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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Linha branca para o sucesso!

Como já referi num outro postal aderi neste confinamento à plataforma Netflix onde vi, para além de bons filmes, uma quantidade de boas séries, donde se destaca obviamente a Casa de Papel.

No entanto há outras séries muito interessantes como são “Bodyguard”, “Unortodox” ou “Toy Boy”.

Entretanto ontem estreou-se “White Lines” do mesmo criador da Casa de Papel. Esta série tem a curiosidade de constar no seu elenco duas participações especiais: Nuno Lopes interpretando a personagem Boxer e Paulo Pires como George.

Vi ontem apenas dois dos dez episódios da primeira e até agora única temporada e sinceramente gostei.

A trama parece bem montada e os actores portugueses estão muito bem integrados o que prova que em Portugal poder-se-ia fazer algo semelhante desde que houvesse investimento e vontade.

“White lines” é para já um projecto que tem todos os ingredientes para ser mais um grande sucesso da Netflix.

Mais um precário...

desta vez no governo!

Andei quase todo o dia fora da cidade (shiu, não digam a ninguém!). Tive de ir forçosamente à Beira Baixa resolver uns assuntos que estavam pendentes desde Março.

Não cumprimentei ninguém, não fui a nenhum café nem restaurante e mantive a distância devida sempre com máscara.

Cheguei a casa já passavam das oito e meia da noite, após uma viagem que não sendo atribulada foi todinha debaixo de uma chuva insistente.

Só depois de tudo arrumado é que fui passar os olhos pelas notícias mais importantes do dia. E foi somente nessa altura que percebi que esta pandemia criou mais um empregado precário. Ou será a termo certo?

Verdade, verdadinha fiquei a saber que o actual Ministro das Finanças, Mário Centeno, já está na calha para sair do Terreiro do Paço. "Tadinho"... é que tenho mesmo pena dele...

Ora daqui se conclui que nem o Governo escapa à precaridade que se vê em muitos empregos. 

A luz dos ausentes!

Na Cova da Iria, neste dia tão santo para os católicos, os peregrinos não estiveram, mais uma vez, presentes. Nem ontem à noite na célebre Procissão das Velas.

Um recinto vazio de pessoas, mas repleto de profunda fé.

Foi na casa de cada um de nós, que peregrinamos muitas vezes até Fátima e na vida, que ontem a luz se tornou realidade. À janela, nos nossos corações, no espirito cristão que nos acolhe em cada passo.

Aqui morou e ainda mora a esperança de um novo dia… mesmo sem ninguém!

Fatima_s_peregrinos.jpg

 

Desconfiando!

Recebi há pouco a informação de que a minha empresa vai iniciar paulatinamente um processo de desconfinamenteo. 

Para já no próximo dia 18 inclui trabalhos que não podem ser feitos via teletrabalho (e até agora como é que se fazia?), para a partir do dia 1 de Junho mais gente ficar abrangida por esta regra de libertação.

Se até agora me sentia mais ou menos seguro, já que raramente saí de casa e quando o fiz foi para ir a lugares sem perigo, a partir das próximas semanas o receio vai naturalmente crescer.

Eu sei que há muitas empresas em situação difícil, pessoas desempregadas ou em "layoff". Mas não será cedo demais para um desconfinamento? E se os casos subirem em flecha, voltamos outra vez para casa?  E desta vez por quanto tempo?

Ninguém consegue responder com propriedade a estas questões, mas tendo em conta este povo, que foi amplamente elogiado por se ter confinado, ponho em dúvida que as situações continuem a melhorar como tem sido noticido nos derradeiros dias.

Irei trabalhar para Lisboa se a isso for obrigado, mas que vou desconfiado, ai isso vou!

Um lagarto à solta!

Estávamos nos anos 70. Eu teria talvez 12 ou 13 anos de idade e fazia parte de um grupo de escuteiros. Certo fim-de-semana fomos todos, divididos em patrulhas, acampar na Costa da Caparica.

Após um dia repleto de actividades chegou a noite e fomos todos dormir nas pequenas tendas que havíamos montado. Só que a noite foi de muita chuva e forte trovoada com vento a acompanhar o que fez com que, a determinada altura umas das tendas rompesse e os escuteiros acabaram dentro daquela onde eu tentava dormir.

Se o espaço era pouco para quatro imagine-se para oito.

Com a continuação da trovoada foi então decidido pelos chefes sairmos daquele lugar e procurar abrigo numa velha cabana que estava fechada, mas tinha um alpendre razoável. Mesmo debaixo de copiosa chuva transferimos os cobertores e sacos cama para o tal telheiro e lá nos estendemos pelo chão.

A determinada altura acordo sem saber a razão e olho à minha volta. A madrugada parecia querer acordar o que foi suficiente para ver algo estranho no colega à minha direita: um lagarto verde olhava para mim. Estava completamente assente na face do meu companheiro que dormia profundamente e preparava-se para passar por cima de mim. Muito devagar levantei-me e saí do lugar. Não que tivesse medo do bicho, mas preferi que ele fosse à vidinha dele sem interferência humana.

Mal me levantei o réptil saiu rapidamente do lugar e entrou na chuva.

Quando todos finalmente acordaram e finalmente contei a história ninguém acreditou. Ai se houvesse um telemóvel naquele altura?

Nota: este relato foi-me aconselhado escrever pelo Robinson, neste postal. Já lá vão dois anos!

Valentina, a valente!

Infelizmente não o suficiente.

Tenho muita dificuldade em entender o crime da Atougia da Baleia. Como pai, tio, tio-avô e mais recentemente avô não consigo imaginar o que levará um homem ou uma mulher a cometer um infanticídio.

Este problema leva-me para um assunto que é muitas vezes debatido, mas poucas vezes assumido e que se prende com a incapacidade que muitas pessoas demonstram para serem progenitoras. Infelizmente conheço alguns casos.

Já o disse algures por aí que as crianças não vêm ao mundo com manual incluído, qual electrodoméstico. Bem pelo contrário: do mesmo pai e mãe saem crianças completamente diferentes, fisica e intelectualmente. Deste modo o tal manual temos de ser nós pais a escrevê-lo. E quase diariamente.

A menina Valentina teve a valentia de há dois anos sair de casa. Sózinha.

Com esse acto chamou a atenção de algumas autoridades... que mais tarde arquivaram o processo por não haver razões evidentes de maus tratos. E que culminou nesta tragédia...

A responsabilidade dos técnicos que avaliaram aquela família vai ser igual a... zero. E mesmo que fossem chamados a responder a algumas questões, aqueles provavelmente diriam que na altura da avaliação não perceberam nenhum perigo para a criança.

Reconheço que o ambiente familiar pode ser deteriorado por diversos factores: desemprego, álcool, droga, depressão, descompensação familiar ou mais recentemente com este confinamento obrigatório que obrigou (passe o pleonasmo!), em muitos casos, a evidências violentas quase sempre escondidas.

Todavia nada disto é razão para se matar uma inocente, mesmo que tenha sido de forma acidental... o que certamente não se provará!

Só espero que a justiça seja realmente feita! As pessoas que cometem estes crimes de violência doméstica não merecem novas oportunidades... Eles também não as deram!

Livros e traduções!

Não sou de todo um poliglota.

Falo o inglês suficiente para ter uma conversa mínima com um turista em plena Baixa Pombalina. Desembaraço-me razoavelmente bem com o francês, sei dizer desculpe e esferográfica em alemão e sou um especialista em... portinhol.

Ora com tantas valências linguísticas tenho para com as traduções, especialmente com as anglo-saxónicas e as gauleses, um olhar deveras crítico.

Após muitas semanas a ler Tieta de Jorge Amado, obra que quase necessitou outrossim de tradutor, tal a quantidade de expressões locais que autor utilizou, saltei para um escritor norte-americano.

Ainda agora comecei a ler as primeiras páginas e já noto o uso de algumas palavras que não obstante existirem no nosso léxico demonstram alguma tentativa de "americanização" da nossa língua. Soam mal...

Já em tempos me apercebi que em alguns livros de BD, especialmente de origem francesa, as traduções para a língua de Camões, eram de muito baixo nível, roçando por vezes o mau gosto.

Não sei se os tradutores são caros ou sabem pouco da língua original. Ou pior... se pretendem influenciar um texto com uma péssima tradução.

 

Após o desespero...

... o alívio

Ontem foi um dia assim para o parvo. Diria que quase à minha imagem...

Levantei-me cedo como sempre o faço, para a meio da manhã perceber que uma das minhas muitas pen's tinha morrido como já havia referido aqui.

Após infrutíferas tentativas para resolver o problema acabei por me socorrer do meu infante mais velho. Também informática ele tem, todavia, um maior expediente para resolver este tipo de situações.

Quando ai«o fim da te«arde lhe contei do sucedido eele respondeu:

- Vens cá trazer a pen ou vou eu buscá-la?

- Eu vou aí levar...

Acrescento que eu e o meu filho moramos na mesma rua...

Passado um pedaço de tempo liga-me:

- Onde queres os dados?

Pensei que era só uma questão de informação prévia, todavia...

- Numa "cloud"...

- Estou neste momento a segurara a pen com uma mão e a copiar os dados para o meu PC.

- A sério?

Resumindo... o jovem sacou os dado todos. O problema era de um contacto que ele de forma quase mágica conseguiu resolver...

A noite foi finalmente de alívio... após um enorme desespero.

Entretanto uma "nuvem" está já aberta... e quase cheia!

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