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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Sociedade “orwelliana”

 

Se Portugal inteiro cumprisse à risca o que está na nossa legislação talvez fossemos um país claramente diferente. Para melhor!

Mas como neste naco de terra à beira mar plantado o que vale é a xico-espertice a legislação só serve para alimentar algumas polémicas e quiçá, encher alguns bolsos de causídicos.

Vem a este propósito algumas regras sobre a forma como se pode ou deve pagar com dinheiro. E quando falo em dinheiro é esse mesmo: as notas e as moedas.

Segundo a lei 92/2017 de 22 de Agosto passou a haver limites no pagamentos com dinheiro. Diz a lei que o máximo serão 3000 euros, por exemplo, para pessoas singulares.

Vejamos então este breve exemplo: façamos de conta que consigo todos os meses poupar, do dinheiro que vou levantando no decorrer de um mês, cerca de 50 euros. Se multiplicar este valor pelos meses de um ano terei ao fim deste tempo 600 euros poupados em notas. Se a este valor juntar a mesma quantia durante 10 anos, eu terei poupado, ao fim uma década, cerca de 6000 euros. Que são naturalmente meus, provenientes do meu vencimento e que por opção não gastei.

Então um dia decido comprar aquele quadro que tanto gostei. Chegado à galeria terei este diálogo:

- Boa tarde, cumprimenta a dona da galeria.

- Boa tarde… gostaria de comprar aquela tela.

- Com certeza. Imagina quanto custa?

- Cinco mil euros… Eis aqui o dinheiro para pagar.

A senhora da galeria olha para o maço de notas de 20 euros e diz:

- Não posso aceitar esse dinheiro porque é proibido por lei.

Então parto e deixo o quadro por comprar prejudicando deste modo a galeria, a mim e a economia.

Uma vez mais a lei tenta providenciar algo que eu realmente ainda não entendi. Dito numa versão mais simpática: não sou já dono do meu dinheiro nem posso fazer com ele (leia-se comprar) o que me der na real gana, mesmo que o graveto seja oriundo das minhas poupanças.

Esta tentativa da limitação dos dinheiros começa a ser quase doentia. A vontade de controlar é tanta que depois surgem alguns “papers” espalhados por offshores mundiais e dos quais o Estado viu… zero em impostos! Vá lá saber-se como aconteceu.

Porém é sempre o desgraçado do pobre que poupa e não gasta o visado.

George Orwell acertou na filosofia desta nova sociedade. Enganou-se unicamente no ano.

               

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