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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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37a9m25d - #23 – II série

Três estórias de gravatas!

Quando entrei para a empresa o uso de gravata não era já obrigatório. Mas como o uso daquele acessório masculino nunca me incomodou coloquei-a muitas vezes. E sob este tema lembro-me de três relatos bem curiosos. Não conheci o colega da derradeira estória, mas aos outros conheci-os bem.

Gravata 1

O Almeida era um bom colega, quiçá pouco expedito no seu trabalho e daí talvez um tanto pateta. Trabalhava no mesmo Departamento que eu, mas noutra área.

Certo dia foram colocar perto do seu serviço uma máquina para triturar papel, nomeadamente para destruir alguma documentação sigilosa. A determinada altura o Almeida abeirou-se da máquina para destruir alguns papéis. Haviam-lhe dito:

- Carregas neste botão para ligar e depois metes os papéis nesta ranhura que a máquina puxa -os e destrói-os. Muito fácil!

Ora o Almeida pega nos seus documentos, liga o botão e introduz aqueles na ranhura. Só que a curiosidade matou o gato e o meu colega pretendeu perceber para onde iam os papéis triturados. Vai nisto aproxima-se em demasia, de tal forma que a gravata foi apanhada pela máquina.

Eis então a situação: a máquina a agarrar e a trucidar a gravata e o Almeida a puxar pelo pescoço… aflito. E quanto mais a máquina puxava mais ele fazia o gesto contrário. Resultado: quase sufocou.

Sorte teve ele pois alguém que ia a passar deu pela situação e desligou o equipamento! O que nós nos rimos…

Gravata 2

O Segismundo apareceu depois do almoço muito triste e aborrecido. O que nem era costume.

Alguém se abeirou dele e perguntou-lhe o porquê:

- Que se passa? Estás cá com uma cara…

- Nem me digas… Olha para isto – e apontou para uma valente nódoa na gravata – Nem sei como fiz isto…

A cabeça daquela malta da tesouraria estava já formatada para a brincadeira e assim o colega devolveu instantaneamente:

- Eh pá tenho ali uma coisa boa para tirar isso…

O outro nem acreditou:

- A sério? Consegues tirar esta nódoa da gravata?

- Claro. Vem comigo.

Lá foram os dois a caminho da secretária do outro.

Aí chegados o colega abre a gaveta, tira uma tesoura e num ápice decepa a gravata logo acima da nódoa. De tal forma que o outro nem teve tempo para recuar e evitar o corte.

- Pronto… já tens a gravata sem nódoa.

Segismundo ficou mudo e sem reacção. O que nós nos rimos…

Gravata 3

Esta é uma daquelas estórias a que eu não assisti, mas que ficaram para a posterioridade. Naquele tempo a gravata era um acessório exigido a todos os trabalhadores da casa independentemente da sua função.

Também as condições de trabalho não eram as melhores e no Verão a tesouraria era um forno, tal era a canícula.

O chefe era por sua vez um homem austero e ditador. Exigia que as suas ordens fossem cumpridas à risca e o uso permanente da gravata era uma delas.

Estava a ser um Verão áspero. O calor apertava e a tesouraria não fugia ao lume. À hora do almoço a malta nem pensava em sair para a rua, assim como assim, sempre se estaria melhor lá dentro. Estavam alguns em amena cavaqueira à espera que o tempo de almoço passasse quando um deles abre o colarinho da camisa e desaperta a gravata. Alguém o avisou:

- Olha se aparece aí o chefe? Estás feito!

- Estamos na hora do almoço, as portas estão fechadas. Portanto…

Ainda mal acabara de proferir estas palavras apareceu o dito chefe que vendo-o naqueles preparos logo arengou:

- O senhor não sabe que a gravata nunca se tira. NUNCA! Faça o favor de colocar a gravata.

Eis então que o colega e à frente de quantos estavam presentes, desapertou a camisa, despiu-a e depois colocou a gravata bem encostada ao pescoço.

A imagem era sui generis… alguém em tronco nu e de gravata posta.

Disse-lhe o colega para o chefe:

- Como vê e deseja a gravata está posta!

O tesoureiro perante a situação deu meia volta e saiu do local percebendo que tinha perdido a batalha.

O que nós nos rimos...

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