Governador à medida dos problemas!
Não obstante estar já reformado e distante da vida bancária, ainda assim, fico sempre atento para saber quem irá tomar conta das rédeas do BdP, minha antiga entidade patronal.
Quando comecei a trabalhar no Banco era Governador o Senhor Professar Manuel Jacinto Nunes, que tive o privilégio de conhecer pessoalmente. Depois lembro-me de Vitor Constâncio, creio que por duas vezes e em anos diferentes, António de Sousa, Tavares Moreira, Luís Miguel Beleza e finalmente Carlos Costa.
De todos o que mais me marcou de forma positiva foi obviamente o Professor Manuel Jacinto Nunes pelos diversos contactos que acabámos por ter. Ouso mesmo confessar que certo dia, pela hora do almoço, subia eu a rua do Ouiro para ir até ao refeitório e cruzei-me com o Professsor, que fez questão de parar e cumprimentar-me, dado que já me conhecia. Anos mais tarde já estava ele aposentado surgiu-me à frente, ainda era um mero caixa da tesouraria dizendo que era um reformado e que vinha levantar as moedas comemorativas a que tinha direito.
Outras gentes, outras ideias!
Mas foi com o mais controverso governador, o Doutor Carlos Costa, que tive, certa vez, uma longa conversa. Do que falámos nunca o revelei, mas naquela altura o BdP era um saco de pancada de todos os sectores da sociedade portuguesa.
Do Doutor Mário Centeno não faço quaisquer observações pois só o conheci como técnico e director-adjunto de um Departamento.
Finalmente estou assaz curioso com a chegada do Professor Álvaro Santos Pereira ao Banco de Portugal, numa altura em que, mais um vez, o legislador do sector bancário está sob forte escrutíno externo, não só por diversas e sabidas convulsões internas envolvendo o Ministério Público, mas também pela recente aprovação pela actual administração da construção da nova sede.
Desejo que o Professor, de uma vez por todas, consiga trabalhar para recuperar a imagem de prestígio do BdP. Para bem do País, das instituições e de todos os portugueses.