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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Guardador de objectos!

Estou na minha sala aquecida e tenho a meu lado uma vitrine cheia de peças de loiça e não só, que chegaram à minha mão por diversas vias.

Desde "matrioscas" russas recentes, uma terrina do século XVIII, passando por pequenas caixas de prata, bules, chávenas, açucareiros, bonecos de madeira exótica há aqui um pouco. Numa das prateleiras destingue-se mesmo um galheteiro também com alguma idade.

Olho e pergunto-me o que farão os meus herdeiros a tudo isto quando eu desaparecer? Eles que não querem nada em casa, a não ser o indispensável!

Tantas coisas que carregam consigo diferentes histórias. Outras que me foram oferecidas por alguém que gostei muito (digo gostei porque algumas jã não estão entre nós). E há também peças que foram autênticos testemunhos de amizade.

Tenho também consciência que nenhum dos meus descendentes pediu para que eu guardasse estes objectos, no entanto todos eles fazem parte da minha vida

vitrine.jpg.

No entanto quando eu partir façam o que quiserem deles. Já cá não estarei para me preocupar. Até porque nada disto é verdadeiramente meu. Apenas sou um mero e singelo guardador!

Uma alegria por dia...

Já referi aqui que quando abandonei a empresa onde trabalhei mais de 37 anos, apaguei a maioria dos contactos que tinha de lá.

Acima de tudo porque não desejava estar a passar nomes de gente que já não veria e não teria necessidade de contactar, mas acima de tudo para não ter saudades de outros com quem estabeleci uma fortíssima amizade. E a saudade é uma coisa tramada.

Na opinião de muitos dos superiores que tive nunca fui um empregado de excelência. Mas percebo o porquê desta opinião menos favorável acerca de mim... é que nunca fui um "yesman".

Obviamente que esta minha postura não me trouxe grandes dividendos. Quando realmente percebi que não valia a pena as demandas já era tarde demais para almejar algo diferente. Ainda assim reformei-me feliz e de consciência tranquila por ter sempre defendido a empresa.

Mas não é do meu passado que venho aqui hoje falar, mas tão-somente de uma alegria (mais uma!) que tive hoje ao ler este final de mail que a minha mulher recebeu de um colega nosso, já que eu e a minha mulher trabalhámos na mesma empresa.

... cumprimentos ao distinto esposo, de quem tenho o prazer de me considerar amigo...

Um sinal simples de que, não obstante o tempo já decorrido, ainda não fomos totalmente esquecidos. Talvez os chefes não gostassem mesmo de mim, mas deixei por lá bons amigos.

Fico muito contente e sensibilizado por isso.

Bem hajas P:A.

Acabou-se!

A época de Natal.

Restaram destes dias alguns doces, sobrou muita comida!

Quanto aos doces vamos fazendo o sacrifício de os ir devorando seja em pijamas ao pequeno almoço, seja em sobremesas após os repastos. A comida também... marcha, já que cá em casa nada se desperdiça.

No dia seguinte ao fim dos doces vou naturalmente pesar-me na mesma balança que usei antes do Natal e tentar perceber os estragos produzidos pelo bolo-rei, azevias, bolos de todas as espécies, rabanadas e demais acepipes natalícios (e não só!), no meu peso.

Entretanto entrei já na fase de jantar iogurtes e flocos, mas a manhã é sempre terrível, especialmente enquanto houver doces!

Veremos as surpresas que irei ter!

Quatro obras que eu gostaria de ler...

mas dificilmente o farei!

Gosto de ler, mas tenho consciência que há obras que jamais as conseguirei ler. Mesmo que tente muito. Mas gostaria… Sinceramente!

Uma delas será obviamente “Ulisses” de James Joyce. Tentei três vezes e por três vezes desisti.

ulisses.jpg

O segundo será certamente “Guerra e Paz” de Tolstoi já que me parece ser um livro demasiado longo para o tempo que tenho hoje. Quiçá daqui a muitos anos quando o meu tempo for maior que a minha vida.

guerr_paz.jpg

Um outro livro ou conjunto deles será certamente “A Divina Coméia” de Dante. Mas sinto que provavelmente me faria falta ler esta obra. Não sei bem porquê… mas é uma sensação!

divina_comedia.jpg

Marcel Proust e o seu “Em busca do tempo perdido” poderá ficar por ler não obstante ter gostado bastante de Proust nesta obra.

proust.jpg

Neste momento serão apenas 4 os livros que não lerei. Quase de certeza que haverá outros...

Uma estrela no céu!

Não sei se Carlos do Carmo foi ou seria crente em alguma religião. Todavia não acredito que o Céu (se existe) não vá buscar esta voz para acrescentá-la ao seu coro celestial. Uma estrela que, ao invés do poema, partiu cedo demais.

Carlos do Carmo abandonou-nos esta madrugada no dealbar de um ano que se quer e deseja diferente. Já está a sê-lo...

Tive o previlégio de o conhecer e falar com o rei do Fado no âmbito do meu antigo trabalho. Pareceu-me um homem sereno, bem com a vida e consigo mesmo. Um cantor sem par na música portuguesa. Humilde, sensato e sensível colocou Portugal na órbitra do mundo cultural, através do fado que tão bem soube interpretar.

Saiu de cena pela porta grande, mostrando também com este gesto que sabia muito bem qual o seu lugar na vida.

A lucidez intelectual é apanágio de muitos poucos. Mas Carlos do Carmo foi um deles.

Fica agora a sua voz e as suas canções. Mas fica sobretudo a sensação de que há homens que nunca deveriam partir.

Descanse em PAZ!

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