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LadosAB

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Há vinte anos...

Eu tinha quase quarenta anos.

Os meus filhos eram pequenas crianças.

Estava no auge da minha carreira profissional

Em Belém vivia o socialista Jorge Sampaio.

Em S. Bento morava outro socialista, hoje Secretário Geral da ONU.

Bill Clinton ainda estava na Casa Branca.

Na Rússia era Boris Yeltsin o chefe supremo.

Inaugurava-se em Lisboa a Expo 98.

 

Hoje...

Tenho quase sessenta anos.

Os meus filhos são homens crescidos e vida e profissão próprias.

Estou na porta de saída do meu trabalho para entrar na reforma.

Em Belém não vive Marcelo mas é PR.

Em S. Bento coabita uma geringonça impensável.

Trump é estrela no Twitter e vilão na política.

Putin continua o todo-poderoso na Rússia.

A Expo 98 deu lugar ao Parque das Nações.

 

 

Eutanásia - morrer dignamente

Espero que ela não me leve a mal!

É uma amiga de há pouco tempo mas daquelas firmes que sabemos estarem sempre prontas para (nos) ajudar.

Passa agora por momentos menos bons com um pai senil e incapaz. Todos os dias é mais um mal que surge e uma corrida para o hospital onde certamente tentam amenizar a coisa e pouco mais.

O tema está na ordem do dia e de todos os lados há defensores e atacantes. Falo claro está da eutanásia e a forma digna de se morrer, pois é este o nosso mais certo destino.

Como católico diria que a vida é a base de tudo em que creio. Daí a Páscoa que todos os anos se renova e nos renova. Todavia a sociedade está hoje diferente e os conceitos são também outros. Por isso é necessário os dogmas religiosos apontarem as baterias para outros alvos que não os mesmos que durante séculos pautaram a igreja e a fé.

A eutanásia é uma forma digna de morrer. Obviamente bem suportada por relatórios e opiniões médicas. Ora se Deus deu-nos a capacidade de desenvolver remédios que faz o homem durar mais anos, porque não aceitar que a eutanásia é uma forma de cura?

Para quem parte mas essencialmente para quem fica é por assim dizer uma certa cura.

Sei que muita gente tem dificuldade em aceitar mas serei melhor filho por deixar o meu pai definhar dia a dia para o fim inevitável?

Resposta difícil, eu sei.

O azar de ter pressa!

Esta manhã no carro ouvi a radialista dizer: Acidente no cruzamento da Rua Tomás Ribeiro com a Avenida Fontes Pereira de Melo a condicionar o trânsito"

E eu já na dita Avenida imobilizado numa fila.

No tal cruzamento fiquei parado por ordem policial. Aqui pude ver o INEM que tentava cuidar de uma vítima deitada no alcatrão, uma viatura partida e uma motorizada despedaçada, para além do aparato policial e mais uma ambulância.

A determinada altura foi-me dada autorização para seguir viagem, não obstante o sinal vermelho e enquanto me aproximava do meu destino, fiquei a pensar no que acabara de observar.

Aparentemente um dos veículos não respeitara a sinalização vertical, vulgo sinal luminoso. Provavelmente porque... estava com pressa. Com tantas vezes reparamos...

Porém a pressa ficou ali parada à mercê do paramédicos, da polícia e restantes mirones. Transformou-se em vagar!

Seria bom que todos percebessem, de uma vez por todas, que a pressa é inimiga do bem e do correcto.

E há tantos condutores que se esquecem disso.

Depois dizem que tiveram azar!

Desabafos de um adepto...

Os últimos dias têm sido, para mim, penosos. Durmo mal e quando consigo adormecer penso que esta (má) história do Sporting não passa de um pesadelo.

Rapida e infelizmente constato que é tudo verdade.

Este preâmbulo serve exclusivamente para falar de um assunto para o qual não tenho qualquer explicação lógica e muito menos científica e que se prende com o ser adepto.

Desmond Morris no dealbar dos anos 80 escreveu a Tribo do Futebol tentando explicar os sentimentos que levam alguém a escolher determinado clube e acima de tudo a forma como reagia aos sucessos e insucessos da equipa preferida. Li na altura o livro, mas sinceramente dele pouco ficou na minha mente.

Pela minha parte a opção pelo meu clube herdei-o do meu pai tendo já transmitido esse gosto aos meus filhos. Tudo normal! Se bem que o mais novo relaciona-se com estes clubismos de uma forma muito própria: liga pouco ou nada.

Como adepto sou pouco tolerante. Gosto pouco que brinquem comigo tendo em conta algum mau resultado da minha equipa. Seja no futebol, andebol, futsal ou berlinde. Sinceramente lido mal com os desaires.

Explicar este sentimento, postura, maluquice ou que lhe quiserem chamar não é fácil. Nada mesmo.

Como diria Camões no seu célebre soneto este amor "... é fogo que arde sem se ver..."!

Enfim em vésperas de mais uma Final da Taça de Portugal em futebol invadiu-me a estranha sensação de que daqui a 24 horas estarei muito mais triste que estou agora.

Deus (e Jesus!!!) queira que me engane.

O que é chato!

Chato, chato é:

ser convidado para o casamento real;

não morrer às mãos de um miúdo de 17 anos;

escapar de uma bala perdida na faixa de Gaza;

 

Agora, levar um enxerto de tareia de uns energúmenos é coisa de somenos!

 

Sem papas na língua

Escutei hoje a entrevista que Manuela Moura Guedes deu, um destes dias, a um canal de televisão. A antiga deputada do CDS denunciou publicamente muitos casos, que estava a investigar, enquanto jornalista de investigação.

A forma como MMG foi corrida do canal televisivo pareceu-me demasiado grave para ser verdade.

Umas das declarações que mais me chocou teve a ver com a questão da justiça portuguesa e de como esta esteve refém do Governo de José Sócrates.

Segundo MMG, tanto o procurador-geral da República da altura, o Doutor Pinto Monteiro, como a procuradora Cândida Almeida pouco fizeram no célebre caso "Freeport", que envolvia directamente na altura o PM, aquando da sua função como ministro com a pasta do ambiente.

Mas a antiga "pivot" do canal de Queluz não ficou por aqui e lançou diversos ataques, essencialmente à classe política pela forma como esta não deseja alterações à actual lei eleitoral.

Assertiva e sem papas na língua MMG foi igual a si própria e disparou para diversos alvos. Nomeadamente falou dos contractos do Estado com entidades privadas (PPP's, Portucale, Submarinos...).

Verdade ou mentira certo é que ninguém veio a terreiro desmenti-la.

O que me parece sintomático!

A minha (triste) vergonha

Não me parece que seja coincidência. Após um desaire leonino, o ainda Presidente salta para a ribalta e dispara para todos os lados, quiçá numa postura que tem como fim vitimizar-se. Só pode.

Conheço alguns adeptos e sócios que nunca foram nas conversas de BdC. Achavam-no arrogante, pretensioso e acima de tudo muito mal educado, roçando a ordinarice (a estória recente dos três olhos é disto um triste exemplo…) e por isso nunca votaram nele!

Mas eu votei. Votei mas arrependi-me.

Também foi verdade que naquela altura não havia nenhum candidato com capacidade para levar este pesado navio para a frente. Daí ter votado BdC.

Mas desde a sua reeleição que comecei a perceber no Presidente do Sporting alguns traços ou atitudes que me desagradaram sobremaneira.

A tal expressão “bardamerda para quem não é do Sporting” foi o baixar para um patamar que nós sportinguistas não estávamos habituados a escutar, vindo essencialmente dos dirigentes leoninos.

Mas até isso perdoámos e deixámos que ele usasse o feicebuque para atacar toda a gente, dentro e fora do clube! Entretanto fomos, cada um à sua maneira, avisando o líder leonino que aquele não era o caminho. Depois a crise de Fevereiro com o governo leonino quase a cair na rua e uma vez mais o Presidente a queixar-se e a chantagear o universo leonino, que mais uma vez lhe deu força.

Desde esse celebérrimo sábado chuvoso que BdC nunca mais parou de falar, quando devia estar calado para se calar quando deveria falar, com as consequências que ora estamos a arcar.

Finalmente não imagino o ambiente no próximo Domingo, mas uma certeza eu tenho: o Sporting e os sportinguistas não merecem passar por esta vergonha e espero que BdC se escuse a ir ao Jamor.

Para maus exemplos já chegam os de hoje em Alcochete!

Actualizando...

Paulatinamente vou tentando perceber como este País viveu sem os meus postais neste espaço.

Bom, assim que regressei fui tomando conhecimento de algumas novidades. Outras nem tanto...      

Ora durante a minha ausência:

- Portugal regressou ao seu costumado nível de qualidade das canções festivaleiras... fraquinhas;

- o meu Sporting perdeu na Madeira oferencendo o segundo lugar e muitos milhões ao seu rival da 2ª Circular;

- no médio Oriente o conflito Israelo-palistiniano cresceu de tom com muitas vidas perdidas e muitos mais feridos;

- parece que a EDP está quase de olhos em bico. Nada que não fosse previsto;

- a Geringonça continua a acreditar que os fogos, no próximo Verão, serão extintos por decreto;

E assim vai Portugal.

Para muitos o que conta é estarmos na moda. O resto é superfícial,

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