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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Diário da azeitona - 10

Se tivesse que brindar este texto com um título diferente daquele que coloquei charmar-lhe-ia: mar de azeitona.

Após a tenebrosa e chuvosa tarde de ontem que obrigou toda a equipa a deixar panos, sacos, escada e obviamente azeitona no terreno, hoje foi dia de não apanha devido à chuva interrupta. Ora chovia ora fazia sol deixando-no sempre na dúvida se deveríamos ir ou não.

No entanto após o almoço o sol aparceu em todo o seu esplendor e não obstante uma brisa gelada partimos à aventura de mais um dia. Eram três da tarde. Aguardavam-nos portanto somente duas horas de luz solar.

Ainda assim foi suficiente para se observar este mar,

casalinho.jpg

Juntá-la num monte,

azeitona_monte.jpg

Para depois de limpa ficar "reduzida" e uns meros cinco sacos e meio de azeitona, toda oriunda da mesma árvore. Se todas as outras oliveiras fossem assim estaria bem arranjado.

sacos_casalinho.jpg

 

O dia terminou a tentar-se queimar a lenha sobrante. Mas algo que foi impossível. A chuva da última tarde/noite fora muita...

 

Diário da azeitona - 9

Acordei muito cedo. Comecei a preparar as coisas para levar: baterias, água, alfaias, sacos...

O dia prometia chuva e às seis da manhã caía um pó de chuva, que não sendo suficiente para nos impedir de ir para o olival, anunciava panos e oliveiras molhadas.

Mas a "murrinha" desapareceu e durante toda a manhã conseguimos acabar uma fazenda. A azeitona tombada a rodos, juntava-se em panos,

azeitona_pardieiros.jpg

A foto supra deu a módica quantidade de seis sacos,

sacos_pardieiros.jpg

Após o almoço tardio, procurámos outra fazenda para onde já havíamos transferido todo o equipamento de trabalho. Também para lá se transferiu a chuva que não deu tréguas... Acabámos por regressar a casa completamente ensopados e a pedir rapidamente um banho quente.

São perto das nove da noite e a chuva continua impiedosa. Há momentos assim. Só temos que aguardar melhor tempo.

Finalmente dois dos homens regressaram a casa. Ficaram apenas três.

 

Diário da azeitona - 8

Hoje para mim, decididamente, não foi um bom dia. Assim que me levantei tive aquela estranha sensação de que algo iria correr mal.

Começou logo ao pequeno almoço quando a cafeteira de café derramou o dito pela mesa. Depois foi um pacote de leite que deixei cair. As minhas mãos estão uma lástima com muitas feridas, algumas delas em postos tão estratégicos que me limita a mobilidade manual.

Já no olival surgiu um enoooooooooooooooooorme contratempo, já que umas das baterias que alimenta uma das máquinas de colher azeitona, deixou de debitar energia. Após conversa entre todos achou-se por bem ir até Castelo Branco comprar uma bateria nova. Ora como a capital de distrito da Beira Baixa fica a quase 30 quilómetros, imaginam o tempo que perdi. Cheguei perto das onze da manhã junto dos meus para uma hora depois estar novamente a sair para ir buscar o meu filho mais novo ao Expresso que vinha de Lisboa.

Contas feitas não fiz nada de manhã. Vinguei-me da parte da tarde já que acabámos uma parte que nos parecia importante finalizar. 

Queimou-se ainda a lenha e carregaram-se os sacos cheios de azeitona para o barracão. Palpitou-se uma colheita diária a rondar os 600 quilos.

Mesmo com os episódios da manhã os outros trabalharam valentemente. Era já noite quando saímos da fazenda.

Entretanto recebi a notícia que os 316 quilos entregues neste dia no lagar deram 35 litros. Média de nove quilos para um litro de azeite.

Não sendo fantástico... até que nem é mau!

Diário da azeitona - 7

Parece que foi ontem e já passaram sete dias permanentemente na apanha da azeitona,

O dia nasceu claro, salpicado aqui e ali por umas nuvens que somente escondiam o sol. Uma brisa fresca soprava sem contudo estragar a manhã.

A equipa beirã foi de cinco elementos, mas entretanto um deles teve de regressar a Lisboa por afazares profissionais inadiáveis, Regressará amanhã.

Portanto éramos quatro. O dia correu bem até quase ao seu final quando as baterias acharam por bem mostrarem-se cansadas e sem energia para as alfaias.

Mas como na azeitona nem só de apanha vive o homem logo se arranjou novos afazeres. Um deles correspondeu ao queimar da lenha retirada das oliveiras podadas.

Era já noite quando regressámos a casa onde nos aguardava o banho, castanhas e jeropiga,

Entretanto amanhã retorna o quinto elemento.

Diário da azeitona - 6

Após cinco dias longos, chatos, chuvosos eis um dia novo, claro, frio mas ainda assim apelador ao trabalho.

Hoje dia de Todos os Santos, Feriado Nacional reposto após os tempos negros da tróica, foi mesmo um dia de trabalho.

Todavia acrescento a este meu diário uma nova equipa: o meu filho mais velho e o meu sobrinho chegaram ontem muito à noite.

E hoje na Beira Baixa havia uma equipa de quatro homens e uma mulher ao redor de muitas oliveiras. Pois é, parece pouca gente mas a verdade é que hoje apanharam-se mais de dezena e meia de sacos de azeitona.

Com muita entreajuda, muito esforço e alegria, que a juventude não faz a coisa por menos!

A colheita de hoje rondará os 400 quilos.

Acrescento que o primeiro azeite tinha a graduação de 0,2 graus.

De primeira categoria.

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