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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Em jeito de comentário!

Ainda aqui não havia falado sobre o que se passa ou passará no Brasil. De uma forma assertiva conheço pouco da realidade brasileira para além do que me é oferecido pelas televisões ou pela escrita sejam jornais ou redes sociais.

Todavia ao ler esta brilhante análise do Robinson achei que, em vez de lhe responder através de um longo comentário, vou aqui tentar explanar outrossim a minha ideia sobre a situação do outro lado do Atlântico.

A primeira ideia que retenho é que a democracia tal como está instituída no Brasil poderá estar em perigo. Todavia ao mesmo tempo que reconheço este receio, também aceito o conceito já por aí escrito de que a culpa desta situação é da esquerda, nomeadamente do PT.

Tivessem os dirigentes do partido de Lula da Silva, incluindo o próprio, pautado por uma gestão séria, virada para o povo sim, mas cuidadosa na segurança interna e não no laxismo a que submeteu, talvez agora não estivessem em tão maus lençóis para conquistarem o Palácio do Planalto.

Não me venham com a teoria que o povo ao votar em Bolsonaro é burro e estúpido, pois foi o mesmo povo que votou em Lula anteriormente e portanto aos olhos dos que hoje o criticam, inteligente. Donde retiro a conclusão de que foi mesmo a esquerda que desbaratou o capital angariado em antigas eleições.

Insisto também na ideia de que uma campanha feita somente contra alguém estará destinada ao insucesso. Pois quanto mais falarem, mesmo que seja só para dizer mal do candidato da direita mais força ele terá.

A esquerda seja no Brasil, nos Estados Unidos ou na Europa terá forçosamente de mudar de postura e de alvos a atacar. De outra forma correrá o risco de volatilizar-se como já aconteceu em muitos países da Europa.

 

5 comentários

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    José da Xã 19.10.2018 13:51

    Caríssimo Pedro,
    Já li o testemunho. Arrepiante.
    Mas continuo com a ideia: como chegou o Brasil a isto?
    Um anti-democracia poderá vir a ser presidente de um país por via democrática.
    Haverá maior paradoxo?
    Abraço.




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    Pedro Neves 19.10.2018 14:00

    José,
    Na segunda-feira talvez seja útil uma reflexão sobre o que nos trouxe até aqui (e falo no plural porque não estamos tão desligados da realidade política brasileira como um exercício frio e focado na luta partidária parece querer sugerir), mas hoje? Penso que fazer esse exercício de distribuição de culpas agora, francamente, não chega. O texto do João ilustra bem porquê.
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    José da Xã 19.10.2018 14:35

    Pedro,
    A questão do Brasil não se plasma somente numa distribuição de culpas partidárias (que têm) mas outrossim na forma como a campanha eleitoral foi feita. Nunca gostei de personalizar as campanhas. E já participei em muitas, especialmente no meu local de trabalho. Prefiro o debate de ideias e acções. O que não está a acontecer no Brasil. E talvez por isso a direita retrógrada e mentecapta esteja a levar vantagem.
    Terei pena dos brasileiros.
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    Pedro Neves 19.10.2018 15:15

    José,
    Se se refere ao #elenão, isso passa mais por um movimento cívico do que por campanha eleitoral. Do meu ponto de vista, não podemos hesitar em identificar quem tem mostrado mais abertura para debater, conversar e devolver alguma réstia de normalidade à campanha, mesmo sem conhecer ou concordar com todas as suas propostas. Não fazer isso é um pouco como a Polícia chegar a uma briga e primeiro querer saber quem é o culpado antes de separar as partes e parar a violência. Deste nosso ponto de vista privilegiado (numa democracia consolidada e onde a luta partidária rejeita a violência e a intolerância), penso que devemos essa clareza ao Brasil.
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