As imagens correram Mundo. Prédios desmoronavam-se como verdadeiros castelos de cartas à frente de todos. Entre aqueles uma escola com crianças lá dentro.
Foi mais um sismo no México de grande intensidade. Com muitas vítimas mortais, perto das três centenas. Demasiadas.
Mas o que mais foi sobressaindo desta tragédia prendeu-se com a possibilidade de uma menina de 12 anos estar ainda viva debaixo dos escombros da tal escola.
Televisões, rádios e jornais iam fazendo crer que a menina ainda estaria com vida. Eu próprio vi alguém a fazer descer garrafas de água no meio dos escombros.
Porém de repente... tudo não passou de uma mentira. Não havia criança, nem nunca houve e ainda se está para perceber como começou este enredo.
Sendo o México a capital das telenovelas de "faca e alguidar", não me admirou que um qualquer canal televisivo do país tivesse criado um evento deste tipo. O pior é que muitas outras cadeias de televisão, na maioria estrangeiros, também tivessem caído nesta espécie de armadilha televisiva.
Parece que alguns elementos do próprio governo mexicano chegaram a confirmar a existência da dita criança.
Resumindo, não bastava já a desgraça que a Mãe Natureza ofereceu ao pobre povo, ainda veio esta não notícia ensombrar, de forma vil e infame, os mexicanos.
Não imagino qual a origem deste caso, mas seria bom que as televisões em futuras reportagens deste tipo confirmassem "in loco" a existência de algum acontecimento mais estranho.
É desta maneira que se perde credibilidade. E nada é pior, para o jornalismo, que a desconfiança.
É mais ou mais conhecido a eterna rivalidade entre Barcelona e a capital espanhola, Madrid. Começa no futebol e termina nos eventos mais ínfimos.
Conheço bem aquela cidade condal e daí talvez entender o amuo entre as duas cidades que, até há pouco tempo era bem conhecido, mas quase sempre apaziguado.
Porém esta espécie de vulcão político teria de eclodir e a questão do referendo para a independência da Catalunha foi o percussor dessa implosão.
O problema é que se Espanha aceitasse a independência da Catalunha, logo a seguir teria o País Basco ou a Galiza (que há muuuuuuuito tempo gostaria de estar ligada a Portugal) a baterem à porta do PM castelhano com a mesma proposta de Independência para as suas regiões. Uma verdadeira caixa de Pandora dos tempos modernos que se abriria…
No entanto a forma mais ou menos violenta como o governo de Rajoy está a lidar com esta causa, não me parece que seja a mais apropriada. Utilizar a força para proibir um referendo só irá criar mais antagonismo contra o Palácio da Moncloa.
E parece ser já uma vitória dos independentistas.
Depois há a questão dos outros países da União Europeia que poderiam ser vítimas de convulsões semelhantes. O caso da Valónia ou mesmo da Escócia poderia ser um desses casos.
Finalmente creio ser tempo do Rei de Espanha, Filipe VI, pegar neste assunto com as suas próprias mãos e levá-lo para uma mesa de negociações onde todas as partes envolvidas estivessem presentes.
Espanha teria muito mais a ganhar e a Catalunha também.
A minha já quase provecta idade, a minha educação e formação cívica e até a minha fé não são, ainda assim, inibidores de ter conversas que aborde com a devida naturalidade a sexualidade do ser humano.
Trago aqui este tema porque há muito a minha cabeça vem pedindo para ser falado (leia-se escrito). Porém, porque há outros assuntos mais prementes foi sendo sempre assunto adiado. Mas agora vamos atacar a fundo.
Sempre achei, por exemplo, que uma grande diferença de idades entre homens e mulheres não é razão para não haver uma relação próxima e efectuosa. Tal como do mesmo sexo. Ainda por cima hoje em dia isso parece ser já uma evidente normalidade.
Basta ver o caso do Presidente Francês, Emanuel Macron para se perceber que o amor não escolhe idades. Da mesma maneira que a relação entre um homem mais velho e uma mulher muito mais nova não me cria qualquer prurido. Tenho até na família um caso em que um tio-avô acabou por ter uma relação com uma mulher quase meio século mais nova. E dessa relação nasceram três filhos.
Portanto sou assim um homem aberto à diferença desde que esta não colida com a liberdade de opção de cada um.
Mas se sou assim “open mind” isso não invalida que não olhe para algumas atitudes e as critique com veemência. É o caso das relações amorosas nos locais de trabalho.
Compreendo que estar oito ou mais horas ao lado de alguém possa, obviamente. criar uma efectuosidade muito próxima. Todavia esta proximidade não pode ou não deve ser levado ao extremo de, no próprio local de trabalho, se demonstrar essa amizade colorida ao ponto de num vão escuro de uma escada ou num qualquer arquivo se consumar um acto sexual.
Ainda por cima quando há tantos hotéis e pensões espalhados pelas cidades.
Parece-me de muito mau gosto e de uma promiscuidade a roçar a libertinagem. O que não deve ser, de todo, aceitável.
Tristemente, tenho sempre a sensação que estes casos carregam consigo outros interesses e outros sentimentos, de parte a parte. O que ainda piora a situação.
A sociedade está cada vez mais flexível para a vida, mas esta flexibilidade nunca deve colocar em causa o bom nome da empresa, sob o risco de cair num ridículo, perfeitamente evitável.
Já por diversas vezes aqui falei de como os turistas invadem constante e selvaticamente a nossa capital.
Deste modo passou a ser mais ou menos consensual que Lisboa é o centro das atenções do Mundo, seja porque a Madonna veio para cá viver ou seja por outra geringonça qualquer.
E depois há a tal de economia, mãe de todos os problemas e de todas as (futuras) soluções.
Posto isto passo à frente, porque atrás vem gente e o que me trouxe aqui nada tem a ver com turismo. Ou será que tem?
Pelo que me foi dado constatar iniciaram as aulas nas faculdades (o trânsito citadino é disso testemunha). Ora como este ano surgiram mais vagas na universidade, nos últimos dias passei a ver uma amálgama de seres de negro, que mais parecem morcegos.
Eles ocupam os passeios, exibem uma algazarra invulgar e, pior que tudo, carregam atrás de si uma turba de miúdos e miúdas, que a única coisa que fazem é seguir os “Bat’s” desta vida, numa gritaria abissal.
Por onde haja uma universidade, pública ou privada, eis que eles (os jovens) aparecem, vindos sabe-se lá de onde para incomodar quem anda pela rua.
Se eu tivesse sido aluno universitário e pertencesse à turma da praxe, aplicava à malta caloira a pastilha de irem para a praia apanhar todo o lixo que encontrassem. Resolvia dois problemas: limpava as praias da poluição existente e podiam gritar o que quisessem sem incomodar ninguém.
E acima de tudo educavam-se, de forma vincada, os futuros doutores deste país!
Hoje aproximei-me de uma passadeira de peões e esperei. Como sempre o faço.
Um, dois, três, quatro carros passaram e nenhum deles parou para me dar passagem. Ao quinto, curiosamente ou talvez não uma senhora, parou e eu lá passei, agradecendo o gesto correcto de cidadania.
Ao invés a semana passada no centro de Lisboa vou atravessar uma passadeira com sinal luminoso... verde para os peões. As viaturas pararam antes do sinal deixando a passadeira desimpedida. Até aqui tudo normal.
Só que no momento que estou a passar um jovem montado numa motoreta passa o sinal vermelho e atravessa-se à minha frente, em plena passadeira. Peranto o desplante, parei e tive este diálogo breve, mas assertivo:
- Faz a fineza de sair para que eu possa passar?
Motorizada para trás e para a frente e nada de sair do lugar.
- IMPORTA-SE que eu passe?
Finalmente o rapaz percebeu que a coisa podia correr mal para o seu lado, tal a maneiro rude como me dirigi a ele e lá recuou deixando a passadeira livre
Conclusão: gostei da senhora que educadamente me deixou passar, o que é mui raro e irritei-me com o fedelho, que tinha idade para ser meu neto.
Em anos de eleições autárquicas os concelhos enchem-se de obras. A pavimentação de ruas repletas de buracos, o concerto de passeios que durante meses e anos foram esventrados e jamais tratados, as belas obras sociais que depois não servem a população porque... falta pessoal especializado.
Tudo serve para mostrar obra, que no fim de contas só serve para "inglês ver", como diz o povo.
Há uns anos um candidato a uma Câmara foi entrevistado para um jornal regional. Questões para aqui respostas para ali, já de gravador desligado, o candidaato referiu-se ao Presidente da edilidade de forma menos positiva apresentando algumas críticas. A principal é que de que se tinha rodeado, por exemplo, de oito acessores.
Este candidato acabou por ganhar as eleições destronando naturalmente o anterior presidente. Todavia passado pouco tempo o novo Presidente da Câmara não tinha oito acessores como o seu antecessor mas somente... onze!
É por estas e muuuuuuitas outras razões que o povo não vai votar. Não é futebol... que tira gente.
A classe política, desde o mero Presidente de junta de freguesia até ao que ocupa um lugar em S.Bento, perdeu, há muito, o estado de graça através da qual, durante muitos anos, enganou o país.
Por isso actualmente Portugal vai saltitando de reforma em reforma, conforme os governos, sem reformar quase nada. Porque o que conta verdadeiramente não é fazer, mas unicamente publicitar um ror de boas intenções.
Este governo, com esta recente estória do futebol, deu um valente tiro no pé.
António Costa e quejandos já deveria saber que meter-se com a tribo do futebol é arranjar lenha para se queimar. E o PM não o fez por menos e toca a alterar o horário de um clássico.
Na minha óptica o que vai acontecer é que os adeptos que iriam votar e depois iam descansadinhos à bola, não passarão pelas urnas de voto, mais que não seja para demonstrar o desagrado quanto a estas novas medidas.
Um político conhecedor da mole humana deve ter, entre muitas outras coisas que geralmente também não tem, bom senso e perceber que há actividades com as quais não se deve meter. O futebol já se viu, e não é de agora, é uma delas.
Posto este arrozado, tenho quase a certeza que a abstenção nas próximas eleições irá aumentar susbtancialmente. Primeiro porque o descrédito dado aos políticos é tanto que já ninguém crê nas palavras proferidas, segundo porque os lideres partidários, seja de esquerda ou de direita, têm mostrado pouco trabalho. São sempre as mesmas palavras, o mesmo discurso, a mesma demagogia.
E enquanto se mantiver este nível político, dificilmente o povo regressará às urnas, seja para as autarquias seja para qualquer outra eleição.
Conhecem certamente aquela piada do cientista que arrancou as asas à mosca e a conclusão que tirou é que a mosca sem asas ficou surda.
Na nossa política passa-se mais ou menos o mesmo: o cientista da geringonça decidiu que em dia de eleições não deve haver divertimento…
Isto a mim só dá vontade de rir. E não é porque tem piada mas sim porque é muito estúpido.
Pegando na minha memória relembro que em 1987 as eleições foram a 19 de Julho. Muitos partidos acharam que não deveria ser naquele dia, tendo em conta as férias dos portugueses. Fosse por isso ou por outra coisa qualquer, ainda não profundamente explicada, a verdade é que o PSD ganhou nesse ano a sua primeira maioria absoluta.
A questão de eventos desportivos realizarem-se em dia de eleições é obviamente uma questão menor. Porque quem pretender votar fá-lo-á sem qualquer problema e não haverá evento que diminua essa intenção.
Na mesma ordem de ideias que este governo pretende implementar, em dia de eleições não devo ir à praia, ao campo, ao cinema nem sequer visitar aquele familiar que está no hospital ou simplesmente ir à missa? Será que depois de votar já posso ir?
Ora se a geringonça está mesmo preocupada com o absentismo eleitoral luso, porque não disponibiliza uma aplicação para se votar “on-line”? Seria fixe e quiçá haveria menos abstenção.
Há muito que o País deixou de ser uma verdadeira democracia, para passar a ser um estado quase ditatorial. É que é nestas ínfimas atitudes, que começamos a perceber os pequenos ditadores da nossa sociedade. Infelizmente!
No entanto há uma coisa que é certa. Este ano não irei votar porque, provavelmente, estarei a trabalhar. Posso ou tenho que fazer requerimento?
Há,no entanto,quem tente esconder, esquecer, olvidar a sua origem, seja ela mui nobre ou muito humilde. Vá-se lá saber porquê...
Ao invés, eu assumo que nasci em Lisboa, quase por acidente, já que naquele tempo ou se nascia em casa ou na Maternidade Alfredo da Costa...
Só que as minhas ditas raízes encontram-se bem longe da capital, naquela velhinha aldeia no sopé da serra dos Candeeiros, onde sempre fui muito feliz.
Por isso todos os anos trago aqui a sua festa, que este ano se realizou no passado fim de semana. Por motivos particulares não pude lá estar.
Porém fica aqui o registo da missa e da procissão, que deu a volta à aldeia. Momentos bonitos genuínos de gente boa e autêntica.
Curioso é que muitas das pessoas que aparecem neste filme são da minha família. Inclusivé o meu pai, a minha mãe, tios, primos... até a minha própria casa.
Sinto todavia alguma tristeza por ter estado ausente. Mas fica aqui a minha singela homenagem à Comissão de Festas.