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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

As minhas inimigas!

Tenho com elas uma relação difícil. E não é de agora!

Elas são geralmente silenciosas, mas quando interpeladas só sabem dizer a verdade e somente a verdade, como estivéssemos num tribunal.

Obviamente que lhes ligo muito pouco. Sei que não devia fazê-lo, mas elas raramente me dão boas notícias. Ora é preferível não lhes perguntar nada já que a resposta não virá ao nosso encontro (leia-se desejo).

Todavia e não obstante a bravata, de vez em quando vou ter com uma delas e colocando-me em cima delas obtenho a quase sempre a horrível resposta.

Mui raramente recebo boas missivas, mas reconheço que faço muito pouco por isso!

Posto isto esclareço que estava a falar de balanças, não vão vocês pensar em coisas estranhas.

Pois… são elas, definitivamente, as minhas maiores inimigas.

Gerir recursos hídricos!

Portugal é um país de contrastes. Pelo Norte do país podemos encontrar rios a correr com um caudal fantástico, diria mesmo com demasiada força.

Na aldeia de França no distrito de Bragança o rio Sabor tem já um caudal bem razoável e ainda se encontra no início da sua longa caminhda até ao Douro, perto de Torre de Moncorvo. No encontro com o Douro, este rio cresce com as águas "saborosas".

Outro rio que percebi com imenso caudal foi o Tua que atravessa a bela cidade de Mirandela vem da junção de dois rios mais pequenos (o Tuela e o Rabaçal).

Refiro estes dois rios porque foram aqueles que percebi com maior caudal. Todavia Rio de Onor, Rio Maçãs, Rio Baceiro, Rio Azibo e outros são outros exemplos de linhas de água fortes.

Mais abaixo já perto de Castelo Branco há uma barragem (barragem de Santa Águeda) que não obstante a dita seca generalizada continua com um nível de água muito acima do que seria esperado ao fim de uma série de meses sem chuva.

Conforme se comprova nestas fotos.

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A água é um bem cada vez mais escasso, o que equivale dizer que deve ser poupada ou gerida com muita parcimónia.

Entretanto a sul os recursos hídricos continuam a escassear e não parece haver política adequada para uma gestão cuidada e atempada da água existente. Porque o Alqueva não chega para tudo (leia-se todos) e há alguns sectores que usam e abusam da água do Guadiana sem preocupação de parcimónia!

Bragança - Considerações finais!

À laia de conclusão gostei muito de Trás-os.Montes. Não obstante os montes e vales que percorri, esta região tem tudo. Bonitas aldeias, vilas e cidades, belas paisagens, comida fantástica e gente muito afável.

Obviamente que esta província não é uma ilha açoriana onde os verdes são constantes e quase todos iguais. Aqui também vi muita zona verde, mas de diferentes tons. Uns mais claros, outros mais fortes, mas todos, todos simbolizando uma região virada para a agricultura.

Depois a comida superlativa em quase tudo. Se frequentei restaurantes quase vulgares, também comi em casas de qualidade muito acima da média. Mas tanto numas como noutras gostei do que comi, nomeadamente a posta mirandesa, a alheira ou o javali.

Os vinhos são bons, muito bons mesmo, mas isso já eu sabia tendo em conta uns amigos que são daquela região e também produzem vinho. Os enchidos de fumeiro são também excelentes donde se destacam, obviamente, as alheiras.

Fiquei três noites numa quinta de Agro-turismo, enorme e muito bonita. Serviço impecável, quarto enorme e muito confortável. O pequeno almoço estava também incluido e deu para provar um pouco de quase tudo da região: pão, fruta e diversos doces. Tudo no aconchego de uma lareira acolhedora.

Termino com a ideia de regressar a Trás-os-Montes brevemente. Todavia desta vez para conhecer outra zona. Quiçá Chaves ou Miranda do Douro! Na altura verei para onde tombará a balança.

A utilidade do que é inútil!

Há meia dúzia de dias comemorava-se o dia do livro.

Muita e boa gente escreveu sobre este evento nesse dia o que me leva a pensar que os livros, mesmo com as novas formas tecnológicas, ainda são um método importante de leitura e angariação de conhecimento.

Só que ou as casas diminuiram ou as televisões tornaram-se maiores (quiçá um pouco de ambas!).

Certo, certo é que ontem ao fim do dia, encontrei por debaixo de uma varanda um conjunto de livros de uma enciclopédia publicada há mais de vinte anos. Sei bem, porque tenho uma igual.

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Alguém pretendeu arranjar mais espaço em casa à custa de um conjunto de duas dezenas de livros que contêm muito e boa informaçáo.

Curiosamente já não é virgem esta situação pois há uns anos encontrei bem perto da minha casa uma enciclopédia Larrousse à borda de um caixote do lixo. essa altura recolhi os livros que estavam em óptimo estado e entreguei-os uns dias mais tarde na biblioteca Municipal.

Peguei num destes, mas percebi que estavam pouco estimados. De outra maneira teria-os  também recolhido, para os entregar mais tarde, provavelmente no mesmo local.

Mas o que fica aqui em aberto é a ideia das pessoas deitarem os livros fora sem critério, quando há tanta gente, especialmente em África, a necessitar de um livro para ler e se instruir!

Portanto com a internet os livros passaram a ser (quase) inúteis, todavia ainda podem ser úteis a muita gente.

Assim sendo se tiver livros para deitar fora, procure primeiro uma instituição que os recolha e lhes dê caminho para outros mais nececssitados!

Alienação de património!

Os passeios por terras transmontanas do passado fim de semana deram-me tempo para pensar em muitas decisões na minha vida. Uma delas tem a ver com o meu património actual, já que andei tanto tempo a angariar coisas que decidi alienar algumas delas.

No fundo, no fundo daqui a uns tempos nenhum dos meus filhos quererá saber e depois acabarão por espetar tudo no lixo.

Decidi então alienar grande parte do meu património e que havia junto durante os últimos anos. Deste modo comunico que tenho cerca de 1500 caixas de máscaras cirúrgicas para venda, 599 daquelas ffp2, assim como 700 frascos de gel desinfectante.

Não há base de licitação nem um valor fixo nos lances. No final entregar-se-á o produto a quem oferecer mais.

(Já recebi uma proposta de três cêntimos!!! Estou muito tentado em aceitar esta oferta!)

Bragança - dia 3

A ideia para este dia seria fazer um périplo por diversos locais que gostaria de visitar. Uns porque sempre ouvira falar neles, outros por algures no tempo vira imagens e dissera para mim "um dia hei-de visitar" e a terceira por indicação de quem conhece a zona.

Comecei por Macedo nde Cavaleiros onde tomei um belo café. Pouca gente na rua, talvez por ser domingo e ser ainda bem cedo, mas gostei da cidade e acima de tudo daquele local onde patrões e futuros empregados se reuniam para chegarem a acordo quanto à féria a pagar. Ao que li aquela zona era muito rica em cereal.

Segui para Vila Flor onde tive a sorte de, à chegada, perceber que estaria prestes a iniciar uma missa na Igreja Matriz

DSC_0065.JPG desta bela vila transmontana. Não hesitei e assisti a uma celebração muito concorrida e devota, a lembrar as celebrações semelhantes nos Açores.

Tinha entretanto a indicação de visitar Nabo uma freguesia limítrofe a Vila Flor. O "gps" deu as indicações necessárias e durante minutos desci a uma aldeia remota. Não parei na povoação e voltei a subir por outra estrada,  mas ficou o registo de um local onde não vi terras abandonadas e onde as oliveiras parecem ser rainhas.

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Segui depois outra indicação de visita: o Santuário de Nossa Senhora da Assunção. Situado no cabeço de Vilas Boas este Santuário é sem dúvida merecedor de uma visita atenta e demorada.

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A sua longa escadaria com mais de seiscentos degraus leva-nos a lugar fantástico onde podemos desfrutar de uma paisagem muita bonita ao redor do Santuário.

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O tempo corria contra e quando dei por mim já eram quase horas de almoço. Foi o momento de procurar em Mirandela "a bela" local para comer.

Não foi fácil mas após escolher o restaurante e aguardar uns bons minutos vi-me finalmente sentado a comer... alheira! Só podia...
Bom depois foi a volta sacramental à zona ribeirinha de Mirandela donde se destaca obviamente a sua bela ponte sobre o Tua.

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Uma zona muito agradável tendo do lado de lá mais um santuário: o de Nossa Senhora do Amparo.

Não tendo a beleza e o assombro do santuário de Vila Flor é ainda assim muito apreciado pela população transmontana,

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Uma referência final ao problema que existe no meio do Rio Tua e que se prende com um cano roto. Provavelmente já era tempo de o terem arranjado...

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Aproximava-se o fim da tarde mas ainda tive tempo de visitar Valpaços e uma igreja moderna que observa a povoação lá de cima.

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Estranhei, no entanto, a falta de pessoas nas ruas desta vila transmontana. Ainda por cima a um Domingo véspera de feriado. Excluindo algumas viaturas creio que se poderia contar pelos dedos das mãos a quantidade de pesssoas com as quais me cruzei. Também é verdade que as lojas estavam todas encerradas. Até cafés e pastelarias...

Regressei finalmente a Bragança, mas desta vez escolhi a velha estrada a EN15. Mas depressa me arrependi tendo em conta a quantidade de curvas e contra curvas com que me deparei! Assim que pude entrei na A4.

Terminei a noite a jantar numa taverna no castelo de Bragança.

A tua liberdade deixa-me preso!

Vivi o 25 de Abril de 1974 como muitos portugueses. Na realidade naquela altura e durante uns dias ainda houve algum receio de que tudo retrocedesse.

Creio que foi no primeiro 1º de Maio que comecei a convencer-me que Portugal havia ganho a batalha contra um regime autoritário e déspota. A liberdade havia sido alcançada, com a ajuda dos Capitães de Abril, mas acima de tudo com a convicção popular que este teria de ser o caminho para um país diferente, para melhor.

Falava-se então de liberdade à boca cheia.

Liberdade para rir, chorar, barafustar ou aplaudir.

Liberdade para dizer o que mandava o coração.

Liberdade para revindicar e negociar.

Liberdade para manifestar.

Liberdade para cada um de nós ser livre à sua maneira.

Ora passados 48 anos pergunto-me se hoje sou tão livre quanto fui naquela altura? Sinto sinceramente que não.

Há nos nossos dias uma liberdade controlada por gente que nunca viveu em ditadura e que se considera dona da verdade absoluta (o regime antes do 25 de Abril também pensava assim!).

O que equivale dizer que para eles a minha prisão de pensar, falar, escolher é a sua própria liberdade!

Infelizmente não foi para isto que se fez o 25 de Abril!

Resposta nº 17...

... a este desafio da Ana

Tema: escreve sobre o amor

- O amor é assim uma espécie de Covid19 que entra nas nossas vidas sem sabermos muito bem o que é ou como se instalou.

- O amor é uma roseira. Enterra-se na terra e ela pega de estaca para depois apresentar-nos a rosa mais perfumada e bonita do jardim.

- O amor é um rio que nasce de umas gotas de água oriundas do orvalho da manhã. São frias, límpidas e puras, para depois transbordarem as margens.

- O amor é um pêssego doce e saboroso que vamos trincando lentamente até mordermos o caroço e sentirmos dor.

- O amor é louco, parvo, insensato e doentio, mas por tudo isto é profundamente necessário.

Bragança - dia 2 parte 2

(Continuação)

Conta-se por estes lados que no tempo da emigração, muitos angariadores de fugitivos traziam homens das Beiras ou de regiões ainda mais longínquas e largavam-nos numa povoação transmontana chamada... França! Alguns vendo-se enganados regressavam tristes a casa, mas a maioria ousavam seguir até ao país de destino.

Hoje a aldeia é plena de beleza onde o rio Sabor saltita de socalco em socalco como o do filma infra. Foi uma belíssima surpresa e recomendo a visita.

Aproximava-se a hora do almoço. Passei por vários até que em Meixedo, a uma mão cheia de quilómetros de Bragança, subi a rampa para o restaurante "O Javali". Com diversos referências no Turismo de Portugal e no Guia Michelin, este restaurante foi uma estupenda e inesquecível surpresa. Sem reserva prévia ainda assim encontraram uma mesa para dois.

As entradas com fumeiros e queijos da região,

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pão caseiro e umas azeitonas muito bem temperadas a que se seguiram as empadas de perdiz e javali. Tudo isto para abrir o apetite para o que viria a seguir: ensopado de javali.

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Já comi em muito restaurantes mas dificilmente se encontra um onde a qualidade dos produtos e o serviço alinhem pos uma bitola de excelência. Terminou-se com um pudim de castanhas simplesmente sublime!

Pudim_castanhas.jpg

Um verdadeiro marco gastronómico na minha vida de viajante.

Foi o momento de voltar à estrada.

Por indicação do João-Afonso visitou-se outra aldeia de nome Gimonde onde, e para além de muitas casas recuperadas, encontrei esta mensagem esculpida e uma cegonha.

DSC_0111.JPG

Uma mensagem que faz todo o sentido para quem, como eu, é peregrino.

Por fim pensei em ir a Vinhais. Pouco mais de duas dezenas de quilómetros separam Bragança da bonita vila onde um Parque Pedagógico é ex-libris, para além do velho castelo.

DSC_0133.JPG 

Mas foi uma viagem atribulada, porque a estrada emanhara-se nos montes e vales, demorando demasiado tempo para fazer tão poucos quilómetros. As constantes curvas e contracurvas obrigaram-me a uma condução mais cuidada e obviamente demorada. No regresso acabei por visitar uma aldeia recuperada de nome Fontes Barrosas que me pareceu deveras interessante.

Acabei o dia já no castelo de Bragança que se encontra muito bem cuidado.

DSC_0134.JPG A cidadela é interessante com diversas ruas estreitas e curiosas.

DSC_0143.JPG  DSC_0141.JPG DSC_0144.JPG

Caiu a noite e foi tempo de voltar ao alojamento já que o dia seguinte previa-se outrossim longo.

Bragança - dia 2 parte I

Após um dia de ontem muitíssimo chuvoso temi que o dia de hoje tivesse o mesmo fim.

Felizmente tal não se confirmou e assim bem cedo parti para Quintanilha, uma aldeia encostada a Espanha. Aqui não consegyui perceber onde seria a antiga fronteira, mas pude embrenhar-me por caminhos desertos até encontrar isto.

DSC_0065.JPG

Como não imaginava onde iria se optasse por um dos caminhos, preferi regressar ao carro.

Voltei à estrada e percorri muitos quilómetros sem ver vivalma, nem sequer um carro. A paisagem parecia quase inóspita com muitos terrenos pouco ou nada cultivados,

DSC_0071.JPGA determinada altura a indicação de Petisqueira. Virei para lá comecei a descer até que fui parar a Espanha, após atravessar umã fronteira natural que é o Rio Maçãs em português e Manzanas em castelhano

DSC_0082.JPG DSC_0075.JPG 

Após uma brincadeira com a fronteira meramente virtual acabei por chegar a Rio de Onor que foi uma bonita surpresa. O rio não é a fronteira como o Rio Maçãs, mas a beleza do local merece um cuidado especial. Um passeio lento por entre casas recuperadas e outras em mau estado.

DSC_0086.JPG 

DSC_0091.JPG 

E obviamente por Espanha oonde pude fazer este breve filme no meio do rio.

 

Aproveitei ainda para comprar artesanato nesta loja

DSC_0092.JPG 

Parti em busca de novas terras transmontanas e antes do almoço encontrei... França!

(continua)

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