Estou plenamente convicto que a Palestina mais tarde ou mais cedo será um país com os mesmos direitos de todos os outros países. E não digo isto por ser de esquerda ou de direita.
Ou melhor creio que se a Palestina tivesse sido invadida pela Rússia (nesta altura do campeonato Mundial de guerras qualquer razão serviria!), provavelmente os que até agora defenderam a Palestina como um estado independente ficariam em silêncio. Mas isto sou eu a desviar-me do assunto que aqui me trouxe.
Portugal fez muito bem em reconhecer a Palestina como Estado soberano. O que Israel tem feito na faixa de Gaza e arredores deveria ser mundialmente condenado. Todos sabemos o que aconteceu aos judeus aquando da Segunda Guerra Mundial, mas em pleno século XXI tentar fazer algo semelhante por Israel parece-me algo profundamente horrível e condenável.
A Palestina merece o seu lugar, o seu espaço na história do Médio Oriente e do Mundo. Dar a mão a esta gente não é estar contra ninguém, mas apenas a favor da paz.
Uma paz que se pretende duradoura e assente em compromissos de ambos os lados e devidamente monitorizados por equipas da ONU ou outras quaisquer organizações de paz.
Hoje e pegando no estúpido atentado de há dez anos em Paris e na consequente palavra de ordem da li saída diria que actualmente "Todos somos Palestinianos!"
A verdade é que para alguém que nunca teve uma imensidade de brinquedos nem amigos com quem verdadeiramente brincar, chegar a esta altura do campeonato da vida e ser lançado às crianças é, no mínimo, desafiante.
Hoje as crianças quase nem querem brincar. Provavelmente também porque não sabem, já que bem cedo ficam vidrados nos telemóveis a vibrarem com fantasias sem graça. E aquelas brincadeiras tão comuns há meio século esfumam-se qual vapor. Brincar à apanhada, ao lenço, ao eixo, ás escondidas são exemplos de brincadeiras que cairam em desuso.
As crianças com quatro/cinco anos já escolhem a roupa que querem usar ou o penteado e os pais nem se atrevem a contrariar, não vá a criança fazer uma birra monumental.
Mas regressando às brincadeiras dos e com os meus netos, tento criar com eles um certo revivalismo de brincadeiras que sabia existirem, porém raramente gozei delas. No entanto será isto que elas necessitam? Não imagino!
Saber brincar é algo muito importante no desenvolvimento cognitivo e social de qualquer criança. Nem é preciso ser-se psicólogo nem pediatra para assumir esta ideia, pois é algo natural.
Posto tudo o que escrevi acima, ainda hoje busco aquela brincadeira perfeita (nem sei se haverá tal coisa!) para os meus miúdos, para os estimular a procurar brincar mais que ferrar os olhos num qualquer ecran!
Um vento para sacudir a poeira dos telhados, uma chuvinha medricas para sujar em vez de lavar e todos os receios de um intenpérie infunbdados.
O dia por aqui esteve meuiio triste, com um ventito a soprar moderado mas suficiente para arrefecer o pessoal. A chuva que dizem ter caído mal molhou a terra... por cima. Sei do que falo pois hoje fui plantar mais umas couves e se à superfície a terra parecia molhada assim que feri a dita com a minha enxada logo percebi que chovera pouco, já que a terra estava completamente seca e muito rija.
Os metereologistas, coitados, dão apenas previsões... as pessoas, na maioria, julgam que os dados lançados serão os correctos. E depois é este engano...
Posto isto espero que chova mais um bocadinho até ao próximo fim de semana já que a chuva ajuda a azeitona a engrossar e a amadurecer!
Tal como os novos carros movidos a electricidade que param quando a basteria está no fim também o meu corpo anda a dar sinais de baterias a roçar o vermelho.
Faz parte do nosso próprio envelhecimento deixarmos de ter a energia que tínhamos há 10 anos. Da mesma maneira que equipamentos electrónicos também as nossas baterias vão ficando viciadas e aquilo que fazíamos numa ápice, agora demora muuuuuuito mais tempo, já para não falar da dificuldade.
Quer queiramos quer não a vida é mesmo assim e a nossa única maneira de lidarmos com estes déficites de força e coragem é... aceitar. Não creio que haja outra hipótese para vivermos minimamente felizes. Também é verdade que isto não acontece a todos da mesma maneira. Nem surge apenas a quem trabalha muito.
Conheci alguém que nunca se esforçou, nunca testou os seus limites físicos ou psicológicos. No entanto morreu mais cedo do que seria previsto para quem tipicamente "nunca fez nada na vida"! Portanto trabalhar ou não trabalhar não será a primeira razão para gastarmos mais ou menos baterias humanas.
Todo esta prosa leva-me a pensar que se não seria prudente estudar-se uma maneira de colocar umas baterias, tipo telemóvel, no nosso corpo (escondido algures), de forma a termos ali uma reserva de força para alguma necessidade premente. É que já para depois do próximo feriado de Outubro (eu sei que calha ao Domingo, mas não deixa de ser feriado!!!) vai principiar a minha primeira campanha de azeitona deste ano. E eu sinto-me com tããããããããão pouca coragem para tal.
Necessitava mesmo de umas baterias!
Ou se calhar uma jeropiga bem apaladada seria suficiente!
Se até ontem a minha reforma era paga totalmente pela minha antiga empresa, a partir de hoje há uma parte que é paga pela Segurança Social e completada pelo Fundo de Pensões. Isto é, (x) será a minha pensão total, (z) pagará a SS e o meu Fundo de pensões pagará (y), perfazendo o (x) inicial.
A partir de agora irei somar todos os valores obtidos da minha pensão de velhice (se eu fosse desses wookistas também queria este nome - velhice - alterado!!!) e perceber se no fundo dei lucro ou prejuízo à SS.
Não imagino quanto tempo viverei mais, mas já começo a ver um túnel negro ao fim da linha.
Também é verdade que não descontei muitos anos. Nas contas da SS dizem que 28 anos com salários a contar para a carreira contributiva. Eu não estou de acordo com a carreira contributiva pois creio que foi menos. Mas as entidades competentes lã saberão.
É portanto oficial: estou olimpicamente reformado.
Aproximam-se a passos largos as eleições autárquicas que nos darão novos ou os mesmos Presidentes de Câmara ou de Freguesia.
É vê-los (os candidatos, claro!) a desfazerem-se em amabilidades e promessas sem saberem com exatidão se alguma vez as cumprirão. Mas isso não interessa nada pois o povo ao invés do que muitos afirmam não é totalmente burro, aproveita este tempo pré-eleitoral para pedir qualquer coisa aos (ainda) Presidentes. Claro que nesta altura há dinheiro para tudo e mais um par de botas.
Aquele caminho endireitado, aquele matagal que alastra para a estrada e risca os carros, o alcatroar daquele acesso a casa, a lampada de um poste fundida e substituída, os caixores do lixo quase imaculados, os passeios a parecerem blocos operatórios de tão limpos.
Ui... tantas e tantas coisas que as edilidades durante as próximas semanas irão fazer.
Porque como disse um antigo governante: por um voto se ganha, por um voto se perde! E ninguém gosta de perder, especialmente se estiver já sentado.
Resumindo nada como as eleições para termos alguns melhoramentos na nossa terra!
Não sou historiador nem para lá caminho. Também tenho consciência que no meu tempo de escola a História de Portugal e do Mundo era explicada de forma diferente do que será hoje.
Visto que não sou um especialista em factos antigos e respectivas razões que originaram longas e sangrentas bravatas, tenho vindo com a idade a tomar sentido que como tudo ocorre. Ou ocorreu!
Pelo que vou percebendo os historiadores gostam amiúde de colocar uma data precisa num determinado acontecimento e a partir dai assumirem que foi nesse instante que uma guerra, uma conquista ou uma derrota principiaram. Aceito essa teoria tendo em conta o passado mais ou menos longínquo.
Todavia nos dias que hoje correm uma longa guerra, principia no momento que a população anónima, mesmo que de um país não directamente envolvido, percebe que mais tarde ou mais cedo haverá enormíssimos confrontos bélicos e que estes entrarão pela casa dentro não só via televisão ou internet, mas infelizmente de forma real e de maneira muito violenta.
Estamos perto desta assumpção... muito perto mesmo! E não me admiraria nada que a Europa, mais breve do que julgava ou desejava, venha a pegar em armas.
Haja alguém que perceba que caminhos andamos a trilhar, para que um destes dias não venha a ser tarde demais!
Desde que me lembro, o Banco de Portugal, entidade onde trabalhei 37 anos, 9 meses e 25 dias, sempre desejou ter uma sede própria.
Após o incêndio do Chiado a maioria das instituições bancárias com sedes e/ou filiais na Baixa Pombalina fugiram daquela zona tão perigosa e vulnerável.
O BdP tentou fazer o mesmo, deixando somente a administração e departamentos de apoio a esta na (ainda) sede. Foi mesmo constituído nos finais dos anos 80 um gabinete especializado para a escolha de projectos apresentados em concurso. E a primeira escolha foi a Praça de Espanha, com um edifício moderno e que estranhamente teria a linha de comboio a passar por baixo.
Porém ao que vim a saber mais tarde a CML teria de expropriar uma certa zona e como nunca o conseguiu fazer o projecto morreu, não à nascença, mas perto. Até foi feito na altura um livro com a ideia do edifício e distribuído pelo pesssoal.
O tempo passou e após a Expo98 a ideia de uma sede na zona nobre da capital voltou a tomar forma. Mas a coisa acabou também por morrer. Creio que por ser demasiado caro a aquisição do terreno. Entretanto havia muito daquela fantasia do "diz-se, diz-se" que convenhamos vale tanto como uma nota de três dólares.
A verdade é que o edifício dos Anjos não abarcava os Departamentos todos, mesmo depois do Departamento de Emissão e Tesouraria ter-se mudado de malas e bagagens para bem longe do centro da cidade onde sempre estivera.
Posto isto, e não estando eu já no activo da instituição reguladora, ainda assim compreendo a necessidade de todos os serviços do BdP num só local. Espalhá-los pela cidade parece-me pouco assertivo e algo desorganizado.
Ora quem conseguir este desiderato, de dar seguimento a um desejo antigo, poderá e deverá ficar na história da centenária instituição. Daí, o ainda governador Mário Centeno, ter-se chegado à frente com as normais acções para a construção da tal sede.
Politicamente é irrelevante! Socialmente também. Porém institucionalmente é muito importante. Daí ter achado de algum mau gosto as declarações do próximo governador, por quem tenho por ele uma anormal crença num trabalho meritório.
Todavia não principia bem! Por vezes é "mais vale o que fica por dizer, que aquilo que se diz!"
Todas as primaveras planto uns pés de tomateiros. E é sempre uma alegria quando colho uma caixa destas que gasto ou vou distribuindo pela família e amigos..
Só que depois alguém me oferece estes exemplares, como foi hoje.
Assim juntos não parecem muito maiores que os meus, mas reparem na foto seguinte para perceberem a verdadeira diferença.
Tive até o cuidado de pesar um deles, provavelmente o maior,
para que não restassem dúvidas.
Pronto... esta é a verdadeira diferença entre os meus tomates... e os dos outros!
O dia por aqui amanheceu claro, porém soprava um brisa bem fresca.
O Verão despediu-se após dias, semanas de calor intenso, como comprovam os incêndios que ainda hoje lavram.
Chega o Outono. A estação das castanhas e da saborosa jeropiga. Das pinhas e das couves plantadas em pleno Estio. Das cores castanhas e das árvores a despirem-se de folhas que atapetam os caminhos.
Outono a estação das campanhas de azeitona e de azeite. A estação das chuvas e do frio a obrigarem ao recolhimento caseiro. A estação do ano que carrega consigo toda a esperança e trabalho para o ano seguinte.
O Outono que se saúda no "Pão por Deus" em dia de Todos os Santos. Nas nozes e figos secos.
Uma estação diferente porque é nesta que semeamos a esperança em dias melhores. Se serão ou não... será o futuro a dizer-nos.