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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Eticamente falando!

Tentar nos dias que hoje correm viver uma vida de forma vertical ou sem grandes contradições entre palavras e actos é sobejamente difícil. Por isso não me admira o que se passa na política, terreno este profícuo para que a verticalidade do ser humano seja posto em causa.

Retomo o tema que ontem abordei de uma forma mais ligeira e que versa as relações familiares nos nossos governos.

Eticamente considero reprovával. Na prática... já não sei de será bem assim!

Tentarei explicar... Quem está num governo quer ao seu lado gente em quem confiar e que mostre outrossim competência. Se entre os que conhece há alguém fiável e competente, mesmo que seja parente porque não chamá-lo para o seu lado? Será melhor apelar a alguém que não sendo familiar é de menor confiança e competência? Valerá a pena correr o risco?

Veio agora o senhor PR a terreiro dizer que tem de se legislar sobre as relações familiares no governo já que a ética não faz a sua função. Quase me apetece dizer que o Professor um destes dias irá solicitar a criação de uma lei para definir o que é ou não má-educação em casa de cada um de nós. Já é só o que falta fazer e preocupar-se.

Esqueceu-se o mais magistrado da Nação que por mais legislação que emitam, por mais diplomas que aprovem, em Portugal nada disso fará efeito, porque o povo deste rectângulo continuará a ser um povo estranho... muito na base do velho ditado: "Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço".

A vida e a ética

O mui débil estado de saúde do Doutor Mário Soares leva-me a pensar que vivemos tempos estranhos e que de uma forma alternativa andamos a fintar a Mãe Natureza.

Respeito muito o antigo Presidente da República, mas tendo em conta a sua idade não seria melhor deixá-lo partir? Em paz?

Porque todos temos de ir um dia. E o ex-presidente não é obviamente excepção!

Como católico, sou claramente pela vida. Mas esta deverá ser sempre minimamente consciente. De outra forma o que interessa andarmos por cá?

Não é a primeira vez que abordo esta temática. Decididamente não sou pelo prolongamento da vida humana num estado vegetativo. Os meus filhos sabem disso, se um dia estiver nesse estado pois não quero ficar ligado a qualquer máquina.

Do mesmo modo parece-me que a família do Doutor Mário Soares deveria deixar a Natureza seguir o seu percurso e não adiar o que me parece inevitável.

Eu sei que os médicos agarram-se à ética para manter a vida. Mas se não existisse uma panóplia de máquinas que fazem tudo por ele, há quanto tempo Mário Soares já teria partido?

Sangue jornalístico?

Ponto prévio: não fui mandatado por ninguém, nem exibo de nenhuma procuração para defender as próximas ideias. Feita esta ressalva passo ao que aqui me leva…

Cada um tem o nome que advém quase sempre dos seus antecessores. É apenas identificativo e não deve corresponder a uma chancela positiva ou negativa que se carrega pela vida fora. Abordo este tema devido à forma quase vil como alguns jornais têm tratado o filho do ainda Presidente da Comissão Europeia.

Se o actual técnico do Banco de Portugal fosse filho se um ilustre desconhecido e tivesse recebido o mesmíssimo convite, os jornais falariam disso? No mesmo sentido quantos colaboradores terão até hoje entrado por convite para instituição reguladora, filhos de um qualquer casal?
Mas pior que tudo, é a forma pejorativa como alguns diários abordam o assunto, tentando trucidar um jovem, que como muitos que há por aí, lutam por um melhor lugar na vida. E fosse para onde fosse trabalhar este rapaz estaria sempre marcado pelo nome do pai. No entanto o ser-se filho de alguém público não é marca de competência ou falta dela. O tempo encarregar-se-á de o valorizar, ou não… E nessa altura falaremos!

O jornalismo, mesmo o especializado, deve pautar-se por seriedade e busca da verdade e não retirar conclusões só porque alguém tem nome sonante. E entenda-se este ridículo: até há umas semanas “Espirito Santo” era sinónimo de uma família com prestígio e pergaminhos na sociedade. Hoje, esse mesmo nome caiu em desgraça e sabe-se lá com que irremediáveis consequências para todos os portadores desse apelido.

Mesmo que nunca tenham culpa!

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