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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Pré-época de Natal!

Durante muitos anos olhei para a época do Natal no mínimo com… desdém. Um acontecimento na minha meninice tirara a esta quadra toda a magia e encanto. E assim os Natais foram passando sem grandes comemorações.

Acabei por mais tarde aceitar o Natal e até comemora-lo com pompa e circunstância. A principal razão para esta inflexão prendeu-se obviamente com o nascimento do meus dois filhos.

Há no entanto uma fase que continuo a não mostrar grande interesse e prende-se com esta pré-época Natalícia. Mesmo com a actual crise (ou provavelmente por causa disso!!!) a primeira referência ao Natal deste ano, que me foi dado observar, aconteceu em pleno Outubro. A dois meses de distância.

Compreendo que para a nossa já muito debilitada economia esta altura poderá ser uma espécie de balão de oxigénio. Mas daí ao que se pode constatar hoje vai uma relativa distância. Para além das lojas já profusamente enfeitadas também as televisões e a Internet divulgam o que têm de melhor para a época que se aproxima.

Regressando uma vez mais à minha meninice direi que naquele tempo não havia Pai Natal, nem a Coca-Cola patrocinava a viagem com origem na Lapónia de um ancião e das suas renas. Ou se o fazia, em Portugal isso não era conhecido. Naquele tempo o principal responsável pelas prendas era o “Menino Jesus”. O Tal que nunca entendi como podia estar em todo o lado ao mesmo tempo.

Um poeta disse uma vez que o Natal é quando o homem quiser. Mas a pré-época ao invés devia ser só em Dezembro profundo.

O senhor alemão!

 

Li com muita atenção a entrevista que o Ministro das Finanças alemão deu ao Jornal de Negócios e que foi publicado no passado dia 27. Lúcido e coerente q.b., tendo em conta os óbvios interesses do povo alemão, Wolfgang Schäulble deixou uma mensagem que deveria ser lida por todos os governantes, especialmente os lusos.

Diz então, o braço direito de Angela Merkel, a determinada altura o seguinte: “As pessoas querem saber a verdade, e a verdade tem de ser dita de forma adequada. Isso quer dizer que as pessoas têm de conseguir entender o que lhes está a ser dito. E há muita gente na classe política a falar de uma maneira que realmente ninguém pode entender”.

Em três linhas o actual ministro do governo germânico definiu a classe política europeia. A verdade jamais é divulgada em toda a sua extensão e apenas são divulgadas meias verdades. É compreensível que o responsável máximo pelas Finanças da maior economia europeia possa serenamente fazer estas declarações. Jamais em Portugal um qualquer Ministro teria esta coragem de assumir que a classe política explica (muito) mal as suas ideias.

Algo que aqui deixo para todos reflectirem…

Haverá pior destino?

 

 

Creio já ter escrito neste espaço que a Terceira Guerra Mundial já teve o seu início há muito tempo. Se não, vejamos:

 

De um lado os Estados Unidos com uma dívida colossal, quase toda ela nas mãos dos chineses, continuam, ainda assim a imprimir notas de dólar. Até que um dia Obama ou um outro qualquer presidente declare que deixa de pagar… Aí a China, India e outros países chamados emergentes, vão acordar de um pesadelo.

 

Do outro lado observamos uma Europa, renascida das cinzas após a II Guerra Mundial, que teve até à queda do Muro de Berlim uma postura de alguma forma cuidada, muito devido à Guerra Fria e, acima de tudo, à bipolarização bélica, plasmada à época na NATO e no Pacto de Varsóvia.

Com o subsequente desmembramento da “Cortina de Ferro”, a unificação Alemã e a destruição da União Soviética – com as actuais (más) consequências –, a Europa passou a ser uma zona comercial demasiado apetitosa para uma China e outros países orientais, economicamente em crescendo.

 

A criação do Euro veio dar ao Mundo uma nova alma e uma opção na escolha de uma outra moeda como referência. Só que tudo não passou de um “flop”. E assim que o Lehman Brothers faliu, a economia derreteu-se deixando à mostra as fragilidades do Velho Continente. É aqui que entra então a Alemanha, que do alto do seu pedestal financeiro, vai alimentando os países mais frágeis (especialmente do sul da Europa) com as evidentes e obrigatórias contrapartidas.

 

Austeridade e mais austeridade, dívida impagável, economia destruída foram as formas dos Alemães, de forma subtil, dominarem a seu bel-prazer os países mais débeis.

 

Temos assim de um lado a China, senhora de muita dívida americana e alguma europeia, e do outro a Alemanha proprietária dos orçamentos dos países da zona euro com enormes dificuldades económicas. Entre esta balança ficou, todavia, a Grã-Bretanha que não estando na zona Euro, também não ficou imune ao descalabro económico europeu e mundial.

 

Assim sendo a Terceira Guerra Mundial não se joga nos velhos campos bélicos, mas nos corredores de um Banco Central Europeu, num Federal Reserve ou num Bank of China. E este jogo, em vez de eliminar milhões de pessoas, elimina milhões e milhões de empresas, expurgando a economia mundial de mui pequenos negócios que vão sendo placidamente absorvidos por empresas (muito) maiores.

 

Estamos (todos???) presos a acordos assumidos por governos democraticamente eleitos, sem hipóteses de renunciarmos a eles.

Deixámos assim de ser donos do nosso próprio caminho.

 

Haverá pior destino?

Breve diálogo

 

Uma destas manhãs em conversa de pequeno-almoço alguém me perguntava:

- Sabes quanto é a dívida de Portugal?

Assim de repente fiz umas contas meio à pressa e atirei com um número:

- Mais de cem mil milhões de euros…

- Acima de 140 mil milhões é actualmente a nossa dívida.

Ocorreu-me logo uma questão:

- E quando a vamos pagar?

- Nunca!

Lembrei-me do antigo Primeiro-Ministro e observei-o:

- Quer dizer que José Sócrates tinha razão quando disse o que disse.

- De certa forma sim. Sem economia não há possibilidade de amortizar dívida.

Acabámos a nossa conversa com um saboroso café e cada um seguiu o seu caminho.

Há verdades, que ditas assim de chofre, até sabem a mentira… Mas não são!

Ausência mais que justificada

 

Nos últimos dias muito se tem falado e especulado sobre a ausência do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, à tomada de posse dos novos Ministros.

Bem vistas as coisas o Presidente do CDS não tinha nada que lá estar. Por duas ordens de razão:

A primeira prende-se que, qualquer um dos novos ministros não é da esfera do CDS. A segunda é que Paulo Portas encontrava-se no Burkina Faso a tentar negociar com investidores locais, a possibilidade de se abrir em Ouagadougou uma nova loja de pronto a despir, da reconhecida marca portuguesa “Sodetanga”.

Chama-se a atenção que esta nova marca de roupas foi devidamente credenciada pela troika, durante a sua última avaliação.

Baixa pombalina – Morte anunciada de uma capital?

 

As capitais são por excelência enormes centros populacionais, mas são também locais de imensa concentração turística. E obviamente económica!

Há certamente outras cidades que não sendo capitais, tornaram-se importantes pela sua história, beleza ou actividades culturais.

Lembrei-me de falar disto após uma destas manhãs ter atravessado a Baixa Pombalina. Foi uma dor de alma como soe dizer-se. Eu que ali trabalhei durante 14 anos, convivendo permanentemente com aquele comércio, senti uma tristeza profunda em perceber o número exorbitante de lojas fechadas ou entregues a pequenos negócios turísticos de venda de lembranças.

Em abono da verdade a culpa não é dos lojistas, mas das entidades empregadoras, que há vinte anos proliferavam e bem pela Baixa de Lisboa, como eram os casos dos Bancos e Companhias de Seguros. Tirando algumas raras e honrosas excepções, quase todas as entidades bancárias retiraram deste centro da cidade algumas das suas sedes institucionais. Preferiram a zona ribeirinha da antiga Expo, actual Parque das Nações, ou a zona do eixo Praça de Espanha/Sete Rios.

O prejuízo económico e social que adveio destas “fugas” ainda não foi contabilizado, nem sei se alguma vez alguém conseguirá fazê-lo com rigor.

Esta capital, que tanto tem para dar a quem a visita, podia e devia ser olhada com outros olhos, que entendessem a cidade como um ser com vida ou com alma. Em Londres, Picadilly Circus continua a ser um centro nevrálgico da cidade. Em Paris, os Campos-Elísios e em Roma, a Praça Novana, permanecem âmagos de capitais, contendo vida própria.

Já para não falar da Praça de S. Marcos em Veneza ou das conhecidas Ramblas em Barcelona.

Sinto Lisboa a definhar dia após dia. E sem que ninguém olhe e pegue na cidade e lhe dê um novo rumo.

O futuro é já amanhã!

Regresso desejado

Segundo informações, obviamente indignas, os mercados do Bolhão no Porto e da Ribeira em Lisboa, vão reabrir as suas portas durante o próximo ano.

 

Confirmam-se assim as previsões do senhor ministro das Finanças, de que Portugal regressará aos “mercados” em 2013.

Um economista sem papas na língua

 

O cerco aperta-se a Portugal.

 

Uns economistas afirmam a pés juntos que o nosso país não vai cumprir nenhum dos deficits previstos para 2012, 2013 e 2014.

Outros asseguram que é difícil mas com tenacidade e muuuuuuuuita austeridade, consegue-se.

Há também quem defenda, vai para muito tempo, que Portugal devia sair do euro.

Pode-se então concluir que há opiniões para todos os gostos e desejos. E provavelmente todos terão não toda mas alguma razão para o que profetizam.

Seguramente que cada um omitiu a sua opinião assente em dados e estudos reais, mas tal como as diversas seitas religiosas ao leram a Bíblia Sagrada, cada um interpreta os números à luz das suas próprias convicções.

Sobra então o Dr. Medina Carreira, que durante muitos anos e em diferentes programas e escritos avisou do que poderia acontecer com Portugal, se se mantivessem os gastos do Estado. Muitos pensaram que era mais um arauto da desgraça, como muitos o apelidaram.

Hoje, ouvem-no já com outra atenção e começam a entender onde é que se encontra o mal do nosso País. Há mesmo assim, quem não aprecie aquele seu jeito um tanto frontal de dizer as coisas, mas a verdade é que as pessoas menos esclarecidas percebem o que ele pretende dizer.

Pois é... Mas devia ser o governo a falar desta maneira, simples e esclarecedora.

Para que todos entendessem!

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