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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Que Deus é este?

Leio e sei de muita gente que se assume, no que refere à religião, como ateu ou agnóstico. Estão no seu perfeito direito e sendo eu um homem de fé não critico ninguém, até porque esta tem tantas, mas tantas versões...

Levanto este tema pelas palavras que li, proferidas pelo doutor Daniel Sampaio, ilustre psiquiatra e irmão do antigo Presidente da República, o doutor Jorge Sampaio. Aquele médico esteve gravemente infectado com Covid19, tendo estado internado durante 50 dias.

Todavia o mais curioso foram as palavras do próprio médico ao afirmar que a determinada altura "... muitas vezes pensei em Deus e se Ele me podia ajudar..."

Apraz-me perceber que Deus, independentemente das (poucas) convicções religiosas, continua a estar presente no espírito de muitos, mesmo que digam que não acreditam ou acima de tudo não queiram acreditar.

Esta assumpção do doutor Daniel Sampaio não é caso único. Já vi e assisti a outras pessoas profundamente afastadas de qualquer religião assumirem que num determinado momento crítico das suas vidas sentiram que, quiçá Deus, os poderia ajudar.

Por fim tenho de elogiar as declarações públicas do doutor Sampaio. Especialmente por terem vindas de alguém que se assume agnóstico.

Hoje deu-me para isto!

Desde há muito que acordar vivo é já para mim uma benção, uma dádiva que Deus me dá. Talvez por isso lhe agradeça tantas vezes e tenha conversas com ele que não tenho com mais ninguém.

Acredito que nada da minha vida foi fruto de um acaso ou de um coincidência. Tudo tem existido com um fim, um sentido. Mesmo os momentos menos bons. Passo a exemplificar: quando em 1999 tive o meu primeiro descolamento de retina no olho esquerdo, jamais pensei que poderia continuar a ter uma vida normal. Ora em 2012 tive um novo, desta vez no olho direito, o único com o qual fiquei a ver. A verdade é que se tivesse sido ao contrário eu provavelmente não estaria agora a escrever isto, já que a vista esquerda só tinha, antes de tudo começar, 40 por cento de visão.

O mesmo aconteeu no trabalho. Entre diversos sítios houve um deles onde fui maltratado. O que originou que eu saísse assim que pude e fosse para outro lugar onde estive muitíssimo bem.

A vida é como o mar: umas vezes manso que nem cordeiro, outras bravo que nem toiro em arena. Mas é este jogo que nos obriga a perceber onde está o bom e o mau da vida.

Vou entretanto assistindo a muita gente que não consegue conviver com as desilusões ou o desconforto da tristeza. E lamento que vivam angustiados.

Por isso creio que o melhor que a vida tem é não sabermos o dia de amanhã!

Pois... mas Deus saberá!

A busca

Com a morte do matemático, físico e sei lá que mais títulos Stephen Hawking, descobri que este cientista tentou provar de forma matemática a existência ou não de Deus.

Parece que Einstein também já o havia tentado outrora, sem grande sucesso.

Ora para quem acredita em Deus, e mais uma vez refiro que a divindade pode ter qualquer nome, provar a sua existência é fácil. Basta olhar à volta. O problema são aqueles que tentam, através de uma simples ou complexa fórmula matemática, provar essa existência.

Como se tudo nesta vida se reduzisse a meros números e fórmulas. Os sentimentos, as dores, as lágrimas, os sonhos… a fé ou a crença!

Mas o que estranho é esta tentativa de diversos cientistas na busca, estranhamente incessante de respostas, quiçá, à mais antiga dúvida do Mundo: será que Deus existe realmente?

Realço aqui a ideia fixa dos físicos e matemáticos nesta busca. Parece-me evidente que nenhum deles conseguirá uma resposta a preceito, já que Deus não é um qualquer fenómeno atmosférico com direito a estudos assertivos e comprovados, mas existe mais por força da crença de cada um, do que pela desconhecida forma física que claramente não tem.

Os mas... das nossas vidas

Muitas vezes nas nossas vidas temos momentos que não sabemos explicar. Costuma-se dizer de forma popular que só morreremos quando tiver que ser.

Nada mais certo!

No entanto reconhecer que há coisas que acontecem de forma estranha também não é invulgar. Eu uso como explicação a vontade de Deus. Muitos dirão que são unicamente meras coincidências.

No actual contexto da nossa sociedade, tão moderna e evoluída, assumir uma fé torna-se deveras perigoso e quase me arriscaria a dizer, fora de moda. Arriscamo-nos a quase ser ostracisados, pois já ninguém crê na religião quanto mais na fé.

Joana do Quiosque contou esta história de vida. LInda, marcante apenas comentei que o caso não fora uma coincidência, mas algo mais. A simpática bloguer preferiu dizer que não é crente, mas...

Pois... esta é que é a parte torta da vida. Os mas que diariamente nos atingem correspondem invariavelmente aos eventos para os quais não temos explicação lógica. E por vezes são tantos...

Por isso receamos ter medo que não haja uma verdadeira razão para um determinado acontecimento e com isso percebermos que algo nos controla mais e melhor do que julgamos.

O nome pode ser o que vocês quiserem: Deus, Alá, Confúcio ou outra divindade qualquer. O que é preciso é que simplesmente acreditem que todos nós. sem excepção, somos meros mortais carregados de inexplicáveis mas.

Porquê?

A questão foi lançada na homilía pelo padre.

Porque é que sou católico?

Porque acredito em Deus?

Porque é que tenho fé?

Porquê tudo isto, enfim?

Uma boa pergunta para a minha semana que agora se inicia. As respostas poderão não ser as mais desejáveis, mas assumo que tentarei responder sinceramente.

Sempre presente!

Regresso a um tema que de quando em vez aqui vou lançando.  Venho falar de fé, de como esta é importante para mim no meu dia a dia, de como ela foi relevante em toda a minha vida mesmo que durante alguns anos... enfim!

A minha fé não se resume à forma como a religião católica vê Deus... é obviamente muito mais que isso.

Quando jovem afastei-me quase naturalmente da fé! Porque não era moda, porque os meus amigos também não a sentiam (e eu não podia ser diferente, não é?), porque não tinha provas evidentes, porque acima de tudo... eu era um idiota.

Deus deixou-me assim andar numa espécie de roda livre, gozando os dias, vivendo as noites, saboreando as iguarias, carpindo paixões jamais correspondidas.

Até que um dia o Senhor, lá na sua magnificência divina achou que era altura de eu acordar.

Não vale a pena desfiar aqui um rol de casos e acasos que fizeram com que um dia eu saísse de um certo marasmo. Percebi que não eram só meras coincidências... havia certamente algo que eu não entendia nem dominava.

Fui entretanto palmilhando os caminhos que a vida me foi deixando desbravar, alguns deles bem duros por sinal, certo de que algo me segurava na mão.

Se foi Deus ou a fé Nele que me fez aqui chegar jamais o saberei. Só sei que todos os dias tenho sinais de que Ele é muito mais do que eu consigo imaginar.

O milagre da vida...

... Completou hoje mais um dos seus designíos.

Há quatro dias avisei que estava quase, quase a família aumentada.

E pronto foi esta noite, ainda em Junho, que nasceu o benjamim da família. Agora é tempo de o criar. Uma responsabilidade acrescida para os pais.

Após uma gravidez em quase tudo de mau aconteceu, acabou bem mais este milagre da vida que Deus ajuda a manter.

É quase certo que a nova mãe nunca lerá estas palavras. Nem me importo!

Só lhe desejo, no entanto, que viva o futuro com a alegria permanente de quem foi abençoada por Deus com o dom da Maternidade.

Deuscidências de peregrino!

Para peregrinar não basta caminhar. É acima de tudo necessário acreditar.

 

O caminho faz-se à luz de uma vontade e de um desejo. Vontade de estar mais perto de Deus e o desejo de sermos cada dia, cada instante, testemunhos vivos da fé de Cristo.

 

Por isso aceito a ideia de que nos trilhos que já percorri até Fátima não há coincidências. Mas Deuscidências (obrigado Sara pela dica!!!).

Parece ser esta uma palavra estranha, inusual, quiçá mesmo perturbadora. Mas incrivelmente real!

 

Recordo bem a minha primeira peregrinação. E das que se seguiram. O que eu sofri fisicamente, como me senti à noite, completamente extenuado.

 

Mas regresso sempre olvidando antigos sofrimentos, e ciente que vou sofrer uma vez mais. Não importa! Não sei porque peregrino, mas Deus sabe.

Este ano mais uma vez no penúltimo dia Deus entrou no meu coração e limpou-me as manchas que lá se encontravam, vai para demasiado tempo. A chegar ao Covão do Feto a rezar a Via-Sacra, uma passagem num texto na 5ª estação fez-me sentir tão pequeno, tão insignificante. Aquelas palavras agitaram o meu espírito que a partir daí jamais fui o mesmo. Não fora apenas uma coincidência mas uma Deuscidência.

 

Tal como em 2011 quando em Ribafria o café caiu no chão e deixou a imagem que a foto abaixo apresenta. Mais uma das muitas Deuscidências destes caminhos.

 

Mas apesar do sofrimento passado sei que regresso, uma vez mais, ao regaço de Virgem Maria para nela depositar as minhas tristezas e as minhas amarguras.

 

Reflexões breves de um peregrino!

Há coisas na vida que não se explicam! De forma racional como de uma soma matemática se tratasse.

Numa Peregrinação, como aquela em que participei nesta semana pascal, encontramos em cada peregrino uma vida sofrida, uma dor permanente, um desejo perseguido, uma paz imaginada. Logo no inicio da caminhada olhamos os outros que connosco viajavam e achámos que devem ter uma vida tão “normal” que jamais imaginamos tanta dor, tanta tristeza e angústia que vai perpassando por aquelas almas.

Alguém a quem Deus chamou talvez cedo demais, uma doença que surgiu quando menos se esperava, um desalento nunca imaginado, uma família desfeita. De seguida a postura… Defensiva, em primeiro lugar. Serenamente com os quilómetros palmilhados vão deixando que o Espírito Santo os invada devagarinho e acabam por soltar-se.

E no momento único e feliz, de reencontro com a Virgem Mãe, tudo termina numa catarata de lágrimas, todas elas representando cada dia, cada quilómetro, cada passo percorrido. E é geralmente naquele peregrino que aparentemente, sempre pareceu ser mais forte, mais distante, mais corajoso perante a odisseia de um dia de caminhada, que a torrente é maior e mais profunda.

Num instante de pura magia as almas negras repletas de tanto infortúnio, acabam limpas e lavadas. A palavra de Deus e o olhar terno de Maria Santíssima surgem como um desincrustante de mágoas dos corações.

Tem sido sempre assim!

De volta…

Retirado da “circulação” durante 5 longuíssimos dias e 4 noites atípicas, eis-me aqui de novo!

Uma Peregrinação a Fátima.

“A Fé é a Porta” como anunciou Bento XVI. E foi sob este signo que, incluído num conjunto de uma centena de peregrinos, caminhei nestes últimos dias até ao regaço de Mãe Santíssima.

Foram dias duros, muito duros… Pela intempérie que sempre me acompanhou, pelo estado dos terrenos que fui palmilhando, pelas forças que a determinada altura foram faltando, pela coragem que ia esmorecendo mas sem nunca acabar. Também pelas propostas que o caminho e as leituras me foram trazendo, pelos receios, pelas inquietações, pelas incertezas e algumas certezas.

Por esses trilhos que me conduziram à Cova da Iria, fui deixando um ano de amarguras, tristezas, revoltas e dúvidas. Mas Deus esteve sempre connosco, nunca me abandonou! Especialmente nos momentos mais difíceis. E foram tantos…

Pude também descobrir, como às portas de Lisboa, se pode viver numa paz profunda, em comunhão com Deus e a Natureza. É o exemplo de um Mosteiro Ortodoxo que encontrei pelo caminho, onde o Bispo daquela comunidade catequizou os peregrinos sobre o valor da verdadeira penitência.

Depois os longos caminhos ao lado do Tejo, enlameados e monótonos, debaixo de chuva intensa onde a fé era colocada em questão, com a pergunta tantas vezes pensada e jamais proferida: “O que faço aqui?”

A resposta à pergunta surgia logo ali no caminho, no outro peregrino que sofria como eu e ainda mostrava capacidade para rir e brincar. E acabava por avançar mais uns quilómetros até ao destino daquele dia!

Na Palavra de Deus encontrei refúgio e força. No Evangelho descobri a paz. Nas homilias do Padre Jorge percebia a minha fragilidade.

Uma Peregrinação muito sofrida em semana Pascal, a evocar que Cristo, na sua longa caminhada para o Calvário, também sofreu.

Por nós todos!

 

 

 

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