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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Educar (hoje) uma criança!

Um trabalho... complicado

Hoje educar uma criança é assaz diferente daforma como eu tentei educar as minhas. Escrevi tentei porque sinceramente não sei se as eduquei como deveria ser. Só o tempo dirá se fiz bem ou mal o meu trabalho. Mas até agora...  tudo impecável!

Mas regressando aos dias actuais, envolvendo crianças e a sua educação tenho consciência que esta parece ser mais complicada que outrora, se bem com enormíssimas melhorias em comparação com a que dei aos meus filhos. Eis algumas razões:

- A primeira prende-se com acesso à informação que muitos pais acedem via internet tentanto aprender com os erros evitados e cometidos por outros pais. No entanto esta pesquisa nem sempre dá as melhores notícias e daí ser necessário ter algum bom-senso para perceber onde começa e acaba o exagero;

- A segunda está assente na alimentação e naquilo que os pais pretendem evitar dar aos filhos como é o caso do açúcar ou o sal em excesso. Parece-me uma postura feliz, mas desde que não se fundamentalize pois pode tornar-se contraproducente;

- Outra razão está ligada aos meios que entram pela nossa casa sem que demos conta. A televisão é uma delas, mas as plataformas pagas também surgem com grande relevo apresentando uma panóplia de opções para quase todos os gostos e feitios. E se algumas delas são engraçadas há muitas que são, no mínimo, idiotas e sem conteúdo;

- Já nem quero falar de uma quantidade e diversidade de componentes electrónicos que moram em muitos lares e aos quais as crianças acedem facilmente criando mais tarde uma depedência quase feroz.

Lembro-me de ter dado aos meus filhos "Gameboys" para se entreterem. Mas nesse tempo tudo era novidade e não havia real assertividade dos perigos inerentes à coisa.

Nos dias que ora correm tento educar a criança mais nova cá de casa da forma que provavelmente os meus filhos deveriam ter sido educados: mais brincadeira, menos jogos electrónicos e menos videos.

Todavia os tempos eram outros e os educadores quase permanentes (avós) tinham uma visão bem diferente de educação. Hoje dou por mim deitado no chão a brincar com a minha neta como se tivessa a idade dela. Com os brinquedos que foram do pai e do tio...

Por isso digo que não conta o brinquedo que se dá a uma criança, mas tão-somente a brincadeira que alimentamos com ele! Nós incluidos!

Depois admiram-se...

Caiu no meu telemóvel através de uma rede social um pequeno filme onde um menino americano de 4 anos manuseava uma arma como quem monta um Lego Duplo. 

A senhora que o entrevista parece feliz por uma criança tão pequena se mostrar tão competente no uso de uma espingarda.

Recuso-me, por objecção de consciência, a divulgar tais imagens porque não sendo sangrentas apontam para uma violência quase gratuita.

É certo que a nossa cultura baseada em brandos costumes não se revê nesta estranha filosofia americana onde um inocente lida com uma arma verdadeira como se esta fosse um mero brinquedo. E claro com o concluio familiar, arriscando-me mesmo a afirmar com o estímulo dos pais.

Não percebo nem concebo esta visão tão bélica dos americanos, mas tomando este filme como exemplo não admira o caso do início desta semana no Texas, com os trágicos resultados que todos sabemos.

O que somos fora de casa!

Aprendi com a experiência de vida que há duas situações em que as pessoas tendem a alterar radicalmente a sua personalidade e os seus comportamentos em sociedade. 

Estas bizarras posturas estão presentes nos campos de futebol e dentro dos automóveis que conduzem. Isto é, há quem entre no estádio de forma calma e serena, para assim que começa o jogo se transformar de tal  maneira que deixa de ser aquela pessoa sensata e afável para se tornar durante hora e meia num bicho enraivecido. 

Da mesma maneira é frequente depararmo-nos na estrada com condutores sem o mínimo sentido de serenidade e calma, assim que se apanham com um volante nas mãos. Gesticulam, berram, proferem todo o tipo de impropérios sem cuidar que do outro lado há também condutores que carregam vidas, tornando-se, com as suas atitudes, num verdadeiro perigo.

Em ambos os casos, mas essencialmente no segundo convém ensinar desde a escola, que os veículos são verdadeiras armas e que devem por isso ser utilizados com todo o cuidado.

Termino com um velho ditado popular que diz: "Queres ver um vilão mete-lhe um pau na mão!". Hoje o ditado deveria ser: " Queres ver alguém nervoso, dá-lhe um carro novo!"

Filhos ontem, pais hoje!

Tenho alguma dificuldade em perceber os pais desta geração. Habituados que estão a todos os tipos de periféricos com acesso a uma panóplia de informação sempre "on-line", acabam por confundir alhos com bogalhos acrescentando aos seus educandos demasiadas confusões.

Sou pai e criei dois filhos. Tentei sempre escolher o melhor para eles, usando para tal do bom senso. Não li livros, não busquei enciclopédias e muito menos duvidei do que diziam os médicos competentes.

Daqui a tal dificuldade em entender um jovem pai ou mãe quando duvida do que diz um médico especializado só porque leu... algo diferente naquele sítio da internet. Talvez por isto nunca utilizei esta para me informar de qualquer doença, já que ficaria certamente muito mais doente com a leitura do que com a própria maleita.

Ser jovem é essencialmente ser irreverente, mas no que diz respeito à educação dos filhos escutar quem os criou e educou antes de serem pais, talvez não fosse uma má opçáo.

Quiçá mesmo a melhor!

O melhor do mundo são as crianças!

Serão mesmo?

Mas se são porque utilizam os pais, avós, tios, primos e restante família personagens para atemorizar os petizes no sentido de eles se “comportarem”?

Nestas férias quando estava a sair da praia ultrapassei um casal que trazia consigo uma criança de tenra idade. Calculei que fossem os avós.

A criança era “naturalmente” irrequieta (e coloco aspas no advérbio de propósito, sem qualquer conotação pejorativa, bem pelo contrário). A determinada altura oiço a avó dizer:

- Olha que vou chamar o senhor polícia…

Tudo porque o petiz não sossegava e como se o hipotético agente de autoridade fosse o maior dos fantasmas.

Esta situação não é única mas há quem ainda utilize outras figuras como o “papão” (imagino que seja um pai grande), o bicho (ainda estou para saber qual será) ou outra qualquer entidade estranha no sentido de colocar a criança no seu lugar.

Nunca usei esta técnica (quase) ancestral para atemorizar os meus filhos. Tentei sempre explicar de forma assertiva como se comportarem, fosse na rua ou em casa! E eles perceberam e sempre se portaram muito bem.

Esta será outrossim a técnica que usarei com a minha neta. Explicar o porquê e não utilizar monstros, fantasmas e afins para a fazer perceber como deve estar na sociedade.

As crianças serão o melhor do Mundo, é certo! Portanto cuidemos delas com o cuidado devido (passe o pleonasmo) de forma a termos no futuro cidadãos conscientes, educados e acima de tudo bem formados.

A arte de saber educar - #2

No seguimento deste texto que escrevi no princípio deste mês ocorreu-me acrescentar mais umas coisas, essencialmente porque vieram-me à ideia umas outras ideias e (maus) exemplos.

No passado sábado encontrei um jovem na rua, filho mais novo de um primo direito. Cumprimentá-mo-nos para logo perceber que aquele rapaz (da mesma idade do meu filho mais novo) estava já alccolizado. Regressava a casa num estado ébrio onde o esperava uma mulher e um filho ainda de meses.

Pego neste triste exemplo para tentar explicar que cada filho é diferente dos outros. Neste caso são três irmãos, todos eles diferentes e com posturas de vida antagónicas. Um licenciou-se e é professor, outro é responsável num hotal e o deste exemplo trabalha com o pai nas obras.

Algures no passado este rapaz deu sinais de que ia tresmalhar. Com toda a certeza. Mas nem pai nem mãe tiveram coragem ou quiçá competência para o colocar no caminho mais... certo. 

Na realidade fica-se sem perceber se os progenitores foram brandos, deixando o rapaz viver como queria, sem quaisquer regras ou demasiado austeros tornando-se aquele alguém revoltado e fazendo do álcool a arma de arremesso contra os próprios pais.

Seja como for é óbvio que educar é, para além de uma arte, a capacidade de os progenitores terão de ter para se adaptarem à personalidade de cada filho, sem que se percam o foco do bom-senso.

A arte de saber educar!

Educar é essencialmente ensinar alguém a viver em sociedade, através do exemplo dado e nunca da regra imposta.

Contudo a aplicação e a assimilação dos ensinamentos difere de pessoa para pessoa, porque cada um de nós reage de forma diferente aos mesmos estímulos. Por isso cabe aos educadores perceber as diferenças dos educandos dando a cada um as ferramentas necessárias para que consigam apreender e aprender o que lhes será devido.

Obviamente que numa família com dois ou mais filhos terá de haver uma certa matriz, à qual será acrescentada então as tais variantes correspondentes à personalidade de cada um.

Só que hoje noto que a maioria das famílias, salvo honrosas excepções, deixam as crianças viverem numa espécie de roda livre, sem qualquer critério, regras ou disciplina. Porque o tempo gasto entre trabalho, deslocações e afazeres domésticos é demasiado, pouco sobra então para atender às necessidades de cada filho, quanto mais para impor algumas regras básicas.

Depois há aqueles que se escusam de educar porque… nunca foram devidamente educados e deste modo não sabem como fazê-lo. É só despejar ordens sem uma explicação prévia ou lógica.

Certamente haverá mais variáveis familiares e educativas, mas cada um de nós conhece-as porque muitas vezes vivem na casa ao lado da nossa e vamos dando conta.

Nos tempos que ora se desfiam à nossa frente saber educar é uma arte. Que requer sabedoria, discernimento, cautela e mais que tudo muito amor e carinho para distribuir.

De outra forma será a sociedade a sofrer mais tarde dos ímpetos, não raras vezes violentos, de quem nunca aprendeu respeitar os outros!

"Dura lex sed lex"

Goste-se ou não da disciplina "Cidadania e Desenvolvimento", certo é que esta faz parte do ensino e a exemplo das outras disciplinas devem os alunos ter aproveitamento positivo se quiserem transitar de ano.

A polémica está instalada porque há pais que não concordam com a disciplina e muito menos com a possibilidade dos seus educandos ficarem retidos por não terem aproveitamento.

Pegando no meu exemplo diria que sofri do mesmo problema quando fui aluno. A minha queda para o desenho e trabalhos manuais naquela altura era muito grande. Só que não tinha onde cair (podem rir, se quiserem!!!)!

Na realidade chumbei um ano escolar (era assim que se dizia na altura) por não ter notas positivas a desenho. Sinceramente nunca percebi porque tinha que fazer aquela disciplina para a qual nunca demonstrei qualquer capacidade. Mais... nunca senti necessidade dela na minha vida futura de estudante e mais tarde como trabalhador. Porém tive de a fazer... senão não passaria de ano.

Neste sentido estranho que os pais se metam na vida escolar concordando ou discordando das disciplinas obrigatórias. No meu tempo o Encarregado de Educação que tivesse uma atitude destas, provavelmente, sairía radicularizado pelos outros pais.

Mas hoje todos têm direito a contestação! Nem que seja pelas coisas mais absurdas!

Mas a lei é para ser cumprida! Ponto!

Nem a pandemia os curou!

A pandemia e as consequentes restrições que nos foram impostas desde o ano passado poderia ter dado a muitos a capacidade de perceberem que a vida não é controlável e que no fundo somos uns infimos parafusos de uma gigantesca máquina.

Porém com o desconfinamento, regressou a costumada falta de educação e de cidadania dos portugueses.

Basta olhar para o estado do trânsito para descobrirmos que nada, rigorosamente nada, foi alterado. Os xico-espertos continuam a existir, assim como alguns desembaraçados. Obviamente com muitas e nefastas consequências.

Hoje fui a uma pastelaria tomar o pequeno almoço conjuntamente com a minha mulher. Aguardámos fora do estabelecimento que a fila de clientes lá dentro andasse, mas o cliente que chegou depois de nós passou por mim e retirou uma senha de chamamento. Primeiro não percebi qual a necessidade já que só é atendido um cliente de cada vez e a segundo foi a forma arrogante, mal criada e abtrupta como depois se nos dirigiu para avançarmos na fila. Sinceramente nem lhe liguei e quiçá foi o melhor que fiz já que depressa depreendi que era alguém com um gosto especial pelo conflito. Bateu à porta errada!

Entretanto durante a tarde andei na estrada e deparei com o mesmo tipo de condutores de antes da pandemia. Ultrapassagens arriscadas, altas velocidades, total desrespeito por quem está numa fila, educação e cidadania a roçar o boçal. Mas quem os escutar provavelmente sentem-se os heróis do dia.

A verdade é quando penetram abusivamente na traseira dos carros da frente dizem que tiveram azar! Os que vivem para o dizer!

Portanto a pandemia não curou ninguém.

Lombas ou degraus?

Entendo a intenção da maioria dos municípios em criarem condições especiais para os condutores de automóveis conduzirem mais devagar dentro das localidades, evitando com isso um conjunto de acidentes de viação.

Primeiro foram, e ainda são, os sinais luminosos associados a sensores que captam a velocidade a que determinada viatura de desloca e por isso acendem o vermelho. Todavia sendo uma boa maneira de minimizar acidentes ainda assim não pareceu suficiente, já que os sinais avisam, mas não impedem que os condutores continuem a acelerar.

Então criaram as conhecidas bandas sonoras, geralmente junto às escolas. Estas conseguem retrair alguma velocidade, mas há muitos condutores que respeitam pouco esta estrutura e continuam a passar em alta velocidade.

Por fim surgiram umas lombas que atravessam toda a estrada. Na realidade este obstáculo consegue finalmente reduzir a velocidade já que a sua subida e descida quase repentida poderá causar diversos estragos nas viaturas se vierem muito depressa.

Porém há lombas tão altas que se assemelham a verdadeiros degraus. E se as velocidades se perdem naqueles locais, já os choques traseiros e por vezes em cadeia sucedem-se amiude já que os condutores travam de repente perante tal obstáculo.

Não há, portanto, soluções perfeitas. Ou até haverá... mas aquelaa tèm de ser incutidas nas crianças desde muito cedo, seja na escola como em casa.

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