A diferença está na massa!
Creio que em tempos houve para aí um anúncio, já não lembro a quê que tinha como slogan publicitário o titulo deste postal.
Quem como eu vive na cidade tem sempre ao seus redor um conjunto de supermercados (a expressão "grande superfície" parece-me exagerada), todos eles equipadpos de secção de padaria e onde poderemos achar todo o tipo de pão.
Pão grande, pequeno, mistura, branco, encarnado, de alfarroba, de beterraba, de milho e até, imaginem, há pão feito de simples farinha de trigo. Porém com tanto fermento dentro que ao fim de dois dias qualquer pedaço de pão está carregadinho de humidade. Depois há aquele pão de massa mãe e alguns devem ter ainda mais longínquos antepassados porque rapidamente o pão ganhar bolor.
Nunca fui padeiro e muito menos ousei abraçar a aventura de um dia cozer pão. Porém na aldeia onde fui criado houve aaaaaaaaanos a fio uma belíssima padaria de cujo forno exalava sempre um perfume de vida renovadaque se espalhava pelo povo. Era de tal forma saboroso e bem feito que facilmente comeria um pão de quilo ao pequeno almoço. Confesso que nunca o fiz, mas vontade nunca me faltou!
Curiosamente a padaria da aldeia vizinha usava dos mesmos produtos da padaria da minha aldeia, mas nunca, nunca conseguiram chegar aos calcanhares daquele pão que eu comia.
Hoje foi ao mercado que costumo frequentar em tempos de veraneio. Há lá um posto que vende pão de local chamado Alfarim povoação que faz paredes meias com a aldeia do Meco. Trouxe um pão de quilo e não sei se foi a saudade ou outra coisa qualquer não é que o raio do pão quase pareceu o da minha aldeia?
Portanto... a diferença estará na massa?