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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Sou rico somente por decreto!

Não estou a achar piada nenhuma à ideia do BE em taxar o património em mais um imposto. Será que o PS, que vai a reboque das ideias de Catarina Martins só para se aguentar no poder, sabe no emaranhado em que se está a meter? Tenho a certeza que não…

Mas vamos ao que interessa… Taxar o património imobiliário acima de 500 mil euros parece-me um absurdo. É que o governo anterior actualizou – e de que maneira – o valor predial das casas. Basta alguém ter duas casas, uma na cidade e uma na aldeia, esta última quase sempre por herança, e o tal valor atinge-se sem grande dificuldade. Se juntarmos a isto uns pequenos nacos de terra, na maioria improdutivos, mas altamente valorizados pela AT, temos um valor muito acima do limite de isenção. Todavia não é com isto que a pessoa se torna automaticamente rica…

Vejamos o meu caso: trabalho diariamente há quase 40 anos. Neste caminho laboral adquiri uma casa através de um empréstimo bancário que estarei a pagar até aos 70 anos (se lá chegar!). Há mais de meio século os meus pais construíram, a expensas próprias e com muito sacrifício, uma reles casa na aldeia. Como sou filho único, um dia que eles partam, serei obviamente o seu herdeiro natural e assim o meu património imobiliário crescerá exponencialmente. Se juntar a isto umas fazendas onde as pedras são rainhas e onde nada cresce a não ser mato… passarei a ser um homem claramente rico em património mas pobre em dinheiro pois os impostos que me serão aplicados levar-me-ão as minhas já poucas poupanças.

Olhando para esta ideia tenho cada vez mais a certeza que em Portugal o melhor é ser realmente muito pobre, porque quer queiram quer não, pobre já eu sou! E sempre serei.

Entendo que esta “geringonça” tente ir buscar dinheiro a algum lado, para pagar os devaneios eleitorais. Mas esta forma é claramente exagerada.

Provavelmente com enormes custos eleitorais para o PS e não só!

Desencadeou-se!

desencadeou_se.jpg

 

Assim que li a notícia na Sapo lembrei-me desta célebre frase de Astériz na sua aventura com os Godos. O texto é simples mas explica muita coisa: desencadeou-se!

É a palavra certa para aquilo que o PCP está a começar a fazer. E o BE vai, como não podia deixar de ser, atrás do discurso facilitista e demagogo do partido de Jerónimo.

Agora é o Orçamento rectificativo, amanhã são os transportes, para a semana é outra coisa qualquer...

Como pode um partido ser tomado a sério se três semanas após ter votado contra a moção de censura apresentado pela PàF, já se propõe votar contra o governo que apoia? Parece que neste país anda toda a gente a brincar aos políticos e governantes. E com uma irresponsabilidade atroz.

Se a oposição votar outrossim contra este orçamento rectificativo temos um governo, que não se aguenta muito bem, já que oiço discursos diferentes para a mesma situação, preso unicamente por arames.

António Costa avaliou muito mal os seus parceiros de apoio parlamentar. Pretendeu sair da situação que ele próprio tinha criado de forma altiva e vencedora para criar um problema ao país muito maior.

Percebe-se agora que o actual PM está cada vez mais refém da esquerda radical que não quer contribuir para a solução do país mas ser parte do problema. 

Um regresso previsivel ou... desejado!

Ontem não vi a restante entrevista de JS a um canal televisivo. Primeiro porque aquilo que me foi dado ver no dia anterior mostrou-me muito do que viria a seguir; segundo porque tenho mais coisas que fazer do que ouvir alguém a vitimizar-se.

Os anos ensinaram-me que em política nada acontece por acaso. E obviamente, seguindo este mesmo raciocínio, afirmo que o "timing" desta conversa não foi uma mera coincidência.

A longa entrevista do antigo PM foi curiosamente (?) apresentada a semanas das eleições presidênciais, onde o PS voltará a perder em toda a linha, ao mesmo tempo que o actual governo tenta sofregamente acertar algumas agulhas orçamentais.

Tudo isto para dizer o quê? Que Sócrates começou esta semana a sua campanha política a umas futuras eleições. Há quem fale já em presidenciais daqui a cinco anos. Porém, com aquilo que pode vir a acontecer ao PS neste seu encosto à esquerda, não me admiraria que JS tentasse voltar à ribalta para ser uma vez mais líder do PS.

Creio mesmo que há muitos socialistas desejosos disso! Ou não?

O barbeiro e eu!

Ontem foi dia de eu ir ao barbeiro. O J. é um transmontano, (mau) tocador de concertina mas simpático e competente na sua profissão. Foi este o nosso diálogo de ontem:

- Boa noite J - cumprimentei quando cheguei.

- Boa noite J. Sente-se aqui se fizer favor - e apontou-me uma cadeira própria.

Sentei-me e ele logo enrolou à volta do meu pescoço um enorme e costumado babete. Pegou nas suas ferramentas e antes de iniciar a tosquia aqui deste animal, perguntou:

- O corte, é o do costume?

- Claro J.

Aí começou a destapar-me a nuca com gestos seguros e sabedores. Como qualquer barbeiro que se preze iniciou ele a conversa:

- Que me diz a esta história do novo governo?

Percebi a questão mas preferi não avançar um grande depoimento. Fiquei-me pelas palavras redondas...

- Não digo nada. Eles é que sabem o que andam a fazer...

- Será que sabem?

Silêncio meu. Ele continuou...

- A minha filha mais velha votou este ano pela primeira vez e perguntou-me onde deveria votar e eu disse-lhe para votar nas miúdas que até são giras...

- Pois são - confirmei.

Ele voltou à carga:

- Agora isto não se faz... Eles perdem as eleições e ainda assim querem ser governo... Não está nada bem!

Acabei por dar a minha opinião mais sincera e que vai no sentido daquilo que já aqui expressei. Ele concordou em parte para depois genuinamente dizer:

- Para a Presidênciais já sei em quem votar... Desta vez já náo me enganam.

Entrou novo cliente e a conversa morreu logo ali. Finalmente no regresso a casa percebi que o meu Barbeiro é o eleitor-tipo português. Mais... Por muito (bom) trabalho que o novo governo apresente, muitos eleitores vão sempre considerar que o voto no PS não é (já) um voto de confiança..

 

 

 

Estará Costa preparado?

Finalmente António Costa é PM.

Um lugar que não merece e que conquistou à força de acordos assinados quase à socapa, com uma esquerda tonitroante e belicista que quando os outros estão contra ela está a favor e quando são a favor esta esquerda é contra! O normal em Portugal!

Se PPC teve diversos lapsos de memória na sua governação, tendo em conta a diferença entre o que disse em campanha e o que fez governativamente, Costa irá ser também confrontado com as contradições e incongruências entre o discurso eleitoral e as acções governativas. E o pior é que vai ser a mesma esquerda que o colocou no poder que o irá derrubar! E alertar para as divergências!

Ao contrário dos governos acabados de chegar ao palanque, o PS não entra com o costumado "estado de graça". Para além da forma como aterrou em S. Bento, AC terá o seu próprio partido muito dividido, não obstante ter chamado para assumir lugares de governo algumas das diferentes facções internas. A máquina partidária a trabalhar!

Os próximos meses não serão fáceis. O Eurogrupo quer ver trabalho. Os portugueses que tanto desejaram este governo querem resultados, a oposição não irá dar tréguas.

Costa viverá assim momentos muito duros porque terá de fazer melhor que PSD/PP. O que em abono da verdade nem parece muito difícil...

Termino com um simples palpite: nesta legislatura José Sócrates vai ser ilibado e elevado à figura de herói!

A ver vamos...

Fábulas políticas

Nota de abertura: sempre fui pobre. Com Passos Coelho fiquei mais pobre. Com o próximo governo continuarei pobre.

Conhecem aquela fábula do lacrau e do cágado?

Então aqui vai:

Certo dia um lacrau teve necessidade de atravessar um lago. Surgiu então um cágado a quem o lacrau pediu o favor de o levar à outra margem. Todavia o cágado receoso lá foi dizendo:

- Mas vais espetar-me com o teu ferrão...

Logo respondeu o outro:

- Nem pensar... Então dás-me boleia e eu fazia-te isso?

Convencido o cágado disponibilizou a sua carapaça para levar o lacrau fora de água.

A meio do lago o lacrau acabou por não resisitir e espetou mesmo o ferrão no seu transportador. Este sentido a dor dilacerante perguntou:

- Então tu prometeste não me picar e agora fizeste isso?

Resposta do lacrau:

- Tens razão que te prometi... mas é da minha condição espetar o meu ferrão.

- Pois bem... e é da minha condição mergulhar nas águas do lago!

 

A primeira pergunta que me vem à cabeça é saber se fosse ao contrário, se o PS tivesse ganho com minoria e a direita tivesse maioria parlamentar, se se assistiria a este folclore político?

António Costa surpreendeu-me pela negativa. E o que está para acontecer só serve para que Costa sobreviva politicamente, já que como cidadão está obviamente morto. Ninguém empurra um camarada de partido para fora do seu lugar com a promessa de tudo ganhar e quando perde mantém-se... a frente do Partido!

Mas claro em Portugal o jogo político tem contornos muito diversos de outras sociedades europeias! E como português lhano lamento estas novas posturas. Isto é, tudo é válido desde que se chegue ao poder!

Está assim nas mãos do PR a solução deste imbróglio partidário. Todavia se eu fosse o Presidente deste rectângulo aceitaria naturalmente a tal "plataforma de entendimento" da esquerda. Mas com uma simples condição: todos os partidos teriam representação governativa.

Ora, é muito fácil para o PCP ou BE concordarem por escrito como PS mas isso não os vincula a nada. Só em teoria pois na prática... Mais, facilmente estão a exigir medidas populares, mesmo que isso entre em choque com os tratados orçamentais aprovados com Bruxelas, com a chantagem de apresentarem moções de censura no parlamento. O PS encontra-se assim refém de um acordo assinado entre as partes mas sobre o qual não tem qualquer poder nem controlo.

Desconfio mesmo que esta armadilha engendrada pelo PCP ao PS tem como destino implodir com o partido de AC. O partido de Jerónimo jamais perdoou ao PS o fim do PREC. E como todos sabemos a vingança serve-se fria... Ou então será tal qual o lacrau da fábula acima!

Termino então como comecei: se ontem era pobre, amanhã pobre serei.

E agora Jerónimo?

Assisti esta noite à entrevista que o líder do PCP deu a Judite de Sousa. De tudo retive uma ideia central: o PCP está entalado...

Tentarei então explicar a minha ideia:

1 - desde o famoso PREC (Período Revolucionário em curso) que adveu após o 25 de Abril e em que o PCP, muito mais organizado que o PS, tomou conta do País e comandou os destinos de Portugal até Mário Soares e Ramalho Eanes retirarem à força (25 de Novembro de 1975) o poder que o PCP havia conquistado sem eleições.

2 - Desde essa altura o Partido liderado na altura pelo carismático Álvaro Cunhal jamais perdoou ao PS a suposta traição e passou a ser seu inimigo fidagal. Mesmo que, por ironia do destino, anos mais tarde tivesse de dar o voto numa segunda volta a MS evitando que Freitas do Amaral (na altura mais centrista e democrático cristão) viesse a conquistar Belém.

3 - Pelos anos fora o Partido, actualmente liderado por Jerónimo de Sousa, sempre apontou as bateriasi ao seu inimigo número um. Fosse porque havia feito, fosse porque não havia feito... Daí a ideia de que o PCP existe como partido unicamente de protesto e sempre muito longe do arco da Governação.

4 - Porém os últimos resultados eleitorais trouxeram uma nova realidade política. E o PS encontra-se formalmente com o PCP no tal célebre dia 7 de Outubro. Não imagino o que terá sido dito nessa reunião mas não deverá ser dificil de adivinhar o seu conteúdo.

5 - Nesta entrevista Jerómino mostrou-se pouco à-vontade na eventual posição de acesso ao poder, deixando muitas perguntas que lhe foram formuladas sem resposta ou tentou derivar sempre para o mesmo tema que abrange a queda do actual governo

6 - Finalmente Jerónimo encontra-se barricado entre a posição de ter de dar apoio ao PS (que sempre atacou) mesmo que tenha de "esquecer" algumas das suas ideias centrais, ou faz parte do governo assumindo os respectivos custos políticos que lhe estão associados.

Nunca vi o lider do PCP fugir às questões como esta noite. Mais... A determinada altura quase deu a entender que estava a pedir desculpas ao PS pelos constantes ataques durante a campanha.

Temos assim um PS que negoceia de forma independente um acordo com os dois partidos da esquerda e um PCP muito desconfortável na posição de fiador de um futuro governo PS/BE.

O Dr. Álvaro Cunhal se fosse vivo não ficaria nada feliz, disso tenho acerteza!

Um PS encostado... à esquerda?

Isto de se viver em democracia tem destas coisas. Vivêssemos nós em ditadura, fosse de esquerda ou direita, e já nada disto acontecia...

Ora vejamos: uma coligação ganhou as eleições mas arrisca-se a não formar governo, porque o principal partido da oposição anda numa roda viva a negociar eventuais acordos. Ou melhor o PS pisca à esquerda, chantageando vilmente a direita com a ameaça de uma maioria progresssista (será?) e reune-se com a direita apresentando propostas para validar um programa de governo e um orçamento. Isto é, joga em dois tabuleiros de forma a "abichar" alguma coisa...

Deste modo o PS, que até há pouco tempo era outrossim um partido de políticas de direita, é hoje o "cabeça-de-lista" de uma esquerda pouco credível e demasiado arreigada a passados ditatoriais bem recentes.

Os mercados parecem temer o pior com a chegada do PCP ou do BE ao governo. Torna-se óbvio que esta assumpção levará invariavelmente a uma escalada das taxas de juro dos empréstimos concedidos a Portugal e consequente aumento da dívida.

O PS vive assim momentos... estranhos. Durante décadas o partido fugiu de alianças com o PCP e era normalmente bem aceite que assim fosse. Com a actual tentativa de convergência de posições, associadas a um eventual acordo entre as diferentes esquerdas, o PS arrisca-se e perder grande parte do eleitorado numa futura eleição. Com os respectivos custos políticos para António Costa. Porque o povo não esquece...

Ao invés a coligação PAF poderá ver todas as suas polítcas implementadas nos últimos quatro anos, olvidadas ou revogadas.

Cabe assim a António Costa ser o fiel de uma balança política portuguesa desequilibrada e muito explosiva e para a qual tem contribuído significativamente, com poucos ou nenhuns ganhos.

Veremos o que nos reservam os próximos dias...

Uma "Nóvoa" partida para "Belém"?

O político Irlandês Edmundo Burke que viveu no século XVIII e defensor de grandes causas terá dito um dia: "Quem não conhece história está destinado a repeti-la".

Esta última frase parece assentar que nem uma luva ao PS e às actuais danças de candidatos a candidatos à Presidência da República.

Se bem que o líder do PS já tenha dito publicamente que vê com bons olhos a cantidatura de António Sampaio da Nóvoa, a entrada nesta "engrenagem" de Maria de Belém, antiga Presidente do Partido do Largo do Rato, não surgiu na melhor altura. E criou divisão!

É sabido que o antigo Reitor da Universidade de Lisboa não é bem visto por alguns sectores socialistas. Especialmente os mais moderados e menos radicais. Ou dito de outra maneira, os "Seguristas" que não esquecem as ligações de Sampaio da Nóvoa a uma esquerda radical, não obstante já no mandato de Jorge Sampaio, ter sido consultor para a Educação, do ex-PR.

Ora este é um problema que se repete no partido de António Costa. Relembro que nas eleições de 2006 Manuel Alegre e Mário Soares colocaram-se em trincheiras opostas dando a Cavaco Silva a possibilidade de ganhar folgadamente, tendo em conta a divisão que ambos geraram dentro do próprio PS.

Se excluirmos Henrique Neto, outro dos históricos do PS também ele candidato já assumido à PR, temos que os socialistas não aprenderam rigorosamente nada com a sua história recente. É que duas candidaturas dentro do mesmo sector político parece-me demais, sendo que Maria de Belém tem mais a ganhar que Nóvoa.

Enquanto no PSD/CDS as figuras mais proeminentes andam (ainda) a contar espingardas (leia-se apoios!) numa tentativa de saber quem será o verdadeiro candidato, no PS é divisão partidária é evidente e, quiçá, fraturante.

António Costa tentou antecipar ganhos em apoiar Sampaio da Nóvoa mas ao fazê-lo com tanta antecedência enveredou por caminhos (muito) apertados dos quais não deverá sair sem mácula.

Os eleitores em seu tempo o dirão!

 

Demagogia (muito) barata!

Lí há pouco que o PS através do seu líder (ou será o líder através do PS?) pretendem criar um imposto sobre heranças com valor superior a um milhão de euros.

Fico perplexo com estas bizarras ideias. Senão vejamos: o valor da herança é contado à altura do falecimento do parente ou é rectroactivamente aplicado aquando da revalorização dos imóveis e demais bens, feita pela AT? E se valorizarem bens num valor superior ao tal milhão de euros e nenhum dos herdeiros tiver dinheiro para pagar o imposto? Como resolve o Estado?

Tanta pergunta que o PS não saberá com toda a certeza responder. A demagogia barata e populista mais uma vez a vir ao de cima, para os lados do Largo do Rato...

As heranças são na maioria dos casos focos de enormes disputas familiares sem grandes vitórias de parte a parte. E por fim tudo dividido dá somente uma migalha a cada um.

Com esta proposta do PS muitos mais terrenos agrícolas e urbanos, casas e outros bens, vão ser abandonados ou entregues ao Estado.

Só a título de exemplo direi que a minha casa foi há anos actualizada no valor da sua matriz e sobre a qual eu pago o imposto, mas se a pretendesse vender ninguém me daria o valor que as Finanças lhe atribuiram.

Seria bom que os candidatos a PM e demais conselheiros pensassem seriamente nas propostas que pensam fazer ao país e não largassem atoardas que só servem para enganar alguns militantes mais ferrenhos.

Porque a restante população só acredita se quiser!

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