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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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PEREGRINAR EM ALTA-FIDELIDADE

Uma vez mais, este ano, pus-me a caminho da Cova da Iria. Perspectivavam-se cinco dias ameaçados de muito calor, algum frio nocturno e chuva. Todavia nenhuma ameaça me atemorizou e fiz-me à estrada com a mesma vontade de anos anteriores. A semana Pascal aproximava-se e com ela momentos profundos de fé. Os testemunhos viriam, como sempre, nos passos que dávamos. O sentido da caminhada só foi fielmente desdobrado no último dia. Naquela tarde, olhava o alcatrão negro e quente enquanto rezava o terço quando percebi quanto ínfima era a minha vida. Nos dias anteriores diversas pessoas haviam tombado no chão (eu inclusivé) por razões diferentes, um alcatrão mais torto, um ramo traiçoeiro, uma pedra mais teimosa. E foi nos últimos passos que dei, antes de chegar a Fátima, que encontrei o fundamento para a minha caminhada deste ano: chamava-se confiança ou melhor Alta-fidelidade. Quando se caminha, seja na estrada negra de alcatrão ou em caminhos de terra batida ou em trilhos lamacentos e escorregadios, jamais se sabe o que está debaixo do sapato. Podemos simplesmente cair desamparados, escorregar ou unicamente dar outro passo em frente. E são nestes gestos tão simples que encontramos a alta-fidelidade a Cristo e à sua obra. No filme de aventuras de Indiana Jones, a Última Cruzada, a determinada altura o personagem tem de avançar num precipício. E o aventureiro dá um passo em frente sempre confiando na fé que tem em Deus. E, na verdade, debaixo do passo, Indiana Jones encontrou um caminho seguro que estava escondido por uma ilusão de óptica. Mas primeiro acreditou, teve a alta-fidelidade para reconhecer que Deus é obviamente um Caminho de confiança. Foi neste pressuposto que acabei por chegar a Fátima, de agradecer à Virgem-Mãe o ter-me dado o discernimento para descobrir que opções tenho para a minha vida. A peregrinação deste ano marcou-me profundamente, não só pela descoberta (leia-se alta-fidelidade) mas acima de tudo porque estar disponível para Jesus Cristo em tempo de Páscoa foi uma bênção divina imensamente gratificante.

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