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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O nosso passado… inesquecível!

Se há algo que me custa entender é a vergonha que alguns iluminados que por aí andam, têm da história portuguesa. Para eles este país nasceu somente em 1974.

As histórias dos países e obviamente do Mundo não podem ser vistas à luz da matriz da actualidade. Se alguém o fizer está a cometer um enormíssimo erro.

Um país que não honra e preserva o seu passado, seja ele qual tenha sido, não será um país com futuro, já que somos o que herdamos dos nossos antepassados. Não há volta a dar à coisa.

Sinto por isso alguma antipatia quando leio historiadores a transformarem o nosso passado num conjunto de eventos… a esquecer, quiçá mesmo a apagar dos livros, já para não falar da memória colectiva e até dos monumentos. Obviamente que nunca o conseguirão porque os factos existiram e não há senão, que… assumi-los.

Tenho consciência de que se fizeram coisas abomináveis no nosso passado e quase sempre à luz de espalhar a palavra de Deus, o que parece desde já um contrassenso. Porém as coisas aconteceram e não se pode nem deve olvidar, mais que não seja para jamais se repetirem.

Acho até estranho que se fale, por exemplo, da preservação dos campos de concentração nazis, para que se perceba o que foi aquela monstruosidade, para depois se tentar apagar o passado da história lusa.

Enfim… quando o faciosismo político fala mais alto, há sempre quem diga demasiados disparates!

Profissional ou amador?

Hoje quando alguém me convidou para ir ver algo na televisão que eu sabia de antemão que seria demorado, declinei o convite com a desculpa real de que tinha muito que fazer. Devolveu-me com a questão de que talvez eu me tivesse esquecido que estava reformado. Retorqui que tinha muita coisa para escrever, ao qual rematou:

- Isso parece quase profissão.

A conversa depois derivou para outros assuntos e, entretanto, no meio de alguns dos meus afazeres desta tarde dei por mim a pensar na frase final…

Não faço da minha escrita profissão… ou será que faço? Um reformado é alguém que tem direito a uma reforma pelos anos descontados. Tudo certo! Mas ao dedicar-me o meu pouco tempo livre totalmente à escrita, nomeadamente na blogosfera, estarei a abraçar uma nova profissão? Ou aquela pode ser considerada como um passatempo?

Nunca, nestes mais de 40 anos que levo de escrita em jornais e mais recentemente na blogosfera, recebi um tostão que fosse quanto mais um cêntimo.

Porém ganhei outras coisas é certo. Algo que é completamente imensurável como a amizade, o carinho ou o respeito de quem aqui me visita. E este é o meu verdadeiro dividendo… saber simplesmente que me lêem!

Haverá lá coisa melhor...

Há vida para lá dos sessenta... e um!

Quando há um ano escrevi este texto jamais calculei que 366 dias depois (o ano passado foi bissexto) estaria em prisão domiciliária.

Que eu saiba não cometi qualquer crime, mas ainda assim sinto-me preso.

Tivesse eu (e todos nós) liberdade e estaria hoje em viagem a uma qualquer aldeia para ir almoçar (o mais provável seria ir à aldeia dos meus pais comer com eles a um restaurante). Assim reservo-me a ficar por casa. Até porque tenho cá uma “pingente encardida” (uma expressão da minha querida avó quando se referia carinhosamente aos netos pequeninos, e que eu agora aqui recupero) requer muita atenção, carinho e todos aqueles sentimentos bons que gostamos de oferecer, especialmente às crianças.

Hoje conto mais um ano de vida. Os números sobem e eu começo a assustar-me com a idade que vou somando. Isto um dia fica fora da validade… digo eu!

Estes últimos doze meses foram bizarros, atípicos, impensáveis. Fui infectado pelo bicharoco, doi qual escapei sem consequências (aparentemente!!!), reformei-me, tornei-me avô a tempo inteiro, viajei. Enfim… fui feliz.

Hoje é por assim dizer o meu dia… Aquele dia especial em que gosto de fazer balanços sobre o caminho que trilhei, já que o futuro… bom esse… estará muito pouco nas minhas mãos. Ou estará quanto baste!

É bom chegar aqui… muito bom mesmo. Quantos nunca o conseguiram!

Portanto caríssimo leitor, chegue-se aqui à minha beira e prove deste néctar que aqui tento diariamente transmitir: serenidade, paz de espírito e felicidade. Tudo polvilhado com uma pitada de boa disposição.

Só assim sei ser eu!

A gente lê-se por aí!

Adenda às 20 e 23

E depois há isto! Que dizer? Obrigado será muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito pouco.

 

O valor do dinheiro

São oito e dez desta manhã. Dirijo-me à entrada de um supermercado, onde já se encontra a minha mulher. Fiquei para trás para procurar sacos e aquela moeda para o carrinho das compras. Preciso comprar pão, leite, iogurtes e algo para o almoço de hoje.

A caminho da entrada dou por algo a brilhar no chão. Páro, recuo dois passos e apanho uma moeda de... um cêntimo.

Sei que é a mais pequena de todas as moedas em circulação, sei que nada se compra com esta moeda, sei tudo isto.

Porém levanto aqui uma questão: qual o verdadeiro valor do dinheiro? Eu sei que este é considerado o vil metal, já que por causa dele se cometeram, cometem e cometerão as maiores barbaridades e atrocidades. Mas infelizmente não podemos vir sem ele.

Pela minha parte ligo-lhe pouco. Sou incapaz de uma acção que prejudique alguém só por causa de uns meros euros. No entanto não sou esbanjador. O que recebo da reforma chega-me, mas não me alastro nos gastos. Não sei do que precisarei amanhã!

Face ao que precede lanço aqui e agora um singelo desafio a quem, obviamente, o pretender responder e que reza assim: baixar-se-iam para apanhar um cêntimo do chão?

A gente lê-se por aí!

Desafio de escrita... colorido!

Para quem não sabe corre na blogosfera um desafio de escrita voluntário, criado pela Fátima Bento do blogue "Porque eu posso".

Este exercício está intimamente ligado a uma caixa de lápis do côr, daquelas que usávamos na escola primária.

Estando agora a meio do desafio creio que é a hora de eu fazer um breve balanço. Não tomem isto como uma critica, longe disso.

Certo é que conforme se vai avançando nas cores (a de hoje é o laranja) melhor têm sido os textos. A qualidade sobe tal como a diversidade e perspectvas que cada um tem sobre o mesmo tema. Muito curioso.

Podem então ver este e os exercícios anteriores aqui:

Concha,

A 3ª Face

Maria Araújo,

Peixe Frito,

Imsilva,

Luísa De Sousa,

Maria, 

Ana D.,

Célia,

Charneca Em Flor

Miss Lollipop

Ana Mestre 

Ana de Deus

Cristina Aveiro

bii yue

 e o João-Afonso Machado.

Visitem-nos que não se irão arrepender!

Eu próprio também me auto-desafiei. Como poderão constatar aqui!

Para além de nós!

Todos sabemos que na decomposição da luz há os infravermelhos e os ultravioletas, algo que a nossa visão não detecta. Tal como há sons que os nossos ouvidos não captam e aos quais muitos animais são sensíveis.

Neste sentido tenho a ideia de que a existência de vida no Universo é provável. Porém temos de ter a consciência que as formas de existência podem ser, e serão certamente se as houver, muito diferentes da nossa.

Aquela brincadeira do marciano verde não passa disso mesmo… brincadeira. Convém não esquecer que há milhões de estrelas nesse Universo. Repito milhões… Nem imagino então o número de planetas.

O ser humano tem alguma dificuldade em perceber realidades opostas à nossa, seja por uma visão cultural ou religiosa ou outra qualquer, vulgo medo.

A viagem a Marte não nos irá trazer grandes novidades. É somente mais um planeta no nosso pequeno sistema solar. Por muitas análises que possam fazer ao que vão encontrando em Marte isso não invalida que não haja lá vida. Certamente, se houver, não será igual à nossa, nem detectável por qualquer equipamento, por mais sofisticado que seja.

Talvez não fosse mau começarmos a pensar nisto…

O que é a sorte?

Hoje ao almoço, e nem percebi como, chegou-se ao debate do que será, verdadeiramente, a sorte?

Não sei mesmo se existe realmente isso. Como também não sei se é um facto, um sentimento ou uma outra coisa qualquer. Se são os astros que se alinham todos para algo acontecer de propósito ou se a sorte é apenas uma coincidência. Mas eu não acredito em coincidências!

E já nem trago aqui as apostas em concursos pois essas entram obviamente na conhecida e complexa lei das probabilidades.

Avanço, todavia, com a minha ideia, quiçá estapafúrdia, de que a sorte pode ser, outrossim, uma perspectiva de vida. Olhar para os factos ocorridos e retirar deles lições. Ainda que sejam, à partida; coisas boas, como são os casos, por exemplo, dos prémios de euromilhões ou totoloto, raspadinhas e lotarias.

Mesmo que possamos dizer sobre um dado acontecimento: que falta de sorte, seria mais aviisado entendermos o que realmente o originou, de forma a evitá-lo no futuro.

Pronto hoje os meus leitores tiveram azar... Deu-me para aqui!

A seu tempo virá... uma resposta!

A Sarin puxou por mim, desafiou-me. Como não gosto de virar a cara a uma salutar bravata, nem que esta seja somente por palavras e ideias, respondi-lhe pedindo que comentasse este meu postal que publiquei em Setembro último.

Ora vai daí que aquela menina também não se nega a nada e pumbas... respondeu a preceito no seu espaço através deste longo postal que irei ler com muita calma e que será, obviamente, sujeito a uma resposta minha.

Estas trocas de galhardetes são fantásticas e não obstante termos ideias, conceitos e desejos diferentes, aprendo sempre muito com esta menina.

Mais uma vez muito obrigado, Sarin!

Sinto-me um privilegiado da escrita!

Quando escrever é... existir!

O tema saiu assim em amena “converseta” e de repente a questão abriu-se: porque escrevemos, porque publicamos os textos na blogosfera?

No fundo, no fundo, e salvo honrosas excepções, a maioria de nós nem se conhece pessoalmente. Sei lá se o autor que se assina por “Manel das Couves” não é uma idosa mas com mente jovem. Ou quiçá o inverso… a Manuelina dos Santos não é mais que um jovem em busca de estranhas experiências. Mas a questão continua em aberto: porque realmente escrevemos? E desta forma tão pública e gratuita…

Bom, não sou psiquiatra, nem psicólogo ou sociólogo com o simples intuito de explicar… o que, para mim, não tem uma explicação lógica.

Pela minha parte escrevo por que me sinto bem a fazê-lo. E enquanto vou esgalhando alguns textos não tenho preocupações que me atentem. É um mundo paralelo que se me abre e eu adora lá viver...

Vou lendo muita gente que assume ter aberto o blogue só para si. Esqueceu-se, no entanto, que se não o configurar ele ficará público e acessível a todos, passando deste modo a arriscar-se a ser lido por muita gente e a receber reações. A que terá, eventualmente, de responder… Logo a primeira ideia morreu na génese e o que era para si passou a ser para todos.

Por fim tenho consciência de que (quase) todos nós escrevemos para termos a certeza que existimos. Curiosamente esta certeza advém após a devolução que os outros nos fazem daquilo que vamos escrevendo!

Tão-somente!

A gente lê-se por aí!

Ainda sobre o racismo!

Uma ideia muuuuuito pessoal

Nota introdutória

Nunca me assumi racista, bem pelo contrário, já que desde muito novo, praí com cinco ou seis anos, tinha todas as semanas o Augusto e o Seninho, dois guineenses, à mesa para almoçar.

Adorava estar com eles e aprendi com aqueles e outros guineenses a gostar, por exemplo, de piri-piri. Daquele bem forte!

Vamos então ao que aqui me trouxe… e o que vou contar é uma estória verdadeira.

Há muitos anos um antigo colega correu para a maternidade para que a mulher tivesse o filho. Um rapagão.

Já em casa o casal começou a perceber que a criança não era branca, branca como o pai e a mãe. Isto é, uma troca de crianças havia acontecido na maternidade já que um outro casal acabara de receber uma criança loira e de olhos profundamente azuis.

Após muitas batalhas jurídicas e buscas pelo Mundo fora, o meu colega descobriu o verdadeiro filho fora do país. Curiosa e culturalmente… muito africano!

Esta foi a estória, agora a minha ideia.

Continuo a achar que os portugueses, normalmente, repito normalmente não são racistas. Pois se o fossem provavelmente os chineses e os indianos sentiriam essa força e nunca ouvi uma queixa deles…

Entretanto na casa ao lado da minha vive uma comunidade de gente vinda de Cabo Verde. São muitos… O que é curioso é que mal disponta o Sol, o som da música africana ouve-se a… quilómetros de distância.

Ora bem… se eu for lá pedir para colocarem a música mais baixa porque me está a incomodar chamam-me logo de racista por que eu não quero que eles escutem a música deles, quando o problema reside somente na vontade de não ouvir a música aos berros. Creio que terei o direito de estar em minha casa isento de barulhos incómodos.

Pois é, mas eles gostam e eu tenho de me calar…

Resumindo: o racismo, quer queiram quer não, estará ligado à educação ou à falta dela! Tal como o filho genuíno do meu colega que viveu toda a vida no meio de gente africana e pensava tal como eles, o inverso aconteceu com o rapaz que lhe calhou em destino.

Portanto é necessário educar, educar e educar!

Para que sejamos bem diferentes e bem aceites!

Por todos!

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