Ofereceram-me este Natal um belísssimo livro sobre os "Romeiros de São Miguel". HOje estive apenas a folheá-lo e foi nesse bocadinho que a minha neta se aproximou de mim e perguntou que livro era aquele.
A publicação tem o sugestivo nome de "Rostos de fé" com um conjunto de óptimas fotografias. Mas foi nestre entretanto que surgiu a questão: como se ensina o que é a "fé" a uma criança de cinco, quase seis anos?
A verdade é que há cá em casa uma série de objectos de cariz católico e aos quais a cachopa nunca sentiu interesse em perceber o seu significado.
No entanto mantenho algumas outras perguntas em aberto, para além da que já formulei:
- Como se explica a crença num Deus Todo Poderoso?
- Como se traduz para uma linguagem actual todo o Mistério da Paixão de Cristo?
- Como trestemunhamos Maria a uma criança?
Questões para as quais não tenho uma resposta assertiva e coerente. Numa época em que só se acredita no factual, todo este manancial de ideias e perguntas coloca-nos num patamar de dúvidas permanentes.
Provavelmente 2026 será o ano para eu encontrar respostas a estas questões. Ou se calhar até não!
Não tenho por hábito fazer uma análise ao que passou durante o ano cível, até porque não é por numericamente se mudara de ano que as coisas irão ou não melhorara ou piorar.
Digo eu...
Fui ver o meu diário de escrita deste ano. Nele encontrei um espaço vazio com apenas uma referência "dia de apagão"! Xiiiii, pensei, tivemos esta situação estranha...
Bom, o ano de 2025 que ainda não terminou foi fértil em casos incomuns (o apagão generalizado, foi um deles), mas houve novas eleições legislativas, surgiram as primeiras caras de candidatos à eleição do Presidente da República e o (meu) Sporting foi bi-campeão, algo que não acontecia há 70 anos.
Comigo as coisas até que nem foram muuuuuuuito más. Em Maio lancei o meu terceiro livro, em Junho estive de férias na Ilha Dourada sem fazer rigorosamente nada, em Agosto estive na "minha" praia, para Outubro ser um mês quase todo dedicado à campanha da azeitona que correu muuuuito melhor que eu esperava.
Os eventos menos simpáticos prendem-se com uma tosse que tive e que demorou meses a passar, uma safra de batatas horrível que não chegou para as encomendas, um IRS a pagar de um valor quase absurdo para agora reaparecer uma vez mais a surdês.
Pelo Mundo todos sabemos das guerras que por aí andam e que um destes dias podem tornar-se mais perigosas para todos nós, assim como os estranhos fenómenos da Natureza (aquele furacão no Algarve... ).
Finalmente como não tomo resoluções para o ano seguinte, apenas acordar vivo, diria, em nota de rodapé que o ano até nem foi mau.
Este é o título do derradeiro filme de Brigitte Bardot, em contraponto ao realizado por Vadim nos anos 50 do século passado.
BB não foi o meu ícone já que vivi noutra época, mas sempre a reconheci como uma enorme mulher do cinema e de causas. Algumas boas outras nem por isso.
França perdeu hoje uma enorme personalidade. Daquelas eternas.
Para este último filme da sua vida o meu eterno aplauso. Mereceria todos os prémios do cinema.
Após os últimos dias de azáfama natalícia eis-me uma vez mais a descansar neste sábado.
Todavia ontem aproveitei estar na aldeia com os meus idosos pais para rever lugares fantásticos na zona que já conheço, mas que dá sempre gosto revisitar.
A maioria das imagens destes locais tem mais graça no Inverno e depois de uns tempos de chuva intensa como foi nas últimas semanas. O video infra mostra o polje de Minde como é tecnicamente conhecido, mas que por aqui tratam de chamar a Mata de Minde.
Minde é a povoação à direita, que foi há muitos anos um enorme centro de indústria de lanifícios e onde foi inventada, criada não sei dizer uma forma de comunicação muito própria que se chama "Piação dos Charales do Ninhou". Minde é uma das freguesias do concelho de Alcanena no distrito de Santarém, mas a sua relação é preferencialmente atraída para o lado contrário, quer dizer Leiria.
No entanto a amizade com a freguesia de Mira de Aire (a povoação da esquerda), já noutro concelho e distrito, nunca foi assim fantástica. Outras estórias, provavelmente agora sem razão de ser.
No lado oposto do concelho de Alcanena podemos encontrar, quiçá, o ex-libris desta zona e que se liga à história de Portugal e à cidade de Lisboa.
Em 1871 o rei da altura D. Luís I, o Popular, mandou captar água no nascente do Rio Alviela e trazê-la para Lisboa onde depois seria distribuída por diversos fontanários.
Um trabalho de engenharia fantástico já que a água chegava a Lisboa através da própria gravidade. E 120 quilómetros era, para a época, uma distância bem razoável.
Dizem alguns especialistas que a água do video do topo escoa lentamente por debaixo do chão desde a Mata de Minde até a este nascente, por entre pedras calcárias, grutas e algares.
Mais este é o maior lago submerso da água doce da Península Ibérica. Acresce dizer que há um video de alguém que desceu à profundidade de 215 metros.
Um rio que já foi nome de jornal e onde eu colaborei durante alguns anos.
Este foi o primeiro Natal que passei com todos os filhos (dois) e todos os netos (quatro), presentes.
A manhã em redor da árvore de Natal foi anárquica. Se juntar aos meus netos directos mais doiis sobrinhos-netos da mesma idade dos meus netos a coisa não se torna nada fácil.
De tal forma foi a confusão (leia-se alegria!) que a determinada altura foi a minha neta mais velha a própria a abrir-me as minhas prendas.
Fiz um pequeno video com o telemóvel filmando a barafunda generalizada, mas não publico por razões óbvias. Todavia ficou o registo.
Paralelamente à brincadeira houve o verso desta moeda com a recolha dos meus idosos pais na aldeia bem cedo e no meio uma pequena complicação com a minha quase demente mãe, mas que com calma e carinho resolvi.
Foi, no entanto, um bom dia de Natal.
Que Deus me dê saúde e a todos para voltar a repetir este encontro.
Independentemente das opções político/religiosas que cada pessoa tenha, ainda assim hoje é um dia de Festa.
Festa da família para a família.
Sei que os hospitais estão repletos de gente abandonada pelos seus. É uma realidade triste desta e de todas as épocas. Mas fica quase a certeza que quem umtem esta atitude terá mais tarde o troco e nessa altura pode ser que perceba o que fez.
Fora isso, e como vou ter um dia bem complicado desejo a todos os meus amigos, leitores, comentadores e outros um Santo e Feliz Natal.
Fiz uma breve pesquisa sobre o nível nacional das nossas barragens e descobri que a maioria das bacias hidrográficas estão a roçar os 100 por cento.
É certo que há ainda algumas com 40% da sua capacidade, mas acredito com estes dias chuvosos que nos têm acompanhado diariamente a coisa tende a melhorar.
Dito isto... fica então uma questão: como se pode aproveitar ainda mais a água das descargas das barragens e que desaguará no mar? Não haverá forma de recolher esse precioso líquido para outros locais?
Talvez não haja mesmo e portanto ficamos assim... quietos e a pensar numa eventual solução, que sabemos de antemão jamais existir ou se existe ninguém está para avançar com a ideia.
O ano tem sido chuvoso, muito chuvoso originando que as terras já não suportem tanta água. Todavia seria mesmo fantástico que alguém neste pobre e triste país olhasse para este ouro que cai dos céus e lhe desse um (muito) melhor destino que apenas o sal do mar.
O último debate das presidênciais foi um logro e mais pareceu uma daquelas acesas assembleias de condónimos onde se discute muito mas não se aproveita nada, do que um debate entre dois candidatos a Presidentes da República..
No fundo desde 17 de Novembro até hoje fizeram-se 28 debates entre os oito principais candidatos, mas não creio que os eleitores tenham mudado assim tanto de opinião porque se desbarataram horas a fazer acusações pessoais de forma e carácter e sem qualquer interesse.
Assisti a quase todos os debates via online e quase sempre à posteriori. Ainda assim houve alguns interessantes no seu conteúdo, mas a maioria foi uma autêntica farsa.
Depois as sondagens foram muito aproveitadas para marcar negativamente este teatro político não trazendo aos eleitores qualquer valor acrescentado.
Remato finalmente com um cognome para cada candidato, como se davam aos nossos reis:
André Ventura - o faz barulho; (uma laranja seca de idieias)
António Filipe - o coerente; (mantém o registo do PCP)
António José Seguro - o receoso; (o medo de ofender os socialistas)
Catarina Martins - a pescadinha (de rabo na boca)
Cotrim de Figueiredo - o estadista; (o único de falava bem)
Gouveia e Melo - o vacinas; (o seu trabalho na vacinação ficou-lhe colado)
Jorge Pinto - o novato; (jovem mas aguerrido)
Luis Marques Mendes - a velha raposa. (palavras para quê?).
Lembrei-me agora dos comentadores televisivos e das suas notas. Que coisa, que gente a tentar interpretar o que acabara de ver. Mais... detestei os achismos (eu acho que...).