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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Liberdades em causa!

Ultimamente dou por mim a olhar para a inocente que ora alegra os meus dias e pergunto-me: o que será do futuro desta criança?

O problema não reside nos educadores, mas unicamente na forma como o que estará para vir, surgirá na vida desta menina. Desta e todas as outras meninas e meninos que sem imaginarem e sem se aperceberem irão crescer e ser educadas sob um regime quase totalitário, tal é a força das imposições que nos são obrigatoriamente propostas.

Algumas teorias da conspiração iniciaram com a ideia de que esta pandemia foi criada para acabar como os mais velhos, quando agora assumem a pés juntos que este problema de saúde que atravessa todo o planeta foi criado para cercear as liberdades.

Pela minha parte não creio em nenhumas das teorias, mas reconheço que alguns países se estão a aproveitar da situação para limitar alguns direitos fundamentais (até pareço alguém do PCP a escrever!!!).

Acreditem ou não a liberdade que tanto presamos está a ser posta em causa. Seria bom que acordássemos, o mais cedo possível, desta letargia.

É que um destes dias será tarde demais.

 

Ainda sobre a Final da LC no Porto

Aquilo que deveria ser unicamente um jogo de futebol entre equipas inglesas, mesmo que uma final europeia, deveria ter sido jogada na Grã-Bretanha. Evitar-se-ia com esta opção uma série de problemas logísticos, essencialmente com a deslocação de adeptos e as anormais consequências.

É por demais sabido que os ingleses tão educados no seu país, destrambulham fora dele. E para isso basta somente uns copitos de cerveja ou de vinho para cairem em acçções riículas e violentas.

Vivemos tempos estranhos, todos o sabemos. Há limitações de saídas, obrigatoriedades de uso de máscara, horários de venda de alcool e mais um sem números de imposições governamentais com as quais temos de viver diariamente, concordemos ou não com elas!

Por tudo isto o que aconteceu no Porto e não deveria, pareceu-me mais uma vez um vergar de costas do nosso Estado aos ingleses, à UEFA e, acima de tudo, aos interesses económicos da cidade Invicta, obviamente liderados pelo seu Presidente da Câmara.

Entendo que a edilidade deve defender os interesses da cidade, mas deve. acima de tudo. cuidar. Numa altura destas quando todos estamos cansados de confinamento e restrições é com alguma tristeza e injustiça que vejo os adeptos ingleses na Ribeira Portuense em alegres festas, enquanto os portuenses ficam em casa. Impensável!

As consequências reais destes ajuntamentos ninguém as imagina. Mas se forem nefastas gostaria de saber a quem deveremos pedir as contas? À CMP, à UEFA, ao Governo ou, sei lá, no limite aos próprios habitantes do Porto?

O outro lado que não é futebol.

Recebi hoje no meu telemóvel um pequeno filme que me escuso a mostrar, essencialmente pelas cenas degradantes que ali se vêem.

Na cidade Invicta, onde se realizou uma final europeia de futebol, um conjunto de adeptos ingleses, calculo eu, mostraram como o futebol não deve ser. Cenas de pancaria, cadeiras a voar e o velho espírito "hooliganista" a reaparecer.

Não imagino o que terá acontecido a seguir, nem mesmo se a polícia teve alguma intervenção.

No entanto se eu mandasse alguma coisa neste pobre país, tentaria identificar todos os intervenientes e colocaria-os numa lista de gente proibida de entrar em Portugal durante muitos anos.

Se querem andar à pancada façam-no no seu país, nas suas cidades, nos seus bairros ou até nas suas ruas.

Jamais em Portugal.

Um pedido de desculpas!

Muita gente que me visita admirar-se-á com a minha ausência dos seus blogues.

E têm toda a razão.

Não querendo arranjar desculpas reconheço, todavia, que tenho andado muito afastado dos meus amigos escritore(a)s.

Por diversas razões: obras e mais obras em casa com a correspondente tarefa de tirar as coisas do sítio e depois voltar a colocá-las, uma neta que cada vez requer mais atenção porque já anda e não pára, uma idosa que insiste em ser ainda mais criança que a bisneta e por fim novos desafios de escrita a começar pelo dos pássaros, depois um concurso literário onde quero participar e cereja no cimo do bolo, um projecto de um livro de contos... Já para não falar da horta.

Tudo junto dá dias e dias preenchidos, sem tempo para visitar todos.

Assim, este humílimo relatador de ideias vem publicamente pedir-vos desculpa pela minha ausência.

Tentarei acertar o passo o mais breve possível!

Até lá a gente lê-se por aí! Sempre que eu puder!

Anos modernos... velhos anúncios!

Há meio século corria na televisão lusa, ainda a preto e branco, um anúncio de prevenção rodoviária que dizia assim: atrás de uma bola vem sempre uma criança!

Na realidade naqueles tempos as crianças brincavam quase todas na rua (parece estranho, mas é verdade!) e quando a bola fugia corria-se sempre atrás dela sem a preocupação do trânsito (o que era?). Daí o anúncio.

Os tempos mudaram muito. Oh se mudaram!!! As crianças preferem uma qualquer consola com o ar viciado e tétrico de quatro paredes, ao ar livre. Optam por brincadeiras sem nexo, sozinhos ou com gente a quem nunca viram o olhar. Deste modo o velho anúncio já não fará qualquer sentido... Ou será que ainda fará?

Bom tudo isto para validar que provavelmente o anúncio com algumas alterações faria ainda jus. Uma delas seria que em vez de "uma bola" seria "em frente ao Multibanco".

Pois é... a frequência com que vejo gente a abandonar a caixa de Multibanco e olimpicamente atravessar a estrada sem qualquer cuidado com o movimento de viaturas é deveras assoladora.

É que colocam as suas vidas em perigo e podem originar muitos estragos nas vidas dos condutores.

Assim seria o anúncio: "à frente de um Multibanco sai sempre um estupor para a estrada!

Ínfima viagem pelos feijoeiros

Desde que os meus feijoeiros começaram a dar feijão verde nunca mais pararam. Tenho-o assim distribuído pelos filhos, sobrinhos e obviamente comido algum.

Por isso hoje apeteceu-me viajar por entre eles e daí ter feito o filme infra.

O curioso é que este ano fiz duas alterações na plantação. A primeira é que comprei feijoeiros já crescidos (teriam por volta de um palmo de altura) e a segunda foi a construção de uma estrutura à base de canas para que as pontas pudessem subir sem problema e facilitasse a apanha.

Portanto ei-los na sua pujança e carregados de feijão! Verde, claro!

 

Conhecimento: guardar ou distribuir?

Li há alguns anos algo que se assemelhava com isto: quem tem conhecimento ou saber será sempre muito mais rico do que aquele que só tem dinheiro!

Não poderia estar mais de acordo. O conhecimento que alguém adquire será sempre uma arma quase indestrutível e que só a morte poderá apagar.

Todavia pergunto-me muitas vezes de que vale a alguém o saber que tem se não o usa em prol de si mesmo ou, quiçá, dos outros?

Quando leio um livro, vejo um filme, visito um país ou observo um quadro não estou unicamente a angariar conhecimento, cultura, saber, mas estou essencialmente a receber estímulos intelectuais para que um dia possa usá-los, por exemplo, na minha escrita.

Outros letrados poderiam distribuir o saber que acumularam por muitos locais brindando outras pessoas com a sua cultura e o seu conhecimento. Mas para isso é necessário ter dois dons: o dom de expressão e o dom de saber dar. O que por vezes não é fácil!

Sinto que uma das razões para o meu saber é entregar aos outros este património de conhecimento para que eles possam outrossim absorve-lo e depois espalhá-lo.

Como eu tento fazer com a sabedoria que recebo de outrém!

Nem a pandemia os curou!

A pandemia e as consequentes restrições que nos foram impostas desde o ano passado poderia ter dado a muitos a capacidade de perceberem que a vida não é controlável e que no fundo somos uns infimos parafusos de uma gigantesca máquina.

Porém com o desconfinamento, regressou a costumada falta de educação e de cidadania dos portugueses.

Basta olhar para o estado do trânsito para descobrirmos que nada, rigorosamente nada, foi alterado. Os xico-espertos continuam a existir, assim como alguns desembaraçados. Obviamente com muitas e nefastas consequências.

Hoje fui a uma pastelaria tomar o pequeno almoço conjuntamente com a minha mulher. Aguardámos fora do estabelecimento que a fila de clientes lá dentro andasse, mas o cliente que chegou depois de nós passou por mim e retirou uma senha de chamamento. Primeiro não percebi qual a necessidade já que só é atendido um cliente de cada vez e a segundo foi a forma arrogante, mal criada e abtrupta como depois se nos dirigiu para avançarmos na fila. Sinceramente nem lhe liguei e quiçá foi o melhor que fiz já que depressa depreendi que era alguém com um gosto especial pelo conflito. Bateu à porta errada!

Entretanto durante a tarde andei na estrada e deparei com o mesmo tipo de condutores de antes da pandemia. Ultrapassagens arriscadas, altas velocidades, total desrespeito por quem está numa fila, educação e cidadania a roçar o boçal. Mas quem os escutar provavelmente sentem-se os heróis do dia.

A verdade é quando penetram abusivamente na traseira dos carros da frente dizem que tiveram azar! Os que vivem para o dizer!

Portanto a pandemia não curou ninguém.

Simpático e madrugador!

Hoje logo pela manhã cedo dei conta deste companheiro que atravessava, na sua olímpica calma, um muro. A manhã estava humida já que havia chovido, razão mais que suficiente para estes simpáticos bichos procurarem outros lugares com comida.

A sua lentidão é conhecida, originando alguns ditos populares sendo quiçá o mais conhecido "o passo de caracol".

Porém quando me aproximei este gastrópode encolheu-se num gesto de natural defesa, mas logo reiniciou a sua lenta marcha, conforme pode ser observado no video infra.

Finalmente associo sempre estes animais à evolução do nosso país! Ainda não consegui percebi porquê!

Os meus loucos dias!

Hoje foi mais daqueles domingos justificadamente preenchidos. Um almoço de família para preparar (a dobrada com feijão branco estava óptima), os carros para lavar, a horta para regar e mais um sem número de pequenas coisas que me ocuparam o dia e parte da noite.

De tal forma que só agora aqui cheguei (já passa das onze da noite) para escrever o meu postal diário. 

Tenho por isso poucos temas para falar a não ser que as crianças cá de casa estão cada vez mais engraçadas. Uma tem 16 meses outra 7... 

Definitivamente nós, os avós, olhamos para as crianças de uma forma tão diferente dos pais. De tal forma que me recordo do meu sogro que dizia dos meus filhos: estes inocentes estão o dia inteiro connosco e ninguém os ouve.

É necessário esclarecer que somos unicamente avós. Qua a nossa função é proteger e amar, pois caberá aos pais educar. Assim não devemos intervir.

Portanto mais um fim de semana louco com a escrita e as leituras a sofrerem atrasos.

Boa semana.

A gente lê-se por aí!

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