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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Lombas ou degraus?

Entendo a intenção da maioria dos municípios em criarem condições especiais para os condutores de automóveis conduzirem mais devagar dentro das localidades, evitando com isso um conjunto de acidentes de viação.

Primeiro foram, e ainda são, os sinais luminosos associados a sensores que captam a velocidade a que determinada viatura de desloca e por isso acendem o vermelho. Todavia sendo uma boa maneira de minimizar acidentes ainda assim não pareceu suficiente, já que os sinais avisam, mas não impedem que os condutores continuem a acelerar.

Então criaram as conhecidas bandas sonoras, geralmente junto às escolas. Estas conseguem retrair alguma velocidade, mas há muitos condutores que respeitam pouco esta estrutura e continuam a passar em alta velocidade.

Por fim surgiram umas lombas que atravessam toda a estrada. Na realidade este obstáculo consegue finalmente reduzir a velocidade já que a sua subida e descida quase repentida poderá causar diversos estragos nas viaturas se vierem muito depressa.

Porém há lombas tão altas que se assemelham a verdadeiros degraus. E se as velocidades se perdem naqueles locais, já os choques traseiros e por vezes em cadeia sucedem-se amiude já que os condutores travam de repente perante tal obstáculo.

Não há, portanto, soluções perfeitas. Ou até haverá... mas aquelaa tèm de ser incutidas nas crianças desde muito cedo, seja na escola como em casa.

E se corre bem?

Sei que ainda faltam duas jornadas para o fim do campeonato, mas se no cimo da tabela as coisas estão definidas, na cauda ainda há muita coisa para decidir. Seja como for e tendo em consideração a vitória de ontem no jogo e consequentemente no campeonato sinto que é a hora de fazer um balanço, obviamente muito pessoal, desta época leonina.

Realisticamente o Sporting ganhou esta época dois títulos ou se preferirem um troféu e um título: a Taça da Liga e o Campeonato Nacional. Para uma equipa quase destroçada não foi pouco. Ruben Amorim entrou em Alvalade já tarde na época 2019/2020, mas ainda a tempo de perceber com que ingredientes iria trabalhar no futuro. Na conferência de imprensa da sua apresentação o treinador pergunta: “E se corre bem? O que podemos mexer com esta gente…”

E correu bem… Como foi então possível? Eis as minhas razões:

Liderança – Ruben Amorim desde cedo soube transmitir aos seus jogadores as suas ideias, não de forma impositiva, mas sendo um verdadeiro pedagogo;

Crença – Acreditar no seu trabalho é meio caminho andado para a vitória e deste modo o treinador do Sporting mostrou sempre muita crença;

Conhecimento – ter sido jogador é sempre um factor a somar, pois percebe os sentimentos de quem está no campo;

Visão de jogo – quantos jogos o Sporting esteve em desvantagem e conseguiu superar o adversário após alterações, provando deste modo que saber ler o jogo é muito importante;

Comunicação – o modo que Ruben Amorim arranjou para se bater com os jornalistas semanalmente tornou-o num mestre de comunicação. Jogo a jogo foi sempre a fórmula correcta, não criando com isso anseios desmedidos;

Querer – a maneira como o treinador leonino festejava os golos leoninos mostrou a força e o querer que havia na sua alma;

Humildade – o assumir alguns dos erros da equipa (por exemplo contra o Marítimo que culminou na eliminação do Sporting da taça de Portugal) mostrou quão importante é percebermos onde erramos, libertando com isso responsabilidade dos jogadores.

 

É assim de Ruben Amorim a maior quota parte dos sucessos leoninos. Sem este verdadeiro líder de homens, provavelmente, nenhum sportinguista estaria hoje tão feliz.

Agora basta manter a atitude!

Giro de Itália 2021

Iniciou no passado Sábado mais uma volta à Itália em bicicleta, mais conhecido como Giro d'Italia. Com a presença da estrela lusa no ano passado, João Almeida, o vencedor do prémio da Montanha, Ruben Guerreiro e o Nelson Oliveira outro campeão português no selim.

Veremos como corre este ano para as cores portuguesas não obstante cada atleta pertencer a equipas diferentes.

Ao fim de quatro etapas o corredor da Movistar, Nelson Oliveira, já se encontra em 4º lugar. Veremos até onde pode chegar.

Boa sorte portugueses! Coragem!

Títulos: uma espécie de ciência!

Na escrita o que mais me custa criar são os títulos para os textos.

Acima de tudo porque aprecio fazer trocadilhos entre o tema e o título e nem sempre o consigo. Ou porque o assunto não o permite ou então é a minha competência de escrita que não chega tão longe.

Na realidade um bom título para um texto é um excelente chamariz à leitura. Assumo que tenho sempre muito cuidado com aqueles que proponho, pois não gosto de defraudar os leitores, isto é, o título pode até ser apelativo, mas depois o texto torna-se maçudo e vazio de conteudo. Quase se assemelha com aquela fruta muito bonita, muito apetecível, mas que depois ao comer não sabe a nada!

Escrever também é ter esta (quase) ciência de se criarem bons e apelativos títulos.

O estranho caso do meu relógio...

Quando foi para tirar as coisas de casa por causa das pinturas de interiores um dos objectos que teve de sair foi este relógio de parede.

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Este medidor de tempo tem a característica de ser também um relógio de ponto usado quiçá numa fábrica ou escritório.

Na realidade naquele momento o "menino" estava parado, eventualmente com falta de corda. Mas não! Pois quando o tirei da parede e o coloquei no chão da garagem ele, de repente, iniciou a trabalhar.

E esteve assim o tempo todo que duraram as pinturas. Entretanto na semana passada voltrei a colocá-lo no lugar a que pertence e... deixou outra vez de trabalhar.

Estranhei a situação, mas deixei para esta semana a resolução do mistério. Hoje logo pela fresquinha tentei que ele trabalhasse. Após muitas tentativas o idiota teimou em continuar mudo e quedo.

Voltei a retirá-lo da parede pousei-o no chão, mas desta vez ele continuou imutável. Aborrecido e triste acabei por voltar a pendurá-lo na parede, dizendo:

- Pronto não queres trabalhar ficas aí a servir de bibelot...

E não é que desta vez ficou a trabalhar sem que eu tenha feito rigorosamente nada?

Portanto um relógio deveras susceptível.

Visita inesperada!

Há uns tempos a minha mulher queixou-se de que um qualquer felino fazia do nosso jardim a sua casa de banho.

Na semana passada percebemos que havia por ali um gato que não se aproximou de nós, mas não sabíamos se era ele o dito... que no empestava a relva!

A semana passada o gato afoitou-se e aproximou-se da minha casa. Pareceu-me manso e vai daí brindei-o com uma fatia de fiambre que ele comeu com gosto.

Esta semana voltei à minha casa para acabar os trabalhos de arrumações. Ontem logo pela manhã e assim que abri a porta da cozinha que dá para o jardim, eis que me aparece o gato que por acaso até é uma gata.

Abri devagar a porta e entrou pela cozinha e deitou-se no chão frio de forma muito dada.

Sempre gostei muito mais de cães do que de gatos. Mas esta definitivamente adoptou-nos.

Baptizei-a com o nome de Aparecida.

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Eu e a escrita!

Quando me iniciei na arte de escrever não imaginei onde iria parar. Nem que voltas daria o Mundo até que chegássemos a este ponto, onde cada um escreve num espaço que é só seu e onde muita ou pouca gente mergulha nas leituras. E comenta!!!!

No entanto há sempre uma questão a invadir-me o pensamento e que se prende com o seguinte: e se eu nunca tivesse escrito?  Como veria e sentiria o meu dia-a-dia?

Bom... serão duas questões às quais terei de responder tentando ser o mais isento possível, porque não tem graça sermos juízes em causa própria.

À primeira posso apenas assumir que hoje não me imagino viver sem a escrita. Mesmo que não publique aqui ou noutro lado qualquer, a minha mente fervilha de novas ideias e textos. E nunca ganhei um cêntimo que fosse com a escrita... Apenas amizades!

Para a segunda questão não tenho, naturalmente, resposta... Em tudo o que me rodeia e me acontece, por mais ínfimo que seja, pode haver sempre um motivo para um texto, por muito breve que seja.

Mas o mais curioso nesta minha relação com a escrita é que aquela tem dois momentos chave: o primeiro surge no preciso instante em que tenho uma ideia para escrever. Durante tempos o assunto invade a pacatez dos meus dias e assume-se como preponderante. O momento seguinte advém do primeiro e surge quando o texto ganha forma e identidade.

Já o disse por diversas vezes que nunca me deito sem que publique um texto neste blogue. Uma disciplina que tenho seguido com todo o rigor e que me obriga a estar mais atento e mais disponível.

Por fim... tem sido á custa da escrita que tenho encontrado gente com um enorme coração. E amiga do seu amigo.

Concluo que a escrita só me tem dado coisas boas. E outras muuuuuuuuuuuuito boas!

A gente lê-se por aí!

Desencadeou-se!

Com o novo desconfinamento decretado superiormente pelo nosso amado governo da República, a passarada, sempre muito respeitadora, ficou quase inerte a desafios de escrita. Relembro que o último desafio deste género foi publicado a 22 de Maio de 2020... Há quase um ano.

Desde esse dia até agora muita coisa aconteceu. Umas boas... outras nem por isso, mas a vida é mesmo assim e quem pensar o contrário será melhor ir a banhos...

Ora como dizia no início, eis nova abertura e vai daí que os pássaros soltaram-se e regressaram à escrita de temas absurdos...

Pois é neste momento somos 25. Ou como diria Obélix (o que é gordo, Ana) desencadeou-se mais uma aventura de escrita.

Os autores estão aqui...

Agora falta visitá-los e comentar, qu'isto de escrita não é só ler à "borliú".

A gente lê-se por aí!

O que eu perdi!

Desde Setembro que tenho durante a semana, ao meu cuidado a neta. Quando veio para cá a primeira vez tinha somente 8 meses. Agora tem 16. Como o tempo passa!

Quando começou a ficar cá coincidiu com a tentativa de gatinhar. E diariamente fomos vendo a sua evolução. Hoje já anda, se bem que ainda trambulhe um tanto. O normal...

Passado que foi a fase do iniciar a andar entramos agora na fase de aprender a dizer as coisas e das gracinhas. Quanto às palavras e aos diálogos ela tem, como qualquer criança,  um léxico muito próprio e que se altera quase diariamente. Não há, definitivamente, tradutor para aquilo. Estou a imaginar muitos com casos semelhantes a tentarem de cada som emitido colar um significado.

Todavia sou paciente. Já o pai falou tarde e com um linguajar muito peculiar a roçar por vezes e de forma inocente o vernáculo.

Escrevo tudo isto para dizer que não tive oportunidade, com os meus filhos, de assistir à sua permanente evolução. O trabalho não me permitia.

Por tudo isto tento, com a minha neta, estar sempre presente, brincando, rindo, ensinando e acima de tudo assitindo ao verdadeiro dom que é a vida.

O medo de ter medo!

Numa das aventuras de "Ástérix o Gaulês" a aldeia esteve para ser invadida por numerosos e valentes Normandos que procuravam... o medo. Esta aventura termina quando os invasores ouvem o bardo gaulês que canta tão mal que acaba por incutir o medo nos guerreiros normandos.

Ora o medo. dizem os especialistas, é a forma que o nosso corpo e essencialmente a mente tem de se defender de um qualquer perigo. Os medos são geralmente associados a episódios traumáticos que aconteceram algures no nosso passado e que a nossa memória guarda até ao presente.

Eu, por exemplo, detesto osgas. Mas sei que esta situação foi herdada da minha mãe que sempre me incutiu este receio. Como eu há pessoas com medos de coisas estranhas como borboletas ou caracóis. Ou mesmo galinhas. Já para não falar de medo de andar de avião ou do escuro.

Faz parte da nossa vida termos alguns temores, mas o que mais convém e interessa é que consigamos viver felizes mesmo com eles. Tenho todavia consciência que muitos de nós não gostam de falar dos seus estranhos receios pois sentem-se menorizados por demonstrarem publicamente medo de um inocente grilo ou de uma pequena barata.

Portanto termino com a ideia de que ter medo de ter medo é que não é, sinceramente. muito saudável!

Nem para o corpo e muito menos para a mente!

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