Cães e gatos cá de casa!
Toda a vida tive e lidei com animais de estimação.
Cães, gatos e até, imaginem, um bezerro que cuidei desde pequeno e (quase) tudo na aldeia. Na cidade só quando mudei para um espaço com quintal é que tive direito a ter amigos de quatro patas.
O primeiro foi o Aissú, uma pileca em tamanho, porém bravo e irritadiço. Mais tarde vieram duas gatas irmãs da mesma ninhada: a Turista e a Fofinha. E todos nós, mais cão e gatas conviviamos em paz!
Anos mais tarde os meus pais levaram os animais com eles quando retornaram à aldeia depois de 40 anos na urbe.
Um dia a minha casa na cidade foi assaltada e acabei por receber uma cadela de raça Pastor Belga e a quem baptizamos de Lupi. Uma guarda fantástica e só lhe faltava falar. Esta!
Mas regressando à aldeia foram muitos os cães e gatos que conheci e convivi acabando por dar nomes a diversos.
A Farrusca, uma perdigueira preta, linda e muito minha amiga, a Bijou outra cadela de tão pequena cabia num bolso, a Tica outra cadela amarela, pequena, mas muito gira, a Pantufa que um dia foi "injustamente" acusada de roubar a chucha ao meu mais novo tendo este alguns pontapés prometidos, mas nunca dados.
Hoje ainda por lá vivem o Black e a Piki, esta bem velhinha, para além de dois gatos: o Gil e o Índio.
Por esta época de caça aparecem sempre novos animais largados ou perdidos pelos caçadores, ainda não consegui perceber. Ainda não descobri como, mas aquela casa é um autêntico chamariz.
Neste momento estão lá dois animais, ainda não totalmente adoptados, mas a um amarelo, rafeiro e feio todavia muuuuuito simpático já o chamo de Rafa.
Entretanto na minha casa vive uma cadela esgrouviada e assaz defendora dos petizes e que se chama Bolota. A loucura total num único animal.