As recentes eleições na Catalunha parecem não ter resolvido um imbróglio em que se meteram os independentistas catalães.
Se bem que tenham sido os Ciudadanos-Partido de la Ciudadanía, liderados pela “muy guapa” Inês Arrimadas a ganhar as eleições catalãs, a falta de uma maioria absoluta por parte do partido “naranja” vai obrigar alguns dos partidos a entenderem-se… ou talvez não.
Os partidos independentistas têm em número de deputados regionais a maioria, todavia as diferenças entre ambos são tão evidentes de dificilmente haverá acordo entre eles para formarem um governo.
Será nestas circunstâncias que Portugal poderá dar uma ajuda na resolução deste imbróglio. Para tal basta ligarem ao nosso Primeiro-Ministro António Costa que ele sabe como criar uma geringonça.
Tenho plena consciência que os serviços de Emergência devem ter todas as prioridades e mais algumas na estrada. Hoje é um mero desconhecido que necessita de ajuda, mas amanhã pode ser qualquer um de nós.
No entanto gostaria ainda de perceber qual a necessidade de uma ambulância circular livremente numa avenida, sem qualquer viatura nem cruzamento à sua frente que impeça o seu andamento urgente e ainda assim passar o caminho numa gritaria tal que incomoda toda a gente e naturalmente o próprio doente, que se não morrer da doença arrisca-se a morrer do barulho feito pelo veículo de emergência.
Para quem, como eu, é surdo o som das sirenes a apitar é deveras incomodativo.
Quantos de nós, enquanto jovens, refilámos, barafustámos, fizemos valer os nossos pontos de vista? Quase todos se não me engano.
E hoje perante as mesmas situações teríamos as mesmas reações?
Este é um tema sempre em discussão. A vida vai invariavelmente ensinando-nos a tornear os problemas de forma diferente.
O que ontem podia, à primeira vista, parecer um problema quase insolucionável, hoje será algo simples de resolver. E vice-versa.
Por isso pergunto-me muitas vezes qual a necessidade de fomentar quesílias se no fundo ganhamos... quase nada?
Na minha vida vi homens lutarem afincadameente pelos seus ideais, prejudicando muitas vezes as suas próprias vidas profisssionais e pessoais para, anos mais tarde, darem conta da utopia das suas ideias.
Talvez por isso já não compro lutas, guerras ou litígios, seja em casa, no trabalho ou noutro sítio qualquer.
Fui almoçar com uns amigos a um dos mais conhecidos restaurantes de Lisboa. Não pretendo referir o nome do espaço para não ferir suscetibilidades.
A verdade é que a espectativa pelo lugar, onde não ía há mais de vinte anos, ficou um tanto gorada, pois saí com pouca vontade de regressar.
E, sinceramente, só o farei se for novamente convidado para lá ir, como foi desta vez.
O espaço em si é agradável, as entradas também foram boas mas o resto...
O arroz de lagosta com gambas tinha pouco marisco e o que lá se encontrava já tinha tido melhores dias já que apresentava um estranho mau gosto. Curiosamente não fui o único a queixar-me.
Depois vieram os doces e o café que era realmente muito mau.
Para um restaurante daquela envergadura e requinte exige-se melhores produtos, sejam eles sólidos ou líquidos.
Aquilo que parecia ser somente uma ideia vai tornar-se realidade.
Um dos melhores blogues, quiçá o melhor da nossa blogosfera, vai juntar uma série de textos e publicar um livro em regime de "crowdfunding". Para isso necessitou de pelo menos 160 subscrições.
Obviamente que contou com a minha e de muuuuuuuuuuuuitas outras.
O Delito de Opinião é um espaço justa e seriamente especial, tendo em conta os autores e os temas nele abordados.
Hoje fui almoçar com uns colegas e amigos de longa data. De diferentes idades, culturas e conhecimentos.
Todavia entre todos os presentes houve um que se destacou pela negativa. As vicissitudes da vida tornaram-no num homem assaz diferente.
Está mais distante, calado, amorfo, muito longe de alguém que conheci por dar a cara por causas e acima de tudo por estar sempre do contra, quando todos estavam a favor e por estar a favor, quando todos os outros estavam contra.
E para todas as suas posições tinha argumentos válidos e coerentes ou não fosse ele, por formação, um jurista.
O meu amigo A. é o exemplo perfeito de como a idade destrói as nossas esperanças e acima de tudo as nossas lembranças.
Tentamos ajudá-lo, incentivá-lo, animá-lo, mas a senelidade parece ter ganho alguma vantagem.
Quando em Portugal acontece uma desgaraça temos por hábito dizer:
- Só em Portugal é que isto acontece.
Como se de um triste designío se tratasse.
No entanto todos os dias assistimos a acidentes que acontecem noutros países e para os quais nada dizemos a não ser, quiçá, um mero:
- É preciso ter azar.
Foi o que acontceu ontem nos Estados Unidos onde um comboio de passageiros descarrilou em cima de um viaduto tombando por cima de uma auto-estrada causando diversas vítimas mortais.
Segundo li hoje, o comboio circulava a uma velocidade excessiva e que poderá estar na causa do descarrilamento. Um acidente provavelmente evitável mas que aos olhos da maioria dos portugueses, será visto como um mero acidente sem qualquer ligação ao designío americano.
O mesmo se passa com os incêndios na Califórnia e que já obrigou à evacuação de milhares de pessoas.
Reafirmo a minha ideia inicial: para os outros tudo o que acontece é mero azar, para os portugueses chama-se incompetência.
Não, não vou trazer aqui um menu de acepipes para a mesa de Natal.
O almoço de que fala o título deste texto refere-se simplesmente àquele em que estará presente o Presidente da República na vila de Pedrogão Grande, aceitando não só um convite como cumprindo ao mesmo tempo uma promesssa.
Só que António Costa não surge nesse repasto. O PR desvalorizou a situação quando questionado, mas se eu fosse Primeiro Ministro não me sentiria nada confortável com esta situação. Nada mesmo.
É sabido do gosto que Marcelo tem pela arribalta, ou de como consegue estar em tantos sítios diferentes quase ao mesmo tempo. Percebo que o PR sinta que deve estar mais próximo dos que sofrem, mais solidário com os que mais necessitam, mais congregador de vontades e desejos.
No entanto ainda não entendi se esta postura é realmente sentida, verdadeira ou se faz parte de uma estratégia eleitoralista.
Perguntar-me-ão: Já? Já claro! Se o Professsor Marcelo conseguiu estar 10 anos a dar a cara na televisão para ganhar umas eleições quase sem oposição, acho perfeitamente normal que se esteja, neste momento, a preparar para uma reeleição. E desta vez ganhará ainda com maior percentagem.
Paralelamente a esta posição António Costa, que tem um país a rodar sobre rodas, com a economia a crescer (e a dívida também!!!) e os ratings a subir, mesmo assim não consegue convencer o mesmo eleitorado de Marcelo. A verdade poderá estar na forma como tem gerido os diversos problemas no Governo. Desde o caso dos incêndios de Verão, até ao caso Raríssimas o senhor Primeiro Ministro vai paulatinamente dando tiros nos pés (à boa moda de Passos Coelho enquanto governante).
Talvez por isso (e não só) António Costa almoce no dia de Natal, quiçá, com a sua família de sangue e o PR vá almoçar com a sua família de coração, que são os portugueses.