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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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2021 - Ano zero!

Como já escrevi não ligo muito às passagens de Ano. No entanto aceito que a maioria das pessoas considerem a mudança de dia, mês e ano de uma só vez uma janela de oportunidades.

O povo costuma dizer: ano novo, vida nova.

Todavia não foi preciso uma mudança radical de calendário em 2020 para que todas as nossas vidas se alterassem de forma (quase) radical.

O que antigamente nos animava e aconchegava, como eram os beijos e abraços, passaram de um dia para o outro a ser estranhas armas.

Bom... mas não falemos agora de coisas menos boas.

Com a nova vacina o Mundo terá tendência para melhorar e paulatinamente regressar ao que sempre foi. Assim o ano 2021 deverá ser o ano zero para muitos de nós tendo em conta os afastamentos familiares, os confinamentos obrigatórios, os demasiados tempos em teletrabalho.

O próximo ano que ora entra nas nossas vidas tem tudo para ser diferente. Desejamo-lo para melhor! Mas só o será para todos se cada um de nós fizer a sua parte acatando e aceitando que as regras sanitárias e não só deverão ser respeitadas e cumpridas à risca.

Termino o último postal de 2020 desejando que todos os que aqui vêm beber algumas palavras, tentem viver no próximo ano um dia de cada vez, com a saúde desejável, a alegria espontânea das crianças, os sonhos dos poetas e a esperança renovada dos eleitos.

Fiquem bem, cuidem-se que a gente lê-se por aí.

Quadras para o Ano Novo...

e para a Ana.

 

Eis mais um novo ano

A somar a muitos que já vivi

Será o próximo mais profano

Daqueles que lembro e revi?

 

Desejo pouco desta vida

Só viver um simples dia

Ter a minha mão estendida

Nem a pedir nem arredia.

 

Gostaria que fosse o Mundo

Um lugar perfeito e atento

Porém e indo mais ao fundo,

Este Mundo é um tormento.

 

Termino esta pobre saga

De escrever quadras sem tino

Talvez seja esta a triste paga

De escrever sem destino.

Não estamos sozinhos!

Nunca me imiscui na maneira como as pessoas gastam o seu próprio dinheiro. Da mesma maneira que não gostei que o tivessem feito na minha juventude e quando torrava dinheiro… alarvemente!

Deste modo que me interessa a mim que alguém derreta o dinheiro que ganha em compras de coisas que nunca irá utilizar ou o gaste em jogo no sentido de ficar rico quando o ser é muito mais importante que o ter. Para quê entrar em demandas com fumadores que queimam dinheiro diariamente (tenho diversos na família!!) ou entrar em bravatas com quem bebe em demasia… Não merece a pena.

Mas há coisas que fico, de certa forma, espantado por alguma mesquinhez financeira.

Hoje fui a daqueles hipermercados onde existe uma máquina que recebe as garrafas de plástico em troca de uns parcos cêntimos. Quando cheguei estava um casal a carregar a máquina. Tinha um carro de compras a transbordar de garrafas de todos os tamanhos e marcas. De tal forma que a máquina depressa ficou cheia e ainda eles não haviam despejado metade. Porém o que mais me custou foi terem retirado um talão com dinheiro em vez de o doarem a uma instituição.

Se mostraram ser cidadãos conscientes ao entregarem as garrafas para a reciclagem, decerto não lhes custaria nada terem oferecido o valor para uma causa associada.

Há gestos e atitudes que requerem maior humanidade. O problema mesmo reside na ideia de muitos que continuam sem perceber que não vivem sozinhos neste Mundo.

O Ano Novo!

Há muito que deixei de comemorar com pompa e circunstância a festa da mudança de ano. No fundo, no fundo só estamos a virar mais uma folha no calendário das nossas vidas. Como viramos todos os dias, semanas ou meses.

O ano de 2020 ficará, certamente, marcado nos nossos corações pelas piores razões. Mas não será por mudarmos de ano que tudo se tornará melhor como num passe de mágica. Nada se alterará e vamos ter que manter uma vida estranha, sem festas, reuniões, almoços ou jantares numerosos.

No entanto quando era jovem as passagens do Ano foram sempre importantes, acima de tudo pelas festas em que participei. E acreditem que as aproveitei ao máximo!

Todavia hoje nada me cativa já que gosto de viver somente um dia de cada vez e no sossego dos meus mais chegados e da minha casa.

A verdade é que a idade também deu um vincado contributo para esta antagónica visão nestes dias que ora se aproximam. Prefiro ver e ouvir o concerto de Ano Novo de Viena de Austria (estou curioso para perceber quantos pessoas lá estarão!!!), ou manter uma conversa inteligente à volta da mesa.

Finalmente e independentemente do pensamento de cada um o Ano Novo é assim uma espécie de algodão doce dos nossos dias: muito grande e bonito mas não enche barriga.

Teimas!

- Eu levo...

- Não senhor eu é que levo!

- Isso é que era bom, eu é que levo.

- Eu, eu, eu, eu, eu...

- Teimoso já disse que sou eu.

- Não és nada... sou eu!

- Eu!

- EU!

- ...

- ...

- Desculpem não quero interromper, mas é só para avisar que o prazo das vacinas já passou, não vão servir a ninguém! Podem ir embora!

Breve crónica à beira Tejo e não só!

Domingo natalício ao fim da tarde. Entro no Largo do Corpo Santo saindo da rua do Arsenal após ter deixado a viatura estacionada no parque da Praça do Município.

A tarde está triste já que um tecto cinzento cobre a capital. As gaivotas fogem do rio manso e procuram poiso em terra.

Gaivota.jpg

O rio tem a cor plúmbea do céu. Olho a outra margem, aquela que alguém disse ser um deserto.

tejo2.jpg

E eu deserto para passar a ponte. De repente ocorre-me que naquele lugar houve um terminal de “ferry-boat” ou “barcos grandes”, como dizíamos nós os que morávamos do lado de lá, e que tantas vezes apanhei... e perdi!

Nos anos 80 houve aqui um Tolan durante tempo a mais. Um porta-contentores que se afundou.

tolan.jpg

Há um barco a atravessar o rio. As gaivotas procuram as margens. O passeio enche-se de alguma gente que aproveita o resto do fim de semana Natalício.

No Terreiro do Paço espero a noite. Às cinco a meia em ponto acendem-se as luzes de Natal que iluminam uma das mais belas praças do Mundo.

Num canto da Praça que já foi de Comércio, ergue-se uma árvore de Natal gigante de um verde brilhante.

arvore_natal_pc.jpg

Entro a seguir nas ruas pombalinas iluminadas, com algum movimento de pessoas mas com muito menos gente do que eu calculava.

Subo à Praça da Figueira que se encontra pobremente iluminada para depois atravessar para o Rossio. Este sim com muitas luzes e donde se realça outra árvore de Natal.

arvore_natal_rossio.jpg

Subo a Rua do Carmo anormalmente vazia. No cimo viro à direita, na célebre rua Garrett e no fim encontro o Largo de Camões também ele bem iluminado.

Estranhamente é defronte da “A Brasileira” que encontrei um túnel de luz invulgar, mas muito bonito.

20201227_181228.jpg

Terminei este périplo vespertino na Praça do Município toda ela muito bem composta de luz.

Enfim encontrei uma cidade amorfa, triste e pouco brilhante não de luzes, mas de vida.

E para contrastar o que vi este Domingo leiam o que escrevi o ano passado!

Talvez se perceba melhor a diferença!

Natal em tempo de pandemia – quando a melhor prenda são as pessoas!

Este ano o Natal foi diferente para todos.

Não pude fugir a este desiderato e deste modo passei a consoada com o meu filho mais velho e a minha neta, para no dia de Natal almoçar em casa. Neste almoço éramos mais alguns, mas todos sem quaisquer problemas de vírus.

À distância de muitos quilómetros ficaram os meus pais já velhotes e o meu infante mais novo na aldeia da namorada.

No entanto ontem ao fim do dia fiz-me à estrada e fui até à aldeia sem que eles soubessem. Quando a minha mãe abriu a porta estava ao telefone com o meu filho mais velho.

As lágrimas caíram pela face rasgada de anos e trabalhos enquanto dizia:

- Foi a melhor prenda de Natal que podia alguma vez ter recebido.

Hoje dia 26, pelo meio dia, voltaram a bater-lhe à porta. Eu não estava… andava por lá a ver o estado das fazendas. Nem imagino a cara da minha mãe quando viu entrar os dois netos, as respectivas caras-metades e a mais-que-tudo-de-todos-nós com quase um ano de idade.

Entretanto cheguei eu e almoçámos todos juntos. Uma verdadeira festa de Natal.

A determinada altura disse a minha mãe:

- A melhor prenda de Natal são vocês todos ao estarem aqui. Não necessito de mais nada!

(Talvez não o tenha dito com estas palavras, mas sei que era isto que pretendeu dizer!)

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