Da Grécia nem bom vento… nem pagamento?
Ainda não entendi a alegria desmesurada dos nossos partidos de esquerda, no que se refere à vitória eleitoral do Syrisa na Grécia. Das duas, uma: ou os nossos políticos pretendem a toda a força uma falência total do país com as respectivas consequências económicas mas acima de tudo sociais ou então não percebem rigorosamente nada de política económica.
Se um país como o nosso não cria riqueza suficiente para pagar o que gasta, como pode alguém, de ânimo leve, dizer que tudo se resolve cortando as amarras à União Europeia, da mesma forma que a Grécia pretende fazer, deixando de honrar compromissos? E depois onde se vai buscar o dinheiro para pagar os salários da Função Pública, as pensões, os subsídios de desemprego e de reinserção social? Os países ricos são-no porque não esbanjam… ao contrário desta Europa mediterrânea pouco disposta a grandes sacrifícios… e a muuuuuitos gastos.
Por seu lado o povo grego acredita que tudo vai mudar para melhor, renegociando dívidas ou mesmo olvidando-as. O problema é que se o fizer, o futuro primeiro-ministro grego vai ter um sério problema de liquidez. E aquilo que poderia ter sido uma solução passa a ser um gravíssimo problema para o próprio país e para toda a Europa.
Nisto das economias não há verdadeiros milagres!
E a esquerda europeia, por muito que queira e deseje, não pode “fazer de Tsipras, coração”.