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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

De amarelo me vesti…

A Mula e a Mel semearam a ideia primeiro. Deixaram que esta amadurecesse e recentemente apresentaram a palavra para esta semana…

Portanto agora cabe, a quem quiser, escrever sobre… amarelo!

Para não me alongar eis a seguir o meu breve exercício...

 

Se fosse há muitos anos diria, perante a ideia desta cor, uma frase assaz popular: se não houvesse mau gosto, não haveria o amarelo.

Só que repente lembrar-me-ia de “Goodbye yellow brick road” de Elton John,

de “Yellow Submarine dos The Beatles

ou de "Yellow" dos Coldplay

e tudo ficaria sem graça…

O amarelo não parece, à partida, ser uma cor feliz, todavia…

- olho embevecido para os noviços cabelos loiros da minha neta;

- observo com bonomia aquela seara de trigo e as mansas ondas que o vento vai fazendo;

- reparo no restolho crestado por um sol bravio e onde os pardais buscam alimento;

- sinto-me feliz por ainda poder observar aquela luz de fim de tarde quando o sol se esconde por detrás do traço anilado do mar;

- agradeço o prado de margaridas que nascem espontâneas e selvagens;

- depois há o Sol, as uvas, os marmelos.

Por fim,

- destaque-se o ouro e a luz quente do candeeiro que me ilumina!

Quem imaginaria que o amarelo é uma das cores da vida!

Outono!

Este será sem margem para dúvidas um Outono diferente dos anteriores. A pandemia irá obrigar a muitos de nós a novos confinamentos e distanciamentos sociais.

Aproxima-se o frio, a chuva, as ventanias fortes e tanta coisa para fazer na terra. As vindimas, depois o vinho. Em algumas regiões aproxima-se também a apanha da azeitona. Há também quem procure os medronhos e os marmelos.

E se chover como deve ser a caruma esconderá os míscaros que cozidos serão melhor que carne.

As folhas castanhas cairão e atapetarão o chão de uma nova cor.

O Outono é assim a estação da transição. Entre o fulgor do Verão quente e o Inverno quase sempre frio.

Tal como eu... que após o meu verão laboral, entrei no outono da reforma a aguardar o inverno da vida.

Dia da gratidão!

A SAPO lançou o desafio. Eu como adoro uma bonita demanda eis-me aqui a responder àquele.

Gosto de agradecer os meus dias. Os passados, os que tiver direito no futuro, os bons, os maus, aqueles assim-assim.

Gosto de agradecer o sol, a lua, a chuva, o vento, o frio e o calor.

Gosto de agradecer a comida que me cai no prato.

Gosto de agradecer a família e aos amigos. Presentes e ausentes!

Gosto de agradecer a quem me lê, a quem comenta, a quem concorda e discorda do que escrevo.

Gosto de agradecer a Deus a vida que tenho e os desafios que colocou no meu caminho.

E finalmente gosto e quero agradecer à SAPO por estes desafios

Convites ao Covid!

Os últimos dias trouxeram-nos um crescendo de infectados com Covid19 em Portugal e não só. Por muito que nos custe reconhecer, este incremento de casos era naturalmente expectável. O desconfinamento, mesmo que gradual, o final do teletrabalho, a praia, o regresso às aulas trouxeram, obviamente, novos focos de infecção.

O PM não quer parar a economia, as empresas tocam na mesma tecla de AC, o que equivale dizer que os casos irão crescer e quiçá ultrapassar os números de Março e Abril.

E sinceramente… o vírus espalha-se porque as pessoas não tomam quaisquer cuidados. Nem na higienização das mãos nem no uso de máscaras.

Se o governo não quer parar a economia então defendo a obrigatoriedade do uso da máscara. 

Para todos!

Sem excepção de local, hora ou idade da pessoa.

De outra forma andamos a co(n)vidar o vírus a espalhar-se.

Ínfimos tesouros!

Há pouco mais de um mês entreguei alguns quilos de roupa a uma instituição como aqui dei conta em devido tempo.

Entretanto fui a uma outra casa passar o fim de semana e onde ainda guardo alguma roupa e fiz nova escolha. Casacos, fatos, parcas, blusões... tudo foi validado para as minhas futuras necessidades que reconheço serem poucas.

Ora na roupa que irá ser despachada encontrei nos bolsos algumas moedas. Não foi muito dinheiro na verdade que achei, mas sabe sempre bem metar a mão e encontrar umas moedas quando não uma singela nota!

Desta vez foram somente 4 euros e 51 cêntimos.

Mas enquanto gasto estes não gasto outros!

Um Tour das... Arábias

No final da etapa de ontem do Tour de France pouco se especulava sobre o vencedor da Volta à França. Entre primeiro e segundo havia uma diferença de perto de um minuto que muitos acharam assaz suficiente para Roglic continuar de amarelo até Paris.

Todavia faltava ainda uma etapa, para além da etapa de consagração reservada para amanhã. Um contra-relógio de pouco mais de 36 quilómetros, mas com uma chegada em subida.

Os atletas foram saindo, um a um, até que partiu o esloveno Tadej Pogacar da UAE Teams Emirates, segundo classificado da geral individual, a 57 segundos do compatriota de amarelo vestido, sendo este o último a partir dois minutos depois.

Foi um final épico. A cada pedalada de Pogacar a distância entre ambos diminuia a olhos vistos e depois cresceu quando já tinha eliminado a diferença temporal. Um exemplo de tenacidade, esforço e espirito de sacrifício.

O atleta esloveno ainda de amarelo bem que tentou diminuir a vantagem do seu compatriota, mas tal foi impossível. E quando chegou à meta tinha perto de dois minutos de atraso em relação ao melhor tempo feito por Pogacar.

Mais uma vez fica provado que as vitórias só são efectivas quando tudo acaba e não há nunca vencedores antecipados.

Uma etapa que ficará na história deste Tour e na história do ciclismo mundial.

37a9m25d - #14

O esquecido!

O Tinoco era um daqueles técnicos juristas brilhantes. Assertivo, conhecedor a fundo do Direito, conseguia sempre arranjar uma boa solução para o problema que lhe apresentassem!

Só que este advogado tinha uma característica que lhe arregimentava alguns problemas e que se traduzia numa só palavra: esquecimento.

Conhecia as leis de frente para trás, as alíneas dos decretos e demais diplomas, mas para as coisas mais simples… era o cabo dos trabalhos. Esquecia-se sempre…

Conheci-o bem e o relato seguinte não me foi contado por ele, mas por outro colega. Então reza assim:

Estávamos em vésperas de mais um Natal. As ruas estavam pejadas de gente que subiam e desciam numa busca constante.

Naquele dia a mulher do Tinoco combinara com o marido vir a Lisboa, também para umas compras. Combinada a hora e relembrada durante a tarde com um papel em letras enormes:

Às 5 no Rossio! – escrevera ele.

Cinco minutos antes o Tinoco fecha os compêndios e parte para o Rossio para se encontrar com a esposa. Havia naquele tempo na Praça central de Lisboa um andar que servia de convívio a colegas reformados ou até a alguns que no fim do dia apareciam para uma merenda ligeira.

Esse foi assim o local de encontro entre Tinoco e esposa. Mas o causídico não estava pelos ajustes para andar loja dentro, loja fora a fazer compras. Assim concordou com a mulher ficar na sala de convívio à sua espera enquanto faria as compras.

A noite por aquela altura do ano cai muito cedo e a determinada altura Tinoco, que se embrenhara numa leitura de um livro, olhou o relógio e percebendo a hora quase tardia pôs-se a caminho do lar… sozinho.

Já estava em casa quando tocou o telefone e reconheceu a voz da mulher.

- Onde estás? – perguntou ele.

- Aqui à porta do salão à tua espera…

- Ah… pois… esqueci-me de ti!

Desafio 2020...

... da Ana.

 

A mulher mais animadora da blogosfera desafiou-nos a falar do melhor de 2020, até agora.

Como o ano não terminou achei que só para o final do ano é que escreveria algo. E disse-lhe. Depois lembrei-me de escrever sobre as minhas espectativas para este ano de 2020.

E assim esperava-me:

- nascimento de uma neta – feito;

- reforma – feito;

- viagem ao Porto – feito;

- viagem aos Açores – feito;

- viagem a Sagres (Alcoutim foi um extra!) – feito;

Falta ainda:

- apanhar azeitona;

- nascimento de uma sobrinha-neta.

Por fazer:

- Peregrinação a Fátima;

- Almoço de despedida com colegas.

Água: um bem (demasiado) desprezado!

A manhã trouxe uma chuva persistente que caíu com... vontade. Entre as oito e as dez horas choveu, diria, copiosamente.

Entusiasmado liguei para diversas aldeias e a chuva aparecera tão branda que nem sequer molhou o chão ou abafou a poeira que vivia no ar. Todavia mais tarde soube que para os lados de Castelo Branco já chovia bem!

Actualmente as terras estão sedentas. O Verâo foi longo e muito seco o que agravou ainda mais a seca. No início desta semana, na viagem que fiz à Beira Baixa, descobri muitas ribeiras ainda a correr e os poços com água. Até a barragem da Marateca que abastece a capital da Cova da Beira estava, nesta altura do ano, muito mais cheia que no final de  alguns invernos.

A água é, obviamente, um bem essencial e cada vez mais escasso. Mas a forma como lidamos com aquela parece-me demasiado abusiva, já que não cuidamos em poupar a pouca que existe. Vejo assim jardins públicos e privados a serem regados às horas de maior calor, rupturas na rua que demoram uma eternidade a serem concertadas, um permanente desleixo na gestão hídrica nas nossas cidades.

Não fazer lixo, cuidar da floresta para que não arda, ajudar os oceanos é deveras importante, reconheço! Todavia a água potável deveria requerer um cuidado e uma atenção muito especial por parte dos sucessivos governos.

Algo que definitivamente não vejo no actual governo (sinceramente nem noutros!!!) onde a água nem tem sequer direito a uma Secretaria de Estado.

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