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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O drama das escadas

São 16 e 59 quando saio do meu trabalho já devidamente equipado para o jogo. O Metro vai quase repleto de adeptos. Vinte minutos depois estou a entrar no estádio após ter passado os seguranças e os torniquetes.

E é aqui que tudo se inicía. São diversos lances de escadas, inúmeros degraus, diversos andares sempre a subir.

Faço-o com calma e serenidade, pois ainda é cedo. Já escuto o "speaker" mas não percebo o que diz.

Continuo a subir. O drama adensa-se.

Passo a passo, degrau a degrau vou-me aproximando do cimo.

Sinceramente não há drama como este.

Chego ao último patamar onde encontro outro segurança.

Não há mais escadas para subir a não ser as dentro do estádio que dão acesso ao lugar.

Respiro fundo.

O drama resume-se finalmente: como descerei as escadas depois do jogo?

Alegre e feliz?

Triste e cabisbaixo?

Entre ambos?

Estas dúvidas assistem-me em todos os jogos.

Esta noite não foi diferente!

 

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A tradição já não é o que era!

O meu filho mais velho tem um conjunto volumoso de camisolas do Sporting. A cada partida usa uma diferente. No jogo contra o Marítimo não foi excepção! Nas costas o seu nome, assim como um número que é o dia do seu aniversário.

Já a caminho do estádio diz ele a determinada altura:

- Esta camisola está amaldiçoada…

- Porquê?

- Sempre que vim com ela o Sporting nunca ganho!

Ora… tendo em conta que tínhamos acabado de ver a equipa de andebol ser derrotada por uns dinamarqueses de um clube de nome impronunciável, temi que a nefasta tradição se mantivesse.

Pois… mas ou tradição já não é o que era ou a equipa do Sporting não liga a tradições, a verdade é que o jovem saiu de Alvalade com a primeira vitória naquela camisola.

Certamente para mais tarde recordar!

 

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Jornada leonina!

Quem por aqui aparece sabe como sofro pelo Sporting. Não há nada a fazer... é uma doença que adoro ter. Ponto!

Todavia hoje saí de casa para ir ver a Liga dos Campeões em Andebol nosso nosso palhivão. Após duas vitórias seguidas, sendo que a última foi conseguida fora e já com o tempo normal decorrido num remate espectacular de Ruesga, tudo fazia querer que teríamos um jogo difícil mas sempre com a esperança de ganhar.

Não aconteceu e não fosse a equipa adversária reduzir o ritmo e a vitória contrária seria ainda maior. Ainda assim valeu pelo ambiente, pelo jogo e pela boa companhia do meu filho mais velho.

Depois do jogo uma bucha rápida e o Estádio à nossa espera para ver o Marítimo. Antes desta partida temi o resultadio. Mas o Sporting suplantou-se e mostrou que em Alvalade ruge mais alto o leão verde.

E tudo começou neste golo.

 

Uma jornada bem leonina quem me soube fantasticamente bem!

Serão looooooongo!

Ontem à noite... deitei-me hoje! Tudo por causa do Sporting.

O meu clube sempre foi assim uma espécie de doença... boa!

Digo doença porque sofro muito com as vissicitudes que vai vivendo. Diariamente.

Digo boa porque no fim do sofrimento fica a alegria de pertencer a um clube, que não obstante os últimos meses tão estranhos e bizarros, mostrou ontem à sociedade desportiva, e não só, como é deveras diferente dos demais.

Daí o meu interesse em saber quem seria o futuro Presidente do Sporting.

Votei Benedito sem problemas, mesmo percebendo que é (ainda) um jovem. Mas a coragem de se apresentar a sufrágio, à presidência de um clube assoberbado de dívidas, problemas e acima de tudo de esperanças sempre adiadas, é de realçar. Depois... é um antigo atleta da casa, que não me parece ser algo de somenos.

Mas o Sporting até nas votações parece ter impensáveis chatices  As úrnas fecharam às sete da tarde e só às duas e vinte da manhã desta madrugada é que se soube da vitória do Dr. Frederico Varandas.

Durante todo o tempo que estive à espera fui escutando comentadores neste e naquele canal (foram horas a encher chouriços!!!), cochilei um bocadinho, joguei no telemóvel um jogo chato e até vi um filme aí pela 23ª vez.

Finalmente a notícia que eu desejava saber. Não foi a alegria total mas o Sporting, mais uma vez, voltou a ganhar.

Deitei-me feliz!

Tempos de mera gestão!

Olho com apreensão a actual Comissão de Gestão do Sporting. Despedir de um momento para o outro diversos treinadores só porque trabalharam com JJ ou com BdC, numa espécie de vingança parola parece-me deveras errado.

Só falta despedirem também o roupeiro Paulinho. Seria o cúmulo.

Critiquei muitas vezes o Presidente destítuido, BdC não pelos actos de gestão, dos quais sabia muito pouco, mas essencialmente pela forma como (não) passava as mensagens.

Foi um estilo que durante o primeiro mandato originou muitos cabelos brancos aos nossos adversários mas que, como já referi, de um dia para o outro mudou radicalmente sendo mesmo um foco de destabilização.

Desde Fevereiro passado até à destituição de BdC as asneiras foram mais que muitas. Mas quando se pensava que ninguém faria pior, eis uma Comissão que começa a dispensar gente boa, competente e acima de tudo sportinguista só por que viveram na época de BdC.

Isto é... estão a cometer os mesmos erros do antecessor.

O Sporting deixou assim de ser um clube de viscondes bem comportados para se tornar um clube de plebeus armados em rufiões. E sinceramente isto não pode ser...

Os actuais dirigentes devem assumir a ingrata responsabilidade de gerir o clube até às eleições, sem fazerem enormes alterações na sua estrutura desportiva. Digo eu!

Todavia o primeiro erro já foi cometido. Nada me move contra Peseiro a não ser ter pouca coragem nos jogos importantes quando foi treinador do Sporting. Viu-se na Luz e em Alvalade no final da Liga Europa.

Perfilam-se entretanto candidaturas para as eleições de Setembro: Varandas é já conhecida e assumida. Miguel Albuquerque deverá estar a contar espingardas. para perceber se avança ou não. BdC idem, idem, aspas, aspas. E nem imagino quantos mais.

Finalmente o que eu peço encarecidamente a esta Comissão é que não estrague o bom trabalho de BdC especialmente nas modalidades ditas amadoras. Jamais...

Será bom que nuuuuuuuuuunca, mas nunca se esqueçam disso.

 

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É tempo de paz!

Os sócios decidiram, está decidido!

Não vale a pena virem agora dizer que houve falcatrua na contagem dos votos, ou que a AG não era legal e mais uma série de desculpas. Repito... não vale a pena!

Os sócios deslocaram-se ao Altice Arena, votaram, falaram tudo de livre e espontânea vontade. E disseram de sua justiça.

Contestar resultados, formas processuais por uma virgula a menos ou a mais é tentar ganhar sem jogar. E o Sporting neste momento não necessita desta contínua guerrilha interna.

Acabou-se o tempo das bravatas, de troca de galhardetes verbais, de ofensas. É tempo de paz, de serenidade, de tocar a reunir, de remarmos todos ao mesmo tempo. De enfunar as velas desta nau tão perdida e achar um rumo.

Gostássemos ou não de BdC, gostemos ou não desta Comissão o certo é que agora há uma equipa para gerir os destinos do Clube até Setembro. E que tem que ter o nosso apoio...

Da minha parte não atacarei mais ninguém. O passado fica no museu como diz o brasileiro. E o nosso, que não deve ser olvidado de forma a evitar novos casos, também deverá morar lá nos confins da memória.

Agora quero ver os futuros candidatos, conhecer as equipas propostas e acima de tudo descodificar as ideias, de forma que em Setembro próximo eu possa votar em consciência.

 

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Eu sou do SCP!

Após a decisão dos sócios em retirarem BdC do seu lugar, democratica e eleitoralmente conseguido em 2017, creio ser tempo de aqui tentar explicar qual a minha relação de mais de meio século com o Sporting.

Já o escrevi que sou do Sporting por influencia do meu pai... e não só. O meu tio e padrinho levou-me também e muitas vezes a Alvalade. Depois com o tempo e com as ligações com colegas e amigos este gosto ficou para sempre preso ao meu coração e à minha alma.

Um dia achei que poderia vir a ser um bom atleta e literalmente corri atrás do sonho. Mas quanto mais corria mais se afastava esse sonho.

Desci então à terra e passei a olhar o Sporting somente como adepto e mais tarde como sócio. No antigo estádio de Alvalade, no Restelo, no Lavradio no velho campo da CUF, no Bonfim em Setúbal ou mais recentemente no Estádio José Gomes na Reboleira. Em todos eles vi o Sporting jogar, com diferentes resultados.

De 1982 a 1999 foram 17 anos sem este clube ganhar um campeonato. Todavia sempre que começava uma época lá esfregávamos as mãos para dizer: este ano é que é. Mas nunca era. De tal forma que os nossos adversários até glosavam a situação.

Depois em três anos o Sporting foi duas vezes campeão. Parecia que o mal havia passado e o clube ganhara pujança e estaleca para o futuro.

Mas o Sporting volta a cair. E acaba por se arrastar durante anos. Com diferentes presidentes, com diferentes posturas e visões para o clube. Até que aquele 7º lugar na classificação acordou as gentes leoninas do marasmo entregando num acto eleitoral os destinos do clube a BdC.

Quase todos gostámos do que vimos a seguir. BdC não temia os adversários e a determinada altura passou a ser quase um herói. Um mandato onde reorganizou as contas e o clube, cativando sócios, conseguindo trazer a Alvalade milhares de adeptos.

Era este o Sporting que wueríamos...

Só que veio o segundo mandato e de repente... tudo se esfumou. BdC passou a disparar contra tudo e contra todos quase sempre de forma irracional. Passou com demasiada frequência recados através das redes sociais com as consequências que hoje todos nós conhecemos.

Mas o pior... ainda estaria para vir. O veneno que BdC espalhou por algumas cabeças é ainda evidente e após o resultado de ontem, a divisão entre sportinguistas nunca foi tão evidente.

O agora destituído Presidente conseguiu, em poucos meses, destruir muito mais o Sporting que os nossos adversários em muuuuuuuuitos anos. E pior... Ao dizer que ao sair do Sporting, entregará o cartão e que nunca mais será adepto deste clube só prova que o seu amor pelo Sporting era efémero e destituído de qualquer sentimento verdadeiro.

Eu, ao invés de BdC e independentemente do que possa vir a acontecer num futuro mais ou menos breve serei sempre do Sporting Clube de Portugal. Jamais entregarei o cartão de sócio por que os Presidentes passam e o clube, de uma forma melhor ou pior, ficará até depois da minha morte.

Imaginação ou dura realidade?

Há muito que deixei de falar da actual situação do Sporting seja com quem for. Cresce todos os dias em mim uma ferida para a qual ainda não descobri antídoto nem um mero antibiótico.

Ainda por cima há sempre um colega, amigo ou simples conhecido sportinguista que ao ver-me vai atirando uns bitaites. Nem calculam o mal que me fazem.

Quem comigo convive diariamente sabe que eu não pretendo abordar o assunto Sporting. Não é cobardia mas somente escudar-me de mais dor.

Só que ontem pelo telefone após um assunto de trabalho, um colega insistiu em falar mais uma vez do Sporting, contra minha vontade. Perguntou-me se iria à AG, se votaria sim ou não à queda de BdC.

Após as minhas respostas ele deixou um aviso: se BdC não cair Sábado ele irá fazer muuuuuuuuuuito pior do que fez até aqui.

Depois de desligar o telefone fiquei a pensar no que aquele sportinguista me havia dito. E tentei adivinhar o "day aftter" de BdC se não for destituído.

Sinceramente... não gostei do que imaginei!

 

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A minha crise com... o Sporting

Reconheço que tenho tido muita dificuldade em assimilar a torrente de maus acontecimentos que este ano já assolaram o Sporting. E todos eles têm a mesma origem. Que nem merece ser nomeado.

Tenho quase 60 anos e quase 40 de sócio. Sempre vivi a vida do clube com paixão e fervor. Como deve ser um verdadeiro adepto.

O futebol é naturalmente o centro de todas as minhas/nossas atenções e emoções. Durante as últimas décadas vivi muitos momentos fantásticos e alguns mais tristes, tendo o futebol como pano de fundo. Mas não só.

Vi na televisão a conquista da primeira medalha olímpica do atletismo pelo Carlos Lopes. Vibrei com o recorde do Mundo de Mamede e rejubilei com mais uma medalha olímpica - esta de ouro - na Maratona ganha em Los Angeles, pelo atleta beirão.

E que dizer daquela equipa de hóquei em patins com António Livramento como principal figura e que foi Campeã Europeia que me deixou uma alegria imensa?

Depois o voleibol, o básquete, o andebol, o bilhar, o tiro, a natação... tantas e tantas modalidade onde dávamos cartas. Mas o futebol era aquela base... O centro de todas as nossas esperanças.

Lembro-me em 2000 na volta que dei pela cidade de carro ou o cachecol que usei no trabalho durante todo o dia seguinte , sem que ninguém me dissesse alguma coisa. 

Pois é... tudo isto faz parte do meu passado. São lembranças que só a senilidade ou uma doença me tirarão da minha memória.

Recordo também o Núcleo que ajudei a criar no trabalho e os jantares que organizei com Sousa Cintra, Vitor Damas e o próprio Fernando Mamede.

Tudo em prol de um clube que era uma inexplicãvel paixáo e um orgulho.

Que hoje não tenho...

Que hoje não sinto...

Que hoje não me diz rigorosamente nada...

Que hoje choro por dentro porque me envergonho de chorar por fora...

Sinto-me assim perdido, como se tivessem arrancado uma parte de mim. Um pedaço muito grande.

Não imagino qual será a minha relação futura com o Sporting, mas vivo agora uma espécie de luto por um clube que, mesmo nas derrotas, me orgulhava pertencer.

Será que algum dia acordarei deste pesadelo?

 

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Sporting - o amigo improvável!

Não venho falar do Sporting nem desta crise que está instalada no meu clube de coração. Trago aqui uma ideia que desde a semana passada tem vindo a ganhar forma.

O estado de graça do Governo, sem bem que não tenha ainda desaparecido está em níveis claramente baixos. Basta reparar nas diversas questões em aberto:

- Greve dos médicos e enfermeiros. Ou da falta destes técnicos de saúde nos diversos hospitais.

- A contagem do tempo na carreira dos professores, com as respectivas manifestações!

- As mudanças na Protecção Civil agora que se aproxima a época crítica dos incêndios!

- As dúvidas com a aprovação da lei da eutanásia!

Isto só para referir uns pontos mais quentes...

Entretanto a semana passada uns tipos encapuçados invadiram as instalações do Sporting em Alcochete originando graves distúrbios e alguns ferimentos em jogadores e outros elementos da equipa técnica.

Resultado: desde esse dia, é em torno do Desporto e da violência nesta actividade, que se regem as notícias. Para além da enorme crise directiva no Sporting.

Bem vistas as coisas o meu clube e Bruno de Carvalho tornaram-se os amigos improváveis da geringonça de António Costa.

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