Ano Novo, vícios velhos!
Uma grande e boa amiga enviou-me esta manhã uma mensagem que dizia: "O melhor do Ano Novo são os Velhos Amigos"!
Gostei muuuuuuito da frase e agradeci-lhe convenientemente.
Mal sabia eu que hoje, ou melhor, neste fim de tarde iria aproveitar a tal frase fantástica e dar-lhe uma nova roupagem tendo em conta o que assisti.
Realmente não é nada de mui grave e que venha com isso mal ao Mundo, todavia passam os anos, os governos, mudam-se as mentalidades, mas o português em certas coisas mantêm-se fiel aos seus princípios.
Entre muitos que a população lusa gosta, um deles ensarilha-me a cabeça e prende-se com a pontualidade ou a falta dela.
Quando trabalhava e tinha um horário rígido sempre cheguei a horas ao local de trabalho. Depois quando passei a ter um horário mais aberto ainda assim gostava de estar cedo no meu gabinete.
Mas devo ser uma excentricidade lusa já que neste país raras são as pessoas que chegam a horas. Ou dito de outra maneira: a malta julga que chegar 15 minutos ou meia hora mais tarde que a hora aprazada é ser pontual.
Bom o pior é que este vício velho mantem-se no Ano Novo. Daí o título deste postal.
Hoje fui assistir ao Concerto de Ano Novo no CCB. Uma tradição familiar já com alguns anos e que os velhotes agradecem a quem ofereceu. O espectáculo estava marcado no bilhete para as 17 horas.
A tempo e horas saí de casa em busca de um lugar para o carro e ainda com folga temporal para chegar. Quando me sentei na cadeira que me calhara em sorte, faltavam cerca de 8 minutos para as cinco da tarde.
A imagem supra foi feita depois das 17 horas e enviada a diferentes amigos e à qual anexei esta mensagem: "Concerto de Ano Novo com vícios velhos. Era para começar às 17 horas. Pois ainda está assim. E já são 17 e 02. Ai, aí!"
E pronto... o concerto começou muito depois deste envio de mensagens, já tinha o telemóvel desligado.
Definitivamente este povo não muda mesmo!