O meu 25 de Abril de 24!
Tinha 65 anos e quase dois meses.
Estava reformado.
De quarta para quinta fiquei em casa dos meus pais numa aldeia cravada na encosta da serra dos Candeeiros. Ali estava depois de ter ido, no dia anterior, ao Hospital de Torres Novas com o meu idoso pai a uma consulta de Nefrologia.
Acordei a desoras depois do dia anterior ter andado toda a tarde de volta de um jardim que não via, como deveria ser, mão humana há muito tempo.
Tomei o pequeno-almoço e abalei para dar fé de como estariam as fazendas após a intervenção competente de uma equipa de sapadores florestais.
Os terrenos estão na sua maioria alquevados pelos focinhos e presas dos javalis. Terrível pois é impossível ter algo semeado
Numa fazenda encontrei à sombra de um pequeno carrasco um ninho com três pequenas cotovias, muito imóveis. Uma beleza da natureza.
Veio a hora do almoço que decorreu num restaurante onde me debati com cabrito assado devidamente acompanhado com arroz de miudezas e uns grelos salteados.
Tudo bem regado com um tinto do Douro.
Já em casa preparei o regresso à capital. À saída ainda encontrei um primo que viera fazer uma visita aos meus pais. Despedi-me e pus-me a caminho via A1 até Lisboa.
Chegado, ainda fui ao lar ver a minha demente sogra, para logo a seguir buscar num supermercado alguns víveres para o almoço de hoje.
Quando, finalmente, aterrei em casa já passavam das 18 horas.
Deveras cansado desisti de ir para a rua comemorar o dia de ontem.
Ficará certamente para o ano!