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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

A alegria delas!

Tradicionalmente no início do mês de Setembro costumo plantar as costumadas "couves brancas" para serem servidas e saboreadas no próxima consoada (e não só!!!).

Para tal, arrancaram-se os tomateiros, cavou-se fundo a terra rija e seca, ancinhou-se e finalmente estava pronta para receber as abençoadas couves.

A tradição caseira manda plantar diversos tipos de couves. Deste modo plantaram-se: "Pencas de Chaves", "Pão de Açúcar", bróculos, couve flor e couve galega.

 20191011_182007.jpghorta (1).jpg

Todos temos consciência que o mês de Setembro foi muito seco, quase sem água. Talvez por isso arranjou-se uma solução de forma a aproveitar a água da próxima chuva e que cai no telhado de uma pequena casa de arrumos, ao fazê-la correr para um depósito de mil litros.

Portanto se tudo correr a preceito ficaremos com água para as próximas regas... E não será da companhia.

deposito.jpg

Entretanto nem imagino a alegria das minhas couves ao receberem desde ontem à noite a benfaseja água caída do céu.

Saudades!

Ontem por aqui foi um daqueles dias como há muito não via e sentia.

Chuva e vento com fartura. Soube-me tão bem ver as beiras a correr quais bicas das fontes.

E as couves acabadinhas de plantar agradeceram esta água benfazeja.

Agora vou arranjar maneira de aproveitar a água que cai dos telhados para encher um depósito de 1000 litros que comprei para depois poder regar com água da chuva.

A água é decididamente um bem cada vez mais escasso. E aproveitá-la parece-me ser um acto de sensatez.

Água: um bem escasso!

Retorno hoje a um tema ao qual sou muito sensível e que (a)normalmente a população dá pouca atenção: a água potável.

Após um Inverno demasiado seco (só para dar um exemplo a charca que tenho na aldeia este Outono/Inverno não passou de metade da sua capacidade!!!), eis uma Primavera quente com temperaturas estivais e um vento suão que tudo cresta.

Estamos assim perante um próximo problema e que se prende com a falta de água potável nas nossas casas. Os recursos hídricos em Portugal são escassos e para piorar ainda mais a coisa há esta seca quase permanente. Pode até ser bom para o turismo, mas quando este não tiver água nos hotéis, nem para a comida nem para banhos e limpezas talvez acordem para uma realidade mais amarga.

Ora se juntarmos o enormíssimo desperdício nas nossas casas, e não só, temos um verdadeiro problema que urge resolver ou pelo menos minimizar. E tão breve quanto possível!

Com toda a certeza haverá em Portugal técnicos competentes que se debrucem sobre esta problemática e que apresentem ao mesmo tempo algumas soluções.

As campanhas nas televisões, rádios ou imprensa escrita podem ser ilustrativas e ter algum impacto, mas são pouco dissuasivas no sentido de evitar o desperdício. Tal como as campanhas rodoviárias que também não evitam os acidentes.

Todavia há formas de poupar água. A primeira será através do corte forçado de água em determinadas horas, mas isto poderá induzir as pessoas a fazer guarda de água, o que acabaria por resultar em algo, quiçá, pior.

Por isso avanço com uma proposta, obvia e previamente estudada e que levaria a que todos pensássemos como deve ser antes de gastar um litro que fosse. Da mesma forma que o limite de velocidade nas estradas é antecipadamente sinalizado com a indicação de radar, a água poderia ser limitada às famílias conforme o número e tipo do agregado familiar. Exemplifiquemos: um casal com dois filhos pequenos teria direito a gastar por mês um x litros de água. Se no final tivesse gasto mais do que o autorizado pagaria pelo excesso um valor substancialmente mais elevado que o preço normal da água. Se gastasse menos teria um crédito para o mês seguinte. Entretanto os excessos seriam em crescendo podendo mesmo chegar ao dobro do valor.

Infelizmente em Portugal só quando toca ao bolso é que as pessoas acatam as ordens emanadas das autoridades. Mire-se o caso da floresta.

Concluo com o sentimento de que nada do que aqui vou escrevendo é tomado em consideração, mas como cidadão creio ser meu dever moral alertar para um flagelo que um destes dias não sairá pelas nossas torneiras.

Seria importante pensarmos nisto!

O Sol da nossa tristeza

Continua o Sol a brilhar neste rectângulo a beira mar plantado.

Muita gente esfrega as mãos de contente com este brilho, com este astro-rei que tudo seca, esquecendo-se que sem água nada se cria.

Quase que entendo que as pessoas não gostem da chuva, das intempéries, do frio. No entanto será bom não esquecer que a ausência de pluviosidade pode ter, e terá certamente, consequências muito graves, seja na agricultura, seja na prevenção de incêndios ou simplesmente na falta de água para consumo doméstico.

Já por aqui escrevi que a água potável será o petróleo do futuro.

Ainda há quem não acredite nisso, mas o tempo, infelizmente, tem vindo a demonstrar o inverso.

Provavelmente seria bom começarmos a pensar neste problema!

Água, o melhor tempero!

Gosto de cozinhar. Muito.

Mas ao invés dos grande chefes que buscam comidas inovadoras eu continuo a preferir as receitas mais antigas, mais genuínas.

Sou neto e filho de grandes cozinheiras. Se a minha avó já faleceu há muitos anos, ainda tenho a minha mãe que, de vez em quando, me vai dando umas dicas de como melhorar este ou aquele prato. Todavia as coisas nem sempre saem igual ao que ela faz. Costuma dizer que pode dar-me a receita mas não me dá as mãos dela.

Aceito esta visão da culinária, mas entendo que para além das mãos há outras variáveis que não controlamos e que sem querermos são fundamentais para o gosto de um determinado prato.

Uma delas é, sem margem para dúvidas, a qualidade intrínseca dos produtos. Não menosprezando outras regiões as batatas que o meu pai semeia e apanha são incrivelmente melhores que as outras que se compram por aí.

Tal como os legumes ou o azeite. E já nem falo na carne de galinha criada no campo ou de vitela.

Há quem observe que as panelas antigas é que eram boas... especialmente as de ferro que se penduravam dentro das lareiras a apanhar o lume. Até pode ser...

Mas a minha experiência diz-me que é na água que se encontra o verdadeiro segredo para uma cozinha não só saudável como bem confeccionada. A água da cidade sai nas nossas torneiras depois de passar por muitos filtros e muitos produtos para limpeza e purificação. Ao contrário a água da aldeia pode vir numa velha infusa ou mesmo a da torneira não tem definitivamente tantos produtos como a das grandes cidades.

E disto tenho um belo exemplo. Um dia, aqui onde moro, cozi umas batatas, mas ao fim de um pouco estavam desfeitas. Na aldeia tinha lá batatas iguais que cozeram sem nunca se desfazerem.

Esta éassim  a prova real de que a água é, neste momento, um dos ingrediente essenciais para termos um melhor prato. Tal como os outros já referidos.

Portanto, o chefe Gaulês sabia o que dizia quando afirmou isto...

arverne.jpg

Duas ou três coisas… apenas!

Estamos em Maio.

O mês das flores, de Maria, das mães, do coração, do Pirilampo Mágico.

Entretanto a época balnear parece já terá iniciado em algumas praias.

O Verão, portanto, aproxima-se. E com este o terror dos incêndios. Que começa com uma batalha entre Estado e empresas prestadoras de serviços de extinção de incêndios. O costume, enfim!

Face a estes dados fico sem perceber:

1 – quem irá combater os fogos, por via área, neste Verão?

2 – quem irá ajudar os Bombeiros no combate terrestre?

3 – a quem compete a campanha para poupar água?

O governo aguardará pelos eventos para os ir gerindo, numa espécie de governação “à vista”. Prevenir e acautelar parecem ser palavras abolidas do principal léxico governativo.

Porque as limpezas dos matos à volta das povoações já eram obrigatórias, muito antes das tragédias do ano passado. Mas claro o que realmente interessa à geringonça é fazer de conta… que tudo está sob seu controlo.

Água de todo o ano

Não muito longe de Ponte de Sôr há uma povoação que dá pelo sugestivo nome de "Água todo o ano". Este nome é tão curioso que a Eugénia Melo e Castro lançou um album em 1983 com este mesmo nome... ou quase.

Não imagino a origem desta toponímia ou provavelmente imagino. Certo é que nesta altura do ano em Fevereiro a seca continua. Ainda agora vim de aldeias em locais bem diferentes, mas em ambas percebi o mesmíssimo problema: a falta de água. Poços secos, charcas abaixo dos mínimos, minas esgotadas.

Começa a ser recorrente falar disto aqui. Mas nunca as minhas palavras serão suficientes para acordar as pessoas para um problema muitíssimo grave e que começa a prejudicar, e de que maneira, a economia do interior luso.

Sem chuva não há pasto e sem pasto não há leite. E portanto não há queijo e não há carne porque os animais estão magros... E assim sucessivamente!

É óbvio que a chuva não cairá por decreto, mas seria a altura ideal de alguém vir alertar as pessoas para os gastos, por vezes excessivos, de água seja em casa ou noutro local.

Se este tempo seco permanecer arriscamo-nos seriamente a termos água racionada no próximo Verão. Nessa altura muita gente perceberá a verdadeira dimensão do problema. E depois não há volta a dar...

Entretanto se isso acontecer só espero que não mudem o nome à aldeia alentejana. Mesmo que a água não seja de todo o ano...

"My precious"

Entrou o Fevereiro muito gelado após um Janeiro também frio e deveras seco. Entretanto uma chuvinha aqui e ali não foi suficiente para minimizar a seca de um longuíssimo estio.

Portugal tem de se preparar para o futuro no que respeita à gestão dos seus recursos hídricos. As famílias geralmente mostram grande desperdício, não se preocupando minimamente em poupar um recurso escasso e cada vez mais valorizado.

Ora então como se mudam os costumes dos cidadãos que durante muitos anos se habituaram a ter algo sem se preocuparem em saber como aparece em casa?

Creio que a escola é o local perfeito para se começar a ensinar como poupar água. E pelo caminho escolar, pelo menos até ao secundário, deveria haver um momento dedicado somente à água. Talvez assim os futuros engenheiros e doutores se preocupem em salvaguardá-la.

Estou de partida para a aldeia, para a Beira Baixa, onde a chuva não aparece como deve ser faz muito tempo. Os poços estão quase todos secos assim como as pequenas charcas, fontes e minas.

Nas terras cresce pouca erva e quem sofre é o gado.

Por isso insisto na ideia de que cada vez mais temos de poupar este preciso líquido. Sempre e a todo o instante. De forma a evitar uma anormal desertificação de terrenos...

Porque o futuro é já ali!

Este mau tempo que não nos larga

Os dias continuam de Sol. Um astro-rei que aquece mais do que devia.

Consequência, as terras vão secando e com elas as barragens.

Começa-se agora a falar em restringir água especialmente em locais em que as barragens estão em mínimos jamais assistidos.

Ora temos aqui mais um problema para a geringonça resolver. Se não está nas mãos desta a capacidade de fazer chover, cabe a eles promoverem boas práticas na poupança de água e acima de tudo na criação de mais reservas.

Eu até já pensei que se não seria possível importar água. É que os Açores são tão ricos naquele líquido tão essencial, que bstava passar um tubo pelo fundo do mar trazendo das Flores ou do Corvo a água que tanta a falta nos faz.

Neste texto com mais de um ano, afirmei convicto que a água potável será o petróleo do futuro. Decorrido todo este tempo os meus temores mantêm-se inalteráveis.

A água dos nossos males!

Na continuação deste meu texto comecei a perceber a quantidade de pessoas que optaram por diferentes tipos de alimentação.

Há alguns anos havia somente os vegetarianos e os macrobióticos. Agora para além destes, há também os vegans, os paleo que descobri ontem e quiçá muitos mais!

Entretanto a Joana explicou-me a razão da sua opção, num comentário naquele meu post, e pelo que me disse ficou melhor com a opção tomada. Ainda bem...

Mas ainda ontem numa troca de comentários com aquela bloguer que vive em Oslo, prometi-lhe falar de algo que muitas vezes não se divulga e que pode ser a razão, a causa ou a origem de alguns problemas com os alimentos.

Falo de algo tão simples como a... água. Pois é, a água com a qual cozinhamos os nossos alimentos, pode ser um factor adicional para a origem de alguns distúrbios alimentares que depois se plasmam noutras maleitas.

Tenho provas palpáveis do que afirmei acima, que passo a contar:

Há uns anos largos, estava na cidade e fui cozer umas batatas para acompanhar umas sardinhas. Aquelas haviam sido oferecidas pelo meu pai que as havia semeado, sachado e arrancado de forma natural e sem uso de quaisquer produtos nocivos.

Pois bem... estas batatas ao fim de uns minutos de estarem a ferver desfizeram-se completamente. Quase parecia puré.

Curiosamente na semana seguinte fui à aldeia na Beira Baixa e levámos algumas daquelas mesmas batatas para cozinhar lá. O certo é que na aldeia as batatas estiveram ao lume a cozer e nunca se desfizeram. Ora a diferença só podia estar na água.

Face a esta experiência nunca mais bebi água da torneira, se bem que a de garrafa, por vezes me pareça também pouco saudável.

Termino com este video da Fonte Velha, lá na aldeia beirã, que corre água durante todo o ano. Fresca, cristalina sai das entranhas da terra e apetece beber sempre.

 

 

 

 

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