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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Ter Presidente ou não ter Presidente, eis a questão

O nosso povo é tendencialmente estranho. Daí talvez existir aquela expressão tão sobejamento conhecida e usada: preso por ter cão e preso por não ter.

No caso presente será mais ter Presidente ou não ter Presidente.

Durante anos, mas especialmente nos últimos tempos, li muitas críticas ao antigo Presidente por não falar. Ou se falava só dizia coisas impensáveis. Expurgando algumas parvoíces, muito comuns na nossa sociedade, a maioria das críticas faziam sentido.

O Professor Cavaco Silva no seu último magistério calou-se quando devia falar e falou quando devia estar calado. Mas acontece a muitos e o ex Presidente nunca foi pessoa para o politicamente correcto... mas ainda assim reconheço que deveria ter tido mais cuidado.

Ao invés Marcelo Rebelo de Sousa utiliza o diálogo como forma de apaziguar o país e o discurso de hoje é um óptimo exemplo. Para além da presença física em actos simples e corriqueiros que ele sempre fez. Assumo que muuuuuuuuito antes de Marcelo surgir como candidato eu já o deixara de escutar na televisão havia algum tempo. Aquele discurso de alguém que sabe tudo, sobre tudo, que lia livros como quem bebe água, que fazia "bodyboard" no Guincho, que corria no paredão de auscultadores causava-me alguns pruridos...

O que é estranho é que, paulatinamente, surja nos dias de hoje uma espécie de campanha contra um Presidente falador e interventivo. Campanha essa mais ou menos lançada pelos mesmos que tanto criticaram silêncios anteriores.

Então é que é que ficamos? O Presidente deve ou não falar? Deve ou não intervir? Se não porque criticaram o antigo Presidente? Se sim, que deve intervir, que faz o Presidente que não deveria fazer de forma a ser tão escrutinado?

Percebo que o fruto amargo da vitória de um Candidato mais moderado, contra uma quantidade de candidatos mais progressistas, seja difícil de engolir oara alguns sectores políticos otriundos da tal esquerda radical e ortodoxa mas, quer queiram quer não a democracia é isto. Ou será que não?

 

Habemus Presidente!

E pronto... o Professor Marcelo Rebelo de Sousa já é o novo Presidente da República.

Vi quanto pude (e o que me deixaram!!!) a tomada de posse do novel Presidente. E de tudo que vi e ouvi gostei naturalmente do discurso.

Se o Professor Cavaco Silva sempre se mostrou um homem distante e austero em palavras e actos, este novo Presidente surge com uma postura mais abrangente e mais conciliadora.

Vi a transmissão através do Canal Parlamento. E pude então perceber que esta tomada de posse teve alguns momentos no mínimo sui generis. O primeiro prendeu-se com a própria transmissão. A certa altura percebi que Eduardo Ferro Rodrigues era presidente de uma "asembleia" e não Assembleia como deveria ser.

Nem imagino se a menina da Linguagem gestual conseguiu traduzir a palavra...

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Mas as gaffes não ficaram por aqui. Noutro momento o próprio Presidente da AR virou-se para a sua esquerda, onde já se encontrava o Presidente cessante, enquanto dirigia palavras elogiosas ao novo Presidente. Trocou as mãos como soe dizer-se!

Toda a gente reparou e o próprio Ferro Rodrigues, apercebendo-se da gaffe teve alguma dificuldade em esconder um sorriso.

Começa bem o novo mandato do Professor Marcelo.

Esperemos sinceramente que acabe melhor!

Uma aula de política

Muito se tem falado e escrito sobre a candidatura do Professor Marcelo Rebelo de Sousa à Presidência da República. Uns acreditam que o ainda professor de Direito há muito que tinha desenhado esta estratégia, outros crêem que o antigo comentador apenas aproveitou a vaga deixada pelos partidos do Centro-Direita para se chegar à frente.

Noutro contexto é perfeitamente aceitável que as televisões usem diversos trunfos para captar audiências e o professsor Marcelo foi naturalmente um grande trunfo. Lembro-me dele na TSF onde, com David Borges, fazia um programa onde atribuía notas semanais a diversas figuras da "nossa praça". Com a implementação dos canais privados era certo que este figurino teria tendência a ser um sucesso. Como foi!

Quase ninguém, fosse de esquerda ou de direita, ficava indiferente às suas opiniões. E a questão de criar acontecimentos políticos, como muitos dos seus adversários o acusam, não parece ser a mais fiável. Cheira-me a… outra coisa!

Não sei, nem ninguém sabe, se MRS será o próximo morador do Palácio de Belém. Mas que tem o caminho bem desbravado, lá isso tem.

Primeiro porque de todos os adversários que tenho ouvido só Marisa Matias aparece como a mais esclarecida e esclarecedora. Só que a sua base de apoio é restrita.

Segundo porque os restantes candidatos surgem, não para ganhar as eleições, mas para marcar terreno… especialmente à esquerda onde o PCP e BE lutam por um lugar ao sol.

Terceiro porque o PS viu-se ultrapassado por duas figuras que se querem colar ao partido liderado por António Costa dividindo claramente o eleitorado socialista.

E quarto, como católico assumido, mesmo num país laico, a igreja dar-lhe-á o seu total apoio. O que não é de somenos importância.

Com tudo isto fica porém uma questão por responder: Terá MRS subrepticiamente usado a televisão para abrir o seu caminho para Belém ou foi a televisão que deu a Marcelo a ideia e a hipótese de se transformar num candidato?

Todos nós sabemos que em política tudo é possível! Até Jesus descer à terra…

Candidatos... há muitos!

Parece que todos os dias surge mais um candidato a PR. Daqui a nada o futuro boletim do voto mais irá parecer uma lista de compras de supermercado, tal é a imensidão de "corredores" a Belém.

Ao invés destes portugueses já perfilados, os partidos políticos mais representativos ainda não definiram os seus representates. O PS é de todos o mais complicado. Após a nega dos Antónios (Guterres e Vitorino) eis que um outro António (Sampaio da Nóvoa) surge na ribalta para candidato a... candidato. Mas sem qualquer consenso interno!

Do outro lado da "barricada", mais conhecido pelo PSD moram outrossim diversos candidatos. Marcelo Rebelo de Sousa, Santana Lopes e Rui Rio podem ser hipóteses. Tem neste caso a palavra PPC.

Há também Carvalho da SIlva apoiado por uma esquerda pró-marxista (vulgo PCP) e talvez mais um António: Marinho e Pinto. Este último, quiçá, apoiado por aquela franja de eleitores que estão sempre do contra só porque... sim!

Falta juntar a todos os nomes atrás referidos o teimoso Garcia Pereira, também ele António de seu nome.

Muitos mais surgirão até à data limite. Mas dos que até agora surgiram poucos apresentaram uma linha de orientação para o futuro de Portugal. Como de costume.

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