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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

O silêncio dos inocentes?

O número 2 do artigo 32º da Constituição da República Portuguesa diz textualmente o seguinte: “Todo o arguido se presume inocente até ao trânsito em julgado da sentença de condenação…”

Ao invés deste diploma a opinião pública é lesta em julgar e condenar aqueles que ainda não o foram pela justiça. Acrescento que esta postura não se trata de verdadeira justiça, mas pode deformar e de que maneira a vida futura do ou dos visados, mesmo que sejam declarados inocentes.

Trago este tema no seguimento do que tem vindo a lume sobre o antigo Ministro da Economia de José Sócrates, Manuel Pinho. As acusações que pairam sobre este antigo governante podem ser graves, mas é necessário que o Ministério Público faça o seu trabalho, antes de se assumirem condenações prévias.

Não bastava já a Portugal termos algumas feridas expostas com os casos José Sócrates e Ricardo Salgado, para agora surgir mais este conjunto de suspeitas sobre alguém que era, segundo li, um mero testa-de-ferro do Grupo Espírito Santo.

Muita gente critica o silêncio de Manuel Pinho. Eu acho que ele faz muito bem. Na verdade o antigo governante, que nunca foi uma sumidade em comunicação – relembro a sinalética taurina em pleno hemiciclo parlamentar e que lhe valeu a demissão, faz bem em manter-se calado. Não que esta postura o iliba, mas pelo menos não o enterra (ainda) mais.

Termino com a sensação de que, neste momento, as suspeitas que recaem sobre o antigo Ministro, são o pior que podia acontecer a José Sócrates.

Sim ou não à eutanásia?

Revi hoje, mas na televisão este filme

Não irei falar novamente dele, apenas relembrar o tema central: eutanásia.

Mais uma vez assumo que devemos viver e morrer com dignidade devida. Não obstante ser católico reconheço que a eutanásia, em alguns casos, trata-se de uma benção. Não religiosa obviamente, mas ainda assim uma benção.

Na minha vida já vi muita coisa e olhar para um ser humano preso a uma cama e ou ligado a uma máquina até que a morte seja natural parece-me de alguma violência, especialmente para a família mais próxima e amigos  que diariamente têm de lidar com a situação.

Ora se ainda por cima for vontade do próprio o suícidio assistido...

Sei que o tema é controverso e anda actualmente nas bocas do mundo político, mas sería deveras importante que a sociedade civil desse a sua opinião, quiçá através de um referendo nacional.

Fica aqui a minha modesta sugestão.

Coreias em paralelo?

“Quando a esmola é grande o pobre desconfia!”. Este adágio popular tão luso cola-se de forma perfeita à recente cimeira das Coreias.

De um momento para o outro e quando tudo parecia desmoronar-se num conflito de grande escala, eis que surge um encontro entre os principais governantes das Coreias antagonistas e que desde 1953 vão assumindo um Armistício de Paz assinado entre ambas.

Todavia a ascensão de Kim Jong-un ao poder, em substituição de seu pai, originou uma crescente troca de acusações entre o “querido líder” norte-coreano e o mais recente presidente americano, Donald Trump.

Temeu-se o pior. Os testes nucleares em solo norte coreano continuavam assim como os ensaios de mísseis inter-continentais capazes de chegarem à costa leste americana. O ambiente parecia toldar-se para um novo conflito na península coreana.

E de súbito… Este encontro e quiçá outros que se seguirão envolvendo os próprios Estados Unidos.

Desculpem-me os mais optimistas nas questões geopolíticas, mas esta cimeira deixa-me “com a pulga atrás da orelha!” Gostaria de perceber o que, verdadeiramente, esteve ou o que estará por detrás deste encontro (dizem que foi a irmã do líder norte-coreano que tornou isto possível). Paira no ambiente político mundial uma certa desconfiança.

O futuro me dará razão! Ou não…

Sinceramente esperava que não. A bem da Paz Mundial!

Imaginação ou realidade?

No dia 25 de Abril, enquanto fazia “zapping” em busca do canal do meu clube, acabei por parar num canal que raramente vejo, mas onde naquele instante se debatia o feriado.

Para além do moderador, estavam presentes uma deputada do PCP – Rita Rato, um antigo bastonário da Ordem dos Advogados – José Miguel Júdice e um conhecidíssimo politólogo que o ano passado esteve no centro de uma idiota contestação universitária – Jaime Nogueira Pinto.

Nada disto teria muita importância se a determinada altura não tivesse escutado esta frase dito por um dos oradores:

Prefiro ser governado por comunistas portugueses a ser governado por direitistas belgas”.

Agora se não viram o debate imaginem quem terá dito esta frase…

Fim de tarde!

Hoje ao fim da tarde, estive no lançamento deste livro do meu amigo de longa data, Pedro Correia.

Apresentado por Helena Matos esta obra vai deixar muitos políticos (e não só!) em maus lençóis já que este longuíssimo apanhado abrange muitas frases e obviamente muitas contradições proferidas por aqueles.

Na celebérrima livraria Bertrand, no não menos célebre Chiado, apareceram, entre outros, diversos amigos especialmente do blogue Sporting - És a nossa fé.

Grandes sucessos é o que mais desejo neste novo desafio.

A gente lê-se por aí!

 

convite_bertrand_chiado.jpg

O 25 de Abril!

Em 1954 já quase ninguém se lembrava ou muito menos se preocupava com o que havia acontecido em 1910, aquando da Implantação da República. Haviam passado 44 anos. Da mesma forma hoje poucos se preocupam com o tal de 25 de Abril de 1974. Especialmente os mais novos...

Parte da actual população portuguesa terá nascido após a Revolução dos Cravos. O que equivale dizer que já nasceram em liberdade e assim não têm, nem nunca tiveram, outras (más) referencias para perceberem o que foi viver sob uma ditadura que limitou o pensamento e a palavra.

Talvez seja por esta falta de matrizes e outrossim porque os políticos que actualmente nos governam não parecerem gente de boa fé é que as eleições têm níveis de abstenção sempre acima de 40%.

Não foi para isto, certamente, que os Capitães de Abril vieram para a rua fazer a revolução há 44 anos.

Então de que forma poderemos reverter este distaciamento entre a sociedade civil e a classe política? Não imagino. Mas de uma coisa tenho a certeza: o actual panorama político está gasto, muito gasto.

Será tempo de alguém criar um 25 de Abril, versão século XXI!

Todavia e até lá continuemos a comemorar este feriado.

Governar... conflitos!

Ultimamente há uma enorme batalha verbal por causa da Lei do Arrendamento local. Mais uma vez o Governo vem a terreiro tentar colocar uma bucha neste problema enquanto não rebenta outro.

É assim que neste país se tem governado desde 1974, fará amanhã 44 anos. Ninguém pensa a longo prazo... é tudo feito em cima do joelho e daí advém uma anormal incapaciadde de se resolverem a maioria dos problemas nacionais.

Repito que hoje são as rendas, mas amanhã poderá ser a cultura da batata em Freixo-de-espada-à-Cinta ou o problema da pera rocha no Bombarral. O que conta é que este governo vá atamancando as soluções. Com o invulgar beneplácito da esquerda trauliteira.

O problema das rendas não é de agora. Vem de muito longe e foi constantemente empurrado com a barriga de forma a que seja o próximo PM a resolver um problema cuja solução ninguém conhece.

Eu também não tenho nenhuma, valha a verdade. Mas fico com a ideia de que se um dia fizerem um atentado em Lisboa (espero que nunca aconteça) o valor das rendas, ora tão inflacionado, baixará exponencialmente. Nessa altura novos equívocos surgirão para o governo, que estiver em funções, tentar solucionar.

O melhor acessório para o homem!

Hoje dei conta que há algo para um homem que é diariamente muito, mas muito importante.

Poderão achar que é um telemóvel ou uma qualquer viatura de topo de gama. Nada disso...

Provavelmente pensarão num tablet ou quiçá num portátil. Definitivamente não.

Pronto, pronto... é roupa, dirão outros. Aquelas camisas que não amarrotam ou uma gravata bonita de uma alfaiataria de renome... Morno digo eu...

Sapatos são sapatos... Também não!

Finalmente... não vale a pena ameaçarem-me que se vão imolar pelo fogo que eu digo...

O acessório mais importante do homem é... o bolso. Seja nas calças, casaco ou simples camisa!

Sem ele ou eles o homem sente-se quase despido, incapaz de raciocionar. Pior se aqueles estiverem rotos. Ui... aí é a desgraça completa.

No bolso cabe tudo: o telemóvel, as chaves do carro, a carteira, algumas facturas com diversos meses ou até anos, muitas moedas e porque não um ou outro meio contraceptivo.

Em tempos houve uma tentativa de colocar numas bolsas toda esta panóplia de objectos, mas pelo que percebi foi somente uma mui breve moda que de forma célere caiu em desuso.

O bolso está para o homem como a mala está para as senhoras.

Portanto... viva o bolso!

 

Isabel II - A Rainha do Mundo

Há dois anos aquando do nonagésimo aniversário da Rainha de Inglaterra escrevi este texto.

Passados 24 meses não retiro uma linha, uma palavra, uma vírgula ao que escrevi na altura.

Apenas acrescentarei que Isabel II começa finalmente a falar em sucessão. E ao contrário do que li muitas vezes e que eu próprio também assumi, a coroa não será, para já, entregue a William, mas sim a seu pai.

Sempre pensei que a relação entre a Rainha, o seu varão Carlos e a nora Camila obstasse a que o filho mais velho de Isabel fosse coroado Rei. Ainda por cima a idade do Príncipe de Gales, que em Novembro próximo fará 70 anos, não ajudaria à sucessão.

Mas pelo que vou lendo parece que a intenção da Rainha será outra. William que aguarde...

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