Azeitona 2025: já principiou
Cumprindo uma espécie de tradição eis-me hoje e durante os próximos dias a esgalhar umas palavras no sentido de dar a conhecer esta azáfama anual.
Dizia o meu sábio avô, lagareiro durante muitos anos, que em tempo de azeitona vimos o dia nascer. Eu acrescento: vimos a noite esvanecer.
Por isso quando o sol nasceu já eu andava a colher azeitona, ainda não eram oito da manhã.
Durante todo o dia andei fazenda acima, fazenda abaixo a dar serventia a um colaborador que aceitou ajudar-me. A preocupação dele era somente botar a azeitona ao chão onde os panos previamente por mim estendidos recebiam os bagos.
Desta vez com uma nuance: a azeitona está quase toda verde.
E o pior é quando amadurece cai num instante ao chão. Portante optei por a apanhar da árvore... verde. Dizem que dará menos azeite, eu acredito que terá um gosto mais forte até à proxima Primavera.
As mantas recheadas sucediam-se a uma velocidade quase vertiginosa, que só abrandou quando as oliveiras passaram a ser maiores e com muito mais trabalho. Deu tempo para reorganizar a escolha e a distribuição dos panos.
À seis da tarde o meu amigo partiu para o seu mereceido descanso, mas eu lá fiquei até ser noite a estender panos para amanhã.
Também fiquei a ver o Sol a por-se.
Regressei a casa doze horas depois de ter saído com a certeza de que 500 quilos já estão apanhados. Pelo menos trouxe 10 sacos e ficaram ainda por escolher outros tantos.
Amanha haverá mais!