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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Reeducar o povo!

 

Um destes dias ouvi  o seguinte comentário:

 

"Esta crise está obrigatoriamente a reeducar a nossa população."

 

Dito assim de chofre, a conclusão pareceu-me descabida e desprovida de sentido. Mas curiosamente não caiu em saco roto… Durante dias fiquei a matutar nas palavras tentando dar-lhes um sentido mais lógico e coerente.

 

A acrescentar a esta minha confusão ouvi outrem concluir que a actual juventude portuguesa nunca fora sujeita a grandes sacrifícios.

 

Foi então que associei estes dois nacos de prosas e as juntei como peças de um só puzzle. Percebi então o verdadeiro sentido das duas frases. E constato com enorme pesar que ambas referem uma nova realidade para a qual a nossa sociedade não se encontrava preparada quanto mais educada.

 

Não quero com isto dizer que concorde com a filosofia de uma sardinha para três como sempre ouvi falar aos meus pais e avós… mas admito que agora são três sardinhas para uma só pessoa… (se não forem mais!).

 

Por isso hoje, grande parte dos jovens não sabem o que são sacrifícios. Tudo lhes é apresentado sem exigência nem esforço. Assumimos que as crianças não são culpadas por virem ao mundo (o que até é verdade!) e há que lhes fornecer tudo do bom e do melhor sem pedir nada em troca. E para que tudo isso aconteça empenhamo-nos até ao máximo que a nossa carteira pode fornecer hipotecando outros futuros.

 

E as crianças crescem e tornam-se adultos, despreocupadas com os seus futuros, porque assim foram educadas. Assumiram que ao Estado tudo cabia conceder e resolver.

 

Só que… aconteceu o inevitável: Portugal, assim como outros países periféricos do Centro da Europa, acabaram por vir a sofrer com as politicas despesistas e sem controlo por partes de diversos governos, mais preocupados com os interesses partidários, do que com a gestão pensada e correcta de um país já por si só pobre e sem quaisquer recursos com os quais partilhe riqueza pela restante população.

 

Voltamos desta forma ao âmago desta minha reflexão:  “é premente reeducar este povo”.

 

Para tal não basta só cortar em vencimentos e subsídios dos trabalhadores. Há que cortar no Estado e nas suas tão conhecidas "gorduras". Mas cortar mesmo, sem receios nem subterfúgios.  Cabe ao Estado dar o exemplo para que o povo aceite o que aquele lhe quer impor.

Não devem ser sempre os mesmos a arcar com as responsabilidades de antigas (más) gestões governativas. E deve-se exigir contas a quem durante muitos anos apenas se preocupou com uma coisa:

 

“GASTAR, GASTAR VAMOS!”

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