O tempo é danado. Adormecemos de forma serena e quando acordamos passaram dias, semanas, meses, anos.
Digo isto porque há uns anos, nem imagino quantos, prometi a alguém deste sapal fazer uma pequena e singela reportagem sobre as fontes e chafarizes de uma aldeia que foi também ela recentemente vítima dos incêncios. De tal forma que durante a festa a organização teve o cuidado de mudar o percurso da procissão de forma a não atrapalhar o movimento dos carros de bombeiros.
Não vim à festa por causa do fogo, mas estou cá este fim de semana. E trouxe a minha Glorinha (mais conhecida por máquina fotográfica) para com ela poder finalmente fazer um périplo pela bonita aldeia em busca de fontes e chafarizes.
Começo por aquela que dizem ser a mais antiga. Chama-se...
e tem este aspecto.
Tem três datas: 1908, 1938 e 1958. Não consegui descobrir a razão para estas referências temporais. Talvez com alguma investigação...
Eis agora a "minha fonte". Escrevo minha não por ser dono dela obviamente, mas apenas porque esta encontra-se a 30 metros de casa e é um local que visito amiúde e donde bebo muuuuuuuuuuuuuita água. Água esta que sai de duas bicas durante todo o ano sem parar. Fresca, fresca, fresca como uma manhã de inverno. Chama-se Fonte Velha, mas parece não ser a mais antiga... Contradições das aldeias.
Um lugar muito simpático e acolhedor, seja de Verão ou Inverno.
No extremo da aldeia num enorme largo onde antigamente se realizavam as festas da aldeia surge a...
Esta é uma vista geral do local.
Na parte de cima do povoado pode-se encontrara esta,
que se mostra assim.
Mais no alto uma pequena fonte não de bica permanente, mas de torneira. Tem o distinto nome de,
e apresenta-se assim.
Não lhe chamaria uma fonte... quiçá um chafariz ou provavelmente nem isso!
Descendo a encosta da aldeia podemos dar de caras com outra fonte, chafariz, bebedouro... o que quiserem. É a...
mas tema particularidade de terem colocado por cima da fonte um azulejo do Santo que é veberado na igreja: S. Fiel.
Não imagino de quem foi a ideia de ali colocar aquele espécie de mural, mas aceita-se.
Finalmente remato com a fonte central denominada,
e que marcaram como "Obra da ditadura". Uma expressão que pode dar para todos os sentidos, mas que não fica bem. Seja como for esta fonte fica no centro da aldeia e será de todas a que tem menos... "charme"!
Fica então por aqui o tal périplo pelas fontes, chafarizes ou bebedouris desta aldeia encravada na serra da Gardunha sempre tão acossada pelos incêndios.
Termino com uma curiosidade: desde há quarente anos que venho para este local, que conheço gentes, mas jamais hac«via feito um passeio pelo povoado como fiz esta tarde.
Aproveito este título quase queirosiano para falar antecipadamente das próximas eleições autárquicas.
E começo com uma questão simples: quem conhece pessoalmente o presidente da junta e consequentemente o ou a Presidente da Câmara onde votam?
Eu respondo pela minha parte: não conheço o presidente da Junta de Freguesia onde voto, nem sei quem ganhou lá as eleições. Quando à Presidente da Câmara conheço-a por ser neta, filha e irmã de ilustres figuras da cultura portuguesa. Fora isto nunca me cruzei com tal personagem e não tenho sobre a senhora a melhor das impressões. Mas isto sou eu…
Porém nas aldeias que frequento amiúde conheço bem os Presidentes das Juntas e sinceramente tenho pena de não votar lá, já que alguns mereciam uns votos contra. Todavia não conheço os Presidentes de Câmara e por isso não vou opinar sobre o trabalho feito ou não feito durante o presente mandato.
Dito isto considero que o resultado das próximas eleições autárquicas não podem ser matriz, nem para os governantes nem para a oposição, até porque sei de gente que vota conscientemente num candidato para a edilidade sabendo eu de antemão que esse eleitor não compra as ideias. Mas o candidato mostrou trabalho e competência pois é isso que as pessoas querem: que lhes resolvam os problemas.
Ser autarca não deve ser fácil. Tentar agradar a gregos e a troianos parece uma coisa assim para o complicado. O problema é que as Câmaras são amiúde trampolins para outros voos e quanto mais se mostrarem publicamente… melhor.
Nunca serei competente para assumir um cargo desses, mas se por uma estranha conjugação de forças, poderes e vontades eu chegasse a um lugar de Presidente de uma freguesia, por exemplo, assumo que seria alguém nada dado a influências exteriores, viessem elas donde viessem.
Seria mais fácil demitir-me no dia seguinte à tomada de posse.
Quando em 1969 fiz dez anos ofereceram-me a primeira prenda a sério: um relógio de pulso. Coisa já para gente crescida!
Creio que foi a partir desse dia que me apaixonei por esses objectos tão úteis, mas ainda assim e em alguns casos autênticas obras de arte e de preços simplesmente impossíveis.
O meu segundo relógio foi-me também oferecido, mas já tinha toda aquela parafernália digital. Um relógio que usei amiúde até se gastar a pilha. Quando a estaleca morreu encostei-o, numa gaveta, até hoje.
Com o tempo fui adquirindo algum conhecimento nesta matéria enquanto o meu gosto requintava. Passei a apreciar outras marcas, porém mantive-me fiel às mais conhecidas até porque a minha carteira não chegava para enormes vôos.
Calmamente foram-me caindo nas mãos alguns exemplares oriundos de diversos lugares e pessoas.
Na imagem infra apresento apenas 10 dos meus muitos relógios, estes de pulso, com destaque para um deles ter mais de 80 anos e trabalhar de forma impecável. Já para não falar do meu primeiro relógio que também se encontra na foto.
Falta pouco mais de um mês para as próximas eleições autárquicas que se realizarão a 12 de Outubro. Portanto é tempo das autarquias principiarem a fazer alguma coisa pelos munícipes.
Durante as próximas semanas (não sei qual o milagre!), as câmaras e Juntas de Freguesia conseguem dinheiro para mostrarem obra que durante os quatro anos anteriores não fizeram. E não me venham dizer que são só os de esquerda ou de direita que o fazem, porque ... são todos.
Esta postura remete-me para os tempos em que trabalhava e por altura das classificações alguns colegas (deveriam ser vítimas do mesmo milagre!) davam "ao caneto" como se não houvesse amanhã. Para depois de promoção nas unhas, regressarem à antiga e saborosa vida de mandrião.
Tenho uma opinião muito pessoal sobre o poder autárquico. Um poder necessário, supostamente mais próximo das pessoas, mas ao mesmo tempo muito tentador quanto a favores recebidos e pagos. Basta perceber a quantidade de visitas do MP a diversas Câmaras.
Felizmente nunca fui tentado a entrar nesta política de proximidade, mas de uma coisa tenho (quase) a certeza: se alguma vez fosse eleito para presidente de um edilidade, certamente só estaria no poder um mandato.
A notícia de hoje é a entrada de 43899 candidatos no ensino superior. Um número inferior ao ano passado, segundo li.
Dou muuuuuitas vezes a rever o meu já longo passado e a certa altura acabo por me questionar: e se?
Sim e se eu tivesse entrado numa faculdade, se tivesse estudado e terminado um curso superior como estaria hoje? Ou melhor: onde estaria?
Nunca pensei em tirar um curso superior. Como tenho vindo amiúde a confessar, a escola foi sempre o meu maior "calcanhar de Aquiles", mas também reconheço que não foi por falta de capacidade intelectual, pois quando me empenhava a sério (algo que sempre foi raro!) até conseguia bons resultados. O problema é que o ensino era obsoleto e muuuuuuuito pouco atractivo. Os professoras da época estavam formatados, pedagogicamente falando, pela matriz do antigo regime, não obstante a liberdade recentemente adquirida ea abertura para novas formas de ensino.
Nada me cativou. Ninguém me convencia que estudando teria melhor emprego do que aquele que mais tarde consegui. Tive sorte, muita sorte tenho de reconhecer!
Porém a questão do início deste postal mantém-se: e se tivesse mesmo estudado?
Neste momento tenho 66 anos, estou aposentado há cinco e tenho uma reforma que não sendo estratosférica é bem simpática. Então daqui a uma trintena de meses melhor será pois deixarei de pagar a casa.
Entretanto não imagino como estarão alguns dos meus colegas de escola que seguiram vidas académicas, mas por aquilo que esporadicamente vou sabendo alguns ainda estarão no activo.
Voltando aos números de candidatos aceites nas diferentes faculdades espalhadas pelo país, fico com a certeza de que muitos desistirão entretanto, pois a faculdade é um salto enorme na capacidade de trabalho e exigência, algo que a maioria ds alunos que saem do ensino secundário não estão, de todo, habituados.
E muito menos preparados.
Ainda assim desejo a todos, todos, todos os maiores sucessos e venturas.
Sem netos este sábado foi dedicado a arrumar e a limpar parte da casa. Digo parte porque as limpezas foram profundas e isso requer algum tempo e paciência. Comecei pelo meu escritório onde tive de rearrumar algumas coisas para poder angariar espaço para outras. Entre diversos equipamentos informáticos, ora obsoletos, encontrei uma prateleira com jogos dos meus rapazes para PS e Pc,
para mais tarde encontrar uma caixa com isto...
jogos e equipamentos para os jogos chamados de... "Gameboy".
Obviamente e seguindo a minha ideia nada disto foi deitado no lixo até porque há muitos, muitos anos vendi centenas de discos de vinil que agora me arrependo de ter vendido.
O curioso é que os meus filhos ainda não têm quarenta anos e já têm histórias que pretendem preservar! E eu a julgar que isto era coisa de velhos!
Certa vez alguém disse publicamente que se os líderes dissessem a verdade nunca ganhariam eleições. Grande verdade!
Já recebi a minha reformas paga pelo meu Fundo de Pensões, já que este não é propriedade da minha antiga empresa, mas dos seus trabalhadores.
Depois do dinheiro que foi mais do que o costume veio o resspectivo recibo e logo a seguir uma missiva a explicar a diferença para mais do dinheiro recebido. Tudo por causa das tabelas de retenção da fonte referente ao IRS e que originou um aumento muito substancial do valor da reforma.
Ora bem dd uma ano para o outro, isto é de 2024 para 2025 as contas finais do IRS originou que eu pagasse uma pipa de massa enquanto o ano passado havia recebido reembolso quase do mesmo valor do que paguei este ano. Com a agravante que os valores recebidos em 2023 ao qual se referia as contas finais de 2024, foram bem amiores qque os de 2024.
Isto porque as pensões pagas pela SS pagam um valor muito baixo, mas no final vai juntar aos rrestantes recebimentos e catrapumba dá uma maquia boa a devolver ao Estado.
Talvez por isso e feito o orçamento familiar o que sobra guardo porque não desejo ser surpreendido com mais uma machadada nos meus rendimentos.
Este governantes dizem certas aleivosias, crentes que nós acreditamos neles.
Para já resguardo-me pois esse tal de IRS é danado para sacar graveto!