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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Um “charco” de amizades!

Quando em 2008 entrei no infindável mundo da blogosfera estava muito longe de saber no que me iria meter.

No início os comentários resumiam-se a zero e achei que seria normal. Todavia certo dia, após vasculhar acabei por encontrar a plataforma Sapo e para esta transferi o meu blogue e respectivos postais escritos até essa altura.

Dando o salto para hoje e retirando muita espuma aos dias passados fica a nata e que se resume a uma só palavra: amizade.

Nem imaginam quantas amizades aqui tenho feito. Daquelas que queremos manter para sempre, mesmo que muitas vezes (a maioria) nem sequer nos tenhamos visto. Por mais incrível que possa parecer esta relação próxima alastrou-se não só a outros escritores de blogues, mas outrossim a comentadores.

Tem sido um intercâmbio enriquecedor que até já resultou num livro, como é todos sabido. E quiçá noutros que possam vir a nascer!

Esta comunidade sediada num “charco” de palavras e ideias é um perfeito exemplo de como a escrita pode ser um polo de convergência entre tanta gente diferente. Diferente a pensar, a ler, a escrever, a ser…

Tem sido um privilégio saltitar nestes nenúfares de boa escrita.

Teorias (parvas) de conspiração!

O jornalismo é uma profissão tramada. Anda um jornalista dias e dias a trabalhar tendo como pano de fundo determinado assunto, por exemplo a pandemia com Covid19, para de um momento para o outro nada disse ter importãncia e ser transferido para o outro lado da Europa todo o interesse e atenção.

Obviamente o que escrevi é uma mera brancadeira, todavia com a invasão da Ucrânia pelas tropas Russas todos os outros assuntos passaram para segundo ou terceiro plano.

Desde o Coronavirus à inevitável subida das taxas de juro com a consequente subida da inflação ou a crescente subida dos combustíveis, nada agora interessa. Não é que os problemas tenha desaparecido, apenas as atenções desviadas.

Provavelmente alguns teóricos da conspiração dirão que tudo isto fará parte de um acordo prévio com contornos mais ou menos recambolescos.

No entanto os mortos em terras ucranianas continua a crescer. Infelizmente aqueles não fazem parte de nenhuma conspiração.

Lonesome - Um western em BD

Chegou-me hoje às mãos uma publicação recente da Gradiva em BD. Chama-se "Lonesome" escrito e desenhado pelo belga Yves Swolfs.

Não conhecia esta BD, mas não pude acabar o dia sem ler as 56 páginas que constituem a primeira parte de uma triologia. Numa pesquesa rápida percebi que este livro já fora publicado em 2018 na Bélgica só surgindo agora em Portugal.

Como western gostei. A cor, o desenho, a história e acima de tudo o suspence que nos faz desejar comprar o tomo seguinte, foram muito bem trabalhados. Sou especialmente apreciador deste tipo de sequências de vinhetas em cima de outras obrigando o leitor a uma maior atenção na leitura e visualização dos desenhos. Muito bom!

No entanto e como não li a versão original, que acredito seja em Francês, não posso avaliar a sua tradução. Todavia há erros que não deveriam de aparecer mesmo neste tipo de livros e que nada tem a ver com traduções. A BD não é uma arte menor, bem pelo contrário e por isso o português deve ser aqui outrossim bem tratado.

Espero sinvceramente que nas próximas publicações haja um maior cuidado linguístico.

lonesome_1.jpg

Os números a subir...

Não falo do Covid19 pois de um momento para o outro deixou de estar na ordem do dia. Nem das vítimas da estúpida guerra na Ucrânia que entra pela nossa casa quase sem percebermos.

Falo então de mais um ano que vou acrescentar àqueles que já vivi. Costumo dizer em tom de brincadeira que já não tenho idade para fazer anos somente para comemorar aniversários. Que no fundo é o que mais importa!

Somo aos 62 de ontem mais um de hoje totalizando 63 invernos, se ainda sei fazer contas.

Hoje decidi, e porque é Sábado Gordo, juntar a família mais próxima num almoço aqui em casa. Sei de antemão que os meus pais não virão. Estão longe e se eu já estou velho... imaginem eles. Prefiro para a semana estar serenamente em casa deles. Quanto à matriarca de 91 anos nem sabe onde está porque aquela cabeça há muito que deixou de trabalhar. Profundamente demente, seria uma violência tirá-la do seu canto onde é bem tratada e se sente bem!

Portanto a melhor prenda de hoje é poder estar com a família que resta. À volta da mesa, com boa comida, boa bebida, doces, crianças e alegria. Porque, caríssimo leitor, bens... já tenho até demais. Prefiro definitivamente os seres humanos que me rodeiam. E que me aturam!

Ah... falta-me um canito, mas isto é outra bravata!

A gente lê-se por aí!

Desencadeou-se!

Não é a primeira vez que a BD se mostra quase profética. E já nem trago para aqui a Mafalda de Quino sempre tão assertiva.

Recordei-me ontem já tarde e más horas de Astérix na sua fantástica aventura com os Godos. A determinada altura pode ler-se esta vinheta...

desencadeou_se.jpg

Quem conhece o livro percebe o porquê desta palavra. Quem não leu experimente... porque vale bem a pena.

O problema é  quenão há nenhum Astérix nem um Panoramix... que coloquem ordem nesta casa de doidos que é o Mundo!

Novos receios!

O pior aconteceu e temos uma guerra na Europa.

Não interessa saber quais os motivos q8ue originaram este conflito bélico já com demasiados mortos, mas fico com a sensação de que a Europa fez muito pouco para evitar este desenlace.

A dependência europeia ocidental do gaz e petróleo russo deixou o velho continente quase de mãos atadas e incapaz de negociar ou levar os antagonistas a uma mesa de negociações.

Entretanto a China vai apoiando veladamente a Rússia enquanto do lado ocidental (leia-se Estados Unidos) não há uma reacção frontal e real a esta invasão. Nunca gostei de Trump, mas imagino este conflito com este na Casa Branca...

Recordo que nos anos 90 a Europa foi também palco de uma guerra que envolveu diversos países saídos da Federação Jugoslava. Mas esta foi uma demanda quase regional e não incluiu directamente a Rússia. Todavia desta vez a guerra envolve este enorme país que, sinceramente, nunca soube lidar com o desmembramento da antiga União Soviética.

Não bastava a pandemia que nos tem atentado nos últimos anos, a próxima subida das taxas de juros ou a escalada da inflação, ainda nasceu esta estúpida guerra que todos previam, mas que ninguém pretendeu evitar.

Sinceramente receio muito as consequências deste conflito.

Sociedade: a minha opção!

Viver em sociedade não é fácil.

Há quem neste mundo se julgue mais que os outros, só porque sim! Vivem anormalmente rodeados de gente pouco escrupulosa e sempre disposta a mostrar-lhes vassalagem, apenas como intuito de "abicharem" qualquer coisa numa atitude profundamente obnóxia.

Em contraponto há quem mantenha a sua espinha sempre direita não se deixando iludir e muito menos vergar a desejos obtusos de outrém. Geralmente são mal vistos e quase sempre considerados indisciplinados ou irreverentes. Todavia são fieis a ideias ou princípios.

Conheci e conheço pessoas de ambas as versões, mas prefiro manter o conhecimento com quem me diz alguma coisa e acrescenta mais-valia à minha vida interior do que com alguém que pode acrescentar somente mais dinheiro na carteira. O problema, neste último caso, é perceber a que custo!

Termino como comecei: viver em sociedade não é fácil!

Não é defeito… é feitio!

Não obstante ser um optimista por natureza há dias em que me apetece mandar tudo para um sítio que eu cá sei!

Felizmente que esta minha neura é passageira, mas neste momento estou capaz de tudo.

Sou muito assim… de ataques de ira repentinos, mas que passam depressa com o decorrer do tempo. O problema é que posso, a determinada altura e no meio deste furacão de emoções, levar tudo à minha frente, com as imprevisíveis consequências, para depois me arrepender e perceber quão burro fui ao aceitar uma bravata sem sentido.

Quem me conhece bem geralmente deixa que a fúria passe para depois tentar falar comigo.

É um desgraçado de um feitio que não consigo controlar minimamente.

Mas amanhã será um novo dia! Esperemos!

Desculpem qualquer coisita e a gente lê-se por aí!

Partilhar alegria!

Disse um escritor que escrever era um acto de profunda solidão. Eu acrescentaria que só o será se jamais sair da gaveta, se nunca for publicamente mostrado.

A aventura dos "Contos de Natal" foi um exercício de escrita, mas acima de tudo de amizade, solidaderiedade, companheirismo e boa vontade.

Costumo dizer que na vida nada acontece por acaso e esta recente colectânea é a prova provada que escrever não é um mero acto de solidão, mas de enorme partilha.

Tal como este belíssimo conto da Cristina!

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