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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

(Des)uniões de facto!

A ideia de que há homens e mulheres destinados a… é uma estranha utopia dos nossos dias. Raros são as uniões que se mantêm por muitos anos. E vejo casais cada vez mais velhos a desfazerem casamentos de longa duração.

Um destes dias telefonei a um antigo colega que após alguns minutos declarou que se havia separado da esposa. Ela na cidade e ele na aldeia.

- Porquê só agora? – perguntei.

- Primeiro foram os filhos, depois os netos e agora cada um tem um sentido diferente para a vida.

Aceitei as razões e fiquei a matutar.

Realmente viver ao lado de alguém, como escreveu Carlos Tê, que não ouve a mesma canção é um esforço enorme. Para ambos!

No entanto o que estranho não é a juventude, que muda de par como quem muda de roupa, mas as pessoas mais velhas assumirem, ao fim de quase meio século de vida em conjunto, um erro que durou tanto tempo.

Por isso considero que a vida a dois é um caminho deveras sinuoso e que requer um enorme espírito de sacrifício de ambos.

As senhoras e o trânsito!

Tenho a sensação de que esta ideia já não é genuína aqui neste blogue. Mas nunca é demais falar disto...

Cada vez se torna mais perigoso conduzir. Especialmente nas grandes urbes.

Nas ruas das nossas cidades evoluem gente que nunca, repito nunca, deviam ter permissão de conduzir. Porque acham que só eles têm direitos e os deveres serão para os outros.

Todavia o mais curioso é que ao invés do que seria de supor são, neste momento, as senhoras as mais stressadas no trânsito. Aquilo é um constante barafustar, agitar de mãos e braços, estranhamente acompanhados de uma linguagem tão obscena quão imprópria.

Eu sei que os tempos são outros. Mas estes maus exemplos que diariamente vamos constatando são o reflexo natural de uma sociedade cada vez mais desagregada e egoísta.

E não há multas suficientes para curarem estas maleitas.

Educar pelo exemplo

Educar alguém é dificil nos tempos que correm. Uma boa educação obriga a muita disciplina e muitas restrições. Daqui a tal dificuldade porque ninguém gosta de ser contrariado.

Mas adiante ue atrás vem gente.

Todas as manhãs tomo o pequeno almoço no mesmo estabelecimento. De tal forma que os empregados assim que me vêem entrar preparam logo o tabuleiro com o tal croissant e um sumo de laranja. Pago, pego no tabuleiro e escolho uma das mesas livres.

Geralmente acompanho a refeição matinal com um livro.

Quando entendo, fecho o livro, carrego o tabuleiro e deposito-o no local próprio. Todavia noto que sou único ou quase a fazê-lo. Obviamente que cada um terá a sua opção e não obrigo a ninguém a fazer o mesmo que eu.

Mas um destes dias encontrei na pastelaria uma antiga colega e acabei por me sentar à sua frente adiando a leitura para outras horas. Conversámos serenamente enquanto comíamos, até que chegou o momento de irmos trabalhar. Peguei no meu tabuleiro e coloquei-o no sítio devido. Ela acabou por me seguir no gesto, perguntando-me: eles não levantam os tabuleiros?

- Acho que sim, mas não me custa nada fazê-lo. Também o levei para a mesa...

Hoje voltei a encontrá-la, mas desta vez estava acompanhada pelo marido e não interrompi a conversa entre ambos. Todavia quando terminaram. carregaram os respecticvos tabuleiros para o local de recolha. Sem nada dizer ri-me... para dentro.

Mas não fico por aqui.

Também hoje na mesa à minha frente estava um trio de jovens que já conheço de irem ali tomar as suas refeições matinais.  Quando me levantei para sair também eles haviam acabado de tomar o pequeno almoço e preparavam-se para deixar os tabuleiros na mesa. Mas reparando em mim (percebi isso mesmo no meio da conversa espalhafatosa) acabaram por levaram os tabuleiros para os suportes.

Sem uma palavra, sem um azedume, somente pelo exemplo eduquei hoje diversas pessoas.

Fico muito contente por isso.

As minhas dores não doem aos outros!

Não imagino se há algum provérbio ou máxima popular que se aproxime deste título, mas creio que se percebe o que pretendo dizer.

A inveja sempre foi o pior defeito do português. Aos olhos de muitos, em Portugal ninguém consegue nada por mérito, pairando sempre sobre este uma estranha névoa, verdadeira ou falsa, mas que escurece uma qualquer vitória de um cidadão luso. Quiçá Cristiano Ronaldo seja a excepção... por razões óbvias e evidentes.

Ainda não percebi o porquê desta postura tão idiota e ao mesmo tempo tão nossa. Somos gente de mente fraca, espírito tacanho porém facilmente iluminados por quem não conhecemos mas que consideramos, sabe-se lá porquê, melhores que nós.

No meu caso recuso este desígnio. Serei sempre um homem humilde e longe de viver o que não consigo. Dou pouco valor às coisas palpáveis mas muito às atitudes sinceras.

Na minha vida já passei por bons e maus momentos. Dos bons provavelmente os outros olharam-me de soslaio, dos maus nem ligaram.

Por tudo isto termino com o título deste texto: as minhas dores não doem aos outros!

E ainda bem... pois há gente muito mais piegas do que eu!

Morgan Freeman e o pecado!

A semana passada a notícia surgiu assim de repente: o actor Morgan Freeman foi acusado por oito mulheres de assédio sexual.

Fiquei sem pinga de sangue. Para mim Freeman era assim uma espécie de boa referência dos actores norte-americanos.

E de repente este castelo que criei à volta do actor dos "Sete Pecados Mortais" desmoronou-se...

Eu sei que os actores são gente de carne e osso com defeitos e manias, mas criei à volta de Morgan Freeman uma ideia, já sei que errada, de um homem incapaz de actos tão bizarros.

A verdade é que o próprio actor já pediu desculpa publicamente, o que equivale a dizer que assume que alguma poderá ter acontecido, não obstante tê-lo negado.

Nós, os amantes do cinema e apreciadores do actor já octagenário, não merecemos receber estas (más) notícias..

 

O paraíso existe!

Não me considero grande viajante. Mas tenho pena. A vida tem destas coisas que é termos de optar…

De Portugal não conheço todo o país, mas serenamente lá irei. Este ano está já destinada uma visita aos Açores nomeadamente às ilhas das Flores, Corvo e Pico. E há poucos dias visitei, pela primeira vez Monsanto, na Beira Baixa.

Fora deste rectângulo conheci algumas cidades europeias: Londres, Paris, Viena, Roma, Milão ou Salzburgo são breves exemplos.

Lembrei-me de falar nisto porque estava a ler um livro onde alguém dizia que guardava de uma certa cidade belas recordações. Eu diria que também guardo de todos os locais que visitei boas memórias. Mais não seja por estar lá, ver, escutar, sentir o pulsar da cidade ou da pequena povoação.

No entanto houve uma pequena aldeia que me marcou para sempre. É um daqueles lugares idílicos, que ninguém acredita que existam a não ser quando lá vão. Encravado nos Alpes austríacos é necessário atravessar um longo túnel para se lá chegar. Dizem que antigamente só de barco se chegava e este pequeno paraíso.

Fica uma pequena foto que não faz verdadeira justiça ao local.

Um sítio maravilhoso para se viver e morrer.

Chama-se Hallstätt.

hallstatt.jpg

(Fotografia retirada da internet)

 

 

Estado (ainda) pouco "Simplex"

Tenho por hábito todas as manhãs tomar o pequeno almoço numa pastelaria defronte de um Instituto Público. Todavia só hoje reparei que antes da abertura de expediente dei cointa na rua de uma fila de algumas dezenas de pessoas que aguardavam pacientemente as 9 horas.

Olhei espantado para as pessoas enfileiradas pelas ruas da cidade e lembrei-me do "Simplex" socratiano.e na altura tão elogiado.

Fico assim sem perceber como no século XXI com tudo ligado por internet ainda faz sentido tanta gente a aguardar vez para ser atendido.

Então por onde param as Lojas do Cidadão tão bem recebidas pela sociedade?

Fico sempre com a ideia de que ainda existem ilhas de burocracia pesada no nosso Estado sem que ninguém ponha cobro à situação.

Eu e as artes!

Quem por aqui vai simpaticamente passando o olhar, percebe que esta escrita é deveras mediana sem quaisquer rasgos de brilhantismo linguístico.

Só que de todas as artes, esta será a que melhor sei trabalhar. Nunca me peçam para pintar, esculpir ou desenhar algo. Provavelmente nunca teriam o que desejariam.

Talvez, repito talvez, o teatro fosse um das minhas quedas (não tenho é onde cair!!!). Todavia, e retirando uma peça de Natal que fiz quando tinha apenas 12 anos, nunca pisei um palco.

Também é verdade que jamais procurei outra arte para me exprimir. Nem dança, nem ballet ou artes plásticas. Nada. Fiquei-me por esta minha escrita mais ou menos medíocre.

No entanto de todas os géneros de arte que conheço aquela que eu gostaria de abraçar, se para tal tivesse algum engenho, seria obviamente o bel canto. Adoraria ter uma voz de tenor e poder cantar aquelas árias de óperas de Verdi ou Rossini.

Como este aqui...

 

 

 

 

Sporting - o amigo improvável!

Não venho falar do Sporting nem desta crise que está instalada no meu clube de coração. Trago aqui uma ideia que desde a semana passada tem vindo a ganhar forma.

O estado de graça do Governo, sem bem que não tenha ainda desaparecido está em níveis claramente baixos. Basta reparar nas diversas questões em aberto:

- Greve dos médicos e enfermeiros. Ou da falta destes técnicos de saúde nos diversos hospitais.

- A contagem do tempo na carreira dos professores, com as respectivas manifestações!

- As mudanças na Protecção Civil agora que se aproxima a época crítica dos incêndios!

- As dúvidas com a aprovação da lei da eutanásia!

Isto só para referir uns pontos mais quentes...

Entretanto a semana passada uns tipos encapuçados invadiram as instalações do Sporting em Alcochete originando graves distúrbios e alguns ferimentos em jogadores e outros elementos da equipa técnica.

Resultado: desde esse dia, é em torno do Desporto e da violência nesta actividade, que se regem as notícias. Para além da enorme crise directiva no Sporting.

Bem vistas as coisas o meu clube e Bruno de Carvalho tornaram-se os amigos improváveis da geringonça de António Costa.

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