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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Um negócio em desuso?

Numa época em que a informação chega a qualquer lugar do Mundo à velocidade da luz estranho que dois livros enviados no passado dia 26 de Junho, por correio normal,  só tenham "aterrado" no seu destino um mês depois.

Em causa estavam os meus dois livros (o do ano passado e o deste ano) que enviei para o Brasil. O destinatário vive lá no sul do país irmão, que nestas coisas de correspondência postal não há qualquer irmandade. Provavelmente nem de lá para cá!

Tudo isto para dizer o quê? Que os serviços postais por esse Mundo fora poderão ter os dias contados. Mesmo que seja uma simples cartita aqui para o vizinho do lado.

Já há tempos fiz referência a esta problemática tendo como exemplo ainda os meus livros que enviei aos meus amigos. Um deles seguiu para França, outro para o Luxemburgo e um outro entregue na estação dos correios ao mesmo tempo dos outros, mas tendo como destino a capital que fica aqui ao lado.

Na realidade o primeiro a chegar foi com destino ao Luxemburgo, logo seguido o da França e só uma semana depois chegou o que foi para Lisboa.

Portanto nada a ver com a distância, mas tão somente com a organização dos serviços ou na pior das hipóteses na tendência para outros negócios (por exemplo os nossos CTT transformaram-se num Banco!)

Assim sendo não me enviem nenhuma carta pois esta, na melhor das hipóteses, só chegará no ano que vem!

Provavelmente demasiado tarde!

Seria bom prevenir...

O episódio do sismo de hoje na Rússia fez tocar todos os meus sistemas de alerta. Portugal já sofreu diversos abalos de terra, alguns bem graves e outros nem tanto.

No entanto os nossos sistemas estarão sofrivelmente preparados para um evento destra dimensão.

Lisboa está num local atípico para um caso desta envergadura pois está demasiadamente encostada ao rio Tejo e com o mar ali mesmo ao lado. E já nem falo de toda a zona marginal até ao Guincho...

Num episódio como foi o de hoje provavelmente o maremoto teria um poder destrutivo que poderia dizimar quase toda a zona metropolitana de Lisboa.

Criticar pode parecer fácil e é! Apresentar soluções é que se torna muita mais difícil. Entretanto temos assistido à implementação de centenas de hotéis e de algumas unidades hospitalares demasiado próximas das margens do rio.

Se acontecer algo deste tipo perto de Portugal, espero já não estar vivo, pois iria assistir certamente a uma catástrofe sem limites.

Seria bom que alguém estudasse com pormenor todos os aspectos dum caso ccomo este. Ou melhor... acredito que alguém já tenha estudado. mas implementar soluções é que não deve ser fácil.

Um dia poderá ser tarde demais!

Falemos de amor!

Pode o amor tudo perdoar ou esquecer?

A esta questão não sei com propriedade responder, já que o amor é um sentimento estranho e demasiadas vezes obsessivo.

O amor que falo não se restringe unicamente àquele que envolve casais sejam estes hetero ou homosexuais, mas a todos os tipos, como seja entre pais e filhos, entre irmãos, avós e netos, tios e sobrinhos ou até mesmo entre amigos.

Ora... se alguém se sentiu ofendido por quem ama e se não conseguir perdoar será que deixou de amar o próximo? Mas se perdoar e não esquecer? Pois...

O ser humano, no que diz respeito aos sentimentos, é um animal confuso e pouco assertivo. Amar para uns requer dedicação, a outros preferem somente atenção, mas a maioria deseja um ror de coisas que o outro não consegue oferecer.

E se a esta equação, já de si complicada, colocarmos a variante... ciúmes, a coisa tende a ficar bem pior.

Posto isto coloquem a vós mesmos as questões aqui formuladas e digam-me lá de vossa justiça.

A gente lê-se por aí!

C'est fini "Le Tour"

Terminou ontem em Paris mais uma volta à França em bicicleta, com a vitória já esperada de Tadej Pogacar (a 4ª do seu palmarés), o chefe de fila da equipa da UAE Emirates, onde também corre o "nosso" João Almeida.

Desde logo se percebeu ao que vinha o esloveno da UAE: criar a dúvida aos seus adversários se seriam capazes de vergar o campeão. Obviamente não o conseguiram e assim que pode Pagacar deu um ar da sua graça ao vencer a quarta etapa com a natural e já conhecida ajuda de João Almeida.

O ciclista português mostrou-se fial à equipa até ser vítima de uma queda que o deixou tão maltratado originando o seu abandono do Tour, com diversas escoriações e uma costela partida.

Sá que Pogacar j,á sem o teu fiel escudeiro, ainda assim mostrou a todos porque é o melhor do Mundo. Vingegaard, Evenepoel, Roglic e muitos outros foiram impotentes para contrariar o favoritismo do ciclista esloveno.

C'est fini "Le Tour"!

Mas daqui a menos de um mês teremos mais uma prova velocipédica de três semanas. Chama-se "La Vuelta" e terá o seu início a 23 de Agosto em... Itália!

Crónica de uma travessia!

Na música portuguesa há um tema com quase trinta anos e ao qual Rui Veloso emprestou a sua  belíssima voz.

A canção chama-se “Dia de passeio” e uma parte do refrão reza assim:

A cidade é tão bonita
Quando vamos de visita
À saída da portagem…

A ponte seria com toda a certeza a velha Ponte 25 de Abril que nos dá acesso à parte mais antiga da capital. De um lado e do outro das colinas ulissiponenses dois palacetes: do lado direito o Palácio das Necessidades com os seus frondosos jardins e onde ainda hoje mora o Ministérios dos Negócios Estrangeiros, enquanto do lado esquerdo ao fundo podemos observar o Palácio da Ajuda também um monumento importante da cidade. Ao meio uma “taveirice” de má fama, mas que quase superintende a restante cidade.

Porém do lado mais oriente da capital outra ponte atravessa o Tejo e o seu belo estuário desde 1998. Curiosamente a ponte dá acesso a uma zona nova com muita vida e que tornou aquele bairro um dos mais populares e mais caros de Lisboa.

Hoje fui à praia à Margem Sul. O problema é que o regresso parecia estar muito complicado tendo em conta aos sinais vermelhos apresentados pelas diversas aplicações que consultei.

Deste modo optei por apanhar a A33 que entronca, entre outras estradas, na A12 que segue para Lisboa via Ponte Vasco da Gama. São mais de 17 quilómetros a atravessar o “Rio Grande” – nome do disco de 1996 donde retirei a letra supra – por entre sapais, salinas e muita vida natural.

Uma viagem fantástica, serena e que dá para apreciar o estuário do Tejo em todo o seu esplendor. O rio por ali é manso, pacato contrastando com a velocidade dos carros a meu lado. Nem dão pela paisagem, pelo bucolismno daquele lugar, mesmo que seja a conduzir. Lisboa está lá longe e vai-se aproximando de nós, lentamente...

Por fim a chegada à cidade coincide com a foz do rio Trancão agora bem mais limpo que outrora. Valeu a viagem, valeu mais quilómetros percorridos porque a

A cidade é tão bonita
Quando vamos de visita.

Da cor da esperança!

Principiar um blogue novo faz-me recordar aqueles tempo em que abria um caderno novo para escrever o primeiro sumário na escola. Só que há entre ambos duas enormíssimas diferenças. A primeira é que já decorreu mais de meio século e a segunda é que cada postal que escrevo é uma folha sempre limpa. Já o caderno...

Isto tudo para comunicar que ontem, dia de Santiago e de um Troféu leonino, acordou para o Mundo um novo blogue. Criado por dois amigos sportinguistas o novel pedaço de vida blogosférica chama-se "É Dia De Jogo".

A razão do nome está explicada no primeiro postal, assinado pelos dois autores de origem.

Ali falaremos (leiam escreveremos, faxavor!) sobre o Sporting sem censura, tabús e demais proibições. Desde, obviamente, que a educação se mantenha ao nível da urbanidade. pois tudo o que ultrapasse esse linha não será aceitável.

Portanto se é adepto do Sporting ou mesmo não sendo, passe por lá, sente-se, leia as novidades e opiniões, beba um copo e comente se achar que somos merecedores disso.

A gente lê-se por aí!

Encontros imediatos!

Não é uma estória com extra-terrestre mas com gente humana.

Hoje abri as hostilidades futebolísticas no Jamor, onde o meu Sporting foi jogar contra uma equipa de Espanha de nome Villarreal.

Todavia para se chegar ao estádio foi complicado. Muito complicado. De tal forma que principiámos na A9 e acabámos em Linda a Velha.

Estacionou-se o carro e quando eu e o meu filho mais velho nos dirigíamos para o estádio uma jovem cruzou-se com a gente e perguntou:

- O que passa ali no estádio?

Lá explicámos à menina que depois confessou:

- Se tivesse bilhete também iria ao jogo. Também sou adepta do Sporting.

. Mas nós temos bilhetes a mais. Se quiser vir com a gente.

A jovem aceitou e esteve ali a vibrar o jogo todo. Com dois estranhos!

Numa época destas a P. mostrou coragem ao aceitar o nosso singelo convite.

Quando saímos cada um seguiu o seu camoinho. Provavelmente jamais nos veremos, mas foi um encontro imediato e inesperado que eu gostei bastante!

Obrigado P. pela companhia!

Governador à medida dos problemas!

Não obstante estar já reformado e distante da vida bancária, ainda assim, fico sempre atento para saber quem irá tomar conta das rédeas do BdP, minha antiga entidade patronal.

Quando comecei a trabalhar no Banco era Governador o Senhor Professar Manuel Jacinto Nunes, que tive o privilégio de conhecer pessoalmente. Depois lembro-me de Vitor Constâncio, creio que por duas vezes e em anos diferentes, António de Sousa, Tavares Moreira, Luís Miguel Beleza e finalmente Carlos Costa.

De todos o que mais me marcou de forma positiva foi obviamente o Professor Manuel Jacinto Nunes pelos diversos contactos que acabámos por ter. Ouso mesmo confessar que certo dia, pela hora do almoço, subia eu a rua do Ouiro para ir até ao refeitório e cruzei-me com o Professsor, que fez questão de parar e cumprimentar-me, dado que já me conhecia. Anos mais tarde já estava ele aposentado surgiu-me à frente, ainda era um mero caixa da tesouraria dizendo que era um reformado e que vinha levantar as moedas comemorativas a que tinha direito.

Outras gentes, outras ideias!

Mas foi com o mais controverso governador, o Doutor Carlos Costa, que tive, certa vez, uma longa conversa. Do que falámos nunca o revelei, mas naquela altura o BdP era um saco de pancada de todos os sectores da sociedade portuguesa.

Do Doutor Mário Centeno não faço quaisquer observações pois só o conheci como técnico e director-adjunto de um Departamento.

Finalmente estou assaz curioso com a chegada do Professor Álvaro Santos Pereira ao Banco de Portugal, numa altura em que, mais um vez, o legislador do sector bancário está sob forte escrutíno externo, não só por diversas e sabidas convulsões internas envolvendo o Ministério Público, mas também pela recente aprovação pela actual administração da construção da nova sede.

Desejo que o Professor, de uma vez por todas, consiga trabalhar para recuperar a imagem de prestígio do BdP. Para bem do País, das instituições e de todos os portugueses.

Ozzy Osbourne: o meu primeiro ídolo!

No dealbar dos anos 70 do passado século, ainda o 25 de Abril era uma miragem, comecei a escutar umas estranhas bandas de origem inglesa.

Por essa altura tinha um amigo cujo pai passava o tempo entre Lisboa e Londres. De lá trazia para o filho as novidades em disco, que em Portugal só surgiriam meses ou anos mais tarde, se aparecessem! Deste modo tive o privilégio de passar algumas tardes a "estudar" essas novas bandas e as respectivas músicas.

De tudo o que ia absorvendo, entre bandas e muitas canções, escutava esta (aqui numa versão aprimorada) e que me marcou.

 

Uma música assaz triste, mas ao mesmo tempo repleta de esperança numa (quase) obrigatória mudança. Aquela voz entrou nos meus ouvidos e ficou. E muitas vezes escutei-a, não nos meus ouvidos, mas dentro do meu espírito já na altura rebelde. Não era uma voz do Além, nada disso. Era a voz de alguém que marcou de forma profunda uma enormíssima geração: a minha!

Ele foi obviamente o meu primeiro ídolo musical. Chamava-se Ozzy Osbourne e faleceu ontem em Birmigham aos 76 anos de idade.

RIP Ozzy!

As crianças inteligentes!

Tenho dado fé que as crianças da actualidade parecem ser muuuuuuuuuuito mais inteligentes que os seus antecessores. Especialmente os avós!

Também é verdade que quando os meus filhos eram pequenos eu, por estar a trabalhar, pouco os via. Daí talvez não perceber a própria evolução deles.

Ora como agora ando com um "caipira canininho" sempre atrás, no carro, já que em casa ando sempre eu atrás dele... tenho tido a percepção mais real da evolução do cachopito.

E assumo aqui e agora que daqui a uns anos o meu neto irá bater-me aos pontos, não só porque estarei mais velho e provavelmente mais limitado, enquanto para ele a galáxia a milhares de quilómetros-luz será o limite, mas também porque ele está a ser formatado para se tornar um especialista em qualquer coisa aos... 12 anos.

Hoje estava com ele na minha sala a tentar entretê-lo sem televisão nem outros apetrechos informáticos, apenas com brinquedos, quando o puto passa por um telecomando de televisão e nem liga à coisa. Não, não é que ele não seja curioso... Nada disso. Mas ele já sabe que aquele equipamento que ali está sossegadito não tem qualquer utilidade, pois se lhe tocar nada acontece na televisão ao invés dos outros aparelhos previamente por mim escondidos.

Ele já percebeu a tramóia e não dá para o meu peditório. Mas sinceramente com pouco mais de um ano e já reage assim... nem imagino como será daqui a uma década.

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