Achado entre papéis
Hoje saí mais cedo do que o habitual do trabalho. Atravessar a Ponte 25 de Abril é nesta altura do ano um estrafego, que piora à sexta-feira.
Assim eis-me em casa bastante cedo para iniciar uma rotina anual: limpar a casa.
Como não vivo aqui permanentemente e só cá venho ao fim de semana, deixo para o Verão, época dos dias longos, para avançar com esta proposta.
Comecei como sempre pelo sotão onde moram grande parte dos meus rádios, gravadores e acima de tudo os meus papéis... Daí chamar-lhe, o meu museu!
Fiz entretanto uma escolha nalgumas pastas velhas, de forma a libertar espaço, quando encontrei dentro de um caderno a figura abaixo e que corresponde a um bilhete de autocarro.
Curiosamente este não era capicua, como eu tanto gostava.
Cinco escudos custou naquela altura o trajecto. Mas não imagino donde terei saído e para onde terei ido.
Mas foi um achado que guardei novamente com enorme religiosidade, como se fosse uma relíquia santificada.
![]()