Sobre o disfarce de Carnaval...
Há quem aproveite a época do Entrudo para se vestir (ou despir) conforme gostos e desejos. Eu não fugi à regra e mascarei-me de trabalhador rural. Só que fiz a transformação com tamanho afinco que ainda hoje (e durante muito tempo) apresento as marcas dessa opção carnalavesca. Os arranhões nos meus braços são disso um evidente exemplo.
Mais a sério direi que foram dois dias passados a apagar um passado. Ou a queimá-lo. Passo a explicar:
Bem perto da velhinha aldeia ribatejana, onde ainda vivem os meus antecessores há uma fazenda rural cujo nome é Penedos Gordos. Esse naco de terra vermelha está quase todo ele rodeado de frondosas árvores sem grande valor a não ser a lenha, que nesta época tanto falta faz.
Deste modo e com a ajuda de outrém, eu e a minha mulher fizemos tudo para desbravar a história, conforme se pode ver nas fotos que seguem.
Eis o antes...
Depois veio o durante com a natural intervenção humana...
Finalmente reescreveu-se a história para memória futura...
Só há um pequeno problema nesta brincadeira de Carnaval... As dores nas costas e nos braços perduram para além do dia de Entrudo.


