordo Ortográfico), que o governo de José Sócrates insistiu em implementar em todo o país, iniciando aquela cruzada pela Administração Pública.

No entanto e ao contrário do que foi sendo dito nem todos os países lusófonos ratificaram o tal acordo. Vou até mais longe… A maioria não aplica qualquer acordo, continuando a escrever como sempre o fizeram.

Esta iniciativa ocorreu no passado dia 14 no Anfiteatro 1 da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e segundo li aqui foi muito concorrida. Ainda bem!

Sinto que é tempo de dar a volta a esta espécie de erro genético. Estando ainda por explicar as verdadeiras razões que levaram alguns doutos professores da Língua Portuguesa a enveredarem por um acordo que quase ninguém entende. Nem aceita!

Fazer um referendo, como alguns pretendem sobre este assunto, parece-me despesa a mais para um país que não pode nem deve esbanjar os seus recursos financeiros, ainda por cima com um tema que não merece ser… assunto.

Assim sendo só há uma maneira de resolver o problema: revogue-se simplesmente a lei.

Serei sempre contra!

A empresa onde trabalho decidiu aplicar, a partir do próximo ano, o Novo Acordo Ortográfico (NAO), numa atitude de quem quer ser mais “papista que o Papa”, pois como é sabido há ainda alguns problemas na implementação deste AO, especialmente por parte de alguns países lusófonos e de algumas entidades publicas que não se revêem nesta aberração.

Já escrevi neste espaço, mais que uma vez, que sou claramente contra o AO. E ao contrário do que vou lendo em alguns jornais que optaram por aquele Acordo, continuo a achar que tenho razão nesta minha opção.

Dirão alguns dos que defendem o AO, que sou apenas mais um velho retrógrado teimoso e de mente pouco aberta às novas ideias. Naturalmente que posso aceitar este pensamento, mas a verdade é que aprendi a escrever de uma determinada maneira e não me sinto (nada) confortável a redigir nos novos moldes.

Apercebo-me cada vez mais de um número impensável de erros ortográficos, tanto em mensagens de trabalho, como em comentários nos blogues ou no feicebuque. Por vezes fico tão atónito com o que leio, que chego mesmo a duvidar dos meus conhecimentos de português, porque já não sei onde começa o Acordo e acaba a asneira.

Não sei onde iremos parar com esta aventura lindguística, mas uma coisa tenho a certeza: não me vejo a escrever debaixo das regras do NAO.

Uma questão de Português

 

Num artigo, hoje publicado no Jornal Público, o professor António Macedo desenvolve a história da língua portuguesa e das diferentes razões da sua evolução.

 

aqui escrevi que sou obstinadamente contra o NAO (Novo Acordo Ortográfico). Não entendo a necessidade de tamanho erro. Ou melhor… Percebo! Mas não concordo.

 

Foi um desejo político que criou este (mau) Acordo.

Foi uma teimosia ministerial que pariu este (horrível) Acordo.

Foi um português insensível que criou este (estúpido) Acordo.

 

Por isso é bom que se leia este texto, hoje publicado. Que se reflicta. E aqueles que se apressaram a implementar o tal NAO, recuem de vez nos seus malfadados intentos.

 

A bem da nossa língua e da unidade do nosso país. Porque, para dividi-lo, já basta o que basta.

 

http://www.publico.pt/opiniao/jornal/por-favor-desliguem-a-maquina-26644963

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