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Espaço de reflexões, opiniões e demais sensações!

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Uma lagarta "penetra"

A história é simples: uma menina numa cantina da escola encontrou no seu prato uma lagarta viva. Filmou-a e publicou nas redes sociais. Entretanto os responsáveis pela escola levantaram um processo disciplinar à cachopa por ter quebrado umas regras internas.

Então alguém desmascara uma cantina que fornece às crianças comida sem ser devidamente lavada e ainda por cima é a miúda é que é a má da fita? Parece que há aqui qualquer coisa que não está muito bem...

Lembro-me que quando andava da escola e das poucas vezes que comia na cantina, esta não era o esmero do asseio. Todavia 40 anos passados muita coisa mudou na nossa sociedade e esta de denunciar o que está mal, foi uma delas. 

Vejamos então... se a menina fosse à Direcção da Escola denunciar o caso, seria que ouviriamos falar disto? Creio mesmo que tudo seria abafado.

Custe o que custar as normas internas de uma escola não podem nem devem sobrepor-se à saúde pública.

Espero mesmo que a criança não sofra qualquer repreensão nem castigo. Como cidadã fez a sua parte. Que os dirigentes da escola façam a deles, é o que se pretende.

Não sei se ria... se chore!

Uma carta registada oriunda da PSP nunca é bom sinal. Foi o que me aconteceu esta semana. Após alguns desencontros com a dita eis que finalmente tenho a missiva: uma multa. Tal como calculava...

Pronto... faz parte da vida normal de um condutor ser por vezes brindado com uma oferta desta estirpe.

Estava tudo correcto: o meu carro na respectiva fotografia, a indicação da velocidade a que dirigia, as horas do evento e a data. De nada duvidei porque não há uma falha na coisa.

Assim o valor a pagar é de 60 euros. Coisa razoável digo eu. E sem mais penas (os tais dos pontos...).

Porém o melhor conto-vos agora... Fui multado por excesso de velocidade porque conduzia a mais de... 2 quilómetros do que me era permitido. Digo bem 2 quilómetros por hora.

Deste modo não sei se hei-de rir do ridículo da situação, se chore com a forma como um condutor é tratado. Com tanta mão de obra livre e tanta mata por amanhar nada melhor que gastá-la a emitir multas por excesso de velocidade de 2 quilómetros. Faz todo o sentido!

Ah e tal a lei manda... Pois é bem verdade e é por isso que nada mais tenho a dizer sobre este assunto!

multa.jpg

 

A "nossa" menina!

A sua vinda não foi, no início, consensual. Mas quando chegou ninguém resistiu ao seu charme e ao seu encanto.

Companheira e amiga é actualmente parte integrante da família.

Gosta do seu espaço e detesta que o invadam.

Tem um medo tenebroso das trovoadas.

É a nossa "menina", chama-se Lupi e faz hoje 13 anos.

Ei-la aqui bem atenta ao que se passa na rua.

lupi.bmp

 

 

 

Estado de graça!

Foram dez os dias que estive ausente da grande cidade. Não obstante o muito trabalho que tive com a azeitona, já referido em textos anteriores, a verdade é que senti uma paz como há muito não sentia. E nem tive saudades do corropio que é viver numa enorme urbe.

A vida no campo faz-se ao ritmo dos dias serenos. É verdade que corri um pouco de forma a ter tudo pronto antes do que estava programado, mas mesmo assim...

Os outros não correm. Sentam-se, a maioria no café, desde manhã cedo, discutindo o futebol do fim de semana entretanto passado ou então debate-se a qualidade da azeitona, as fundições previstas e as queixas da pobreza de outros anos.

Beberrica-se entretanto um traçado ou então uma "mine" bem fresca. Há quem opte por um café.

Na rua principal da aldeia o movimento automobilístico é reduzido. As viúvas, e não só, dirigem-se para a imponente igreja onde todos os dias rezam o costumado rosário. Palmilham lentamente a calçadda conforme as dores e as artroses vão deixando.

A tarde cai finalmente e a noite traz mais fresquidão. A aldeia caminha para um descanso. Para amanhã se fazer o que hoje ficou no chão!

O tal e verdadeiro "Estado de graça"!

Bago a bago – 8

Nota muito breve

 

Iniciei a escrever este texto na passada sexta feira. Todavia o cansaço era tanto que acabei por adormever antes de acabar e publicar. No Sábado parti para outras paragens sem qualquer acesso à Internet. Daí só agora escrever e terminar este conjunto de breves crónicas.

Bago - 7

 

Trezentos e setenta litros de azeite.

De 2200 quilos.

Este foi o resultado de uma semana de trabalho sob a égide da azeitona. Percorridas que foram 150 oliveiras de diversos tamanhos e quantidades de azeitona é com anormal emoção que já no lagar percebemos o azeite ainda quente a cair-

Tantas horas, tanto sacrifício para tudo se resumir neste singelo acto.

Este resultado oleícula não é obviamente usado para revenda. Somente para gastos de casa (somos muitos) ou então (na maioria das ocasiões) para brindarmos os nossos amigos. Pois... se eu fosse directamente ao lagar e comprasse o azeite gastaria muito menos, mas não teria o grato prazer de temperar as couves da consoada com aquele fluído que tanto trabalho nos deu.

Termino com uma palavra muito especial de agradecimento aos meus dois filhos que voluntariamnte se colocaram ao nosso dispor para nos ajudarem (a mim e a minha mulher) nesta demanda. E o que eles fizeram...

A oliveira é uma árvore abençoada e como disse uma vez o meu avô paterno: a oliveira paga sempre ao dono. Este ano foi caso disso.

Fim

Bago a bago - 7

Bago - 6

 

As previsões meteriológicas apontavam para chuva, no dia de hoje.

Realmente não falharam pois desde muito cedo umas nuvens pesadas e plúmbeas ameaçaram o povo com água. Foi ao meio-dia que a chuva veio e com força, dando razão ao tal ditado tão popular "ao meio-dia, carrega ou alivia".

Para meu azar carregou e com tamanha força que quase estive para desistir. Depois teimei ou teimámos os cá de casa e foi com grande esforço e estoicismo que conseguimos acabar a fazenda.

Agora faltarão uma vintena de oliveiras que segundo dizem estão outrossim carregadas.

Entretanto e para acrescentar imagens ao texto de ontem tirei estas 4 fotografias onde poderão notar os panos todos estendidos:.

panos_estendidos.jpg

 

A que seguirá finalizada a apanha da azeitona de uma oliveira a recolha do produto:

 

recolher_pano.jpg

Junta toda a azeitona colhida daquela oliveira temos:

Recolha.jpg

O que é um monte bem agradável de azeitona negra e pronta a ir para o lagar:

 

 

20171102_115224.jpg

Que será amanhã da parte da tarde.

 

Bago - 8

Bago a bago – 6

Bago 5

 

Um dos piores trabalhos que há na azeitona é sem dúvida a mudança de panos de oliveira para oliveira. Algo que toda a gente foge mesmo sabendo de antemão que é uma actividade importante e claramente necessária.

Todavia se imaginam que estender um pano à volta de uma árvore é um trabalho sem técnica desenganem-se. É preciso olhar para a oliveira e perceber onde cairá mais azeitona e tapar essa zona com reforço de panos mais pequenos.

Depois não se podem estender de qualquer maneira. Há preceito na coisa.

No entanto há uma ocasião em que mudar o pano é um verdadeiro suplício. Falo obviamente após ter chovido. Mesmo que não queiramos a simples mudança de lugar leva-nos a ficar extremamente molhados.

Hoje é mais fácil estender um pano que outrora. Geralmente todos eles têm um gargalo que abraça o pé da árvore o que facilita e de que maneira o envolvimento por debaixo da rama que se irá colher.

A fase seguinte prende-se com o levantar do pano após a colheita. Juntá-la num só local é por vezes um momento difícil e complicado.

Prevê-se chuva para amanhã. Ao contrário de muita gente, que no meu lugar preferiam que se ela se atrasasse, reconheço que a chuva é obviamente necessária. E isto de eu andar à azeitona sem estar molhado até nem tinha muita graça.

Pág. 3/3

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